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Brasileiro 2010 - 26a. rodada - Goiás 1 x 1 Flamengo

Lomba, Léo Moura, Jean, David e Juan; Maldonado, Correa, Willians, Renato e Kléberson; Deivid. Lendo a escalação, você espera que este time consiga criar alguma coisa em campo? Silas achou que sim. E explicou, antes do jogo começar, que sua ideia era liberar mais Léo Moura e Juan - solução manjada que o Flamengo usa desde 2006, sempre que a situação se complica. E que, sinceramente, eu já não tenho a menor esperança de que dê certo.

Os trabalhos de Jorginho e Silas, com exatamente o mesmo tempo em seus clubes

Silas e Jorginho assumiram seus atuais times na mesma rodada, com a mesma maratona de jogos pela frente e a mesma falta de tempo para treinar. De lá pra cá, o aproveitamento do Goiás é de 46%, contra 29% do Flamengo. Antes da troca de treinadores, o Flamengo tinha 41% de aproveitamento, o Goiás 25%. É isso: o momento do Goiás é melhor.

Os jogos que interessam hoje à noite

Os quatro primeiros colocados do campeonato entram em campo hoje à noite, em jogos que podem embolar mais ainda a tabela. E, claro, tem o Flamengo tentando mais uma vez começar a tal arrancada.

Brasileiro 2010 - 7a. rodada - Flamengo 1 x 2 Goiás

Um primeiro tempo horroroso. Meio segundo tempo em que parecia que viria uma vitória fácil. E uma metade final em que deram muito mole e conseguiram perder um jogo ganho. Este é o resumo do que se viu hoje no Maracanã. O time poderia ter encerrado esta primeira fase do Brasileiro em quarto - o que passaria uma imagem bem enganosa.

Brasileiro 2009 - 36a. rodada - Flamengo 0 x 0 Goiás

São Paulo e Botafogo fizeram sua parte. A torcida, lotando o estádio e fazendo festa, também. Até os patrocinadores, ajudando a torcida a montar o fantástico mosaico que deixou todos embasbacadso antes da partida começar, fizeram sua parte. Porém, faltou quem entra em campo fazer a sua. E aquele medo que todo rubro-negro tinha escondido em algum canto de seu interior, acabou se concretizando: o Flamengo voltou a falhar no Maracanã lotado em um momento decisivo, quando tudo parecia estar a seu favor. E talvez a tarde de hoje, que tinha tudo para ganhar um belo lugar de destaque na história do Flamengo, acabe ficando na memória por motivos bem menos festivos, dependendo de como o campeonato acabar.

E o mais triste é que boa parte deste tropeço se deve a um primeiro tempo lamentável, em que o time simplesmente entrou andando em campo. O Flamengo era uma equipe que saía lentamente da defesa, não se deslocava no ataque, enfim - não dá pra entender como os jogadores esperavam que a vitória viesse. Petkovic teve uma tarde lamentável e até parecia sem condições de jogo, caminhando no gramado, virando as costas para o lance com frequência - e insistindo em jogadas pra lá de improváveis nas vezes em que conseguia participar do jogo. Adriano, como quase todo mundo, ficava paradão e não dava opção. E assim o time dependeu nesta etapa apenas de Léo Moura e Willians, os dois únicos que pareciam dispostos a correr e tentar alguma coisa.

No segundo tempo, a atitude mudou e a vitória poderia ter vindo. A torcida procurou colocar em prática o lema do mosaico - "a maior torcida do Mundo faz diferença" - e tentou empurrar o time, Pet usou o (pouco) gás que tinha guardado até morrer de vez, Juan cresceu de produção (depois de um primeiro tempo bem fraco), as chances começaram a aparecer. Com o time se mexendo mais, até Adriano, mesmo ainda sem se movimentar (na boa: no fim do jogo o cara parecia não ter forças nem pra tocar a bola de lado - era até constrangedor), conseguiu aparecer bem em lances de pivô dentro da área. Mas aí os deuses do futebol resolveram não perdoar a postura inicial do time, e simplesmente não foi dia da bola entrar.

Andrade tentou melhorar a situação tirando Willians, dos poucos que realmente correu e buscou o jogo o tempo todo, para colocar Kléberson - uma substituição infeliz. Foi melhor a entrada, até tardia, de Fierro no lugar de Petkovic - mais uma vez o chileno conseguiu criar com Léo Moura jogadas seguidas pela direita, no pouco tempo que teve em campo. Mas a verdade é que a tensão foi batendo, em campo e nas arquibancadas, e no final o time lembrava o Flamengo de outros tempos: dependendo demais de seus laterais e até com Angelim revivendo seus dias de lateral-ala. Infelizmente, o resultado final também trouxe à memória aquele mesmo Flamengo que acostumou seus torcedores a terem sempre os pés atrás na hora de decidir.



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Foi impressionante ver como o Flamengo insistiu em levantar bolas na área do Goiás, com a bola parada ou rolando, e não conseguiu uma só cabeçada que fosse - nem daquelas sem perigo.



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Vou ser chato e insistir na ladainha: o campeonato está acabando. São poucos jogos, um momento histórico. Não é hora do Flamengo ter jogadores que deveriam ser decisivos se arrastando em campo - e isso fica ainda mais desagradável quando a gente lê que alguns deles não estão cumprindo a rotina de treinamentos que se esperaria numa hora dessas. O título ainda pode vir; não é nada impossível que o São Paulo volte a tropeçar e, sinceramente, até acho que vai acontecer. Mas não vai adiantar nada se o próprio Flamengo não trabalhar bem para fazer sua parte.

Os jogos que interessam no fim de semana

Palmeiras x Atlético-PR
O Palmeiras mostrou força nessa sua luta pelo título ao vencer o Cruzeiro no meio de semana (polêmicas sobre a arbitragem à parte - pelo menos um pênalti muito claro para os mineiros o juiz não deu). Hoje, joga contra um time rebaixável e desfalcado no Parque Antarctica, onde ainda não perdeu neste campeonato. Dá pra acreditar que vá ter a primeira derrota desta vez? Não parece provável.

O Palmeiras, no entanto, também tem seus problemas. Vai jogar hoje sem seus dois laterais titulares e seu líder em assistências, o meia Clayton Xavier. Se normalmente o time de Muricy já é muito de insistir pelo meio, sem Armero e com dois centro-avantes no ataque isso deve acontecer mais ainda hoje. Antônio Lopes pode tentar conseguir um empatezinho, que seria bom negócio, congestionando o centro de sua defesa. Vencer é muito improvável, ainda mais sem seu ataque titular, que já não é grande coisa - o Atlético é o penúltimo do campeonato em gols marcados.

A minha aposta é uma vitória magra do Palmeiras, num jogo feio (os dois times são os que mais fazem faltas no campeonato), bem ao estilo de Muricy.


São Paulo x Corinthians
Se o Palmeiras realmente vencer o Atlético-PR, o que parece provável, o São Paulo entrará em campo pressionado a vencer o Corinthians para seguir colado no líder. Mas não deve ser uma missão fácil; fora não vencer o rival desde 2007, o time de Ricardo Gomes vai encarar o Corinthians jogando com o ataque que melhor funcionou no ano - Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique - e com a estreia de Defederico, o argentino contratado com estardalhaço para ser o armador que o time não tem desde a saída de Douglas.

Não conheço Defederico, claro. Mas se for bem, sua chegada e a volta de Ronaldo podem devolver ao Corinthians o tanto do bom futebol que apresentava até o meio do ano. O time vem de uma derrota feia para o Goiás na última rodada, uma ducha de água fria na volta de Ronaldo, mas acho que pode complicar a partida de amanhã no Morumbi.

Difícil fazer uma aposta - num bolão, cravaria empate. Mas com um tantinho mais de chances para o São Paulo, por jogar em casa e pelas opções a mais que tem em seu banco de reservas.


Goiás x Grêmio
Assim como o Flamengo será testado quanto às suas pretensões no campeonato contra o Inter, o jogo do Serra Dourada também vai servir de prova tanto para Goiás quanto para Grêmio. Os dois times têm colocações na tabela que permitem bons sonhos no Brasileiro, andaram fraquejando durante a campanha, mas agora vêm de boas vitórias e querendo embalar para subir de vez.

Para o Grêmio, vencer um adversário direto (que ultrapassará se vencer) em seu estádio serviria para dar moral de vez para um time que só venceu a primeira fora de casa há duas rodadas. Eu tendo a achar o time de Autuori, apesar de estar atrás, mais forte que o Goiás na competição - e, se esta vitória vier, o encanto que fazia o time se dar mal longe de Porto Alegre pode ser quebrado de vez. O Grêmio entende isso e se prepara bem para o jogo - já está em Goiânia desde ontem e terá a volta de seu melhor atacante, o argentino Maxi Lopez.

O Goiás, que venceu bem o Corinthians na última rodada, mas perdeu mal para o Cerro Porteño no meio de semana, também pode usar o jogo como afirmação de que quer mesmo estar na Libertadores no ano que vem e até brigar pelo título - o que eu não acredito muito. Realmente tenho dificuldades a acreditar em tanta força num time que tem Léo Lima como único armador no meio-campo (e na rodada passada ele passeou em campo contra o Corinthians, sem marcação - não deve acontecer amanhã). Mas o ataque formado por Iarley e Fernandão é de respeito (e acostumado a enfrentar o Grêmio desde a época em que foram campeões do mundo pelo Inter), e o time conta ainda com a boa fase do ala Júlio César (que jogou no Flamengo há anos e nunca conseguiu render bem).

Aposta: vitória do Goiás, por conta do mau desempenho do Grêmio fora de casa. Vencer o Náutico ainda é muito pouco. Mas se sair com uma vitória, vai se apresentar como grande candidato a vaga na Libertadores.


Atlético-MG x Santos
Será o confronto do time que menos erra passes no campeonato - o Atlético-MG - contra o que mais erra - o Santos. Na casa do Atlético, que só perdeu uma como mandante. Pela primeira vez, Ricardinho ficará no banco de reservas. Éder Luís retornará ao ataque, ao lado de Tardelli, para formar a dupla que deu mais certo para Celso Roth ao longo do campeonato.

Tudo indica uma vitória do Galo, que assim permaneceria na briga pelo G4, talvez até conseguindo uma vaguinha por lá nesta rodada. E é mesmo a minha aposta - o Santos é um time muito fraco. Se compararmos as escalações, por exemplo, não consigo achá-lo mais forte que o Fluminense.

Mas futebol é futebol. Se Celso Roth deve tomar algum cuidado especial pra não dar zebra, eu diria que é com as bolas paradas - Luxemburgo é bom em montar jogadas deste tipo e o lateral George Lucas tem se mostrado um especialista nos cruzamentos para a área. Um tropeço do Atlético pode vir desse jeito.

Como andam os palpites? - Parte 1

Logo no início do campeonato, me dispus a bancar a Mãe Dinah e colocar aqui minhas apostas sobre os times que brigariam pelo título. Fiz lá aquele monte de ressalvas de segurança - tem que ver como vai ser a janela, se contusões irão acontecer, o efeito Copa do Brasil/Libertadores... -, mas coloquei lá meus favoritos. Chegamos agora ao fim do primeiro turno - já dá pra fazer uma revisão. A verdade é que eu errei feio nas apostas!

O time que eu cravaria, lá atrás, como campeão não tem a menor chance: é o Cruzeiro. As tais ressalvas de segurança funcionaram firme nesse aí: graças à Libertadores, pontos preciosos foram perdidos, deixando o time na zona do rebaixamento na época em que a competição terminava; com a derrota na final, bateu uma instabilidade emocional que também andou prejudicando o desempenho; pra completar, a janela levou embora os dois principais jogadores do meio-campo, Ramires e Wagner, dois caras que não tem como substituir à altura. Vi o Cruzeiro jogando domingo contra o Santos, e é um time mesmo totalmente diferente do início do ano. Há jogadores pra se encaixar por agora, como Gilberto e Guerrón, mas por enquanto a coisa não está funcionando bem. A chance de rebaixamento, pra mim, é nula - mas passou longe da luta pelo título que eu previa. Deve pegar Sul-Americana.

Abaixo do Cruzeiro, eu colocava São Paulo, Corinthians e Inter. O São Paulo, hoje, é quem eu apostaria como campeão - mas um dos fatores que eu listava pra colocá-lo como candidato forte era justamente a permanência de Muricy, que não existe mais. De qualquer forma, o elenco é forte de nomes, e os resultados das últimas rodadas são impressionantes. Ainda não os vi jogando sob o comando de Ricardo Gomes (a não ser lá atrás, no jogo contra o Flamengo), mas de qualquer forma é um time que me passa bem mais firmeza, pela maior variedade de opções de elenco, do que o atual líder, o Palmeiras.

O Corinthians é mais um que sofreu com os efeitos da Copa do Brasil e da janela e, nessa saiu da luta pelo título - está, como diria o outro, brincando no Brasileiro. Já o Inter está lá, perto do topo, apesar da saída de Nilmar. Eu dizia que era um candidato, mas que tinha minhas dúvidas se tinham mesmo o futebol todo que se dizia. Até agora, o futebol foi e voltou, foi e voltou, mas o fato é que o time pode terminar o turno como líder. Pode acabar mesmo sendo campeão - seria meu segundo da lista, hoje.

Além desses aí, eu colocava um pouco abaixo, mas ainda possíveis candidatos, o Palmeiras ("de Luxemburgo" - não é mais o caso) e o Grêmio. Time por time, gosto mais do Grêmio - mas ele está mais abaixo na tabela, por conta do desempenho horroroso fora de casa. Se conseguir melhorar um pouquinho nisso aí, vai brigar por Libertadores até o finla - título, a essa altura, acho difícil. Já o Palmeiras é o líder, não dá pra dizer que não possa ser campeão, até porque dizem que ainda vai se reforçar; mas, hoje, é um time que depende demais de pouquíssimos jogadores, principalmente Diego Souza, o que faz com que não dê pra apostar tanto que mantenha o rendimento alto o tempo todo - se Diego se machucar, ou cair de rendimento por um motivo qualquer, vão sofrer muito. Mas tem o efeito Muricy, que já cansou de mostrar que ér capaz de trancar a defesa de um time e ganhar partidas seguidas com um futebol chato, de poucas armas ofensivas.

Olhando a tabela agora, no meio desses nomes aí estão hoje o Goiás, o Atlético Mineiro e o Avaí. O Avaí, vai saber até onde pode chegar. Desembestou de ganhar uma atrás da outra, mas ninguém bota muita fé que isso possa durar até o final. Não vi tantos jogos assim deles, mas aposto que ano que vem o volante Léo Gago estará numa equipe maior do Brasil - ou na Arábia, ou Ucrânia, sei lá. O Atlético Mineiro, de Celso Roth, eu poderia dizer que pode pegar Libertadores só por estar escaldado com o Grêmio do ano passado - mas acho mesmo que vai ficar pela Sul-Americana. Já o Goiás tem Fernandão pra estrear, e é um time que realmente funciona como equipe. Se jogassem com a camisa do Cruzeiro, do Inter ou do Palmeiras, eu diria que poderiam brigar pelo título; mas como não é o caso, e ainda por cima têm Léo Lima de titular, meu preconceito não permite fazer uma aposta dessas. Mas pode continuar brigando pela última vaga da Libertadores até o final.

Então, refazendo aqui a lista: hoje, ainda com a janela aberta, na base dos ensinamentos de Mãe Dinah, eu infelizmente cravaria São Paulo campeão, com Inter, Palmeiras e Grêmio na Libertadores. Mas pode ser ainda que Goiás ou Atlético-MG cheguem lá.

Brasileiro 2009 - 17a. rodada - Goiás 3 x 2 Flamengo

Frustrante. É essa a melhor definição pra derrota do Flamengo para o Goiás de ontem. Um primeiro tempo frustrante, pela péssima atuação; um segundo tempo frustrante pelo lamentável desfecho, em que permitiu um golzinho aos 45 minutos depois de ter feito o mais difícil e corrido atrás de uma desvantagem de dois gols. Fora a frustração de saber que, afinal, um erro inexplicável do juiz foi determinante no placar.

Andrade, afinal, acabou escolhendo Fierro para começar o jogo e colocou o time, em tese, com um jogador a mais para armar no meio. Porém, infelizemente Kléberson parece que teve um problema intestinal e ficou no vestiário durante todo o primeiro tempo. Com isso, o Flamengo jogou com um a menos - o cara nem aparecia pra armar na frente, nem se colocava como volante atrás. Ficava um buraco na meia esquerda por onde o Goiás avançava sempre tranquilo para preparar seus ataques e parecia que só Willians estava lá para marcar no meio-campo.

Somava-se a isso a péssima estreia de Dênis Marques, que não achou sua posição e errou basicamente tudo o que tentou, e o que aconteceu é que a bola não parou no ataque do Flamengo o primeiro tempo inteiro. O Goiás dominava, jogava muito melhor, mas a bem da verdade nem finalizou tanto assim. Fez seu primeiro gol logo no início num escanteio - em falha de marcação de Dênis Marques - e só fez o segundo graças a uma falha grosseira do juiz, que não marcou uma falta clara de Léo Lima em Willians antes de chutar pro gol. E o Flamengo, em dois lances isolados, até poderia ter feito unzinho - mas Harley fez defesaças em chute de Adriano de longe e de Dênis Marques de perto, muito perto.

Mais uma vez Andrade foi muito feliz em suas mexidas no intervalo. Trocou Dênis Marques por Bruno Paulo - boa ideia, embora o garoto também não tenha conseguido entrar no jogo. E percebeu que Kléberson não tinha entrado em campo, adiantou Aírton para a cabeça de área e colocou Petkovic na armação.

Não vou nem me alongar no clichê "o mais lúcido em campo". Pet fez muita diferença porque praticamente todo jogador do Flamengo que pegava a bola o tinha como opção de passe. Isso porque ele realmente se mexeu em todos os lances para dar opção de jogada. Característica importantíssima pra quem quer ser armador no meio-campo e tem mais é que participar muito do jogo mesmo - mas a verdade é que se todos os outros, de qualquer posição, tivessem um pouquinho só dessa vontade de se mexer pra receber a bola e o Flamengo jogaria muito, mas muito melhor.

De qualquer forma, só essas mexidas já fizeram o Flamengo ter mais gente no meio, adiantar a marcação, conseguir trocar passes no campo do adversário e entrar sufocando o Goiás logo de início, até conseguir seu gol de pênalti. Após este gol, o ímpeto diminuiu por alguns minutos, o bastante pra se ver que se o Goiás conseguisse atacar, a zaga teria problemas; mas logo a marcação na frente voltou e a bola não saiu mais do campo de ataque do Flamengo. Faltou ainda conseguir realmente criar mais além da sequência infinita de cruzamentos pra área em que quase todas as jogadas terminavam; mas, de qualquer forma, a bola ficou rondando a área do Goiás por muito tempo até finalmente entrar, no golaço de Petkovic.

O problema é que, como aconteceu depois do primeiro gol, também depois do segundo o Flamengo teve seu momento de "ufa, conseguimos!". A vontade de ficar em cima arrefeceu e, desta vez, Andrade mandou o recado de que o objetivo havia mesmo sido atingido ao tirar Fierro e colocar Lennon para segurar o jogo. Nisso, deixando de jogar na frente, os problemas na defesa do Flamengo voltaram a aparecer. Nos 10 minutos finais o Goiás pôde atacar e já tinha tido pelo menos duas chances claras antes de fazer o lamentável terceiro gol, aos 45 do segundo tempo.Um belo gol, numa tabela muito bem feita pelo meio da defesa do Flamengo. Graças a Léo Lima - e eu, que conheço a tradição do Flamengo, devia mesmo ter imaginado que Léo Lima seria decisivo nesse jogo.


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Aírton não voltou bem. Foi violento como não costuma ser - ele é de largar cotovelos, chutar o adversário fora do lance, mas também de tomar a bola sem falta. E jogou muito nervoso, reclamando o tempo inteiro, coisa de dar medo de expulsão mesmo.

E Léo Moura não foi bem, mas ao menos voltou a ter sua posição definida. É um avanço.




6/8/2009 - 21h50 - Goiás 3 x 2 Flamengo
Serra Dourada - Goiânia, GO
Renda/público: R$1.024,680/37.320 pagantes (42.913 presentes)

Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e José Carlos Dias Passos (PR)
Cartões amarelos: Douglas, Ernando, Leandro Euzébio e Léo Lima (GOI); Aírton, Ronaldo Angelim e Fierro (FLA)

Gols: Amaral, 13'/1ºT (1-0); Léo Lima, 23'/1ºT (2-0); Adriano, 3'/2ºT (2-1); Petkovic, 33'/2ºT (2-2); Iarley, 45'/2ºT (3-2)

Goiás: Harlei, Ernando, Leandro Euzébio e Rafael Tolói; Douglas, Amaral, Fernando (Gomes, 37'/2ºT), Léo Lima, Felipe Menezes (Zé Carlos, 30'/2ºT) e Julio Cesar; Iarley - Técnico: Hélio dos Anjos

Flamengo: Bruno, Welington, Aírton e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians, Fierro (Lenon, 37'/2ºT), Kleberson (Petkovic, intervalo) e Everton; Denis Marques (Bruno Paulo, intervalo) e Adriano - Técnico: Andrade