São Paulo x Vitória
Taí uma tarefa ingrata: tentar secar o São Paulo nessa partida de hoje, contra o Vitória. O empate do Palmeiras com o Sport mostrou que tudo pode acontecer, mas qualquer resultado que não seja uma vitória são-paulina hoje no Morumbi é pra lá de improvável.
O São Paulo tem seus desfalques, dos quais o mais importante é Dagoberto. Mas teve dez dias para preparar o time e tem banco suficiente para que as ausências não pesem tanto assim. Na verdade, ao contrário de seus rivais na disputa pelo título - Flamengo, Palmeiras e Atlético -, o São Paulo não tem aquele grande jogador cuja ausência faria o time realmente se desarticular; as vitórias têm vindo daquela maneira irritante e costumeira, com defesa fechada e golzinhos de bola parada. Não é um futebol confiável, as vitórias têm sido sempre sofridas e apertadas, mas pra hoje deve bastar.
Até porque o Vitória chega em crise, vindo de quatro derrotas seguidas - a última delas em casa, para o Avaí. Em Salvador, há rumores de que os jogadores querem derrubar o técnico Vagner Mancini e alguns chegaram a ser afastados por indisciplina - é o caso de Apodi, que não joga hoje, e Leandro Domingues, que foi reintegrado.
Coritiba x Atlético-MG
Este já é um jogo em que dá pra ter bastante esperança num tropeço mineiro. O Coritiba, embora ainda corra riscos reais de rebaixamento, faz campanha bem razoável no returno e dificilmente perde em casa. Hoje estará sem o centro-avante Ariel, mas continua com quatro jogadores bem ofensivos em campo - Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba (o destaque do time, com 13 gols) e Ângelo.
Mas o Atlético vem completo e é um time com desempenho bastante bom fora de casa - venceu o mesmo número de partidas que perdeu como visitante e tem aproveitamento de 47%. E como o Coritiba precisa vencer, não deve ter uma defesa tão fechada quanto à do Flamengo na última rodada, o que deve facilitar a vida de Tardelli e Éder Luís para encontrarem espaços. É um jogo imprevisível e decisivo para os dois lados - mas eu apostaria numa vitória do time de Ney Franco, que cairia benzão.
Cruzeiro x Grêmio
O que pode dar ao jogo no Mineirão uma dificuldade extra para o Cruzeiro é a saída de Paulo Autuori. Assume o interino Marcelo Rospide, que fazia boa campanha com o time antes da chegada de Autuori - o que pode servir pra dar uma sacudida no ânimo do time. Se isso não acontecer e o Grêmio seguir seu ritmo normal de infinitas derrotas fora de casa, o Cruzeiro deve sair com os três pontos e continuar botando pressão nos atuais integrantes do G4 - é o mais provável, ainda mais pela ausência de Souza no Grêmio.
A verdade é que, tirando o segundo tempo do jogo contra o Fluminense, o Cruzeiro vem convencendo rodada após rodada - se não fosse aquele apagão de 45 minutos, seria agora um fortíssimo candidato ao título. Mas pelo menos uma vaga na Libertadores está bastante provável - hoje eu diria que Atlético-MG e Palmeiras devem decidir no confronto direto quem ficará no G4 e quem perderá a vaga para o time de Adílson Batista.
sábado, 14 de novembro de 2009
Os jogos que interessam hoje
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
E passou o debate
Sabe aqueles debates eleitorais em que o primeirão nas pesquisas se recusa a comparecer para não arriscar sua posição, fica lá a cadeira do cara vazia e os demais candidatos se juntam para, a cada oportunidade, criticar o ausente? Pois é - o debate de hoje entre os candidatos à presidência do Flamengo, na Rádio Bandeirantes, teve um tanto disso aí.
Afinal, nenhum dos links que publiquei para se ouvir online o debate funcionou. Assim, só pude acompanhá-lo já na segunda metade, a partir do momento em que um link na Justin.tv foi criado para transmitir o programa. Mas a impressão que este bom pedaço que ouvi me deixou é que não devo ter perdido muita coisa.
Já se sabia que Clóvis Sahione e Patrícia Amorim (que chegou a twittar durante o debate que estava entregando uma camisa do Flamengo ao Shimon Perez - então tá, né?) não estariam presentes; mas, além deles, também Delair Dumbrosck acabou não comparecendo. O resultado é que sobraram apenas Plínio Serpa Pinto, Pedro Ferrer e Lysias Itapicuru, que se mostraram candidatos com discursos muito parecidos - e, aliás, faziam questão de ressaltar isso em diversos momentos do debate, cheio de elogios mútuos e de levantadas de bola para o outro cortar de parte a parte. O confronto foi dos presentes contra os ausentes - com críticas até mais contundentes a Patrícia Amorim do que a Delair. Sahione até que escapou sem apanhar.
No final, foi feita a pergunta: se não pudessem votar em si mesmos, em quem votariam? E quem não escolheriam de jeito nenhum? Pra deixar claro o espírito da coisa, cada um disse que não daria seu voto a um dos que não estavam lá (com Plínio dizendo que "não entregaria a administração nem de uma loja minha à Patrícia"), e declararam suas escolhas hipotéticas entre os companheiros de mesa. Tomara que, se o vencedor acabar saindo dali, prevalesça essa bonita união em prol do Flamengo. E ficou a pergunta: afinal, com discursos tão afinados, porque são três chapas diferentes mesmo?
* * * * * * * * * * * *
Claro que seria mais elogiável se todos os candidatos lá estivessem - nunca é bonito fugir do debate. Mas João Silva, o apresentador do programa A Voz da Nação, não fez muita questão de esconder qual o seu posicionamento quanto aos candidatos ausentes e chegou a fazer um minidiscurso no final, pedindo votos apenas para os que lá estavam e batendo firme nos demais. Quer dizer: taí o álibi para a ausência dos que preferiram não se expor.
E o próprio formato do debate, com respostas sempre bastante curtas, não ajudou a aparecerem posições mais profundas dos candidatos em seus discursos sem grandes novidades sobre modernização, profissionalização, gestão responsável, reestruturação financeira etc. etc. Uma ou outra declaração chamou mais a atenção - como as de Plínio sobre os empréstimos que fez ao clube para que pagasse os salários dos funcionários e atletas -, fora um ou outro plano específico diferente aparecendo, mas sem muitos detalhes.
Mas também pelo Twitter apareceu a promessa de que o áudio completo será disponibilizado no site da AmoFla e até no Urublog. É só ficar ligado, ouvir e formar suas opiniões por conta própria.
Afinal, nenhum dos links que publiquei para se ouvir online o debate funcionou. Assim, só pude acompanhá-lo já na segunda metade, a partir do momento em que um link na Justin.tv foi criado para transmitir o programa. Mas a impressão que este bom pedaço que ouvi me deixou é que não devo ter perdido muita coisa.
Já se sabia que Clóvis Sahione e Patrícia Amorim (que chegou a twittar durante o debate que estava entregando uma camisa do Flamengo ao Shimon Perez - então tá, né?) não estariam presentes; mas, além deles, também Delair Dumbrosck acabou não comparecendo. O resultado é que sobraram apenas Plínio Serpa Pinto, Pedro Ferrer e Lysias Itapicuru, que se mostraram candidatos com discursos muito parecidos - e, aliás, faziam questão de ressaltar isso em diversos momentos do debate, cheio de elogios mútuos e de levantadas de bola para o outro cortar de parte a parte. O confronto foi dos presentes contra os ausentes - com críticas até mais contundentes a Patrícia Amorim do que a Delair. Sahione até que escapou sem apanhar.
No final, foi feita a pergunta: se não pudessem votar em si mesmos, em quem votariam? E quem não escolheriam de jeito nenhum? Pra deixar claro o espírito da coisa, cada um disse que não daria seu voto a um dos que não estavam lá (com Plínio dizendo que "não entregaria a administração nem de uma loja minha à Patrícia"), e declararam suas escolhas hipotéticas entre os companheiros de mesa. Tomara que, se o vencedor acabar saindo dali, prevalesça essa bonita união em prol do Flamengo. E ficou a pergunta: afinal, com discursos tão afinados, porque são três chapas diferentes mesmo?
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Claro que seria mais elogiável se todos os candidatos lá estivessem - nunca é bonito fugir do debate. Mas João Silva, o apresentador do programa A Voz da Nação, não fez muita questão de esconder qual o seu posicionamento quanto aos candidatos ausentes e chegou a fazer um minidiscurso no final, pedindo votos apenas para os que lá estavam e batendo firme nos demais. Quer dizer: taí o álibi para a ausência dos que preferiram não se expor.
E o próprio formato do debate, com respostas sempre bastante curtas, não ajudou a aparecerem posições mais profundas dos candidatos em seus discursos sem grandes novidades sobre modernização, profissionalização, gestão responsável, reestruturação financeira etc. etc. Uma ou outra declaração chamou mais a atenção - como as de Plínio sobre os empréstimos que fez ao clube para que pagasse os salários dos funcionários e atletas -, fora um ou outro plano específico diferente aparecendo, mas sem muitos detalhes.
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Quem quiser ler um apanhado do que se falou no debate pode ir ao Twitter para conferir os meus posts durante o programa, com a tag #DebateFlamengo - como já citei, comecei a acompanhá-lo pela metade. Acreditem: os 144 caracteres nem me pareceram muito limitadores para publicar as respostas que ia ouvindo.Mas também pelo Twitter apareceu a promessa de que o áudio completo será disponibilizado no site da AmoFla e até no Urublog. É só ficar ligado, ouvir e formar suas opiniões por conta própria.
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Eleições 2009
Eleições no Flamengo: hoje tem debate - ouça online
Pois é: hoje os candidatos à presidência do Flamengo participarão de um debate dentro do programa A Voz da Nação, da Rádio Bandeirantes AM (1360 - Rio de Janeiro). A mediação da parada estará a cargo de Arthur Muhlemberg, e perguntas poderão ser feitas pelo telefone (21) 2543-1360.
A parada começa daqui a pouco, às 16h, e será transmitida também pelas rádios Tupi AM (1280) e Tamoio AM (900), ambas do Rio. Pra quem for de fora do Rio ou não tiver como ouvir pelo rádio mesmo, a Tupi pode ser ouvida online aqui e aqui.
Atualização: Ao que parece, a Tupi não está transmitindo o debate, afinal. E há um link para ouvi-lo online no site da AmoFla - www.amofla.com.br
A parada começa daqui a pouco, às 16h, e será transmitida também pelas rádios Tupi AM (1280) e Tamoio AM (900), ambas do Rio. Pra quem for de fora do Rio ou não tiver como ouvir pelo rádio mesmo, a Tupi pode ser ouvida online aqui e aqui.
Atualização: Ao que parece, a Tupi não está transmitindo o debate, afinal. E há um link para ouvi-lo online no site da AmoFla - www.amofla.com.br
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Eleições 2009
O time para o jogo de domingo*
* Texto para minha coluna semanal no FlamengoNet.
Há o que se discutir sobre a escalação que Andrade vai escolher para mais esta decisão. Com o desfalque de Juan, haveria a opção de usar Éverton Silva (minha preferência, pois manteria a zaga, que funcionou bem contra o Atlético, inalterada), de abrir Angelim para a lateral esquerda ou até mesmo jogar num esquema de três zagueiros. Há ainda a incerteza sobre a participação de Maldonado e Fierro, mas neste caso a dúvida é apenas mesmo se o volante chileno vai voltar ou não - se ficar mesmo de fora, está claro que o substituto será Toró.
Mas o que deve pesar mais no resultado do jogo não é nem a escalação do time - afinal, está claro pra todo mundo que o time do Flamengo é superior ao do Náutico, sejam quem forem os escolhidos para entrar em campo -, mas a postura dos jogadores. Contra o Atlético-MG, num jogo que foi encarado por todos - torcida, comissão técnica, jogadores, diretoria - como verdadeira decisão, o time deu um show de determinação e concentração; apesar de mais acuado em alguns momentos, não vacilou e soube sempre o que fazer dentro do campo para sair com o resultado que queria. Pois é importante que se entenda que, daqui pra frente, se a ideia é mesmo ser campeão, todos os jogos devem ter o mesmo peso daquele de domingo passado.
Dos quatro jogos que restam, este será o único em que o Flamengo vai encarar um adversário que ainda tem pelo que lutar no campeonato - e só isso já deveria ser suficiente para se perceber que não haverá moleza. Fora isso, o Estádio dos Aflitos é um ambiente hostil, com um campo que não tem as condições ideais, onde há até um histórico de problemas dos visitantes com a polícia local. É bom lembrar que o Náutico teve 8 de suas 9 vitórias em casa; por lá, o Palmeiras levou de 3x0, o Atlético-MG só conseguiu um empate. Se o time não estiver ao mesmo tempo tranquilo e determinado em seu trabalho, pode sim ter problemas.
E esta semana tivemos uma pequena amostra da importância que teve, ao longo deste período de recuperação do time no campeonato, o fato dos salários e prêmios terem estado quase sempre em dia. Bastou que o atraso nos pagamentos se tornasse um pouquinho mais, digamos, relevante, e surgiram as notícias de estresse na rotina do time. Ainda bem que, ao final, saíram todos sorridentes, com seus merecidos envelopes pardos na mão. Esperemos que não aconteça mais nada do gênero e que todos se mantenham com o foco sempre no lugar certo, tanto durante os jogos quanto na preparação. Faltam só quatro rodadas, a diferença é pequena entre todos que estão na disputa e qualquer coisa - qualquer coisa! - pode acabar sendo decisiva.
Há o que se discutir sobre a escalação que Andrade vai escolher para mais esta decisão. Com o desfalque de Juan, haveria a opção de usar Éverton Silva (minha preferência, pois manteria a zaga, que funcionou bem contra o Atlético, inalterada), de abrir Angelim para a lateral esquerda ou até mesmo jogar num esquema de três zagueiros. Há ainda a incerteza sobre a participação de Maldonado e Fierro, mas neste caso a dúvida é apenas mesmo se o volante chileno vai voltar ou não - se ficar mesmo de fora, está claro que o substituto será Toró.
Mas o que deve pesar mais no resultado do jogo não é nem a escalação do time - afinal, está claro pra todo mundo que o time do Flamengo é superior ao do Náutico, sejam quem forem os escolhidos para entrar em campo -, mas a postura dos jogadores. Contra o Atlético-MG, num jogo que foi encarado por todos - torcida, comissão técnica, jogadores, diretoria - como verdadeira decisão, o time deu um show de determinação e concentração; apesar de mais acuado em alguns momentos, não vacilou e soube sempre o que fazer dentro do campo para sair com o resultado que queria. Pois é importante que se entenda que, daqui pra frente, se a ideia é mesmo ser campeão, todos os jogos devem ter o mesmo peso daquele de domingo passado.
Dos quatro jogos que restam, este será o único em que o Flamengo vai encarar um adversário que ainda tem pelo que lutar no campeonato - e só isso já deveria ser suficiente para se perceber que não haverá moleza. Fora isso, o Estádio dos Aflitos é um ambiente hostil, com um campo que não tem as condições ideais, onde há até um histórico de problemas dos visitantes com a polícia local. É bom lembrar que o Náutico teve 8 de suas 9 vitórias em casa; por lá, o Palmeiras levou de 3x0, o Atlético-MG só conseguiu um empate. Se o time não estiver ao mesmo tempo tranquilo e determinado em seu trabalho, pode sim ter problemas.
E esta semana tivemos uma pequena amostra da importância que teve, ao longo deste período de recuperação do time no campeonato, o fato dos salários e prêmios terem estado quase sempre em dia. Bastou que o atraso nos pagamentos se tornasse um pouquinho mais, digamos, relevante, e surgiram as notícias de estresse na rotina do time. Ainda bem que, ao final, saíram todos sorridentes, com seus merecidos envelopes pardos na mão. Esperemos que não aconteça mais nada do gênero e que todos se mantenham com o foco sempre no lugar certo, tanto durante os jogos quanto na preparação. Faltam só quatro rodadas, a diferença é pequena entre todos que estão na disputa e qualquer coisa - qualquer coisa! - pode acabar sendo decisiva.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Os emocionantes confrontos de ontem
Ontem minha modesta morada foi palco da primeira fase da eliminatória nacional da Copa do Mundo de Cervejas. Pra quem gosta de mata-mata, emoções imperdíveis: 7 avaliadores, 16 confrontos diretos e 32 marcas de cerveja disputando o direito de representar o Brasil na fase internacional da competição. No final da noite, tínhamos as 16 classificadas para a próxima etapa, com direito a zebras, surpresas e algumas favoritas se anunciando.
Assim sendo, não é de se admirar que eu não tenha dado tanto atenção assim aos joguinhos que, na TV, serviram de plano de fundo para esta competição infinitamente mais importante. Na maior parte do tempo, graças à presença de um avaliador tricolor, a partida escolhida foi o Cerro Porteño x Fluminense da Sul-Americana - e, mesmo disperso, deu pra sentir que o Fluminense dominou a partida, atacando muito mais, mesmo na casa do adversário. É mesmo impressionante a média de Fred, um gol por jogo, infalível. Os tricolores têm o direito de sonhar, por mais incrível que isso pudesse parecer há algumas semanas.
Durante a partida, os cinco avaliadores rubro-negros já tinham vibrado com a bolinha pintando e anunciando os improváveis gols do Sport em cima do Palmeiras. Depois que Fred colocou o Fluminense na frente, a maioria prevaleceu, o controle remoto entrou em ação e acompanhamos os minutos finais do jogo do Parque Antarctica. Eram impressionantes tanto o desespero do Palmeiras quanto sua total falta de jeito para articular qualquer jogada de ataque - naqueles cerca de dez minutos, se limitaram a jogar bolas altas pra área, cruzando de qualquer lugar do campo, a esmo. Acabou que, em uma falha da defesa daquelas que explicam a colocação do Sport no campeonato, um desses lances deu certo e o Palmeiras arrumou um empatezinho muquirana, que reduz em muito as suas chances de título.
O jogo, fora reafirmar que o problema do Palmeiras não é exatamente perseguição dos árbitros, serviu de alerta para todos os outros que ainda disputam algo neste campeonato: não existe partida ganha. Mesmo que seja em casa, contra o desenganado lanterna do campeonato, é preciso mostrar alguma coisa pra sair com a vitória. Isso vai valer para cada jogo, a cada rodada, de todos estes times. Do jeito que a coisa vai, o título pode vir a ser decidido numa bola desviada na zaga, num escorregão fora de hora - ou num apito mal soprado ou mal ouvido. Pra quem quiser levar o campeonato, toda concentração é pouca.
Assim sendo, não é de se admirar que eu não tenha dado tanto atenção assim aos joguinhos que, na TV, serviram de plano de fundo para esta competição infinitamente mais importante. Na maior parte do tempo, graças à presença de um avaliador tricolor, a partida escolhida foi o Cerro Porteño x Fluminense da Sul-Americana - e, mesmo disperso, deu pra sentir que o Fluminense dominou a partida, atacando muito mais, mesmo na casa do adversário. É mesmo impressionante a média de Fred, um gol por jogo, infalível. Os tricolores têm o direito de sonhar, por mais incrível que isso pudesse parecer há algumas semanas.
Durante a partida, os cinco avaliadores rubro-negros já tinham vibrado com a bolinha pintando e anunciando os improváveis gols do Sport em cima do Palmeiras. Depois que Fred colocou o Fluminense na frente, a maioria prevaleceu, o controle remoto entrou em ação e acompanhamos os minutos finais do jogo do Parque Antarctica. Eram impressionantes tanto o desespero do Palmeiras quanto sua total falta de jeito para articular qualquer jogada de ataque - naqueles cerca de dez minutos, se limitaram a jogar bolas altas pra área, cruzando de qualquer lugar do campo, a esmo. Acabou que, em uma falha da defesa daquelas que explicam a colocação do Sport no campeonato, um desses lances deu certo e o Palmeiras arrumou um empatezinho muquirana, que reduz em muito as suas chances de título.
O jogo, fora reafirmar que o problema do Palmeiras não é exatamente perseguição dos árbitros, serviu de alerta para todos os outros que ainda disputam algo neste campeonato: não existe partida ganha. Mesmo que seja em casa, contra o desenganado lanterna do campeonato, é preciso mostrar alguma coisa pra sair com a vitória. Isso vai valer para cada jogo, a cada rodada, de todos estes times. Do jeito que a coisa vai, o título pode vir a ser decidido numa bola desviada na zaga, num escorregão fora de hora - ou num apito mal soprado ou mal ouvido. Pra quem quiser levar o campeonato, toda concentração é pouca.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A Abominável Penhora Misteriosa do Maracanã ataca de novo - com outra vítima
Não sei se vocês lembram, mas a primeira vez que a penhora faminta que andou levando toda a renda dos jogos do Flamengo apareceu foi o Fla-Flu. Naquele dia, a renda da partida deveria ser dividida - mas nenhum dos dois clubes saiu do Maracanã com um centavo sequer.
Depois daquele jogo, o Flamengo voltou a ver suas rendas sendo devoradas nas partidas seguintes e o assunto chamou alguma atenção, embora a explicação continue nebulosa até hoje. Enquanto isso, não se falou mais do assunto quanto ao Fluminense. Isso porque os compromissos seguintes do time das Laranjeiras não atraíram muita gente ao estádio e, assim, o clube já não receberia nada de bilheteria de qualquer forma.
Porém, neste domingo a torcida tricolor compareceu em massa ao Mário Filho. E lá estava a Abominável Penhora Misteriosa do Maracanã, abocanhando toda a renda a que o Fluminense teria direito. Desta vez ainda dignou-se a dar uma semiexplicação ("a retenção acima refere-se a penhora retida anteriormente e não repassada em razão de venda antecipada").
No caso do Flamengo, repórter nenhum soube realmente esclarecer a questão. Vamos ver se a explicação vai aparecer para a versão tricolor da história.
* * * * * * * * * * *
Como curiosidade: o Vasco lotou o Maracanã no dia anterior e, mesmo com algumas penhoras mais, ahn, comportadas, ainda conseguiu levar para São Januário mais de 500 mil reais.
Depois daquele jogo, o Flamengo voltou a ver suas rendas sendo devoradas nas partidas seguintes e o assunto chamou alguma atenção, embora a explicação continue nebulosa até hoje. Enquanto isso, não se falou mais do assunto quanto ao Fluminense. Isso porque os compromissos seguintes do time das Laranjeiras não atraíram muita gente ao estádio e, assim, o clube já não receberia nada de bilheteria de qualquer forma.
Porém, neste domingo a torcida tricolor compareceu em massa ao Mário Filho. E lá estava a Abominável Penhora Misteriosa do Maracanã, abocanhando toda a renda a que o Fluminense teria direito. Desta vez ainda dignou-se a dar uma semiexplicação ("a retenção acima refere-se a penhora retida anteriormente e não repassada em razão de venda antecipada").
No caso do Flamengo, repórter nenhum soube realmente esclarecer a questão. Vamos ver se a explicação vai aparecer para a versão tricolor da história.
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Como curiosidade: o Vasco lotou o Maracanã no dia anterior e, mesmo com algumas penhoras mais, ahn, comportadas, ainda conseguiu levar para São Januário mais de 500 mil reais.
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
O que vai acontecer com Belluzzo?
Foi realmente coisa de louco a entrevista que o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, deu ao Lance após a derrota para o Fluminense, este domingo. O repórter do jornal o alertava para o que estava dizendo, avisava que ia publicar tudo - e parece que isso só servia pra ele levantar o tom das declarações, que incluíam até incitação à violência:
Juca Kfouri chegou a afirmar que, embora Belluzzo "vá ser condenado com certeza pelo STJD", acreditava que na Justiça comum seria possível alegar privação de sentido, pela entrevista ter sido dada "no calor do momento" etc. e tal. Mas até isso já deve ter ido pro espaço, pois o dirigente continuou repetindo suas palavras no dia seguinte, sem contemporizar. Ainda ampliou o raio de sua metralhadora giratória para a própria Justiça Desportiva, afirmando que, em um julgamento, um auditor afirmou durante seu voto que teria dado uma pena menor a Vagner Love se suas trancinhas fossem rubro-negras.
É claro que esses julgamentos do STJD poderiam virar quadro do Zorra Total e qualquer decisão pode sair dali - a própria absolvição de Marcos Braz, depois de declarações sobre arbitragem que pareciam pesadas até anteontem, foi digna de se ouvir risadas enlatadas ao fundo pela justificativa da "falta de provas". Mas fico realmente curioso pra ver o que vai acontecer com o presidente do Palmeiras depois dessa.
* * * * * * * * * * *
Quando um presidente de clube, independente do rótulo de intelectual ou não, faz declarações pesadas como estas, é preciso provar. É óbvio que, por mais esquisita que tenha sido a anulação do gol de Obina - e foi mesmo, inacreditável, de tirar do sério -, o Belluzzo dificilmente vai conseguir provar a má fé de Simon. Há ainda o agravante da repetição das acusações e da incitação à violência.
Pra completar, ainda há a tal história das trancinhas no tribunal, que ele afirma estar gravada. Só que, ao que parece, o que está em vídeo mostra que a história é muito, muito menor do que a pintada pelo cartola - resume-se a uma brincadeira fora de hora do tal auditor:
A história serviu para aumentar minha decepção com Belluzzo. Eu acreditava, e escrevi aqui, que a chegada de alguém com seu perfil e currículo ao mundo do futebol poderia resultar em vários avanços. Mas, até agora, pouco de efetivo foi visto. A promessa de contratar um executivo para gerir o clube não andou, nada de realmente inovador tem sido feito e as notícias são de que o orçamento do futebol do Palmeiras está sendo estourado, e muito - no que, aliás, ele andou sendo muito elogiado, por demonstrar "vontade verdadeira de ser campeão". Beleza, se conseguir pagar as contas no final, tudo bem. Ele deve saber mais do orçamento de seu clube do que eu, que acompanho tudo à muita distância - mas eu não esperaria o mesmo tipo de comentário, das mesmas pessoas, para atitudes semelhantes de um Kléber Leite, por exemplo.
Tristemente, tirando um ou outro discurso interessante, Bellluzzo não tem ido muito além do mais do mesmo.
Adianta fazer protesto? A única coisa que se pode fazer é encher o cara de porrada depois de um assalto desse.
Juca Kfouri chegou a afirmar que, embora Belluzzo "vá ser condenado com certeza pelo STJD", acreditava que na Justiça comum seria possível alegar privação de sentido, pela entrevista ter sido dada "no calor do momento" etc. e tal. Mas até isso já deve ter ido pro espaço, pois o dirigente continuou repetindo suas palavras no dia seguinte, sem contemporizar. Ainda ampliou o raio de sua metralhadora giratória para a própria Justiça Desportiva, afirmando que, em um julgamento, um auditor afirmou durante seu voto que teria dado uma pena menor a Vagner Love se suas trancinhas fossem rubro-negras.
É claro que esses julgamentos do STJD poderiam virar quadro do Zorra Total e qualquer decisão pode sair dali - a própria absolvição de Marcos Braz, depois de declarações sobre arbitragem que pareciam pesadas até anteontem, foi digna de se ouvir risadas enlatadas ao fundo pela justificativa da "falta de provas". Mas fico realmente curioso pra ver o que vai acontecer com o presidente do Palmeiras depois dessa.
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Quando um presidente de clube, independente do rótulo de intelectual ou não, faz declarações pesadas como estas, é preciso provar. É óbvio que, por mais esquisita que tenha sido a anulação do gol de Obina - e foi mesmo, inacreditável, de tirar do sério -, o Belluzzo dificilmente vai conseguir provar a má fé de Simon. Há ainda o agravante da repetição das acusações e da incitação à violência.
Pra completar, ainda há a tal história das trancinhas no tribunal, que ele afirma estar gravada. Só que, ao que parece, o que está em vídeo mostra que a história é muito, muito menor do que a pintada pelo cartola - resume-se a uma brincadeira fora de hora do tal auditor:
Na gravação – em que não é possível ver o auditor Rodrigo Fux – ouve-se a seguinte frase em direção ao atleta Vagner Love: “Particularmente, preferia que o senhor não estivesse com o cabelo verde e sim com vermelho e preto, mas perdemos esta disputa”. Love responde, entre risos, que isso era “culpa do presidente do Flamengo”.Além da esfera esportiva, Simon pode - e deve - ir à Justiça comum contra Belluzzo. Assim como deveria o auditor do STJD. E seria muito, mas muito esquisito vê-lo sendo absolvido depois dessas - a não ser que aparecesse com algo bem mais consistente em que se apoiar pra falar tanto.
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A história serviu para aumentar minha decepção com Belluzzo. Eu acreditava, e escrevi aqui, que a chegada de alguém com seu perfil e currículo ao mundo do futebol poderia resultar em vários avanços. Mas, até agora, pouco de efetivo foi visto. A promessa de contratar um executivo para gerir o clube não andou, nada de realmente inovador tem sido feito e as notícias são de que o orçamento do futebol do Palmeiras está sendo estourado, e muito - no que, aliás, ele andou sendo muito elogiado, por demonstrar "vontade verdadeira de ser campeão". Beleza, se conseguir pagar as contas no final, tudo bem. Ele deve saber mais do orçamento de seu clube do que eu, que acompanho tudo à muita distância - mas eu não esperaria o mesmo tipo de comentário, das mesmas pessoas, para atitudes semelhantes de um Kléber Leite, por exemplo.
Tristemente, tirando um ou outro discurso interessante, Bellluzzo não tem ido muito além do mais do mesmo.
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No mais, todo esse papo sobre conspirações de arbitragem é, para mim, chatíssimo. Estou me divertindo bastante com o campeonato, em que meu time tem chances reais de ser campeão dentro de campo, e este tipo de conversa - sem que qualquer acusação mais palpável realmente apareça - é mais uma encheção de saco do que qualquer outra coisa. Graças a Deus a arbitragem do domingo passado foi perfeita e não deu chance para este tipo de assunto aparecer.
Há diversas arbitragens esquisitaças por aí mesmo, e a gente não tem como botar a mão no fogo por ninguém. Mas outro dia mesmo um dirigente do São Paulo apareceu com a piada de que seu time vinha sendo prejudicado por um complô da arbitragem. Uma rodada depois - surgindo um erro grosseiro beneficiando o seu time -, vem o técnico do mesmo São Paulo minimizando o papel dos juízes. E assim vamos, à medida em que os erros aconteçam pra um lado ou pra outro.
O Mauro Beting, colunista do Lance, faz algo interessante a cada rodada: o Bota-Teima. Ele analisa os lances polêmicos de arbitragem de cada jogo, dá sua opinião (com a qual, obviamente, nem sempre vamos concordar) e vai somando quantos erros cada time teve a seu favor ou contra, e como isso alteraria sua pontuação no campeonato. Vejam vocês: pela conta dele, tanto Palmeiras quanto São Paulo teriam um saldo de um pontinho ganho por conta da arbitragem até a rodada 33; já o Flamengo deveria ter um ponto a mais na tabela. É claro que, no fim, qualquer pontinho desses pode vir a ser decisivo - mas, com este tipo de conta ao longo de 33 jogos, será que dá pra falar em qualquer conspiração a favor ou contra um destes times?
(Por outro lado, pelas contas dele, o Botafogo deveria ter 10 pontos a mais, e o Cruzeiro 5 pontos a menos...)
No mais, todo esse papo sobre conspirações de arbitragem é, para mim, chatíssimo. Estou me divertindo bastante com o campeonato, em que meu time tem chances reais de ser campeão dentro de campo, e este tipo de conversa - sem que qualquer acusação mais palpável realmente apareça - é mais uma encheção de saco do que qualquer outra coisa. Graças a Deus a arbitragem do domingo passado foi perfeita e não deu chance para este tipo de assunto aparecer.
Há diversas arbitragens esquisitaças por aí mesmo, e a gente não tem como botar a mão no fogo por ninguém. Mas outro dia mesmo um dirigente do São Paulo apareceu com a piada de que seu time vinha sendo prejudicado por um complô da arbitragem. Uma rodada depois - surgindo um erro grosseiro beneficiando o seu time -, vem o técnico do mesmo São Paulo minimizando o papel dos juízes. E assim vamos, à medida em que os erros aconteçam pra um lado ou pra outro.
O Mauro Beting, colunista do Lance, faz algo interessante a cada rodada: o Bota-Teima. Ele analisa os lances polêmicos de arbitragem de cada jogo, dá sua opinião (com a qual, obviamente, nem sempre vamos concordar) e vai somando quantos erros cada time teve a seu favor ou contra, e como isso alteraria sua pontuação no campeonato. Vejam vocês: pela conta dele, tanto Palmeiras quanto São Paulo teriam um saldo de um pontinho ganho por conta da arbitragem até a rodada 33; já o Flamengo deveria ter um ponto a mais na tabela. É claro que, no fim, qualquer pontinho desses pode vir a ser decisivo - mas, com este tipo de conta ao longo de 33 jogos, será que dá pra falar em qualquer conspiração a favor ou contra um destes times?
(Por outro lado, pelas contas dele, o Botafogo deveria ter 10 pontos a mais, e o Cruzeiro 5 pontos a menos...)
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Meus caros, por um problema sério aqui no meu computador, localizado entre o teclado e a cadeira, os comentários aqui do blog estiveram moderados nos últimos dias.
Não foi intencional, nem nunca houve a menor necessidade disso por aqui. Os comentários (publicáveis) deixados durante o período já estão no ar, e a partir de agora eles voltam a estar liberados, como sempre estiveram.
Mal aê.
Não foi intencional, nem nunca houve a menor necessidade disso por aqui. Os comentários (publicáveis) deixados durante o período já estão no ar, e a partir de agora eles voltam a estar liberados, como sempre estiveram.
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Sobre o blog
Meu personagem da semana: Petkovic*
* Texto para a coluna semanal no FlamengoRJ
Sei que outro dia mesmo o número 43 foi meu escolhido como assunto da coluna. Fazer o quê? Se a cada rodada ele decidir o jogo, a cada semana será ele o assunto - e eu, pelo menos, não ficarei muito chateado. A dificuldade será encontrar um jeito diferente de falar do mesmo sujeito a cada texto.
O Flamengo teve uma boa atuação no domingo. Marcou bem, foi organizado, teve frieza, determinação. Mas não dá pra tirar o peso decisivo daquele gol improvável que Petkovic achou, em um momento em que o Atlético tinha impressionantes (embora não tão produtivos) 70% da posse de bola. Assim como contra o Palmeiras - outra vitória em confronto direto, fora de casa -, Pet encaminhou os três pontos em um lance individual, num momento em que o adversário pressionava e tentava se impor em seu estádio.
A questão é que, neste momento, tão visível quanto a importância do meia pro time é o fato de que ele não está mais em suas melhores condições. Nos últimos dois jogos, Willians já passou a jogar mais preso à marcação, para que Pet pudesse ficar mais livre à frente - e, mesmo assim, não aguentou os 90 minutos. Até outro dia, todos estavam impressionados por vê-lo correndo o tempo todo, dando carrinhos na defesa aos 45 do segundo tempo; agora, isso já não parece que poderá ser visto novamente até o fim do campeonato.
Contra o Atlético, houve o melhor dos mundos para o Flamengo: Pet jogou, foi decisivo enquanto esteve em campo e, ao sair, deu seu lugar a outro jogador que também foi importante - Fierro, que fez várias jogadas pela direita e deu um gol a Adriano. Para a próxima partida, o chileno não estará disponível, e Andrade já deve estar imaginando o que poderá fazer se seu principal jogador voltar a não conseguir chegar ao fim da partida. A partir do jogo contra o Goiás, ao que parece Kléberson já estará disponível e poderá melhorar um pouco a situação do treinador.
Eis aí um ponto importante para que o Flamengo consiga chegar ao título: que Andrade consiga descobrir a melhor maneira de aproveitar o meu personagem da semana enquanto estiver em campo - e também a melhor maneira de agir quando isso não for possível.
Sei que outro dia mesmo o número 43 foi meu escolhido como assunto da coluna. Fazer o quê? Se a cada rodada ele decidir o jogo, a cada semana será ele o assunto - e eu, pelo menos, não ficarei muito chateado. A dificuldade será encontrar um jeito diferente de falar do mesmo sujeito a cada texto.
O Flamengo teve uma boa atuação no domingo. Marcou bem, foi organizado, teve frieza, determinação. Mas não dá pra tirar o peso decisivo daquele gol improvável que Petkovic achou, em um momento em que o Atlético tinha impressionantes (embora não tão produtivos) 70% da posse de bola. Assim como contra o Palmeiras - outra vitória em confronto direto, fora de casa -, Pet encaminhou os três pontos em um lance individual, num momento em que o adversário pressionava e tentava se impor em seu estádio.
A questão é que, neste momento, tão visível quanto a importância do meia pro time é o fato de que ele não está mais em suas melhores condições. Nos últimos dois jogos, Willians já passou a jogar mais preso à marcação, para que Pet pudesse ficar mais livre à frente - e, mesmo assim, não aguentou os 90 minutos. Até outro dia, todos estavam impressionados por vê-lo correndo o tempo todo, dando carrinhos na defesa aos 45 do segundo tempo; agora, isso já não parece que poderá ser visto novamente até o fim do campeonato.
Contra o Atlético, houve o melhor dos mundos para o Flamengo: Pet jogou, foi decisivo enquanto esteve em campo e, ao sair, deu seu lugar a outro jogador que também foi importante - Fierro, que fez várias jogadas pela direita e deu um gol a Adriano. Para a próxima partida, o chileno não estará disponível, e Andrade já deve estar imaginando o que poderá fazer se seu principal jogador voltar a não conseguir chegar ao fim da partida. A partir do jogo contra o Goiás, ao que parece Kléberson já estará disponível e poderá melhorar um pouco a situação do treinador.
Eis aí um ponto importante para que o Flamengo consiga chegar ao título: que Andrade consiga descobrir a melhor maneira de aproveitar o meu personagem da semana enquanto estiver em campo - e também a melhor maneira de agir quando isso não for possível.
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Meu personagem da semana
Crônica do Urubu no galinheiro
Eis que o SobreFlamengo ganhou um enviado especial a Belo Horizonte. Meus irmãos Marcos e Paulo e os grandes amigos Glauco e Max deram seu jeito, arrumaram ingressos e partiram para o Mineirão ajudar o Flamengo na grande vitória do domingo - quem os conhece pôde reconhecer um ou outro na TV e, ao que parece, ficaram em posição privilegiada para assistir ao golaço do Pet. O cara, além de tudo, teve a consideração de fazer aquilo enquanto o Flamengo atacava mais próximo a seus torcedores.
O que vocês leem abaixo é o relato do Marcos sobre a viagem e o clima no estádio. Lá vai:
* * * * * * * * * * * * *
Bom, foi mal invadir esse espaço, mas recebi uma "autorização especial" do blogueiro oficial do SobreFlamengo para fazer a cobertura do Flamengo x Atlético-MG no Mineirão.
Compramos nosso pacote pela empresa parceira do programa "Onde estiver estarei". O pacote original que
eles oferecem não parece muito atraente à primeira vista, mas se você tiver uma boa capacidade de negociação consegue algo que valha a pena. Foi o que conseguimos eu, Paulo (meu irmão), Max e Glauco (o responsável por toda a negociação do pacote). Fechamos uma diária de hotel + o ingresso por R$167 cada.
Chegamos em BH no sábado por volta das 20h30. Fomos de carro. Fizemos uma night leve. Barzinho com muita cerveja como o bom carioca gosta e como o bom mineiro é especialista. O importante ali foi pegar todas as informações necessárias com nosso amigo Luiz, cruzeirense de coração e, portanto, parceirão nosso, para chegar no Mineirão e entrar no jogo no grau necessário para garantir o êxito do nosso plantel. A confiança era grande. Não iríamos do Rio para BH de carro, na raça, sem a confiança na vitória e no caminho para a conquista do tão sonhado équiça!
Domingo foi só pegar os ingressos com o responsável da agência, piscininha de leve no hotel para ajudar a curar a ressaca e partir para o Mineirão. A confiança era total no Imperador e no seu mentor, que responde pela alcunha de Pet. Não deu outra. Pet abriu o placar com um gol olímpico espetacular e o Imperador fechou o caixão do Galo. Sensacional!
O gol do Pet foi filmado pelo Glauco e vocês podem ver aqui na câmera exclusiva do SobreFlamengo.
(O vídeo é de Glauco Furtado)
O clima do jogo
Todos os mineiros conhecidos de nós quatro nos orientaram a não ir com camisas do Flamengo, por conta da violência e ignorância da torcida do Atlético - em especial a Galoucura. Chegamos cedo e estacionamos tranquilamente em frente ao portão 2, o dos visitantes. Saímos do carro e fomos dar uma volta, comer um espetinho de frango com bacon numa das inúmeras barraquinhas especializadas no tropeirão, meio que um PF com feijão tropeiro, farofa, torresmo e alguma carne que sai, na média, por sete pila.
Os comentários que peguei de atleticanos que transitavam era de que estavam impressionados com a quantidade de policiais (parece que a carta do Márcio Braga para o Aécio Neves fez algum efeito) e também de que queriam pegar urubus na pancadaria. Inclusive paravam próximos à entrada da nossa torcida para mandar os tradicionais "ei Flamengo! Vai tomar xampu!". Vimos algumas camisas do Vasco por lá também. Acho que isso deve ter colaborado para a nossa vitória...
Dentro do Mineirão foi tudo uma maravilha. Com poucos ingressos sendo vendidos no Rio, as organizadas do Flamengo foram em menor número, o que fez muito bem para a nossa torcida (opinião minha, não necessariamente a mesma opinião do dono do blog, que fique claro). Antes do começo da partida éramos nós quatro e mais alguns que se juntaram a nós quem puxavam as músicas, uma sensação muito legal! Depois chegaram uns tambores e os profissionais assumiram a liderança. Mas a maioria da torcida era composta por flamenguistas mineiros mesmo. Cantamos o tradicional "MENGÔ!", "Vai pra cima deles mengô" e a melhor de todas, "Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe mengo, seremos campeões" (o que chegou a me emocionar!).
O jogo eu não vou comentar
Até porque não dava para ver direito nada do que acontecia na metade de campo mais afastada da gente (ficamos na direção da bandeirinha de escanteio). A visão era muito ruim mesmo. Mas deu pra ver que foi um jogão, que o Tardelli é aquele mesmo que a gente conhece e que não consegue dar prosseguimento a nenhuma jogada (apesar da enorme disposição) e que é ridículo querer comparar ele ao Adriano. Ah! E que o Pet é foda mesmo, o craque do Brasileirão!
Depois do jogo
Tivemos que esperar mais de uma hora para sair do estádio por questões de segurança. Quando chegamos ao nosso carro, percebemos um grupo de torcedores da Galoucura nos esperando, por peceberem que a placa era do Rio de Janeiro. Ao nos aproximarmos, fomos duramente hostilizados com palavras de baixo calão, mesmo sem estarmos com camisas do Flamengo e sem falarmos nada, muito menos zoarmos os caras. Sofremos agressões leves (um chute no Max e um em mim) e entramos no carro para irmos embora. Os jovens meliantes foram embora ao perceberem a presença do policiamento.
É realmente muito triste ser agredido por bandidos sem sermos de qualquer organizada do Flamengo, sem estarmos com camisas do Flamengo - não que isso também pudesse ser motivo! -, sem fazermos nada que pudesse ofender os caras. Pelo menos deixaram o carro inteiro e pudemos seguir em paz para o Rio cheios de esperança, talvez até já cheios de confiança no título do Flamengo.
Agora é torcer para seguirmos vencendo. Pra Recife é difícil porque é longe e, portanto, mais caro. Agora, podem esperar outro relato de mais uma vitória do Mengão depois do Corinthans e Flamengo no Pacaembu!
Abraços,
Marcos Monnerat
(irmão do André, blogueiro de meia tijela e guitarrista do Don Robalo)
O que vocês leem abaixo é o relato do Marcos sobre a viagem e o clima no estádio. Lá vai:
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Bom, foi mal invadir esse espaço, mas recebi uma "autorização especial" do blogueiro oficial do SobreFlamengo para fazer a cobertura do Flamengo x Atlético-MG no Mineirão.
Compramos nosso pacote pela empresa parceira do programa "Onde estiver estarei". O pacote original que
eles oferecem não parece muito atraente à primeira vista, mas se você tiver uma boa capacidade de negociação consegue algo que valha a pena. Foi o que conseguimos eu, Paulo (meu irmão), Max e Glauco (o responsável por toda a negociação do pacote). Fechamos uma diária de hotel + o ingresso por R$167 cada.
Chegamos em BH no sábado por volta das 20h30. Fomos de carro. Fizemos uma night leve. Barzinho com muita cerveja como o bom carioca gosta e como o bom mineiro é especialista. O importante ali foi pegar todas as informações necessárias com nosso amigo Luiz, cruzeirense de coração e, portanto, parceirão nosso, para chegar no Mineirão e entrar no jogo no grau necessário para garantir o êxito do nosso plantel. A confiança era grande. Não iríamos do Rio para BH de carro, na raça, sem a confiança na vitória e no caminho para a conquista do tão sonhado équiça!
Domingo foi só pegar os ingressos com o responsável da agência, piscininha de leve no hotel para ajudar a curar a ressaca e partir para o Mineirão. A confiança era total no Imperador e no seu mentor, que responde pela alcunha de Pet. Não deu outra. Pet abriu o placar com um gol olímpico espetacular e o Imperador fechou o caixão do Galo. Sensacional!
O gol do Pet foi filmado pelo Glauco e vocês podem ver aqui na câmera exclusiva do SobreFlamengo.
(O vídeo é de Glauco Furtado)
O clima do jogo
Todos os mineiros conhecidos de nós quatro nos orientaram a não ir com camisas do Flamengo, por conta da violência e ignorância da torcida do Atlético - em especial a Galoucura. Chegamos cedo e estacionamos tranquilamente em frente ao portão 2, o dos visitantes. Saímos do carro e fomos dar uma volta, comer um espetinho de frango com bacon numa das inúmeras barraquinhas especializadas no tropeirão, meio que um PF com feijão tropeiro, farofa, torresmo e alguma carne que sai, na média, por sete pila.
Os comentários que peguei de atleticanos que transitavam era de que estavam impressionados com a quantidade de policiais (parece que a carta do Márcio Braga para o Aécio Neves fez algum efeito) e também de que queriam pegar urubus na pancadaria. Inclusive paravam próximos à entrada da nossa torcida para mandar os tradicionais "ei Flamengo! Vai tomar xampu!". Vimos algumas camisas do Vasco por lá também. Acho que isso deve ter colaborado para a nossa vitória...
Dentro do Mineirão foi tudo uma maravilha. Com poucos ingressos sendo vendidos no Rio, as organizadas do Flamengo foram em menor número, o que fez muito bem para a nossa torcida (opinião minha, não necessariamente a mesma opinião do dono do blog, que fique claro). Antes do começo da partida éramos nós quatro e mais alguns que se juntaram a nós quem puxavam as músicas, uma sensação muito legal! Depois chegaram uns tambores e os profissionais assumiram a liderança. Mas a maioria da torcida era composta por flamenguistas mineiros mesmo. Cantamos o tradicional "MENGÔ!", "Vai pra cima deles mengô" e a melhor de todas, "Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe mengo, seremos campeões" (o que chegou a me emocionar!).
O jogo eu não vou comentar
Até porque não dava para ver direito nada do que acontecia na metade de campo mais afastada da gente (ficamos na direção da bandeirinha de escanteio). A visão era muito ruim mesmo. Mas deu pra ver que foi um jogão, que o Tardelli é aquele mesmo que a gente conhece e que não consegue dar prosseguimento a nenhuma jogada (apesar da enorme disposição) e que é ridículo querer comparar ele ao Adriano. Ah! E que o Pet é foda mesmo, o craque do Brasileirão!
Depois do jogo
Tivemos que esperar mais de uma hora para sair do estádio por questões de segurança. Quando chegamos ao nosso carro, percebemos um grupo de torcedores da Galoucura nos esperando, por peceberem que a placa era do Rio de Janeiro. Ao nos aproximarmos, fomos duramente hostilizados com palavras de baixo calão, mesmo sem estarmos com camisas do Flamengo e sem falarmos nada, muito menos zoarmos os caras. Sofremos agressões leves (um chute no Max e um em mim) e entramos no carro para irmos embora. Os jovens meliantes foram embora ao perceberem a presença do policiamento.
É realmente muito triste ser agredido por bandidos sem sermos de qualquer organizada do Flamengo, sem estarmos com camisas do Flamengo - não que isso também pudesse ser motivo! -, sem fazermos nada que pudesse ofender os caras. Pelo menos deixaram o carro inteiro e pudemos seguir em paz para o Rio cheios de esperança, talvez até já cheios de confiança no título do Flamengo.
Agora é torcer para seguirmos vencendo. Pra Recife é difícil porque é longe e, portanto, mais caro. Agora, podem esperar outro relato de mais uma vitória do Mengão depois do Corinthans e Flamengo no Pacaembu!
Abraços,
Marcos Monnerat
(irmão do André, blogueiro de meia tijela e guitarrista do Don Robalo)
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O que será do amanhã? Faltam 4 jogos
Ahhhh, muleque! É a primeira vez que a protocolar simulação científica dá ao Flamengo o título. Como tinha falado na semana passada: a taça, com uma vitória do Atlético, ficaria na mão dos mineiros, que a levariam pelo número de vitórias; mas como quem ganhou foi o rubro-negro, trocaram-se as posições.
Mas continua tudo na base da brincadeira, porque pode acontecer realmente qualquer coisa. Na verdade, a tabela do São Paulo parece tranquila e, pelos resultados deste chutômetro, só não chegariam a um desagradável tetracampeonato graças a empates contra Goiás e Botafogo - que podem muito bem não acontecer. E dá pra ver bem agora a importância da improvável vitória do Fluminense na última rodada: não fosse ela e o Cruzeiro estaria muito bem na fita pra ser campeão.
Também apareceu uma novidade surpreendente na zona de rebaixamento: o Fluminense escapando, deixando o Botafogo pra trás também pelo número de vitórias. Hoje, já parece claro que Náutico, Santo André e Sport não escaparão; mas, com a recuperação do Fluminense, o último passaporte para a série B pode ser considerado em aberto. E não se trata apenas de disputa entre Botafogo e Fluminense não.
Consideremos, por exemplo, que o Fluminense vença no Maracanã o Atlético-PR na próxima rodada e, na seguinte, também bata o já desenganado Sport, na Ilha do Retiro. E que o Atlético-PR, por sua vez, seja derrotado em casa pelo Cruzeiro, ainda lutando forte pela Libertadores e com bom desempenho fora de Belo Horizonte. Caso estes resultados não muito improváveis aconteçam, o Atlético-PR verá sua vantagem sobre o Fluminense despencar para apenas 1 ponto - tendo no jogo seguinte uma decisão contra o Botafogo e, na última rodada, o Barueri, sempre indigesto em seu estádio.
De qualquer forma, a pinta é que tudo será resolvido na última rodada, em cima e em baixo. Inclusive com uma partida decisiva nas duas pontas: o Botafogo x Palmeiras do Engenhão.
Classificação final, após simulação utilizando chutômetro com selo do Inmetro:
1o - Flamengo - 67 pontos, 19 vitórias
2o - São Paulo - 67 pontos, 18 vitórias
3o - Palmeiras - 65 pontos
4o - Cruzeiro - 64 pontos
5o - Atlético-MG - 62 pontos
--------------------------------------
15o - Atlético-PR - 46 pontos
16o - Fluminense - 43 pontos, 10 vitórias
17o - Botafogo - 43 pontos, 9 vitórias
18o - Santo André - 39 pontos
19o - Náutico - 38 pontos
20o - Sport - 32 pontos
Resultados dos times que disputam a Libertadores:
Flamengo - Náutico (vitória, fora), Goiás (vitória, em casa), Corinthians (empate, fora), Grêmio (vitória, em casa)
São Paulo - Vitória (vitória, em casa), Botafogo (empate, fora), Goiás (empate, fora), Sport (vitória, em casa)
Palmeiras - Sport (vitória, em casa), Grêmio (derrota, fora), Atlético-MG (vitória, em casa), Botafogo (empate, fora)
Cruzeiro - Grêmio (vitória, em casa), Atlético-PR (empate, fora), Coritiba (vitória, em casa), Santos (vitória, fora)
Atlético-MG - Coritiba (derrota, fora), Inter (vitória, em casa), Palmeiras (derrota, fora), Corinthians (vitória, em casa)
Mas continua tudo na base da brincadeira, porque pode acontecer realmente qualquer coisa. Na verdade, a tabela do São Paulo parece tranquila e, pelos resultados deste chutômetro, só não chegariam a um desagradável tetracampeonato graças a empates contra Goiás e Botafogo - que podem muito bem não acontecer. E dá pra ver bem agora a importância da improvável vitória do Fluminense na última rodada: não fosse ela e o Cruzeiro estaria muito bem na fita pra ser campeão.
Também apareceu uma novidade surpreendente na zona de rebaixamento: o Fluminense escapando, deixando o Botafogo pra trás também pelo número de vitórias. Hoje, já parece claro que Náutico, Santo André e Sport não escaparão; mas, com a recuperação do Fluminense, o último passaporte para a série B pode ser considerado em aberto. E não se trata apenas de disputa entre Botafogo e Fluminense não.
Consideremos, por exemplo, que o Fluminense vença no Maracanã o Atlético-PR na próxima rodada e, na seguinte, também bata o já desenganado Sport, na Ilha do Retiro. E que o Atlético-PR, por sua vez, seja derrotado em casa pelo Cruzeiro, ainda lutando forte pela Libertadores e com bom desempenho fora de Belo Horizonte. Caso estes resultados não muito improváveis aconteçam, o Atlético-PR verá sua vantagem sobre o Fluminense despencar para apenas 1 ponto - tendo no jogo seguinte uma decisão contra o Botafogo e, na última rodada, o Barueri, sempre indigesto em seu estádio.
De qualquer forma, a pinta é que tudo será resolvido na última rodada, em cima e em baixo. Inclusive com uma partida decisiva nas duas pontas: o Botafogo x Palmeiras do Engenhão.
Classificação final, após simulação utilizando chutômetro com selo do Inmetro:
1o - Flamengo - 67 pontos, 19 vitórias
2o - São Paulo - 67 pontos, 18 vitórias
3o - Palmeiras - 65 pontos
4o - Cruzeiro - 64 pontos
5o - Atlético-MG - 62 pontos
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15o - Atlético-PR - 46 pontos
16o - Fluminense - 43 pontos, 10 vitórias
17o - Botafogo - 43 pontos, 9 vitórias
18o - Santo André - 39 pontos
19o - Náutico - 38 pontos
20o - Sport - 32 pontos
Resultados dos times que disputam a Libertadores:
Flamengo - Náutico (vitória, fora), Goiás (vitória, em casa), Corinthians (empate, fora), Grêmio (vitória, em casa)
São Paulo - Vitória (vitória, em casa), Botafogo (empate, fora), Goiás (empate, fora), Sport (vitória, em casa)
Palmeiras - Sport (vitória, em casa), Grêmio (derrota, fora), Atlético-MG (vitória, em casa), Botafogo (empate, fora)
Cruzeiro - Grêmio (vitória, em casa), Atlético-PR (empate, fora), Coritiba (vitória, em casa), Santos (vitória, fora)
Atlético-MG - Coritiba (derrota, fora), Inter (vitória, em casa), Palmeiras (derrota, fora), Corinthians (vitória, em casa)
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domingo, 8 de novembro de 2009
Brasileiro 2009 - 34a. rodada - Atlético-MG 1 x 3 Flamengo
Cabeça no lugar, concentração, inteligência e equilíbrio. Foram estes os ingredientes que levaram o Flamengo a uma vitória de empolgar - que o coloca de vez na briga pelo título. Faltando quatro rodadas e a apenas dois pontos do líder, tudo pode acontecer. E o Atlético, na hora H, não mostrou cacife para ir atrás do título - mas vai ter outras chances de tentar provar que pode chegar lá, contra Inter e Palmeiras. Se não der, ao menos podem ajudar o Flamengo no processo.
Mas o Atlético tentou colocar moral de candidato à taça e, desde o início, tentou pressionar o Flamengo. Contra um time fechado em sua defesa, procurou seu caminho fazendo sempre tabelas pelas duas laterais, para abrir a zaga rubro-negra. Para neutralizar essas jogadas, Willians e Maldonado abriram, um de cada lado, e funcionaram como assistentes dos laterais na marcação, com Aírton centralizado perseguindo Ricardinho. O resultado é que a marcação anulou quase todos os lances do adversário, mas foi feita muito atrás e permitiu que o Atlético controlasse a posse de bola desde o início.
Não dá pra dizer que o Flamengo não tenha corrido riscos; afinal, quem permite que o adversário tenha tanto a bola e a mantenha tão próxima à sua área arrisca sempre levar gol numa bola parada, num chute desviado, numa falha qualquer da defesa. Mas a verdade é que o Atlético teve poucas chances de gol - apesar de chegar a 70% da posse de bola no momento em que sofreu o 1x0, só teve três oportunidades em todo o primeiro tempo, apenas uma delas em jogada trabalhada durante a pressão (as outras duas saíram de um raro contra-ataque e uma bola boba perdida por Angelim). O Flamengo, além de ter feito dois gols, poderia ter marcado ainda em uma cabeçada de Adriano e em um contra-ataque com Zé Roberto; quem assistir só aos melhores momentos da partida não vai perceber domínio do Atlético e, no duro, depois do gol de Maldonado, o time até começou a conseguir tocar mais a bola.
O segundo tempo, com uma substituição de Roth que deixou seu time mais ofensivo e um gol do Atlético logo no início, perigou ser mais complicado. Mas novamente o Atlético não criou muitas chances claras e se arriscou a levar outros gols em contra-ataques - Zé Roberto e Adriano tiveram chances claríssimas de ampliar o placar. Com o tempo, parece que o Atlético não teve pernas pra manter o mesmo ritmo na pressão. E, com a entrada de Fierro no lugar de Petkovic, o Flamengo começou a criar jogadas seguidas de perigo pela direita - maneira como matou o jogo, após bom cruzamento do chileno para Adriano.
* * * * * * * * *
Num jogo em que o Flamengo contou muito com a marcação para suportar um time que buscou o ataque o tempo todo, há que se destacar a atuação de alguns jogadores na defesa. É o caso de Álvaro, perfeito, e Aírton, enquanto esteve em campo. Angelim até pode entrar na lista também, se descontarmos o lance em que quase pôs tudo a perder no primeiro tempo.
Petkovic está obviamente fora das suas melhores condições. Mas, como contra o Palmeiras, mudou o jogo em um lance individual - no caso, a cobrança de um escanteio. E, enquanto teve pernas, iniciou os melhores contra-ataques do Flamengo com seus passes. Zé Roberto foi quem mais deu trabalho à defesa do Atlético com suas arrancadas, criou o lance do segundo gol e quase fez o seu em linda jogada individual.
E teve ainda Fierro, com uma influência inesperada no andamento do jogo. Pra quem nunca entendeu bem o que eu sempre digo, sobre a maneira como sua movimentação consegue fazer o time funcionar melhor na frente, o jogo de hoje e o entendimento que o chileno mostrou com Léo Moura foram exemplares - mas claro que ajudou o fato de que ele, quando recebeu as bolas para as quais sempre se apresenta bem, foi bem melhor tecnicamente do que de costume.
8/11/2009 - 16h - Atlético-MG 1 x 3 Flamengo
Mineirão - Belo Horizonte, MG
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Altemir Hausmann (Fifa/RS)
Cartões amarelos: Evandro (ATL); Juan, Bruno e Willians (FLA);
Gols: Petkovic, 10'/1ºT (0-1); Maldonado, 40'/1ºT (0-2); Ricardinho, 5'/2ºT (1-2); Adriano, 36'/2ºT (1-3)
Atlético-MG : Carini, Carlos Alberto, Benitez, Werley e Thiago Feltri; Jonilson, Renan (Evandro, intervalo), Correa (Serginho, 26'/2ºT) e Ricardinho; Eder Luis (Rentería, 20'/2ºT) e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth
Flamengo : Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton (Toró, 22'/2ºT), Maldonado, Willians e Petkovic (Fierro, 24'/2ºT); Zé Roberto (Wellington, 45'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.
Mas o Atlético tentou colocar moral de candidato à taça e, desde o início, tentou pressionar o Flamengo. Contra um time fechado em sua defesa, procurou seu caminho fazendo sempre tabelas pelas duas laterais, para abrir a zaga rubro-negra. Para neutralizar essas jogadas, Willians e Maldonado abriram, um de cada lado, e funcionaram como assistentes dos laterais na marcação, com Aírton centralizado perseguindo Ricardinho. O resultado é que a marcação anulou quase todos os lances do adversário, mas foi feita muito atrás e permitiu que o Atlético controlasse a posse de bola desde o início.
Não dá pra dizer que o Flamengo não tenha corrido riscos; afinal, quem permite que o adversário tenha tanto a bola e a mantenha tão próxima à sua área arrisca sempre levar gol numa bola parada, num chute desviado, numa falha qualquer da defesa. Mas a verdade é que o Atlético teve poucas chances de gol - apesar de chegar a 70% da posse de bola no momento em que sofreu o 1x0, só teve três oportunidades em todo o primeiro tempo, apenas uma delas em jogada trabalhada durante a pressão (as outras duas saíram de um raro contra-ataque e uma bola boba perdida por Angelim). O Flamengo, além de ter feito dois gols, poderia ter marcado ainda em uma cabeçada de Adriano e em um contra-ataque com Zé Roberto; quem assistir só aos melhores momentos da partida não vai perceber domínio do Atlético e, no duro, depois do gol de Maldonado, o time até começou a conseguir tocar mais a bola.
O segundo tempo, com uma substituição de Roth que deixou seu time mais ofensivo e um gol do Atlético logo no início, perigou ser mais complicado. Mas novamente o Atlético não criou muitas chances claras e se arriscou a levar outros gols em contra-ataques - Zé Roberto e Adriano tiveram chances claríssimas de ampliar o placar. Com o tempo, parece que o Atlético não teve pernas pra manter o mesmo ritmo na pressão. E, com a entrada de Fierro no lugar de Petkovic, o Flamengo começou a criar jogadas seguidas de perigo pela direita - maneira como matou o jogo, após bom cruzamento do chileno para Adriano.
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Num jogo em que o Flamengo contou muito com a marcação para suportar um time que buscou o ataque o tempo todo, há que se destacar a atuação de alguns jogadores na defesa. É o caso de Álvaro, perfeito, e Aírton, enquanto esteve em campo. Angelim até pode entrar na lista também, se descontarmos o lance em que quase pôs tudo a perder no primeiro tempo.
Petkovic está obviamente fora das suas melhores condições. Mas, como contra o Palmeiras, mudou o jogo em um lance individual - no caso, a cobrança de um escanteio. E, enquanto teve pernas, iniciou os melhores contra-ataques do Flamengo com seus passes. Zé Roberto foi quem mais deu trabalho à defesa do Atlético com suas arrancadas, criou o lance do segundo gol e quase fez o seu em linda jogada individual.
E teve ainda Fierro, com uma influência inesperada no andamento do jogo. Pra quem nunca entendeu bem o que eu sempre digo, sobre a maneira como sua movimentação consegue fazer o time funcionar melhor na frente, o jogo de hoje e o entendimento que o chileno mostrou com Léo Moura foram exemplares - mas claro que ajudou o fato de que ele, quando recebeu as bolas para as quais sempre se apresenta bem, foi bem melhor tecnicamente do que de costume.
8/11/2009 - 16h - Atlético-MG 1 x 3 Flamengo
Mineirão - Belo Horizonte, MG
Renda/Público: R$ 984.112,00 / 63.285 pagantes
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Altemir Hausmann (Fifa/RS)
Cartões amarelos: Evandro (ATL); Juan, Bruno e Willians (FLA);
Gols: Petkovic, 10'/1ºT (0-1); Maldonado, 40'/1ºT (0-2); Ricardinho, 5'/2ºT (1-2); Adriano, 36'/2ºT (1-3)
Atlético-MG : Carini, Carlos Alberto, Benitez, Werley e Thiago Feltri; Jonilson, Renan (Evandro, intervalo), Correa (Serginho, 26'/2ºT) e Ricardinho; Eder Luis (Rentería, 20'/2ºT) e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth
Flamengo : Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton (Toró, 22'/2ºT), Maldonado, Willians e Petkovic (Fierro, 24'/2ºT); Zé Roberto (Wellington, 45'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.
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jogos
Os jogos que interessam hoje
Atlético-MG x Flamengo
Desse, já falei bastante no texto de sexta-feira. Mas é bom ressaltar que, com o resultado de Cruzeiro x Sport de ontem, o Flamengo precisa de um bom resultado para manter-se no G4. A tabela pro time de Adílson Batista é bem tranquila até o final e se o Flamengo ficar atrás deles após esta rodada, não vai ser confortável a situação de ter que torcer pelos tropeços deles contra Grêmio, Atlético-PR, Coritiba e Santos.
Reforçando: se pra título só a vitória interesa, pra vaga na Libertadores um empate hoje será ótimo resultado para o Flamengo.
Fluminense x Palmeiras
Depois do Maracanã lotado de ontem para comemorar a volta do Vasco à primeira divisão, hoje é dia do Mário Filho voltar a ficar cheio para os tricolores tentarem evitar que seu time tenha que fazer a mesma trajetória do clube de São Januário. Com as últimas três vitórias seguidas em jogos complicadaços, o Fluminense tem uma moral inédita nesta temporada - e 42 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente.
Mas é bom que o time jogue hoje com a cabeça no lugar e saiba decidir quando preciso. A atuação contra o Universidad do Chile foi, ao mesmo tempo, boa e preocupante. Boa porque impôs-se na casa do adversário, foi melhor quase o tempo todo e, mesmo quando já vencia, continuou dominando, atacando e criando chances de gol. Preocupante porque não conseguiu transformar o domínio em gols; errou demais no último passe e nas conclusões, ficou só no 1x0 e, por isso, passou um perrengue desnecessário no final. O Palmeiras é acostumado a vencer partidas assim: sendo dominado por times que não conseguem definir a parada e fazendo um golzinho muquirana de contra-ataque ou bola parada. Não dá nem pra contar quantos pontos conseguiram assim ao longo do campeonato.
Mas que dá pra acreditar num bom resultado tricolor, dá. O Palmeiras pode se pegar no espírito do time, que não desiste, joga concentrado, luta sempre e sabe aproveitar as chances que tem. Mas tem jogado mal, tido resultados bem abaixo do nível dos times que lutam lá em cima e ainda vem desfalcado de Edmílson, Pierre, Clayton Xavier e dos reservas Ortigoza e Willians.
Barueri x Internacional
Ao contrário do que se dizia, Val Baiano e Renê continuam afastados do Barueri por conta do episódio da mala branca. E assim o Inter será mais um adversário direto do Flamengo a ser beneficiado de alguma forma pela história. É a maneira como o Barueri poderia conseguir algum papel na decisão deste campeonato.
De qualquer forma, não é improvável que consigam manter o bom desempenho em casa - só perderam dois jogos na Arena Barueri, mesmo jogando sem torcida por lá. E o Inter, desfalcado de D´Alessandro, vai a campo convivendo com a rotina que Mário Sérgio criou: não divulga o time que vai jogar, qual o esquema etc. e tal. O pior é que o técnico se convenceu que perdeu para o Botafogo na última rodada porque divulgou antes a escalação. Deve ser mesmo esse o problema.
Desse, já falei bastante no texto de sexta-feira. Mas é bom ressaltar que, com o resultado de Cruzeiro x Sport de ontem, o Flamengo precisa de um bom resultado para manter-se no G4. A tabela pro time de Adílson Batista é bem tranquila até o final e se o Flamengo ficar atrás deles após esta rodada, não vai ser confortável a situação de ter que torcer pelos tropeços deles contra Grêmio, Atlético-PR, Coritiba e Santos.
Reforçando: se pra título só a vitória interesa, pra vaga na Libertadores um empate hoje será ótimo resultado para o Flamengo.
Fluminense x Palmeiras
Depois do Maracanã lotado de ontem para comemorar a volta do Vasco à primeira divisão, hoje é dia do Mário Filho voltar a ficar cheio para os tricolores tentarem evitar que seu time tenha que fazer a mesma trajetória do clube de São Januário. Com as últimas três vitórias seguidas em jogos complicadaços, o Fluminense tem uma moral inédita nesta temporada - e 42 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente.
Mas é bom que o time jogue hoje com a cabeça no lugar e saiba decidir quando preciso. A atuação contra o Universidad do Chile foi, ao mesmo tempo, boa e preocupante. Boa porque impôs-se na casa do adversário, foi melhor quase o tempo todo e, mesmo quando já vencia, continuou dominando, atacando e criando chances de gol. Preocupante porque não conseguiu transformar o domínio em gols; errou demais no último passe e nas conclusões, ficou só no 1x0 e, por isso, passou um perrengue desnecessário no final. O Palmeiras é acostumado a vencer partidas assim: sendo dominado por times que não conseguem definir a parada e fazendo um golzinho muquirana de contra-ataque ou bola parada. Não dá nem pra contar quantos pontos conseguiram assim ao longo do campeonato.
Mas que dá pra acreditar num bom resultado tricolor, dá. O Palmeiras pode se pegar no espírito do time, que não desiste, joga concentrado, luta sempre e sabe aproveitar as chances que tem. Mas tem jogado mal, tido resultados bem abaixo do nível dos times que lutam lá em cima e ainda vem desfalcado de Edmílson, Pierre, Clayton Xavier e dos reservas Ortigoza e Willians.
Barueri x Internacional
Ao contrário do que se dizia, Val Baiano e Renê continuam afastados do Barueri por conta do episódio da mala branca. E assim o Inter será mais um adversário direto do Flamengo a ser beneficiado de alguma forma pela história. É a maneira como o Barueri poderia conseguir algum papel na decisão deste campeonato.
De qualquer forma, não é improvável que consigam manter o bom desempenho em casa - só perderam dois jogos na Arena Barueri, mesmo jogando sem torcida por lá. E o Inter, desfalcado de D´Alessandro, vai a campo convivendo com a rotina que Mário Sérgio criou: não divulga o time que vai jogar, qual o esquema etc. e tal. O pior é que o técnico se convenceu que perdeu para o Botafogo na última rodada porque divulgou antes a escalação. Deve ser mesmo esse o problema.
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