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Jogo: Atlético-MG 1 x 1 Flamengo - Brasileiro 2012 - 33a rodada

Muita raça e um belo resultado contra o time que melhor jogou coletivamente no campeonato. O Fluminense agradece.

Jogo: Flamengo 2 x 1 Atlético-MG - Brasileiro 2012 - 14a rodada

Em dia de estádio cheio e pressão para os dois lados, o Flamengo cresceu e o Galo se encolheu na melhor vitória rubro-negra da temporada.

Encontro do Flamengo com Ronaldinho e seu Atlético-MG é imprevisível

A situação dos dois times, a relação de Ronaldinho com os rubro-negros e até as condições do campo fazem com que seja difícil imaginar o que pode acontecer hoje à noite no Engenhão.

Se o campeonato seguir assim, a última rodada vai ser coisa de maluco

Passamos o campeonato inteiro vendo os líderes perdendo rodadas seguidas, sem ninguém "querendo ser campeão". Desta vez, quase todo mundo venceu.


Brasileiro 2011 - 25a. rodada - Atlético-MG 1 x 1 Flamengo

De que Luxemburgo precisa para se convencer que este time não funciona?

A fórmula pra vencer o Atlético-GO hoje é concentração e vontade de decidir

Mas também vai ficar mais fácil se Luxemburgo não entrar mesmo com três zagueiros.

Brasileiro 2011 - 7a. rodada - Flamengo 4 x 1 Atlético-MG

Uma atuação bipolar: 60 minutos muito ruins, 30 minutos muito bons. Tomara que Luxemburgo tire lições das duas fases.

O que esperar do Flamengo x Atlético-MG de daqui a pouco

Luxemburgo justifica mudança no ataque com explicação curiosa para quem assistiu à partida contra o Botafogo.


Os jogos que interessam hoje à noite

Vamos ser sinceros: Flamengo x Ceará só é assunto aqui porque o blog é SobreFlamengo. Embora o Flamengo ainda tenha sim que se preocupar com o rebaixamento, são dois times que parecem não ter mais grande função no campeonato além de disputar o “título” de classificado para a Sul-Americana. Bom, olhando por aí, até que é um confronto direto. E ao menos o estádio deverá estar cheio.

Brasileiro 2010 - 16a. rodada - Flamengo 0 x 0 Atlético-MG

21 de julho. É esta a data do último gol do Flamengo com a bola rolando - foi no iniciozinho do jogo contra o Avaí. Passou mais de um mês, hoje completaram-se seis jogos sem um mísero golzinho. Devo dizer: quem ainda segue acompanhando o Flamengo no estádio é um herói. É um jogo horroroso atrás do outro.

Assuntos menores, muito menores

Fiz de tarde algo que não tenho o costume: ficar zapeando entre dois jogos - no caso, Atlético-MG x Fluminense e Corinthians x Santos. Ambos começaram com gols dos times da casa e tiveram os visitantes pressionando por todo o primeiro tempo em busca do empate. E eu sem conseguir me decidir em qual ficaria.

Os jogos que interessam hoje

São Paulo x Vitória
Taí uma tarefa ingrata: tentar secar o São Paulo nessa partida de hoje, contra o Vitória. O empate do Palmeiras com o Sport mostrou que tudo pode acontecer, mas qualquer resultado que não seja uma vitória são-paulina hoje no Morumbi é pra lá de improvável.

O São Paulo tem seus desfalques, dos quais o mais importante é Dagoberto. Mas teve dez dias para preparar o time e tem banco suficiente para que as ausências não pesem tanto assim. Na verdade, ao contrário de seus rivais na disputa pelo título - Flamengo, Palmeiras e Atlético -, o São Paulo não tem aquele grande jogador cuja ausência faria o time realmente se desarticular; as vitórias têm vindo daquela maneira irritante e costumeira, com defesa fechada e golzinhos de bola parada. Não é um futebol confiável, as vitórias têm sido sempre sofridas e apertadas, mas pra hoje deve bastar.

Até porque o Vitória chega em crise, vindo de quatro derrotas seguidas - a última delas em casa, para o Avaí. Em Salvador, há rumores de que os jogadores querem derrubar o técnico Vagner Mancini e alguns chegaram a ser afastados por indisciplina - é o caso de Apodi, que não joga hoje, e Leandro Domingues, que foi reintegrado.


Coritiba x Atlético-MG
Este já é um jogo em que dá pra ter bastante esperança num tropeço mineiro. O Coritiba, embora ainda corra riscos reais de rebaixamento, faz campanha bem razoável no returno e dificilmente perde em casa. Hoje estará sem o centro-avante Ariel, mas continua com quatro jogadores bem ofensivos em campo - Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba (o destaque do time, com 13 gols) e Ângelo.

Mas o Atlético vem completo e é um time com desempenho bastante bom fora de casa - venceu o mesmo número de partidas que perdeu como visitante e tem aproveitamento de 47%. E como o Coritiba precisa vencer, não deve ter uma defesa tão fechada quanto à do Flamengo na última rodada, o que deve facilitar a vida de Tardelli e Éder Luís para encontrarem espaços. É um jogo imprevisível e decisivo para os dois lados - mas eu apostaria numa vitória do time de Ney Franco, que cairia benzão.


Cruzeiro x Grêmio
O que pode dar ao jogo no Mineirão uma dificuldade extra para o Cruzeiro é a saída de Paulo Autuori. Assume o interino Marcelo Rospide, que fazia boa campanha com o time antes da chegada de Autuori - o que pode servir pra dar uma sacudida no ânimo do time. Se isso não acontecer e o Grêmio seguir seu ritmo normal de infinitas derrotas fora de casa, o Cruzeiro deve sair com os três pontos e continuar botando pressão nos atuais integrantes do G4 - é o mais provável, ainda mais pela ausência de Souza no Grêmio.

A verdade é que, tirando o segundo tempo do jogo contra o Fluminense, o Cruzeiro vem convencendo rodada após rodada - se não fosse aquele apagão de 45 minutos, seria agora um fortíssimo candidato ao título. Mas pelo menos uma vaga na Libertadores está bastante provável - hoje eu diria que Atlético-MG e Palmeiras devem decidir no confronto direto quem ficará no G4 e quem perderá a vaga para o time de Adílson Batista.

Crônica do Urubu no galinheiro

Eis que o SobreFlamengo ganhou um enviado especial a Belo Horizonte. Meus irmãos Marcos e Paulo e os grandes amigos Glauco e Max deram seu jeito, arrumaram ingressos e partiram para o Mineirão ajudar o Flamengo na grande vitória do domingo - quem os conhece pôde reconhecer um ou outro na TV e, ao que parece, ficaram em posição privilegiada para assistir ao golaço do Pet. O cara, além de tudo, teve a consideração de fazer aquilo enquanto o Flamengo atacava mais próximo a seus torcedores.

O que vocês leem abaixo é o relato do Marcos sobre a viagem e o clima no estádio. Lá vai:


* * * * * * * * * * * * *

Bom, foi mal invadir esse espaço, mas recebi uma "autorização especial" do blogueiro oficial do SobreFlamengo para fazer a cobertura do Flamengo x Atlético-MG no Mineirão.

Compramos nosso pacote pela empresa parceira do programa "Onde estiver estarei". O pacote original que
eles oferecem não parece muito atraente à primeira vista, mas se você tiver uma boa capacidade de negociação consegue algo que valha a pena. Foi o que conseguimos eu, Paulo (meu irmão), Max e Glauco (o responsável por toda a negociação do pacote). Fechamos uma diária de hotel + o ingresso por R$167 cada.

Chegamos em BH no sábado por volta das 20h30. Fomos de carro. Fizemos uma night leve. Barzinho com muita cerveja como o bom carioca gosta e como o bom mineiro é especialista. O importante ali foi pegar todas as informações necessárias com nosso amigo Luiz, cruzeirense de coração e, portanto, parceirão nosso, para chegar no Mineirão e entrar no jogo no grau necessário para garantir o êxito do nosso plantel. A confiança era grande. Não iríamos do Rio para BH de carro, na raça, sem a confiança na vitória e no caminho para a conquista do tão sonhado équiça!

Domingo foi só pegar os ingressos com o responsável da agência, piscininha de leve no hotel para ajudar a curar a ressaca e partir para o Mineirão. A confiança era total no Imperador e no seu mentor, que responde pela alcunha de Pet. Não deu outra. Pet abriu o placar com um gol olímpico espetacular e o Imperador fechou o caixão do Galo. Sensacional!

O gol do Pet foi filmado pelo Glauco e vocês podem ver aqui na câmera exclusiva do SobreFlamengo.


(O vídeo é de Glauco Furtado)

O clima do jogo


Todos os mineiros conhecidos de nós quatro nos orientaram a não ir com camisas do Flamengo, por conta da violência e ignorância da torcida do Atlético - em especial a Galoucura. Chegamos cedo e estacionamos tranquilamente em frente ao portão 2, o dos visitantes. Saímos do carro e fomos dar uma volta, comer um espetinho de frango com bacon numa das inúmeras barraquinhas especializadas no tropeirão, meio que um PF com feijão tropeiro, farofa, torresmo e alguma carne que sai, na média, por sete pila.

Os comentários que peguei de atleticanos que transitavam era de que estavam impressionados com a quantidade de policiais (parece que a carta do Márcio Braga para o Aécio Neves fez algum efeito) e também de que queriam pegar urubus na pancadaria. Inclusive paravam próximos à entrada da nossa torcida para mandar os tradicionais "ei Flamengo! Vai tomar xampu!". Vimos algumas camisas do Vasco por lá também. Acho que isso deve ter colaborado para a nossa vitória...

Dentro do Mineirão foi tudo uma maravilha. Com poucos ingressos sendo vendidos no Rio, as organizadas do Flamengo foram em menor número, o que fez muito bem para a nossa torcida (opinião minha, não necessariamente a mesma opinião do dono do blog, que fique claro). Antes do começo da partida éramos nós quatro e mais alguns que se juntaram a nós quem puxavam as músicas, uma sensação muito legal! Depois chegaram uns tambores e os profissionais assumiram a liderança. Mas a maioria da torcida era composta por flamenguistas mineiros mesmo. Cantamos o tradicional "MENGÔ!", "Vai pra cima deles mengô" e a melhor de todas, "Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe mengo, seremos campeões" (o que chegou a me emocionar!).


O jogo eu não vou comentar


Até porque não dava para ver direito nada do que acontecia na metade de campo mais afastada da gente (ficamos na direção da bandeirinha de escanteio). A visão era muito ruim mesmo. Mas deu pra ver que foi um jogão, que o Tardelli é aquele mesmo que a gente conhece e que não consegue dar prosseguimento a nenhuma jogada (apesar da enorme disposição) e que é ridículo querer comparar ele ao Adriano. Ah! E que o Pet é foda mesmo, o craque do Brasileirão!


Depois do jogo


Tivemos que esperar mais de uma hora para sair do estádio por questões de segurança. Quando chegamos ao nosso carro, percebemos um grupo de torcedores da Galoucura nos esperando, por peceberem que a placa era do Rio de Janeiro. Ao nos aproximarmos, fomos duramente hostilizados com palavras de baixo calão, mesmo sem estarmos com camisas do Flamengo e sem falarmos nada, muito menos zoarmos os caras. Sofremos agressões leves (um chute no Max e um em mim) e entramos no carro para irmos embora. Os jovens meliantes foram embora ao perceberem a presença do policiamento.

É realmente muito triste ser agredido por bandidos sem sermos de qualquer organizada do Flamengo, sem estarmos com camisas do Flamengo - não que isso também pudesse ser motivo! -, sem fazermos nada que pudesse ofender os caras. Pelo menos deixaram o carro inteiro e pudemos seguir em paz para o Rio cheios de esperança, talvez até já cheios de confiança no título do Flamengo.

Agora é torcer para seguirmos vencendo. Pra Recife é difícil porque é longe e, portanto, mais caro. Agora, podem esperar outro relato de mais uma vitória do Mengão depois do Corinthans e Flamengo no Pacaembu!

Abraços,
Marcos Monnerat
(irmão do André, blogueiro de meia tijela e guitarrista do Don Robalo)

Brasileiro 2009 - 34a. rodada - Atlético-MG 1 x 3 Flamengo

Cabeça no lugar, concentração, inteligência e equilíbrio. Foram estes os ingredientes que levaram o Flamengo a uma vitória de empolgar - que o coloca de vez na briga pelo título. Faltando quatro rodadas e a apenas dois pontos do líder, tudo pode acontecer. E o Atlético, na hora H, não mostrou cacife para ir atrás do título - mas vai ter outras chances de tentar provar que pode chegar lá, contra Inter e Palmeiras. Se não der, ao menos podem ajudar o Flamengo no processo.

Mas o Atlético tentou colocar moral de candidato à taça e, desde o início, tentou pressionar o Flamengo. Contra um time fechado em sua defesa, procurou seu caminho fazendo sempre tabelas pelas duas laterais, para abrir a zaga rubro-negra. Para neutralizar essas jogadas, Willians e Maldonado abriram, um de cada lado, e funcionaram como assistentes dos laterais na marcação, com Aírton centralizado perseguindo Ricardinho. O resultado é que a marcação anulou quase todos os lances do adversário, mas foi feita muito atrás e permitiu que o Atlético controlasse a posse de bola desde o início.

Não dá pra dizer que o Flamengo não tenha corrido riscos; afinal, quem permite que o adversário tenha tanto a bola e a mantenha tão próxima à sua área arrisca sempre levar gol numa bola parada, num chute desviado, numa falha qualquer da defesa. Mas a verdade é que o Atlético teve poucas chances de gol - apesar de chegar a 70% da posse de bola no momento em que sofreu o 1x0, só teve três oportunidades em todo o primeiro tempo, apenas uma delas em jogada trabalhada durante a pressão (as outras duas saíram de um raro contra-ataque e uma bola boba perdida por Angelim). O Flamengo, além de ter feito dois gols, poderia ter marcado ainda em uma cabeçada de Adriano e em um contra-ataque com Zé Roberto; quem assistir só aos melhores momentos da partida não vai perceber domínio do Atlético e, no duro, depois do gol de Maldonado, o time até começou a conseguir tocar mais a bola.

O segundo tempo, com uma substituição de Roth que deixou seu time mais ofensivo e um gol do Atlético logo no início, perigou ser mais complicado. Mas novamente o Atlético não criou muitas chances claras e se arriscou a levar outros gols em contra-ataques - Zé Roberto e Adriano tiveram chances claríssimas de ampliar o placar. Com o tempo, parece que o Atlético não teve pernas pra manter o mesmo ritmo na pressão. E, com a entrada de Fierro no lugar de Petkovic, o Flamengo começou a criar jogadas seguidas de perigo pela direita - maneira como matou o jogo, após bom cruzamento do chileno para Adriano.

* * * * * * * * *

Num jogo em que o Flamengo contou muito com a marcação para suportar um time que buscou o ataque o tempo todo, há que se destacar a atuação de alguns jogadores na defesa. É o caso de Álvaro, perfeito, e Aírton, enquanto esteve em campo. Angelim até pode entrar na lista também, se descontarmos o lance em que quase pôs tudo a perder no primeiro tempo.

Petkovic está obviamente fora das suas melhores condições. Mas, como contra o Palmeiras, mudou o jogo em um lance individual - no caso, a cobrança de um escanteio. E, enquanto teve pernas, iniciou os melhores contra-ataques do Flamengo com seus passes. Zé Roberto foi quem mais deu trabalho à defesa do Atlético com suas arrancadas, criou o lance do segundo gol e quase fez o seu em linda jogada individual.

E teve ainda Fierro, com uma influência inesperada no andamento do jogo. Pra quem nunca entendeu bem o que eu sempre digo, sobre a maneira como sua movimentação consegue fazer o time funcionar melhor na frente, o jogo de hoje e o entendimento que o chileno mostrou com Léo Moura foram exemplares - mas claro que ajudou o fato de que ele, quando recebeu as bolas para as quais sempre se apresenta bem, foi bem melhor tecnicamente do que de costume.

8/11/2009 - 16h - Atlético-MG 1 x 3 Flamengo
Mineirão - Belo Horizonte, MG
Renda/Público: R$ 984.112,00 / 63.285 pagantes





Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa/PR) e Altemir Hausmann (Fifa/RS)
Cartões amarelos: Evandro (ATL); Juan, Bruno e Willians (FLA);

Gols: Petkovic, 10'/1ºT (0-1); Maldonado, 40'/1ºT (0-2); Ricardinho, 5'/2ºT (1-2); Adriano, 36'/2ºT (1-3)

Atlético-MG : Carini, Carlos Alberto, Benitez, Werley e Thiago Feltri; Jonilson, Renan (Evandro, intervalo), Correa (Serginho, 26'/2ºT) e Ricardinho; Eder Luis (Rentería, 20'/2ºT) e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth

Flamengo : Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton (Toró, 22'/2ºT), Maldonado, Willians e Petkovic (Fierro, 24'/2ºT); Zé Roberto (Wellington, 45'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.

O time para o jogo de domingo*

* Texto para minha coluna semanal no FlamengoNet.

É final de campeonato domingo no Mineirão. Pode até ser que o jogo não decida o campeão, mas com certeza vai definir as pretensões quanto ao título dos dois times. Quem vencer vai se colocar como possível campeão; quem perder, já deve se contentar só com a briga pelo G4. E aí é questão do Flamengo definir com o que realmente ainda sonha: a ideia é garantir uma valiosa vaguinha para a Libertadores ou partir mesmo para o popular rumoal équiça?

Se pretende encerrar o longo jejum de títulos brasileiros, é vencer ou vencer. Perder ou empatar, para pretensões de título, vai dar mais ou menos na mesma. Para a Libertadores, no entanto, o pontinho a mais vai significar também não deixar o Atlético desgarrar. O time de Celso Roth ainda terá jogos difíceis e se o Flamengo se mantiver a dois pontos do Galo como está hoje, poderá ainda se dar o direito de torcer por um tropeço mineiro para ultrapassá-los. Perder seria ficar a cinco pontos do adversário, faltando apenas quatro rodadas; a briga passaria a praticamente se restringir à última vaga, contra Cruzeiro e Inter.

Mas eu estou mesmo vendo mais graça em imaginar o Flamengo campeão. Portanto, é jogar pra ganhar. A missão, claro, não é impossível - mas é muito difícil.

Já comentaram por aí que, este ano, o desempenho do Atlético como mandante não é tão impressionante assim. São apenas 66% de aproveitamento (o Flamengo tem 72%, por exemplo) e tropeços incômodos contra times como Sport, Botafogo e Avaí. Mas perder mesmo não acontece desde 26/7, 14a rodada do primeiro turno, contra um Goiás que vinha em grande fase. A outra derrota computada para o Atlético como mandante foi no clássico contra o Cruzeiro. Como se vê, não tem moleza.

Sobre o time do Flamengo que irá a campo, não há muito o que especular. Com todo mundo à disposição, Andrade vai usar seu time titular, que você já conhece - mesmo que acredite que uma ou outra alteração poderia ser feita. É torcer para estes jogadores entrarem em campo com postura ofensiva, consigam exercer a tal marcação no campo adversário como andam falando e, principalmente, tenham se preparado bem durante a semana para jogarem em seu nível máximo. Não é mais hora de ver jogadores-chave cansando no meio do segundo tempo.

O Atlético vem basicamente completo e o principal cuidado a ser tomado é mesmo com a dupla de ataque, formada por Tardelli e Éder Luís. Juntos, eles fizeram 29 gols - Tardelli fez 18, Éder 11, e depois deles quem marcou mais tem apenas 3. O meio-campo tem como forte a marcação, com três volantes e um só armador - é curioso, aliás, que os dois que jogam mais responsáveis pela armação, Correa e Ricardinho, tenham sido fortemente cogitados pelo Flamengo durante a competição. No final, em vez deles o time ficou com Maldonado e Petkovic. Saiu perdendo ou ganhando?

Ricardinho é bom jogador, mas é mais importante ditando o ritmo do time e cadenciando o jogo quando necessário do que propriamente colocando os seus atacantes na cara do gol - não deu nenhuma assistência até agora no campeonato. O maior perigo é mesmo na movimentação dos dois atacantes leves na frente e na chegada de trás dos volantes e laterais. É provável que Roth coloque o rápido Éder Luís pra jogar em cima de Juan, que vem mal na marcação, no apoio, na saída de bola - é bom que ele esteja mais acordado no domingo.


Aos rubro-negros que estarão no Mineirão, boa sorte.

Os jogos que interessam no fim de semana

Palmeiras x Atlético-PR
O Palmeiras mostrou força nessa sua luta pelo título ao vencer o Cruzeiro no meio de semana (polêmicas sobre a arbitragem à parte - pelo menos um pênalti muito claro para os mineiros o juiz não deu). Hoje, joga contra um time rebaixável e desfalcado no Parque Antarctica, onde ainda não perdeu neste campeonato. Dá pra acreditar que vá ter a primeira derrota desta vez? Não parece provável.

O Palmeiras, no entanto, também tem seus problemas. Vai jogar hoje sem seus dois laterais titulares e seu líder em assistências, o meia Clayton Xavier. Se normalmente o time de Muricy já é muito de insistir pelo meio, sem Armero e com dois centro-avantes no ataque isso deve acontecer mais ainda hoje. Antônio Lopes pode tentar conseguir um empatezinho, que seria bom negócio, congestionando o centro de sua defesa. Vencer é muito improvável, ainda mais sem seu ataque titular, que já não é grande coisa - o Atlético é o penúltimo do campeonato em gols marcados.

A minha aposta é uma vitória magra do Palmeiras, num jogo feio (os dois times são os que mais fazem faltas no campeonato), bem ao estilo de Muricy.


São Paulo x Corinthians
Se o Palmeiras realmente vencer o Atlético-PR, o que parece provável, o São Paulo entrará em campo pressionado a vencer o Corinthians para seguir colado no líder. Mas não deve ser uma missão fácil; fora não vencer o rival desde 2007, o time de Ricardo Gomes vai encarar o Corinthians jogando com o ataque que melhor funcionou no ano - Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique - e com a estreia de Defederico, o argentino contratado com estardalhaço para ser o armador que o time não tem desde a saída de Douglas.

Não conheço Defederico, claro. Mas se for bem, sua chegada e a volta de Ronaldo podem devolver ao Corinthians o tanto do bom futebol que apresentava até o meio do ano. O time vem de uma derrota feia para o Goiás na última rodada, uma ducha de água fria na volta de Ronaldo, mas acho que pode complicar a partida de amanhã no Morumbi.

Difícil fazer uma aposta - num bolão, cravaria empate. Mas com um tantinho mais de chances para o São Paulo, por jogar em casa e pelas opções a mais que tem em seu banco de reservas.


Goiás x Grêmio
Assim como o Flamengo será testado quanto às suas pretensões no campeonato contra o Inter, o jogo do Serra Dourada também vai servir de prova tanto para Goiás quanto para Grêmio. Os dois times têm colocações na tabela que permitem bons sonhos no Brasileiro, andaram fraquejando durante a campanha, mas agora vêm de boas vitórias e querendo embalar para subir de vez.

Para o Grêmio, vencer um adversário direto (que ultrapassará se vencer) em seu estádio serviria para dar moral de vez para um time que só venceu a primeira fora de casa há duas rodadas. Eu tendo a achar o time de Autuori, apesar de estar atrás, mais forte que o Goiás na competição - e, se esta vitória vier, o encanto que fazia o time se dar mal longe de Porto Alegre pode ser quebrado de vez. O Grêmio entende isso e se prepara bem para o jogo - já está em Goiânia desde ontem e terá a volta de seu melhor atacante, o argentino Maxi Lopez.

O Goiás, que venceu bem o Corinthians na última rodada, mas perdeu mal para o Cerro Porteño no meio de semana, também pode usar o jogo como afirmação de que quer mesmo estar na Libertadores no ano que vem e até brigar pelo título - o que eu não acredito muito. Realmente tenho dificuldades a acreditar em tanta força num time que tem Léo Lima como único armador no meio-campo (e na rodada passada ele passeou em campo contra o Corinthians, sem marcação - não deve acontecer amanhã). Mas o ataque formado por Iarley e Fernandão é de respeito (e acostumado a enfrentar o Grêmio desde a época em que foram campeões do mundo pelo Inter), e o time conta ainda com a boa fase do ala Júlio César (que jogou no Flamengo há anos e nunca conseguiu render bem).

Aposta: vitória do Goiás, por conta do mau desempenho do Grêmio fora de casa. Vencer o Náutico ainda é muito pouco. Mas se sair com uma vitória, vai se apresentar como grande candidato a vaga na Libertadores.


Atlético-MG x Santos
Será o confronto do time que menos erra passes no campeonato - o Atlético-MG - contra o que mais erra - o Santos. Na casa do Atlético, que só perdeu uma como mandante. Pela primeira vez, Ricardinho ficará no banco de reservas. Éder Luís retornará ao ataque, ao lado de Tardelli, para formar a dupla que deu mais certo para Celso Roth ao longo do campeonato.

Tudo indica uma vitória do Galo, que assim permaneceria na briga pelo G4, talvez até conseguindo uma vaguinha por lá nesta rodada. E é mesmo a minha aposta - o Santos é um time muito fraco. Se compararmos as escalações, por exemplo, não consigo achá-lo mais forte que o Fluminense.

Mas futebol é futebol. Se Celso Roth deve tomar algum cuidado especial pra não dar zebra, eu diria que é com as bolas paradas - Luxemburgo é bom em montar jogadas deste tipo e o lateral George Lucas tem se mostrado um especialista nos cruzamentos para a área. Um tropeço do Atlético pode vir desse jeito.

Como andam os palpites? - Parte 1

Logo no início do campeonato, me dispus a bancar a Mãe Dinah e colocar aqui minhas apostas sobre os times que brigariam pelo título. Fiz lá aquele monte de ressalvas de segurança - tem que ver como vai ser a janela, se contusões irão acontecer, o efeito Copa do Brasil/Libertadores... -, mas coloquei lá meus favoritos. Chegamos agora ao fim do primeiro turno - já dá pra fazer uma revisão. A verdade é que eu errei feio nas apostas!

O time que eu cravaria, lá atrás, como campeão não tem a menor chance: é o Cruzeiro. As tais ressalvas de segurança funcionaram firme nesse aí: graças à Libertadores, pontos preciosos foram perdidos, deixando o time na zona do rebaixamento na época em que a competição terminava; com a derrota na final, bateu uma instabilidade emocional que também andou prejudicando o desempenho; pra completar, a janela levou embora os dois principais jogadores do meio-campo, Ramires e Wagner, dois caras que não tem como substituir à altura. Vi o Cruzeiro jogando domingo contra o Santos, e é um time mesmo totalmente diferente do início do ano. Há jogadores pra se encaixar por agora, como Gilberto e Guerrón, mas por enquanto a coisa não está funcionando bem. A chance de rebaixamento, pra mim, é nula - mas passou longe da luta pelo título que eu previa. Deve pegar Sul-Americana.

Abaixo do Cruzeiro, eu colocava São Paulo, Corinthians e Inter. O São Paulo, hoje, é quem eu apostaria como campeão - mas um dos fatores que eu listava pra colocá-lo como candidato forte era justamente a permanência de Muricy, que não existe mais. De qualquer forma, o elenco é forte de nomes, e os resultados das últimas rodadas são impressionantes. Ainda não os vi jogando sob o comando de Ricardo Gomes (a não ser lá atrás, no jogo contra o Flamengo), mas de qualquer forma é um time que me passa bem mais firmeza, pela maior variedade de opções de elenco, do que o atual líder, o Palmeiras.

O Corinthians é mais um que sofreu com os efeitos da Copa do Brasil e da janela e, nessa saiu da luta pelo título - está, como diria o outro, brincando no Brasileiro. Já o Inter está lá, perto do topo, apesar da saída de Nilmar. Eu dizia que era um candidato, mas que tinha minhas dúvidas se tinham mesmo o futebol todo que se dizia. Até agora, o futebol foi e voltou, foi e voltou, mas o fato é que o time pode terminar o turno como líder. Pode acabar mesmo sendo campeão - seria meu segundo da lista, hoje.

Além desses aí, eu colocava um pouco abaixo, mas ainda possíveis candidatos, o Palmeiras ("de Luxemburgo" - não é mais o caso) e o Grêmio. Time por time, gosto mais do Grêmio - mas ele está mais abaixo na tabela, por conta do desempenho horroroso fora de casa. Se conseguir melhorar um pouquinho nisso aí, vai brigar por Libertadores até o finla - título, a essa altura, acho difícil. Já o Palmeiras é o líder, não dá pra dizer que não possa ser campeão, até porque dizem que ainda vai se reforçar; mas, hoje, é um time que depende demais de pouquíssimos jogadores, principalmente Diego Souza, o que faz com que não dê pra apostar tanto que mantenha o rendimento alto o tempo todo - se Diego se machucar, ou cair de rendimento por um motivo qualquer, vão sofrer muito. Mas tem o efeito Muricy, que já cansou de mostrar que ér capaz de trancar a defesa de um time e ganhar partidas seguidas com um futebol chato, de poucas armas ofensivas.

Olhando a tabela agora, no meio desses nomes aí estão hoje o Goiás, o Atlético Mineiro e o Avaí. O Avaí, vai saber até onde pode chegar. Desembestou de ganhar uma atrás da outra, mas ninguém bota muita fé que isso possa durar até o final. Não vi tantos jogos assim deles, mas aposto que ano que vem o volante Léo Gago estará numa equipe maior do Brasil - ou na Arábia, ou Ucrânia, sei lá. O Atlético Mineiro, de Celso Roth, eu poderia dizer que pode pegar Libertadores só por estar escaldado com o Grêmio do ano passado - mas acho mesmo que vai ficar pela Sul-Americana. Já o Goiás tem Fernandão pra estrear, e é um time que realmente funciona como equipe. Se jogassem com a camisa do Cruzeiro, do Inter ou do Palmeiras, eu diria que poderiam brigar pelo título; mas como não é o caso, e ainda por cima têm Léo Lima de titular, meu preconceito não permite fazer uma aposta dessas. Mas pode continuar brigando pela última vaga da Libertadores até o final.

Então, refazendo aqui a lista: hoje, ainda com a janela aberta, na base dos ensinamentos de Mãe Dinah, eu infelizmente cravaria São Paulo campeão, com Inter, Palmeiras e Grêmio na Libertadores. Mas pode ser ainda que Goiás ou Atlético-MG cheguem lá.

Brasileiro 2009 - 15a. rodada - Flamengo 3 x 1 Atlético-MG

Pra começar, esta foi uma partida exemplar de como não está sendo preciso muita coisa pra estar numa boa colocação neste campeonato. Foi o que demonstrou, com sua atuação fraquinha, fraquinha, o até então líder do campeonato - que perdeu sua posição agora para outro time que também está longe de encantar. E o Flamengo, com toda a crise anterior, com todos os resultados ruins da era Cuca, já está a apenas 3 pontos do grupo da Libertadores.

O jogo começou com o Flamengo perdendo uma chance com Léo Moura na cara do gol, logo no primeiro minuto. E, dois minutos depois, Angelim e Aírton foram juntos no mesmo jogador, não roubaram a bola e deixaram Wellinton sozinho com dois jogadores invadindo a área. 1x0 contra, logo de cara.

Depois disso, o Atlético basicamente não atacou no primeiro tempo. De início, o Flamengo controlava a bola, mas ia mal, insistindo apenas pela direita - por onde jogavam Léo Moura, Emerson e Kléberson, que ontem inverteu de lado com Willians - e criando pouco. Mas, com o tempo, o time foi melhorando. Émerson passou a se movimentar também pela esquerda, o time passou a variar as jogadas, a entrar na área do Atlético com mais frequência. Faltava apenas acertar o último passe pro gol sair. E eis que, aos 36 e aos 38, dois últimos passes saíram certos em seguida. Duas belas enfiadas de Toró e Éverton, gols de Léo Moura e Kléberson. Era mais do que justo.

Pro segundo tempo, o Atlético não poderia mesmo continuar tão atrás quanto no primeiro. Tentou ir pra cima, mas o Flamengo conseguia evitar que criassem qualquer oportunidade; na verdade, quando Éverton (um gol e uma assistência no jogo, boa atuação) marcou o terceiro, o Flamengo é que já tinha perdido duas grandes oportunidades com Émerson. A partir daí, o time foi diminuindo o ritmo e, no fim da partida, até sofreu uma pressão maior do Galo, que chegou a perder algumas chances. Mas o jogo terminou mesmo com uma vitória até tranquila.

A torcida cantou pela permanência de Andrade - e eu já dei aqui minha opinião sobre o assunto, que não mudou. Andrade não é um técnico de ponta, nas entrevistas parece ter problemas de comunicação (embora a gente não saiba como isso funciona entre ele e os jogadores, no vestiário e nos treinos), não se sabe até onde pode chegar, tudo isso é claro. E, por enquanto, foram apenas dois jogos, com bem pouco treino. Mas ele já teve um mérito: simplificou a maneira do time jogar, com cada um tendo sua posição mais clara. É marcante, por exemplo, a diferença de posicionamento - não falo nem no nível da atuação; ontem foi bem, no domingo foi mal - de Léo Moura, que voltou a jogar sempre aberto pela direita, como ala mesmo, e não como o misto de volante/meia/lateral da época de Cuca.

Mas é bom conter a euforia. Domingo tem jogo contra o Náutico, no Maracanã. Jogo daqueles em que a vitória é obrigatória. Como era contra o Avaí, por exemplo. É jogar sério, partida a partida, tentar manter a tranquilidade e ver até onde dá pra chegar.




30/7/2009 - 21h - Flamengo 3 x 1 Atlético-MG
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: 462.587,00 / 26.934 pagantes (29.490 presentes)

Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa-RS)
Auxiliares: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Paulo Ricardo da Silva Conceição (RS)
Cartões amarelos: Ronaldo Angelim e Aírton (FLA); Marcos Rocha (ATL)

Gols: Éder Luís, 3'/1ºT (0-1), Léo Moura, 36'/1ºT (1-1); Kleberson, 38'/1ºT (2-1); Everton, 14'/2ºT (3-1)

Flamengo: Bruno, Welinton, Aírton e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Toró (Camacho, 24'/2ºT), Willians, Kleberson e Everton (Everton Silva, 38'/2ºT); Emerson (Zé Roberto, 31'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.

Atlético-MG: Aranha; Márcio Araújo (Pedro Paulo, 10'/2ºT), Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Renan, Serginho (Marcos Rocha, intervalo) e Júnior (Evandro, intervalo); Éder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth.