Mostrando postagens com marcador Cruzeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cruzeiro. Mostrar todas as postagens

Jogo: Flamengo 1 x 1 Cruzeiro - Brasileiro 2012 - 30a rodada

Gol mal anulado pode ter custado a vitória em jogo em que o Flamengo criou chances, mas sofreu muito com contra-ataques.

Brasileiro 2012 - 11a. rodada - Cruzeiro 1 x 0 Flamengo

Análise rápida do último jogo de Joel Santana como treinador do Flamengo e um pouco sobre esta sua passagem pelo clube e sua saída.

Na torcida por Jorge Sampaoli no Cruzeiro

O futebol brasileiro está precisando de novidades entre seus técnicos.

Brasileiro 2011 - 33a. rodada - Flamengo 5 x 1 Cruzeiro

Luxemburgo mudou o time e o efeito foi claro. Será que ele pode voltar ao que era antes?

Se o campeonato seguir assim, a última rodada vai ser coisa de maluco

Passamos o campeonato inteiro vendo os líderes perdendo rodadas seguidas, sem ninguém "querendo ser campeão". Desta vez, quase todo mundo venceu.


Brasileiro 2011 - 14a. rodada - Cruzeiro 0 x 1 Flamengo

Mais do que bom futebol, o Flamengo mostrou postura de time grande na vitória fora de casa.

A diferença que faz escolher Fierro ou Bottinelli para o jogo de hoje à noite

Os dois têm características diferentes e a entrada de um ou outro pode mexer com o posicionamento de Ronaldinho e Thiago Neves contra o Cruzeiro.

Brasileiro 2010 - 37a. rodada - Flamengo 1 x 2 Cruzeiro

Depois da última rodada, escrevi que as chances de rebaixamento do Flamengo haviam ficado muito pequenas - bastava manter-se na frente de Vitória e Atlético-GO, que se enfrentam na última rodada. Na verdade, já há algumas rodadas estava claro que os confrontos diretos entre os adversários na luta contra o rebaixamento deveriam ajudar o Flamengo. O time mesmo não fez seu trabalho, mas o perrengue afinal acabou.

Os jogos que interessam hoje à noite

Vamos ser sinceros: Flamengo x Ceará só é assunto aqui porque o blog é SobreFlamengo. Embora o Flamengo ainda tenha sim que se preocupar com o rebaixamento, são dois times que parecem não ter mais grande função no campeonato além de disputar o “título” de classificado para a Sul-Americana. Bom, olhando por aí, até que é um confronto direto. E ao menos o estádio deverá estar cheio.

Os candidatos ao título brasileiro

Fluminense e Corinthians atuaram como protagonistas da disputa do título brasileiro deste ano por muito tempo. Eis que, de repente, surge o Cruzeiro roubando a cena. E hoje é dia de checar se há mais gente realmente interessada em lutar pelo campeonato.

Os jogos que interessam hoje à noite

Os quatro primeiros colocados do campeonato entram em campo hoje à noite, em jogos que podem embolar mais ainda a tabela. E, claro, tem o Flamengo tentando mais uma vez começar a tal arrancada.

O Fluminense 2010 começa a parecer um São Paulo 2008 - melhorado

De novo, o Fluminense venceu lembrando o São Paulo dos tempos de Muricy: muito perrengue, mas com uma defesa sólida pra suportar e competência pra fazer seu golzinho ou num contra-ataque ou numa bola parada. Mas este Fluminense tem vantagens sobre aquele São Paulo: mais talento e uma torcida que, carente de títulos, está comprando a ideia desde cedo na campanha. O clima no estádio é favorável e a tendência é a média de público tricolor subir.

O São Paulo é só mais um a decepcionar

Só depois de terminado o basquete é que fui saber do surpreendente empate do São Paulo com o Universitário de Lima, que ocupa uma posição ruim no Campeonato Peruano.

O São Paulo tem um elenco que, no papel, tem muitas opções - e a única partida que vi do time no ano, contra o mesmo Santo André que fez o Santos passar perrengue na final do Paulista, foi até bastante boa. Um possível meio-campo com Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner e Marlos, servindo um ataque com Dagoberto e Washington, dá num time em tese bastante respeitável.

Só que, até agora, ninguém está convencido com o futebol que o São Paulo apresentou este ano. O que, aliás, serve pra quase todos os times de ponta do Brasil em 2010 - inclusive vários que, como o São Paulo, têm elencos bastante respeitáveis no papel. São bem poucos os que realmente estão conquistando a confiança de seu torcedor por um bom futebol.

A exceção mais festejada, claro, é o Santos.

Mas o que eu boto mais fé é o Cruzeiro. Que, se passar hoje pelo Nacional, segue pra mim como o maior favorito ao título da Libertadores.

Os jogos que interessam hoje

São Paulo x Vitória
Taí uma tarefa ingrata: tentar secar o São Paulo nessa partida de hoje, contra o Vitória. O empate do Palmeiras com o Sport mostrou que tudo pode acontecer, mas qualquer resultado que não seja uma vitória são-paulina hoje no Morumbi é pra lá de improvável.

O São Paulo tem seus desfalques, dos quais o mais importante é Dagoberto. Mas teve dez dias para preparar o time e tem banco suficiente para que as ausências não pesem tanto assim. Na verdade, ao contrário de seus rivais na disputa pelo título - Flamengo, Palmeiras e Atlético -, o São Paulo não tem aquele grande jogador cuja ausência faria o time realmente se desarticular; as vitórias têm vindo daquela maneira irritante e costumeira, com defesa fechada e golzinhos de bola parada. Não é um futebol confiável, as vitórias têm sido sempre sofridas e apertadas, mas pra hoje deve bastar.

Até porque o Vitória chega em crise, vindo de quatro derrotas seguidas - a última delas em casa, para o Avaí. Em Salvador, há rumores de que os jogadores querem derrubar o técnico Vagner Mancini e alguns chegaram a ser afastados por indisciplina - é o caso de Apodi, que não joga hoje, e Leandro Domingues, que foi reintegrado.


Coritiba x Atlético-MG
Este já é um jogo em que dá pra ter bastante esperança num tropeço mineiro. O Coritiba, embora ainda corra riscos reais de rebaixamento, faz campanha bem razoável no returno e dificilmente perde em casa. Hoje estará sem o centro-avante Ariel, mas continua com quatro jogadores bem ofensivos em campo - Pedro Ken, Carlinhos Paraíba, Marcelinho Paraíba (o destaque do time, com 13 gols) e Ângelo.

Mas o Atlético vem completo e é um time com desempenho bastante bom fora de casa - venceu o mesmo número de partidas que perdeu como visitante e tem aproveitamento de 47%. E como o Coritiba precisa vencer, não deve ter uma defesa tão fechada quanto à do Flamengo na última rodada, o que deve facilitar a vida de Tardelli e Éder Luís para encontrarem espaços. É um jogo imprevisível e decisivo para os dois lados - mas eu apostaria numa vitória do time de Ney Franco, que cairia benzão.


Cruzeiro x Grêmio
O que pode dar ao jogo no Mineirão uma dificuldade extra para o Cruzeiro é a saída de Paulo Autuori. Assume o interino Marcelo Rospide, que fazia boa campanha com o time antes da chegada de Autuori - o que pode servir pra dar uma sacudida no ânimo do time. Se isso não acontecer e o Grêmio seguir seu ritmo normal de infinitas derrotas fora de casa, o Cruzeiro deve sair com os três pontos e continuar botando pressão nos atuais integrantes do G4 - é o mais provável, ainda mais pela ausência de Souza no Grêmio.

A verdade é que, tirando o segundo tempo do jogo contra o Fluminense, o Cruzeiro vem convencendo rodada após rodada - se não fosse aquele apagão de 45 minutos, seria agora um fortíssimo candidato ao título. Mas pelo menos uma vaga na Libertadores está bastante provável - hoje eu diria que Atlético-MG e Palmeiras devem decidir no confronto direto quem ficará no G4 e quem perderá a vaga para o time de Adílson Batista.

O jogo que interessa hoje

Sport x Cruzeiro
A três pontos do Flamengo, o Cruzeiro precisa desesperadamente de uma vitória sobre o Sport, na Ilha do Retiro, para seguir confiante em suas chances de ao menor ir para a Libertadores - título, já não dá mais pra pensar. É o efeito da catástrofe que se abateu sobre o time no Mineirão na última rodada. 


E o pior é que, mesmo o Sport sendo lanterna, tendo alguns desfalques e o Cruzeiro vindo completo (à exceção de Kléber), a missão não é fácil. A Ilha do Retiro é sempre um estádio difícil de se jogar (neste campeonato, o desempenho do Sport em casa é de 50% - todas as suas 7 vitórias foram lá) e o desespero pernambucano deve servir de combustível.

É um jogo imprevisível. Na loteria, eu cravaria empate - e, pro Flamengo, até já estaria de bom tamanho. Especialmente se conseguir um bom resultado amanhã, no Mineirão.


* * * * * * * * * * * * *

Hoje ainda deve ser o dia da volta oficial do Vasco à primeira divisão. Era mais do que previsível - não deu nem praqueles que gostam de secar começarem a torcer. Como eu escrevi lá atrás, no início da campanha na série B, a diferença de orçamento entre um "time grande" e todos os demais da série B é muito, muito grande. O esforço que teria que ser feito pra não conseguir ficar ao menos entre os quatro primeiros num campeonato de pontos corridos seria enorme. Vejam bem: o Duque de Caxias, espécie de seleção dos pequenos do Rio sob o comando de Eurico Miranda, vai fazendo uma campanha razoavelmente tranquila, aparentemente a salvo de riscos de rebaixamento.

Mas o Vasco soube aproveitar a situação para crescer. Reorganizou seu departamento de futebol, contratando um verdadeiro profissional para comandá-lo - o ex-Grêmio Rodrigo Caetano, de um perfil muito difícil de encontrar no mercado. Já se fala que a diferença nas categorias de base por lá, hoje, já é muito grande. E ainda atraiu para o seu marketing o Fábio Fernandes, profissional top no mercado de agências de publicidade, que vai fazendo o bê-a-bá suficiente para que o clube já tenha, hoje, 40 mil sócios - que podem representar uma receita para o clube de até R$750 mil por mês, numa conta simplificada, e hoje pagarão um terço do valor do ingresso normal para ir festejar no Maracanã.

Pro ano que vem, a missão será obviamente muito mais difícil. A vida financeira do Vasco ainda não é nada tranquila e a base montada não tem nível pra brigar pra valer na série A. Mas o trabalho, nesta etapa da vida do clube, foi bem feito.

A mesma história, cenário diferente - graças a Deus

Imaginem vocês a situação acontecendo com o Flamengo: jogo em casa contra o lanterna do campeonato, estádio lotado, a vitória garante a entrada no grupo de classificação para a Libertadores. O jogo começa tranquilo e o time vai pro intervalo com dois gols de vantagem. Mas, no fim, permite a virada - sofre três gols e passa o segundo tempo inteiro atônito, sem criar uma chance clara de gol sequer.

Visualizem o prato cheio para n comentaristas por aí: quantas teorias sobre o oba-oba, a falta de comprometimento, falta de estrutura, "é sempre assim", recordações de frustrações semelhantes que se repetiram nos últimos anos etc. etc. etc. não surgiriam?

Ainda bem que, desta vez, a história não aconteceu no Maracanã, e sim no Mineirão.

* * * * * * * * * * * *

Não achava que o tropeço do Cruzeiro hoje fosse o resultado mais provável, mas escrevi aqui, após a vitória do Fluminense sobre o Atlético, que era bem possível que o time de Cuca complicasse a vida dos mineiros. Mas, obviamente, não do jeito que aconteceu.

Cuca tentou repetir o mesmo time que foi bem no Maracanã, mas não deu certo. González, que me impressionou bem na rodada anterior, errava passes demais. E, além disso, o giro defensivo do time era muito ruim; o Cruzeiro tem a característica de tocar bem a bola e conseguir inverter o jogo de um lado pro outro com facilidade - e, sempre que fazia isso, enormes buracos surgiam na defesa do Fluminense, principalmente pela direita do ataque cruzeirense. O primeiro tempo acabou em 2x0 e poderia ter sido bem mais.

Mas Cuca conseguiu ver bem o jogo, tirou o ponto fraco de seu meio-campo, criou a sobra necessária na defesa colocando um terceiro zagueiro. Mas, principalmente, o Cruzeiro cometeu o erro de esperar demais o Fluminense em seu próprio campo - e podem escrever: quem fizer isso contra o tricolor, vai ter problemas. Trata-se de um time que tem jogadores bem interessantes do meio pra frente, como Conca, Fred, Maicon, Tartá, González, e agora até está descobrindo um bom potencial ofensivo nos laterais Dieguinho e Mariano. Quem atacar o Fluminense, pode se aproveitar da insegurança da defesa; quem se deixar pressionar, pode sofrer este tipo de surpresa. Depois de sofrer os inesperados três gols, o Cruzeiro fez substituições em sequência, se desesperou e, apesar de se manter no ataque, não conseguiu esboçar reação.

Além de colocar o Flamengo no G4 nesta rodada, a vitória tricolor ainda teve o lado bom de manter vivas as esperanças tricolores - e o próximo jogo é contra o Palmeiras, no Maracanã.


* * * * * * * * * * * *

O Botafogo também vem, a cada rodada, conseguindo jogar de igual pra igual com qualquer adversário - seja ele líder do campeonato ou frequentador da zona de rebaixamento. Foi assim hoje contra o Inter, que realmente parece não mostrar fôlego para acompanhar o grupo de cima (como era meio que de se esperar, desde a contratação de Mário Sérgio). No fim do jogo e com um a mais, o time da casa ainda pressionou em busca do empate na base das bolas altas (como fez no Morumbi, contra o São Paulo); mas a verdade é que as melhores chances foram sempre do Botafogo, que poderia ter matado o jogo mais cedo em contra-ataques.

A rodada, afinal, foi interessante. O Flamengo conseguiu finalmente chegar ao G4 e, pensando em título, diminuiu a diferença para o líder de 6 para 4 pontos. O jogo da próxima rodada deve ser encarado como uma verdadeira final - quem gosta de mata-mata vai poder sentir um pouco desse gostinho no Mineirão, no próximo domingo.

Brasileiro 2009 - 20a. rodada - Flamengo 1 x 2 Cruzeiro

O Flamengo começou o jogo marcando muito forte no meio-campo e até no campo de ataque do Cruzeiro, não dando muita chance para o adversário respirar. Era muito importante pra isso funcionar o compromisso com a marcação de Fierro - mostrando como a alteração de Andrade no intervalo do Olímpico pode mesmo ter contribuído muito para que o meio-campo ficasse bem mais aberto naquela etapa da derrota para o Grêmio.

Só que se o chileno conseguia marcar tanto quanto qualquer volante, na armação ele simplesmente não funcionou. Aparecia pouco à frente para armar o jogo e, quando recebia as bolas, limitava-se a passes para o lado e para trás - sua maior participação ofensiva era apenas na cobrança de escanteios, em que até se saía bem. Com isso, a pressão inicial não se transformava em chances de gol. No momento em que Emerson conseguiu fazer o 1x0, o Cruzeiro até já conseguia sair do sufoco e chegar ao ataque, tendo inclusive a melhor chance do jogo, cara a cara com Bruno. De qualquer forma, o jogo era equilibrado e o Flamengo foi para o intervalo em vantagem. A situação não deixava de ser boa.

Só que Adílson Batista mexeu no Cruzeiro para o segundo tempo. Saiu do esquema de três zagueiros e ficou em vantagem numérica no meio-campo. Com isso e a marcação adiantada para sue campo de ataque, fez com que o Flamengo ficasse sufocado na defesa. O primeiro gol não demorou a sair, numa bobeira de Éverton Silva, que caiu sozinho e ficou pedindo falta no lance. O time não conseguiu reagir e, aos 25, veio a virada. E a partir daí o jogo acabou para o Flamengo.

Andrade teve que fazer duas substituições por questões físicas. Na que restava, tentou melhorar a armação no meio-campo com Camacho no lugar de Fierro. Mas a verdade é que, cheio de desfalques e de moleques de espinha na cara em campo, o Flamengo passou a metade final do segundo tempo parecendo um verdadeiro time de pelada, um negócio triste de ver. Houve momento em que o atacante Maxi marcava na própria área como zagueiro, enquanto Angelim se fixava lá na frente, na ponta esquerda. Coisa de maluco. No final, na base do coração, ainda conseguiram colocar uma pressãozinha maior pra cima do Cruzeiro, mas não tinha mesmo muita cara de que fosse sair alguma coisa dali.


* * * * * * * * * * * *

Um problema óbvio do Flamengo foi a deficiência de armação no meio-campo. Para isso, pesou bastante a ausência de Petkovic.

Fica a pergunta: será que sua lesão muscular não teve algo a ver com o fato de, tendo ficado mais ou menos um ano sem jogar uma partida inteira, ter sido colocado pra iniciar dois jogos seguidos como titular, domingo e quarta, sendo o segundo contra os reservas do Fluminense? Valeu a pena?


* * * * * * * * * * * *

Jorbison teve sua segunda chance de iniciar uma partida e, novamente, me surpreendeu bem. Defendeu e atacou bem e fez a bela jogada do gol de Emerson.

Mas ficou claro que o moleque tem que ganhar muito físico pra poder encarar o time profissional. Pra conseguir bater de igual pra igual com os cruzeirenses, ele teve que se esforçar além de seu limite e acabou saindo com cãimbras. Alguém tem que botar o cara pra puxar ferro e tomar sustagen.


* * * * * * * * * * * *

David, nos seus dois primeiros jogos, deu a impressão de que melhorava bastante a situação da zaga rubro-negra. É bom lembrar que foram partidas contra o time misto do Corinthians e o reserva do Fluminense.

Ontem e contra o Grêmio, ele já apareceu dando carrinhos de primeira, de frente, de maneira meio infantil até. E, em três jogos pelo Brasileiro, foram três cartões amarelos - e o Flamengo vai ficar na próxima partida sem ele, Aírton e provavelmente Fabrício. Escalar a defesa vai ser uma missão complicada para Andrade. Quem sabe não seja a chance de finalmente testar o time fora do esquema com três zagueiros?


* * * * * * * * * * * *

Com tantos desfalques, tantos garotos em campo, quem tinha uma bagagem maior tinha que chamar pra si a responsabilidade. Foi o que fez Emerson - que pareceu estar decidido a responder em campo àqueles que andaram duvidando de seu flamenguismo nos últimos dias. Tecnicamente ele não estava num dia lá muito bom, mas correu como um desesperado enquanto esteve em campo.

Adriano, ao contrário, no dia em que voltou à Seleção, esteve apagadaço. Claro que ele é centro-avante e precisa ser servido, masse entregou com muita facilidade - em outras oportunidades, voltou e se deslocou muito mais pra aparecer pro jogo do que ontem, quando isso era mais necessário do que nunca. E, na única boa bola que recebeu (um belo lançamento de Camacho para um contra-ataque), não conseguiu proteger a bola pra colocar na frente e ir pro gol.


* * * * * * * * * * * *

Pra completar, Bruno.

Não acho que nenhum dos dois gols tenha sido exatamente frango, mas ele realmente poderia ter ido melhor nos dois lances. De qualquer forma, isso não foi o pior de sua participação.

Com o time perdendo em casa, torcida impaciente, o cara entrou numa de demorar séculos na hora de bater cada tiro de meta. Repetidas vezes. Foi xingado e muito pela torcida - e com toda razão, não venham me pedir pra torcida ter paciência com esse tipo de coisa. No final, ele candidamente explicou que, se não esfriasse o jogo naquele momento, o time levaria 3 ou 4. Imagino que ele realmente acredite que a reação que despertou nos torcedores deve ter servido pra tranquilizar seus companheiros.

E é exatamente por conta desse tipo de descompromisso (vou lembrar de novo: e a cera na final do Estadual desse ano, só pra tentar bancar sozinho o herói na decisão por pênaltis?) que eu já cobro há tempos que se encontre outro goleiro pro Flamengo. Ele sabe agarrar, tem talento pra coisa? Sim. Mas não é com esse perfil de profissional que o Flamengo vai conseguir chegar a algum lugar.





21/8/2009 - 21h - Flamengo 1 x 2 Cruzeiro

Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 185.795,00/12.273 pagantes

Árbitro: Rodrigo Martins Cintra (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa-SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP)
Cartões amarelos: David, Fabrício e Everton Silva, Aírton (FLA); Leonardo Silva, Thiago Ribeiro e Jancarlos (CRU)

Gols: Emerson, 32'/1ºT (1-0); Diego Renan, 6'/2ºT (1-1); Fabrício, 24'/2ºT (1-2)

Flamengo: Bruno, David, Fabrício, Ronaldo Angelim; Everton Silva, Aírton, Lenon, Fierro (Camacho, 14'/2ºT), Jorbison (Rafael Galhardo, 16'/2ºT); Emerson (Maxi, 29'/2ºT) e Adriano - Técnico: Andrade

Cruzeiro: Fábio, Gil, Leonardo Silva e Thiago Heleno (Jancarlos, intervalo); Marquinhos Paraná, Fabrício, Henrique, Gilberto e Diego Renan; (Dudu, 29'/2ºT); Thiago Ribeiro (Soares, 20'/2ºT) e Kléber - Técnico: Adilson Batista

Como andam os palpites? - Parte 1

Logo no início do campeonato, me dispus a bancar a Mãe Dinah e colocar aqui minhas apostas sobre os times que brigariam pelo título. Fiz lá aquele monte de ressalvas de segurança - tem que ver como vai ser a janela, se contusões irão acontecer, o efeito Copa do Brasil/Libertadores... -, mas coloquei lá meus favoritos. Chegamos agora ao fim do primeiro turno - já dá pra fazer uma revisão. A verdade é que eu errei feio nas apostas!

O time que eu cravaria, lá atrás, como campeão não tem a menor chance: é o Cruzeiro. As tais ressalvas de segurança funcionaram firme nesse aí: graças à Libertadores, pontos preciosos foram perdidos, deixando o time na zona do rebaixamento na época em que a competição terminava; com a derrota na final, bateu uma instabilidade emocional que também andou prejudicando o desempenho; pra completar, a janela levou embora os dois principais jogadores do meio-campo, Ramires e Wagner, dois caras que não tem como substituir à altura. Vi o Cruzeiro jogando domingo contra o Santos, e é um time mesmo totalmente diferente do início do ano. Há jogadores pra se encaixar por agora, como Gilberto e Guerrón, mas por enquanto a coisa não está funcionando bem. A chance de rebaixamento, pra mim, é nula - mas passou longe da luta pelo título que eu previa. Deve pegar Sul-Americana.

Abaixo do Cruzeiro, eu colocava São Paulo, Corinthians e Inter. O São Paulo, hoje, é quem eu apostaria como campeão - mas um dos fatores que eu listava pra colocá-lo como candidato forte era justamente a permanência de Muricy, que não existe mais. De qualquer forma, o elenco é forte de nomes, e os resultados das últimas rodadas são impressionantes. Ainda não os vi jogando sob o comando de Ricardo Gomes (a não ser lá atrás, no jogo contra o Flamengo), mas de qualquer forma é um time que me passa bem mais firmeza, pela maior variedade de opções de elenco, do que o atual líder, o Palmeiras.

O Corinthians é mais um que sofreu com os efeitos da Copa do Brasil e da janela e, nessa saiu da luta pelo título - está, como diria o outro, brincando no Brasileiro. Já o Inter está lá, perto do topo, apesar da saída de Nilmar. Eu dizia que era um candidato, mas que tinha minhas dúvidas se tinham mesmo o futebol todo que se dizia. Até agora, o futebol foi e voltou, foi e voltou, mas o fato é que o time pode terminar o turno como líder. Pode acabar mesmo sendo campeão - seria meu segundo da lista, hoje.

Além desses aí, eu colocava um pouco abaixo, mas ainda possíveis candidatos, o Palmeiras ("de Luxemburgo" - não é mais o caso) e o Grêmio. Time por time, gosto mais do Grêmio - mas ele está mais abaixo na tabela, por conta do desempenho horroroso fora de casa. Se conseguir melhorar um pouquinho nisso aí, vai brigar por Libertadores até o finla - título, a essa altura, acho difícil. Já o Palmeiras é o líder, não dá pra dizer que não possa ser campeão, até porque dizem que ainda vai se reforçar; mas, hoje, é um time que depende demais de pouquíssimos jogadores, principalmente Diego Souza, o que faz com que não dê pra apostar tanto que mantenha o rendimento alto o tempo todo - se Diego se machucar, ou cair de rendimento por um motivo qualquer, vão sofrer muito. Mas tem o efeito Muricy, que já cansou de mostrar que ér capaz de trancar a defesa de um time e ganhar partidas seguidas com um futebol chato, de poucas armas ofensivas.

Olhando a tabela agora, no meio desses nomes aí estão hoje o Goiás, o Atlético Mineiro e o Avaí. O Avaí, vai saber até onde pode chegar. Desembestou de ganhar uma atrás da outra, mas ninguém bota muita fé que isso possa durar até o final. Não vi tantos jogos assim deles, mas aposto que ano que vem o volante Léo Gago estará numa equipe maior do Brasil - ou na Arábia, ou Ucrânia, sei lá. O Atlético Mineiro, de Celso Roth, eu poderia dizer que pode pegar Libertadores só por estar escaldado com o Grêmio do ano passado - mas acho mesmo que vai ficar pela Sul-Americana. Já o Goiás tem Fernandão pra estrear, e é um time que realmente funciona como equipe. Se jogassem com a camisa do Cruzeiro, do Inter ou do Palmeiras, eu diria que poderiam brigar pelo título; mas como não é o caso, e ainda por cima têm Léo Lima de titular, meu preconceito não permite fazer uma aposta dessas. Mas pode continuar brigando pela última vaga da Libertadores até o final.

Então, refazendo aqui a lista: hoje, ainda com a janela aberta, na base dos ensinamentos de Mãe Dinah, eu infelizmente cravaria São Paulo campeão, com Inter, Palmeiras e Grêmio na Libertadores. Mas pode ser ainda que Goiás ou Atlético-MG cheguem lá.

Outros jogos que interessam hoje à noite

Cruzeiro x Estudiantes
Este é, é claro, o jogo da noite - embora eu vá trocá-lo pelo Flamengo x Palmeiras mesmo. Mas é final de Libertadores, e final de Libertadores é final de Libertadores.

Quem visita o blog desde o início do Brasileiro sabe que eu palpitei o Cruzeiro como time que eu cravaria campeão brasileiro deste ano (se fosse obrigado a bancar a Mãe Dinah, porque este tipo de previsão é complicada - ainda mais antes da janela europeia). É isso: gosto do Cruzeiro jogar, percebo que há uma base mantida do ano passado que se reforçou com a chegada de Kléber, talvez o atacante mais chato do Brasil. Gosto muito ainda de Wagner, um jogador de tipo cada vez mais raro por aqui. Ramires tá pra sair e isso dá uma enfraquecida razoável, mas hoje ele ainda está em campo.

Sendo sincero: não conheço bem o Estudiantes pra falar aqui das chances deles de vencer no Mineirão. Mas devo dizer que, em princípio, não vejo o Cruzeiro com uma vantagem tão grande quanto alguns deram a entender por aí. É bom lembrar: o 0x0 não é de ninguém, leva a decisão pros pênaltis. Li outro dia uma estatística que mostra que os argentinos ganharam muito mais do que perderam dos brasileiros em decisões de Libertadores - e que em apenas uma dessas conquistas, o jogo decisivo foi por lá. Os argentinos estão acostumados a não verem jogos no Brasil como bicho de sete cabeças (ano passado, aliás, o Boca passeou no Mineirão no jogo em que eliminou o Cruzeiro da Libertadores), e este também é o jogo da vida deles.

Enfim: acredito que vá dar Cruzeiro (o que seria ótimo pra quem pensa em conquistar uma vaga pra Libertadores do ano que vem no Brasileiro). Mas não acho que seja essa molezinha toda não.


Inter x Fluminense
Em um time, um técnico faz mudanças pra tentar não cair. No outro, as alterações já são porque alguém novo entrou. É um jogo entre o vice-líder do campeonato e um rival carioca que está na zona do rebaixamento.

No Inter, é difícil que Tite caia agora, já que não saiu depois da última derrota. Afinal, o próximo jogo é um Gre-Nal, não dá pra imaginar a diretoria colocando um interino para o clássico - a não ser que aconteça um improvável desastre no Beira-Rio logo mais. Acho que hoje dá Inter, mas o técnico já sabe que sua situação não está segura - tanto que já começa a fazer mudanças antes difíceis de imaginar. Táison, por exemplo, até outro dia era a grande revelação do futebol brasileiro e, agora, deve perder a posição de titular para Alecsandro. Sorondo, zagueiro uruguaio que penava esquecido há meses por lá, pode estar ganhando posição de titular. Enfim: Tite já viu que algo tem que mudar no time. Mas não me parece que esteja apontando uma solução para o grande problema do time - a total dependência no ataque de seu trio ofensivo.

No Fluminense, o novo treinador, Vinícius Eutrópio, vai tentar uma solução curiosa pra melhorar a produção do time na frente: a improvisação de Ruy Cabeção como meia de criação. Difícil imaginar que dê certo. E, com a ideia, o fraquíssimo Mariano, péssimo na marcação, continuará sendo uma avenida na lateral direita. No fim, o Fluminense parece hoje sofrer do mesmo mal que o Inter - depende só do seu trio ofensivo, Conca, Fred e Leandro Amaral, para atacar. E sua defesa inspira menos confiança.

Embora, no duro, o problema maior do Fluminense, mesmo tendo um elenco desequilibrado, não está em seus jogadores - e sim na zona que impera por trás. O choque de ordem também é necessário por lá.


Coritiba x Grêmio
O interesse neste jogo é porque estou palpitando que o Grêmio vai continuar subindo na tabela pelas próximas rodadas e se colocar como candidato ao título. Nos últimos dois jogos, já fora da Libertadores, as vitórias foram muito convincentes, ao menos pelo placar. Gostaria de ver o time jogando, para confirmar ou não minha impressão.

O jogo é fora de casa, mas o adversário não é dos mais fortes. O Coritiba - esse mesmo que goleou o Flamengo outro dia... - é bem fraquinho, e hoje joga sem sua principal válvula de escape para sair jogando: o lateral Márcio Gabriel, suspenso. Se o Grêmio adiantar sua marcação, mesmo jogando no estádio do adversário, pode se impor.

O Grêmio também tem seus desfalques importantes - principalmente Souza, de quem não gosto muito, mas que tem uma função importante na armação do time. O ataque titular também vai estar fora, mas os reservas Jonas e Alex Mineiro têm lá seu status e fizeram um gol cada um no último jogo.

Enfim: o achômetro tá apontando vitória do Grêmio.