Vitória importantíssima para o time ficar mais tranquilo até o fim do ano - e para diretoria e concorrentes às eleições poderem também se concentrar em temas importantes para a partir de 2013.
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Brasileiro 2012 - 13a rodada - São Paulo 4 x 1 Flamengo
Para quem achava que bastava tirar Joel Santana e Renato Abreu para o Flamengo melhorar, um pouco de choque de realidade.
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Leão-2011 pode ser a repetição de Mário Sérgio-2009?
Mesmo não simpatizando em nada com Leão, não duvido que o São Paulo consiga o que quer com sua contratação. Mas a lição do Inter tem que ser bem compreendida.
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Brasileiro 2011 - 27a. rodada - São Paulo 1 x 2 Flamengo
Não foi uma exibição de gala, mas foi a melhor atuação do Flamengo desde o final do primeiro turno. Uma vitória que pode servir para o time readquirir de vez sua confiança e tranquilidade.
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Brasileiro 2011 - 9a. rodada - Flamengo 1 x 0 São Paulo
Invicto, vice-líder em ascensão, três vitórias seguidas e Ronaldinho começando a mostrar a que veio. Que falta faz o Maracanã!
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Pitacos numa quarta sem jogo do Flamengo
Enquanto Luxemburgo prepara o Flamengo em Atibaia, Vasco, Fluminense, Santos e outros decidem suas vidas na Copa do Brasil e na Libertadores.
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Luis Fabiano foi a maior contratação do ano no futebol brasileiro?
O desempenho recente do jogador, a sua apresentação e os resultados imediatos de marketing indicam que sim.
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Os jogos que interessam hoje à noite
Vamos ser sinceros: Flamengo x Ceará só é assunto aqui porque o blog é SobreFlamengo. Embora o Flamengo ainda tenha sim que se preocupar com o rebaixamento, são dois times que parecem não ter mais grande função no campeonato além de disputar o “título” de classificado para a Sul-Americana. Bom, olhando por aí, até que é um confronto direto. E ao menos o estádio deverá estar cheio.
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Brasileiro 2010 - 19a. rodada - São Paulo 2 x 0 Flamengo
Depois do tão falado bom primeiro tempo contra o Santos, com tantas chances criadas pela direita, Silas resolveu radicalizar na aposta em atacar pelo setor colocando Willians de ponta. Mas, contra uma defesa melhor do que a do Santos, nem ele nem Léo Moura conseguiram nada insistindo em jogadas individuais. No meio-campo, sobravam os volantes Toró e Correa e o totalmente apagado Renato. Resultado: o Flamengo ficou com um grave problema de articulação no meio-campo, sem conseguir trocar passes e entregando a posse de bola ao São Paulo.
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Balanço 2009: de onde vem o dinheiro do Flamengo
No meu primeiro texto sobre o balanço 2009 do Flamengo, me limitei a falar da monstruosa dívida do clube. Conhecer aqueles números é um bom choque de realidade pras pessoas entenderem as limitações financeiras que o Flamengo tem hoje. Mas agora é hora de falar de maneira um pouco mais otimista – pois, olhando friamente os números, a tendência é melhorar.
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Ambev, Femsa, Flamengo, Fluminense e o G4 paulista
Na última terça, o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou o contrato de patrocínio com a Ambev. É um tipo de acordo ainda não tão comum no Brasil, não envolvendo espaço na camisa. Mas não é iniciativa específica da empresa com o Flamengo; a Ambev já havia anunciado acordo do tipo com o Fluminense e perdido a briga para fazer o mesmo com os grandes de São Paulo.
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Brasileiro 2010 - 1a. rodada - Flamengo 1 x 1 São Paulo
Chuva, campo molhado, estádio vazio, times desfalcados com a cabeça na Libertadores. Claro, tudo isso tem que entrar na conta. Mas a verdade é que o Flamengo x São Paulo de ontem foi um jogo de muito baixo nível. Um festival de passes errados (creio que a média tenha ficado em mais de um por minuto de bola rolando - é questão de checar as estatísticas), pisadas na bola, chutes horrorosos. O Campeonato Brasileiro começou muito mal para seus últimos dois campeões.
E contribuiu para isso a bizarra escalação que Rogério escolheu para seu primeiro jogo como treinador efetivo do Flamengo. Ele estava poupando titulares, Adriano pediu pra não jogar (é...), ok, são desculpas. Mas foi desagradável ver em campo o desenterrado Fernando, num meio-campo que já tinha Rômulo e Toró. E isso com o inacreditável Dênis Marques como único atacante, exibindo seu enorme repertório de jogadas bizarras - até no gol que fez, pegou meio esquisito na bola. É quando ele entra em campo que os torcedores mais acreditam que o custo-benefício do pacote Adriano ainda vale a pena.
Houve várias atuações abaixo da crítica (além dos já citados Fernando e Dênis Marques, merecem "destaque" Toró e, principalmente, Éverton Silva), mas nem tudo foi tão ruim assim. Petkovic teve atuação razoável, o que já é bastante pro que os "criadores" que o Flamengo tem colocado em campo têm mostrado; poderia ter feito seu gol em duas bolas paradas - uma falta e um escanteio - e enfiou uma bola sensacional no primeiro tempo para Juan, que chutou por cima. Michael, que entrou no segundo tempo, prendeu muito a bola, perdeu vários lances, mas fez um lançamento muito bonito para o gol de Dênis Marques e também iniciou outra jogada de muito perigo, que acabou desperdiçada em um chute ruim de Kléberson. Foi este, aliás, o grande defeito na atuação do renascido "pentacampeão": as falhas na hora de concluir as várias chances que caíram em seus pés. Tirando isso, jogou motivado pela chance de ir à Copa, movimentou-se bem, deu bons passes e foi o melhor em campo.
É bom também dizer que não foi só o Flamengo que esteve mal em campo. O São Paulo até mostrou mais jeito pra trabalhar a bola durante boa parte do primeiro tempo (quando fez seu gol em falha de Angelim, que não acompanhou Marcelinho Paraíba), mas também errou demais (no duro, boa parte das chances dos dois times saíam de algum erro infantil do adversário) e, no segundo tempo - quando o Flamengo também adiantou mais seu time - pareceu um time cansado. Poderia ter sofrido a virada, embora tenha também perdido ao menos duas grandes chances de fazer o segundo gol.
9/5/2010 - 16h - Flamengo 1 x 1 São Paulo
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa)
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA/Fifa) e Carlos Berkenbrock (SC/Fifa)
Cartões amarelos: Juan, Everton Silva (FLA); Marcelinho (SAO)
Gols: Washington, 44'/2ºT (0-1); Denis Marques, 5'/2ºT (1-1)
Flamengo: Bruno, Everton Silva, David, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Rômulo (Fierro, 37'/2ºT), Kleberson, Fernando (Michael, 1'/2ºT) e Petkovic (Vinícius Pacheco, 30'/2ºT); Denis Marques. Técnico: Rogério Lourenço.
São Paulo: Rogério Ceni, Wellington (Cicinho, 44'/2ºT), Xandão, Miranda e Junior Cesar; Jean, Richarlyson, Cleber Santana e Léo Lima (Hernanes, 36'/2ºT); Marcelinho (Marlos, 30'/2ºT) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
E contribuiu para isso a bizarra escalação que Rogério escolheu para seu primeiro jogo como treinador efetivo do Flamengo. Ele estava poupando titulares, Adriano pediu pra não jogar (é...), ok, são desculpas. Mas foi desagradável ver em campo o desenterrado Fernando, num meio-campo que já tinha Rômulo e Toró. E isso com o inacreditável Dênis Marques como único atacante, exibindo seu enorme repertório de jogadas bizarras - até no gol que fez, pegou meio esquisito na bola. É quando ele entra em campo que os torcedores mais acreditam que o custo-benefício do pacote Adriano ainda vale a pena.
Houve várias atuações abaixo da crítica (além dos já citados Fernando e Dênis Marques, merecem "destaque" Toró e, principalmente, Éverton Silva), mas nem tudo foi tão ruim assim. Petkovic teve atuação razoável, o que já é bastante pro que os "criadores" que o Flamengo tem colocado em campo têm mostrado; poderia ter feito seu gol em duas bolas paradas - uma falta e um escanteio - e enfiou uma bola sensacional no primeiro tempo para Juan, que chutou por cima. Michael, que entrou no segundo tempo, prendeu muito a bola, perdeu vários lances, mas fez um lançamento muito bonito para o gol de Dênis Marques e também iniciou outra jogada de muito perigo, que acabou desperdiçada em um chute ruim de Kléberson. Foi este, aliás, o grande defeito na atuação do renascido "pentacampeão": as falhas na hora de concluir as várias chances que caíram em seus pés. Tirando isso, jogou motivado pela chance de ir à Copa, movimentou-se bem, deu bons passes e foi o melhor em campo.
É bom também dizer que não foi só o Flamengo que esteve mal em campo. O São Paulo até mostrou mais jeito pra trabalhar a bola durante boa parte do primeiro tempo (quando fez seu gol em falha de Angelim, que não acompanhou Marcelinho Paraíba), mas também errou demais (no duro, boa parte das chances dos dois times saíam de algum erro infantil do adversário) e, no segundo tempo - quando o Flamengo também adiantou mais seu time - pareceu um time cansado. Poderia ter sofrido a virada, embora tenha também perdido ao menos duas grandes chances de fazer o segundo gol.
9/5/2010 - 16h - Flamengo 1 x 1 São Paulo
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 221.151,00 / 7.729 pagantes
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS/Fifa)
Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA/Fifa) e Carlos Berkenbrock (SC/Fifa)
Cartões amarelos: Juan, Everton Silva (FLA); Marcelinho (SAO)
Gols: Washington, 44'/2ºT (0-1); Denis Marques, 5'/2ºT (1-1)
Flamengo: Bruno, Everton Silva, David, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Rômulo (Fierro, 37'/2ºT), Kleberson, Fernando (Michael, 1'/2ºT) e Petkovic (Vinícius Pacheco, 30'/2ºT); Denis Marques. Técnico: Rogério Lourenço.
São Paulo: Rogério Ceni, Wellington (Cicinho, 44'/2ºT), Xandão, Miranda e Junior Cesar; Jean, Richarlyson, Cleber Santana e Léo Lima (Hernanes, 36'/2ºT); Marcelinho (Marlos, 30'/2ºT) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
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O São Paulo é só mais um a decepcionar
Só depois de terminado o basquete é que fui saber do surpreendente empate do São Paulo com o Universitário de Lima, que ocupa uma posição ruim no Campeonato Peruano.
O São Paulo tem um elenco que, no papel, tem muitas opções - e a única partida que vi do time no ano, contra o mesmo Santo André que fez o Santos passar perrengue na final do Paulista, foi até bastante boa. Um possível meio-campo com Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner e Marlos, servindo um ataque com Dagoberto e Washington, dá num time em tese bastante respeitável.
Só que, até agora, ninguém está convencido com o futebol que o São Paulo apresentou este ano. O que, aliás, serve pra quase todos os times de ponta do Brasil em 2010 - inclusive vários que, como o São Paulo, têm elencos bastante respeitáveis no papel. São bem poucos os que realmente estão conquistando a confiança de seu torcedor por um bom futebol.
A exceção mais festejada, claro, é o Santos.
Mas o que eu boto mais fé é o Cruzeiro. Que, se passar hoje pelo Nacional, segue pra mim como o maior favorito ao título da Libertadores.
A exceção mais festejada, claro, é o Santos.
Mas o que eu boto mais fé é o Cruzeiro. Que, se passar hoje pelo Nacional, segue pra mim como o maior favorito ao título da Libertadores.
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O ciclo da vida
O último post, sobre as reclamações a que todos têm direito a essa altura por questões extra-campo, gerou aí uma quantedadezinha de comentários. Não é pra menos: com todo mundo com o Brasileiro na cabeça e essa semana sem jogo pra quase todo mundo, o assunto teria que sair de algum lugar - e STJD e adjacências têm cumprido este papel.
Pra deixar bem claro: é óbvio que não sou adepto da teoria que reúne numa só conspiração a Globo, a CBF, os árbitros, o STJD e a PM de São Paulo (da qual tratou tão bem Arthur Muhlemberg). O ponto é que um campeonato tão apertado como este deve ser mesmo decidido nos detalhes - e quem os vê contra seu time, a essa altura, tem todo o direito de achar ruim, com boa dose de razão. E seria papel da organização do campeonato diminuir as possibilidades desse tipo de coisa acontecer - trabalhando direito na tabela, na organização dos eventos, no treinamento dos árbitros, na elaboração dos contratos de TV, na estrutura da Justiça Desportiva e por aí vai.
Não faz muito tempo, ouvia de um sem-número de rubro-negros que estava tudo armado para o São Paulo. Era a época em que o Barueri ganhava do Flamengo com gol impedido, tirava seu goleiro e seu artilheiro de campo no Morumbi e ainda via o São Paulo ganhar graças a um pênalti não marcado. Na semana seguinte, um árbitro esquisitíssimo no Maracanã, pênalti mandrake pro Santos. A torcida do Flamengo se revoltava, enquanto por lá, ria-se do chororô alheio. Por sorte, não tive o constrangimento de ver esse tipo de teoria da conspiração ser incentivada por gente da Gávea (tirando reclamações pontuais e normais contra a arbitragem). Mas tudo isso, como se sabe, passou.
O Palmeiras, que vinha se segurando como podia na liderança, arrancou um empatezinho contra o Corinthians graças a um gol marcado por um zagueiro que deveria ter sido expulso antes. Isso ficou pra trás e logo o Verdão passou a ser a vítima da vez, para em seguida voltar a ser ajudado - num processo em que, na verdade, não precisou de muito empurrãozinho pra se afundar sozinho. Passou.
O momento de choro livre agora é são-paulino, incentivado pelas decisões de ontem do STJD - é meio que consenso por aí que pegaram leve na suspensão do reserva Borges e pesado nas dos titulares Dagoberto e, principalmente, Jean. É o ciclo da vida: o beneficiário da armação de três ou quatro semanas atrás é, agora, a vítima da conspiração. Faz parte e, como já falei, a torcida tem todo o direito de achar ruim, como eu também acharia se fosse comigo - mas é tudo muito, muito chato, e bem que poderia ser evitado.
Mas tem também seu lado divertido. Alguém contrate esse cara pro Zorra Total!
Pra deixar bem claro: é óbvio que não sou adepto da teoria que reúne numa só conspiração a Globo, a CBF, os árbitros, o STJD e a PM de São Paulo (da qual tratou tão bem Arthur Muhlemberg). O ponto é que um campeonato tão apertado como este deve ser mesmo decidido nos detalhes - e quem os vê contra seu time, a essa altura, tem todo o direito de achar ruim, com boa dose de razão. E seria papel da organização do campeonato diminuir as possibilidades desse tipo de coisa acontecer - trabalhando direito na tabela, na organização dos eventos, no treinamento dos árbitros, na elaboração dos contratos de TV, na estrutura da Justiça Desportiva e por aí vai.
Não faz muito tempo, ouvia de um sem-número de rubro-negros que estava tudo armado para o São Paulo. Era a época em que o Barueri ganhava do Flamengo com gol impedido, tirava seu goleiro e seu artilheiro de campo no Morumbi e ainda via o São Paulo ganhar graças a um pênalti não marcado. Na semana seguinte, um árbitro esquisitíssimo no Maracanã, pênalti mandrake pro Santos. A torcida do Flamengo se revoltava, enquanto por lá, ria-se do chororô alheio. Por sorte, não tive o constrangimento de ver esse tipo de teoria da conspiração ser incentivada por gente da Gávea (tirando reclamações pontuais e normais contra a arbitragem). Mas tudo isso, como se sabe, passou.
O Palmeiras, que vinha se segurando como podia na liderança, arrancou um empatezinho contra o Corinthians graças a um gol marcado por um zagueiro que deveria ter sido expulso antes. Isso ficou pra trás e logo o Verdão passou a ser a vítima da vez, para em seguida voltar a ser ajudado - num processo em que, na verdade, não precisou de muito empurrãozinho pra se afundar sozinho. Passou.
O momento de choro livre agora é são-paulino, incentivado pelas decisões de ontem do STJD - é meio que consenso por aí que pegaram leve na suspensão do reserva Borges e pesado nas dos titulares Dagoberto e, principalmente, Jean. É o ciclo da vida: o beneficiário da armação de três ou quatro semanas atrás é, agora, a vítima da conspiração. Faz parte e, como já falei, a torcida tem todo o direito de achar ruim, como eu também acharia se fosse comigo - mas é tudo muito, muito chato, e bem que poderia ser evitado.
Mas tem também seu lado divertido. Alguém contrate esse cara pro Zorra Total!
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O direito de reclamar
Imaginemos que Petkovic estivesse machucado e que o departamento médico do Flamengo desse a previsão de que ele estaria apto a jogar no fim de semana, podendo entrar em campo contra o Goiás. Mas que a Globo decidisse, por suas razões, que o jogo deveria ser adiantado para hoje - e, por isso, Andrade tivesse que quebrar a cabeça para armar o time sem seu principal jogador. É óbvio que todo rubro-negro estaria reclamando da alteração despropositada na tabela, certo?
Pois é por aí o que acontece hoje com o Palmeiras: Cleiton Xavier (que nunca sei se é com a, e, i ou y e que, obviamente, não é Petkovic) está contundido e havia a expectativa de que pudesse voltar ao time contra o Grêmio no fim de semana, quando o jogo deveria acontecer. No entanto, como a Globo precisa ter um jogo pra transmitir pra São Paulo, a partida foi adiantada pra hoje, e Muricy não poderá escalar o líder de assistências de sua equipe no campeonato.
Não se trata de perseguição ao Palmeiras, ou tentativa de ajudar os seus adversários; por lá, os dois times que ainda disputam algo no campeonato são São Paulo e Palmeiras e ambos já tiveram datas de compromissos alteradas para atender à TV. Isso não aconteceu ainda com o Flamengo porque Fluminense e Botafogo foram passando de fase na Sul-Americana, garantindo partidas interessantes para o público carioca.
Mas, de qualquer forma, é o fim da picada - o tipo de situação em que os clubes abrem as pernas pra Globo de uma maneira que não deveria acontecer. E os palmeirenses têm mais é que achar ruim e reclamar mesmo.
* * * * * * * * * * * * *
Assim como podem achar ruim e reclamar, agora junto com os são-paulinos, da alteração do local da partida entre Corinthians e Flamengo - que, por razões de segurança, foi transferida para Campinas. A PM paulista, ao que parece, vê as coisas de maneira diferente da PM carioca - afinal, por aqui haverá Flamengo x Grêmio e Botafogo x Palmeiras ao mesmo tempo, na mesma cidade, na última rodada. Mas ok, cada torcida é uma torcida, cada cidade é uma cidade, cadaa estádio é um estádio, cada polícia é uma polícia, devem ser mesmo situações diferentes.
Mas a pergunta que se impõe é: afinal de contas, quando foi publicada a tabela do campeonato? Só agora se deram conta de que marcaram dois jogos simultâneos em São Paulo e de que isso é um problema? É algo difícil de compreender.
A verdade é que essas alterações de última hora são inacreditáveis até no ponto de vista comercial - afinal, os clubes podem vender carnês e ingressos antecipados, negociar camarotes em seus estádios com os patrocinadores, criar pacotes de viagens, e tudo isso fica prejudicado quando algo assim acontece. Mas como aqui no Brasil tudo tem seu jeitinho, vai-se empurrando com a barriga.
Não é algo que mude completamente a natureza do jogo, bem longe disso; mas é óbvio que é melhor pro Flamengo jogar em Campinas do que no Pacaembu, onde o Corinthians está acostumado a atuar. Se não dá mesmo pra acontecerem os dois jogos em São Paulo, realmente seria ainda pior se mexessem no mando do Palmeiras - aí é que Belluzzo e companhia iam espernear pra valer.
Mas como os rubro-negros estariam se sentindo agora se levassem o Botafogo x São Paulo deste domingo para Volta Redonda?
Pois é por aí o que acontece hoje com o Palmeiras: Cleiton Xavier (que nunca sei se é com a, e, i ou y e que, obviamente, não é Petkovic) está contundido e havia a expectativa de que pudesse voltar ao time contra o Grêmio no fim de semana, quando o jogo deveria acontecer. No entanto, como a Globo precisa ter um jogo pra transmitir pra São Paulo, a partida foi adiantada pra hoje, e Muricy não poderá escalar o líder de assistências de sua equipe no campeonato.
Não se trata de perseguição ao Palmeiras, ou tentativa de ajudar os seus adversários; por lá, os dois times que ainda disputam algo no campeonato são São Paulo e Palmeiras e ambos já tiveram datas de compromissos alteradas para atender à TV. Isso não aconteceu ainda com o Flamengo porque Fluminense e Botafogo foram passando de fase na Sul-Americana, garantindo partidas interessantes para o público carioca.
Mas, de qualquer forma, é o fim da picada - o tipo de situação em que os clubes abrem as pernas pra Globo de uma maneira que não deveria acontecer. E os palmeirenses têm mais é que achar ruim e reclamar mesmo.
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Assim como podem achar ruim e reclamar, agora junto com os são-paulinos, da alteração do local da partida entre Corinthians e Flamengo - que, por razões de segurança, foi transferida para Campinas. A PM paulista, ao que parece, vê as coisas de maneira diferente da PM carioca - afinal, por aqui haverá Flamengo x Grêmio e Botafogo x Palmeiras ao mesmo tempo, na mesma cidade, na última rodada. Mas ok, cada torcida é uma torcida, cada cidade é uma cidade, cadaa estádio é um estádio, cada polícia é uma polícia, devem ser mesmo situações diferentes.
Mas a pergunta que se impõe é: afinal de contas, quando foi publicada a tabela do campeonato? Só agora se deram conta de que marcaram dois jogos simultâneos em São Paulo e de que isso é um problema? É algo difícil de compreender.
A verdade é que essas alterações de última hora são inacreditáveis até no ponto de vista comercial - afinal, os clubes podem vender carnês e ingressos antecipados, negociar camarotes em seus estádios com os patrocinadores, criar pacotes de viagens, e tudo isso fica prejudicado quando algo assim acontece. Mas como aqui no Brasil tudo tem seu jeitinho, vai-se empurrando com a barriga.
Não é algo que mude completamente a natureza do jogo, bem longe disso; mas é óbvio que é melhor pro Flamengo jogar em Campinas do que no Pacaembu, onde o Corinthians está acostumado a atuar. Se não dá mesmo pra acontecerem os dois jogos em São Paulo, realmente seria ainda pior se mexessem no mando do Palmeiras - aí é que Belluzzo e companhia iam espernear pra valer.
Mas como os rubro-negros estariam se sentindo agora se levassem o Botafogo x São Paulo deste domingo para Volta Redonda?
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Pra não falar apenas do direito de reclamar dos adversários do Flamengo, não dá pra deixar passar a contusão de Maldonado no amistoso sem vergonha que o Chile foi jogar ontem. Por conta de um compromisso com importância pra lá de discutível, o Flamengo perdeu seu principal volante na reta final do primeiro campeonato em que se vê à beira do título desde 1992. É dose.
Marcos Braz já deu declarações sobre as chances de entrar com uma ação pedindo que a federação chilena dê alguma compensação ao Flamengo pelo prejuízo, nem que seja pagando os custos da recuperação de Maldonado. É o mínimo que deveria acontecer; li que é previsto que os clubes devam arcar com um seguro para este tipo de situação, mas é algo que não faz o menor sentido - é óbvio que a responsabilidade por algo assim deveria ser das federações.
Na época em que Kléberson se machucou em um jogo pelo Brasil, já se levantou este tipo de questão - mas ninguém por aqui ousa ir contra a CBF, organizadora do campeonato, responsável pela arbitragem e dublê de agiota nas horas de necessidade dos clubes brasileiros. Mas de repente, quem sabe?, a federação chilena agora não meta tanto medo assim.
Marcos Braz já deu declarações sobre as chances de entrar com uma ação pedindo que a federação chilena dê alguma compensação ao Flamengo pelo prejuízo, nem que seja pagando os custos da recuperação de Maldonado. É o mínimo que deveria acontecer; li que é previsto que os clubes devam arcar com um seguro para este tipo de situação, mas é algo que não faz o menor sentido - é óbvio que a responsabilidade por algo assim deveria ser das federações.
Na época em que Kléberson se machucou em um jogo pelo Brasil, já se levantou este tipo de questão - mas ninguém por aqui ousa ir contra a CBF, organizadora do campeonato, responsável pela arbitragem e dublê de agiota nas horas de necessidade dos clubes brasileiros. Mas de repente, quem sabe?, a federação chilena agora não meta tanto medo assim.
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Os jogos que interessam hoje
São Paulo x Vitória
Taí uma tarefa ingrata: tentar secar o São Paulo nessa partida de hoje, contra o Vitória. O empate do Palmeiras com o Sport mostrou que tudo pode acontecer, mas qualquer resultado que não seja uma vitória são-paulina hoje no Morumbi é pra lá de improvável.
O São Paulo tem seus desfalques, dos quais o mais importante é Dagoberto. Mas teve dez dias para preparar o time e tem banco suficiente para que as ausências não pesem tanto assim. Na verdade, ao contrário de seus rivais na disputa pelo título - Flamengo, Palmeiras e Atlético -, o São Paulo não tem aquele grande jogador cuja ausência faria o time realmente se desarticular; as vitórias têm vindo daquela maneira irritante e costumeira, com defesa fechada e golzinhos de bola parada. Não é um futebol confiável, as vitórias têm sido sempre sofridas e apertadas, mas pra hoje deve bastar.
Até porque o Vitória chega em crise, vindo de quatro derrotas seguidas - a última delas em casa, para o Avaí. Em Salvador, há rumores de que os jogadores querem derrubar o técnico Vagner Mancini e alguns chegaram a ser afastados por indisciplina - é o caso de Apodi, que não joga hoje, e Leandro Domingues, que foi reintegrado.
Coritiba x Atlético-MG
Este já é um jogo em que dá pra ter bastante esperança num tropeço mineiro. O Coritiba, embora ainda corra riscos reais de rebaixamento, faz campanha bem razoável no returno e dificilmente perde em casa. Hoje estará sem o centro-avante Ariel, mas continua com quatro jogadores bem ofensivos em campo - Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba (o destaque do time, com 13 gols) e Ângelo.
Mas o Atlético vem completo e é um time com desempenho bastante bom fora de casa - venceu o mesmo número de partidas que perdeu como visitante e tem aproveitamento de 47%. E como o Coritiba precisa vencer, não deve ter uma defesa tão fechada quanto à do Flamengo na última rodada, o que deve facilitar a vida de Tardelli e Éder Luís para encontrarem espaços. É um jogo imprevisível e decisivo para os dois lados - mas eu apostaria numa vitória do time de Ney Franco, que cairia benzão.
Cruzeiro x Grêmio
O que pode dar ao jogo no Mineirão uma dificuldade extra para o Cruzeiro é a saída de Paulo Autuori. Assume o interino Marcelo Rospide, que fazia boa campanha com o time antes da chegada de Autuori - o que pode servir pra dar uma sacudida no ânimo do time. Se isso não acontecer e o Grêmio seguir seu ritmo normal de infinitas derrotas fora de casa, o Cruzeiro deve sair com os três pontos e continuar botando pressão nos atuais integrantes do G4 - é o mais provável, ainda mais pela ausência de Souza no Grêmio.
A verdade é que, tirando o segundo tempo do jogo contra o Fluminense, o Cruzeiro vem convencendo rodada após rodada - se não fosse aquele apagão de 45 minutos, seria agora um fortíssimo candidato ao título. Mas pelo menos uma vaga na Libertadores está bastante provável - hoje eu diria que Atlético-MG e Palmeiras devem decidir no confronto direto quem ficará no G4 e quem perderá a vaga para o time de Adílson Batista.
Taí uma tarefa ingrata: tentar secar o São Paulo nessa partida de hoje, contra o Vitória. O empate do Palmeiras com o Sport mostrou que tudo pode acontecer, mas qualquer resultado que não seja uma vitória são-paulina hoje no Morumbi é pra lá de improvável.
O São Paulo tem seus desfalques, dos quais o mais importante é Dagoberto. Mas teve dez dias para preparar o time e tem banco suficiente para que as ausências não pesem tanto assim. Na verdade, ao contrário de seus rivais na disputa pelo título - Flamengo, Palmeiras e Atlético -, o São Paulo não tem aquele grande jogador cuja ausência faria o time realmente se desarticular; as vitórias têm vindo daquela maneira irritante e costumeira, com defesa fechada e golzinhos de bola parada. Não é um futebol confiável, as vitórias têm sido sempre sofridas e apertadas, mas pra hoje deve bastar.
Até porque o Vitória chega em crise, vindo de quatro derrotas seguidas - a última delas em casa, para o Avaí. Em Salvador, há rumores de que os jogadores querem derrubar o técnico Vagner Mancini e alguns chegaram a ser afastados por indisciplina - é o caso de Apodi, que não joga hoje, e Leandro Domingues, que foi reintegrado.
Coritiba x Atlético-MG
Este já é um jogo em que dá pra ter bastante esperança num tropeço mineiro. O Coritiba, embora ainda corra riscos reais de rebaixamento, faz campanha bem razoável no returno e dificilmente perde em casa. Hoje estará sem o centro-avante Ariel, mas continua com quatro jogadores bem ofensivos em campo - Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba (o destaque do time, com 13 gols) e Ângelo.
Mas o Atlético vem completo e é um time com desempenho bastante bom fora de casa - venceu o mesmo número de partidas que perdeu como visitante e tem aproveitamento de 47%. E como o Coritiba precisa vencer, não deve ter uma defesa tão fechada quanto à do Flamengo na última rodada, o que deve facilitar a vida de Tardelli e Éder Luís para encontrarem espaços. É um jogo imprevisível e decisivo para os dois lados - mas eu apostaria numa vitória do time de Ney Franco, que cairia benzão.
Cruzeiro x Grêmio
O que pode dar ao jogo no Mineirão uma dificuldade extra para o Cruzeiro é a saída de Paulo Autuori. Assume o interino Marcelo Rospide, que fazia boa campanha com o time antes da chegada de Autuori - o que pode servir pra dar uma sacudida no ânimo do time. Se isso não acontecer e o Grêmio seguir seu ritmo normal de infinitas derrotas fora de casa, o Cruzeiro deve sair com os três pontos e continuar botando pressão nos atuais integrantes do G4 - é o mais provável, ainda mais pela ausência de Souza no Grêmio.
A verdade é que, tirando o segundo tempo do jogo contra o Fluminense, o Cruzeiro vem convencendo rodada após rodada - se não fosse aquele apagão de 45 minutos, seria agora um fortíssimo candidato ao título. Mas pelo menos uma vaga na Libertadores está bastante provável - hoje eu diria que Atlético-MG e Palmeiras devem decidir no confronto direto quem ficará no G4 e quem perderá a vaga para o time de Adílson Batista.
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O jogo que interessa hoje à noite
Grêmio x São Paulo
O Grêmio, time mais misterioso do campeonato, começa esta noite o seu trabalho de fiel da balança neste Brasileiro. Trata-se do time com o melhor ataque do campeonato, a quarta melhor defesa, um aproveitamento assombroso de 83% dentro de casa - e, mesmo assim, ocupa apenas a sétima posição, sem ter mais grandes pretensões na competição. Isso porque, fora de casa, é capaz de coisas bizarras como o segundo gol que sofreu contra o Santo André, na rodada passada:
Vai entender.
Se manter o desempenho que teve ao longo do campeonato, como o jogo é no Olímpico, o Grêmio é favorito para bater o São Paulo - e é este o resultado que eu tenho cravado sempre nas minhas projeções. Mas, como esta é a primeira rodada em que o time está oficialmente de toalha jogada, sem qualquer esperança de ainda chegar a algum lugar, fica a dúvida de como será o espírito dos jogadores gremistas para esta partida.
Enquanto isso, o São Paulo vem animado pela recuperação das chances de título, depois de um período de queda em que muitos já o davam como carta fora do baralho, e por isso deve entrar em campo com a faca entre os dentes. Claro: ajudaram mais na subida na tabela os tropeços dos adversários do que propriamente o futebol que o time vem apresentando em campo. As últimas vitórias foram sofridas, com futebol magro e golzinho saindo de bola parada (como, aliás, cansou de acontecer ao longo de todo o Brasileiro do ano passado). E não há como não estranhar este episódio da última rodada, em que o Barueri tirou de campo seu artilheiro e o goleiro titular como punição por terem aceito dinheiro para conseguir um resultado que ajudava justo o São Paulo - e agora, uma partida depois, eles já retornarão para o confronto contra mais um adversário direto do time do Morumbi, o Inter. Yo no creo en brujas, pero...
Hoje, o time joga desfalcado de Richarlyson e Zé Luiz, mas tem em campo todos as suas principais armas. Para as pretensões do Flamengo e mesmo dos outros que seguem na briga, mesmo um empate deve ser considerado um resultado ruim, até pela tabela que o São Paulo tem até o final. É noite de corrente pra trás em todo o Brasil.
O Grêmio, time mais misterioso do campeonato, começa esta noite o seu trabalho de fiel da balança neste Brasileiro. Trata-se do time com o melhor ataque do campeonato, a quarta melhor defesa, um aproveitamento assombroso de 83% dentro de casa - e, mesmo assim, ocupa apenas a sétima posição, sem ter mais grandes pretensões na competição. Isso porque, fora de casa, é capaz de coisas bizarras como o segundo gol que sofreu contra o Santo André, na rodada passada:
Vai entender.
Se manter o desempenho que teve ao longo do campeonato, como o jogo é no Olímpico, o Grêmio é favorito para bater o São Paulo - e é este o resultado que eu tenho cravado sempre nas minhas projeções. Mas, como esta é a primeira rodada em que o time está oficialmente de toalha jogada, sem qualquer esperança de ainda chegar a algum lugar, fica a dúvida de como será o espírito dos jogadores gremistas para esta partida.
Enquanto isso, o São Paulo vem animado pela recuperação das chances de título, depois de um período de queda em que muitos já o davam como carta fora do baralho, e por isso deve entrar em campo com a faca entre os dentes. Claro: ajudaram mais na subida na tabela os tropeços dos adversários do que propriamente o futebol que o time vem apresentando em campo. As últimas vitórias foram sofridas, com futebol magro e golzinho saindo de bola parada (como, aliás, cansou de acontecer ao longo de todo o Brasileiro do ano passado). E não há como não estranhar este episódio da última rodada, em que o Barueri tirou de campo seu artilheiro e o goleiro titular como punição por terem aceito dinheiro para conseguir um resultado que ajudava justo o São Paulo - e agora, uma partida depois, eles já retornarão para o confronto contra mais um adversário direto do time do Morumbi, o Inter. Yo no creo en brujas, pero...
Hoje, o time joga desfalcado de Richarlyson e Zé Luiz, mas tem em campo todos as suas principais armas. Para as pretensões do Flamengo e mesmo dos outros que seguem na briga, mesmo um empate deve ser considerado um resultado ruim, até pela tabela que o São Paulo tem até o final. É noite de corrente pra trás em todo o Brasil.
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Brasileiro 2009 - 29a. rodada - Flamengo 2 x 1 São Paulo
Há algumas rodadas que todo jogo do Flamengo é encarado como "teste pra ver até onde se pode chegar". E hoje foi o dia em que o time melhor passou pela prova. Sem Adriano, o Flamengo dominou completamente um dos candidatos ao título e venceu sem que houvesse dúvidas de qual era o melhor time em campo.
A vitória foi construída no segundo tempo, mas a verdade é que a primeira etapa foi melhor. Andrade, ao contrário do que se comentava, não adiantou Éverton; o manteve na lateral e preferiu usar Juan na meia (o que eu não esperava, mas devia imaginar pelo posicionamento do time no segundo tempo contra o Vitória). A atuação de Juan foi apenas razoável, mas o time funcionou bem - controlou completamente a posse de bola, jogou na frente o tempo inteiro sem ceder contra-ataques e criou diversas chances de gol. Só pra contar as concluídas dentro da área: uma cabeçada de Dênis Marques, dois chutes de Juan (um deles salvo em cima da linha por um zagueiro), outra em que Álvaro tentou encobrir Rogério Ceni, mais uma cabeçada de Angelim no finalzinho. Isso sem falar em alguns chutes perigosos de mais longe.
Mas futebol tem dessas coisas: o São Paulo achou seu gol em um lance em que teve méritos quem lançou, teve méritos quem concluiu, mas o decisivo mesmo foram as falhas da defesa rubro-negra. Angelim achou que Bruno chegaria na bola e parou no lance, enquanto o goleiro não saiu com decisão e ficou no meio do caminho. E assim o time de Ricardo Gomes, totalmente dominado nos 45 minutos, foi pro vestiário comemorando a vitória parcial.
A entrada de Toró, no intervalo, deve ter sido motivada pelas condições físicas de Juan. Mas a ida de Williams para a quase ponta direita não deu lá muito certo e o time caiu um tanto de produção, embora continuasse no ataque - graças à postura demasiadamente defensiva do São Paulo - e até criasse algumas chances. Mas o empate veio mesmo num lance de azar de Jorge Wágner, que não viu Toró se antecipando e acabou chutando o rubro-negro sem querer - pênalti claro, embora involuntário.
Era o momento do time ir pra cima em busca da virada, mas o que aconteceu é que o São Paulo passou a manter mais a posse de bola no ataque do que havia feito em todo o jogo; embora só tenha criado um lance de real perigo, até equilibrou a partida. Mas foi a vez do Flamengo matar o jogo em um contra-ataque - enfiada perfeita de Petkovic, conclusão fria de Zé Roberto, os dois jogadores mais perigosos do time o tempo inteiro. A partir daí, o São Paulo passou a tentar empatar de qualquer jeito, abriu-se na defesa e poderia ter sofrido mais gols. O Flamengo esteve mais próximo do terceiro gol do que de sofrer o empate.
* * * * * * * * * * *
O juiz, que deixou de dar diversas faltas até grosseiras para o Flamengo durante todo o jogo, que foi bastante benevolente na hora de dar cartões aos jogadores do São Paulo a ponto de irritar a torcida, acabou tendo a atitude mais polêmica da partida ao mandar voltar a primeira cobrança de Petkovic, defendida por Rogério Ceni. É claro que, vendo o replay, Rogério se adiantou - como costuma se adiantar sempre. Mas quantos juizes mandam voltar? Pela regra, é claro que o juiz não errou, mas foi uma atitude não tão comum, que vai render reclamações.
E é claro que é inconveniente numa hora dessas que o goleiro do Flamengo vá ao microfone pra dizer que "achou injusto" e que pensa em como deve estar Rogério Ceni, "que trabalhou a semana inteira". Era bem simples: "eu estava longe, não sei dizer", resolvido. Merece um cascudo.
A vitória foi construída no segundo tempo, mas a verdade é que a primeira etapa foi melhor. Andrade, ao contrário do que se comentava, não adiantou Éverton; o manteve na lateral e preferiu usar Juan na meia (o que eu não esperava, mas devia imaginar pelo posicionamento do time no segundo tempo contra o Vitória). A atuação de Juan foi apenas razoável, mas o time funcionou bem - controlou completamente a posse de bola, jogou na frente o tempo inteiro sem ceder contra-ataques e criou diversas chances de gol. Só pra contar as concluídas dentro da área: uma cabeçada de Dênis Marques, dois chutes de Juan (um deles salvo em cima da linha por um zagueiro), outra em que Álvaro tentou encobrir Rogério Ceni, mais uma cabeçada de Angelim no finalzinho. Isso sem falar em alguns chutes perigosos de mais longe.
Mas futebol tem dessas coisas: o São Paulo achou seu gol em um lance em que teve méritos quem lançou, teve méritos quem concluiu, mas o decisivo mesmo foram as falhas da defesa rubro-negra. Angelim achou que Bruno chegaria na bola e parou no lance, enquanto o goleiro não saiu com decisão e ficou no meio do caminho. E assim o time de Ricardo Gomes, totalmente dominado nos 45 minutos, foi pro vestiário comemorando a vitória parcial.
A entrada de Toró, no intervalo, deve ter sido motivada pelas condições físicas de Juan. Mas a ida de Williams para a quase ponta direita não deu lá muito certo e o time caiu um tanto de produção, embora continuasse no ataque - graças à postura demasiadamente defensiva do São Paulo - e até criasse algumas chances. Mas o empate veio mesmo num lance de azar de Jorge Wágner, que não viu Toró se antecipando e acabou chutando o rubro-negro sem querer - pênalti claro, embora involuntário.
Era o momento do time ir pra cima em busca da virada, mas o que aconteceu é que o São Paulo passou a manter mais a posse de bola no ataque do que havia feito em todo o jogo; embora só tenha criado um lance de real perigo, até equilibrou a partida. Mas foi a vez do Flamengo matar o jogo em um contra-ataque - enfiada perfeita de Petkovic, conclusão fria de Zé Roberto, os dois jogadores mais perigosos do time o tempo inteiro. A partir daí, o São Paulo passou a tentar empatar de qualquer jeito, abriu-se na defesa e poderia ter sofrido mais gols. O Flamengo esteve mais próximo do terceiro gol do que de sofrer o empate.
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O juiz, que deixou de dar diversas faltas até grosseiras para o Flamengo durante todo o jogo, que foi bastante benevolente na hora de dar cartões aos jogadores do São Paulo a ponto de irritar a torcida, acabou tendo a atitude mais polêmica da partida ao mandar voltar a primeira cobrança de Petkovic, defendida por Rogério Ceni. É claro que, vendo o replay, Rogério se adiantou - como costuma se adiantar sempre. Mas quantos juizes mandam voltar? Pela regra, é claro que o juiz não errou, mas foi uma atitude não tão comum, que vai render reclamações.
E é claro que é inconveniente numa hora dessas que o goleiro do Flamengo vá ao microfone pra dizer que "achou injusto" e que pensa em como deve estar Rogério Ceni, "que trabalhou a semana inteira". Era bem simples: "eu estava longe, não sei dizer", resolvido. Merece um cascudo.
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Andrade se preocupou em não queimar Dênis Marques. Escalou-o como titular, o que era previsível e razoável; depois o manteve em campo após o intervalo, apesar de mais vaias a uma péssima atuação do cara no primeiro tempo. Teve que vê-lo perder mais dois gols claros e errar mais algumas matadas e passes para tirá-lo de campo.
Tudo muito compreensível. Mas tem horas em que é preferível pensar na vitória do que em preservar determinados jogadores.
Tudo muito compreensível. Mas tem horas em que é preferível pensar na vitória do que em preservar determinados jogadores.
10/10/2009 - 16h10 - Flamengo 2 x 1 São Paulo
Maracanã, Rio de Janeiro - RJ
Renda/público: R$ 1.097.168,00 / 57.210 pagantes
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Enio Ferreira de Carvalho (DF)
Cartões amarelos: Álvaro e Everton Silva (FLA); Hernanes, Junior César, Richarlyson, Jorge Wagner, Rogerio Ceni e Hugo (SÃO)
Gols: Hernanes, 25'/1ºT (0-1); Petkovic, 20'/2ºT (1-1); Zé Roberto, 35'/2ºT (2-1)
Flamengo: Bruno, Everton Silva, Álvaro (Welliton, 26'/2ºT), Ronaldo Angelim e Everton; Willians, Maldonado, Juan (Toró, intervalo) e Petkovic; Zé Roberto e Denis Marques (Bruno Mezenga, 11'/2ºT). Técnico: Andrade.
São Paulo: Rogerio Ceni, Renato Silva, Rodrigo e Richarlyson; Zé Luis (Borges 39'/2ºT), Jean, Hernanes, Jorge Wagner (Oscar, 36'/2T) e Junior Cesar; Dagoberto (Hugo, 14'/2ºT) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
Maracanã, Rio de Janeiro - RJ
Renda/público: R$ 1.097.168,00 / 57.210 pagantes
Auxiliares: Marrubson Melo Freitas (DF) e Enio Ferreira de Carvalho (DF)
Cartões amarelos: Álvaro e Everton Silva (FLA); Hernanes, Junior César, Richarlyson, Jorge Wagner, Rogerio Ceni e Hugo (SÃO)
Gols: Hernanes, 25'/1ºT (0-1); Petkovic, 20'/2ºT (1-1); Zé Roberto, 35'/2ºT (2-1)
Flamengo: Bruno, Everton Silva, Álvaro (Welliton, 26'/2ºT), Ronaldo Angelim e Everton; Willians, Maldonado, Juan (Toró, intervalo) e Petkovic; Zé Roberto e Denis Marques (Bruno Mezenga, 11'/2ºT). Técnico: Andrade.
São Paulo: Rogerio Ceni, Renato Silva, Rodrigo e Richarlyson; Zé Luis (Borges 39'/2ºT), Jean, Hernanes, Jorge Wagner (Oscar, 36'/2T) e Junior Cesar; Dagoberto (Hugo, 14'/2ºT) e Washington. Técnico: Ricardo Gomes.
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Os jogos que interessam hoje à noite
Hoje é dia de secar o São Paulo contra o Coritiba; o Inter contra o Náutico; e, olhando um pouco pra trás, o Grêmio contra o Atlético-PR.
O Grêmio, estatisticamente, é quem tem a maior chance de ajudar o Flamengo nessa. Não é preciso nem mais falar de seu aproveitamento fraco fora de casa, e o Atlético-PR, com Paulo Baier se destacando, vem crescendo no campeonato. Mas joga hoje com três desfalques na defesa, o que fará com que o trio de zaga seja formado por um garoto estreante e dois volantes improvisados. Com o Grêmio sem desfalques importantes além do goleiro Victor e o perigoso ataque Maxi López-Jonas em campo, não dá pra desprezar a chance de saírem com uma incomum vitória fora de casa hoje.
O Coritiba é mais um que não costuma se dar bem fora de casa (só venceu duas no campeonato), mas pode sim complicar a vida do São Paulo. Até porque Ricardo Gomes joga sem Miranda, Renato Silva, Júnior César e Richarlyson e, por conta disso, mexe no posicionamento de vários jogadores, o que pode afetar o rendimento do time. Mesmo assim, é claro favorito no Morumbi.
E o Inter estreia Mário Sérgio. O novo técnico - que, na boa, tem tudo pra dar errado e ajudar o Flamengo no campeonato - já começa mudando muito o time. Passa a usar o 3-5-2, coloca Andrezinho de ala e estreia no meio um volante do time B que Tite nunca havia usado. Independente de qualquer escalação ou técnico, no entanto, o Colorado é favorito absoluto no Beira-Rio, contra um Náutico com sete desfalques. Se conseguir não ganhar essa, o treinador vai estar começando muito, mas muito mal.
O Grêmio, estatisticamente, é quem tem a maior chance de ajudar o Flamengo nessa. Não é preciso nem mais falar de seu aproveitamento fraco fora de casa, e o Atlético-PR, com Paulo Baier se destacando, vem crescendo no campeonato. Mas joga hoje com três desfalques na defesa, o que fará com que o trio de zaga seja formado por um garoto estreante e dois volantes improvisados. Com o Grêmio sem desfalques importantes além do goleiro Victor e o perigoso ataque Maxi López-Jonas em campo, não dá pra desprezar a chance de saírem com uma incomum vitória fora de casa hoje.
O Coritiba é mais um que não costuma se dar bem fora de casa (só venceu duas no campeonato), mas pode sim complicar a vida do São Paulo. Até porque Ricardo Gomes joga sem Miranda, Renato Silva, Júnior César e Richarlyson e, por conta disso, mexe no posicionamento de vários jogadores, o que pode afetar o rendimento do time. Mesmo assim, é claro favorito no Morumbi.
E o Inter estreia Mário Sérgio. O novo técnico - que, na boa, tem tudo pra dar errado e ajudar o Flamengo no campeonato - já começa mudando muito o time. Passa a usar o 3-5-2, coloca Andrezinho de ala e estreia no meio um volante do time B que Tite nunca havia usado. Independente de qualquer escalação ou técnico, no entanto, o Colorado é favorito absoluto no Beira-Rio, contra um Náutico com sete desfalques. Se conseguir não ganhar essa, o treinador vai estar começando muito, mas muito mal.
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