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Crônica do Urubu no galinheiro

Eis que o SobreFlamengo ganhou um enviado especial a Belo Horizonte. Meus irmãos Marcos e Paulo e os grandes amigos Glauco e Max deram seu jeito, arrumaram ingressos e partiram para o Mineirão ajudar o Flamengo na grande vitória do domingo - quem os conhece pôde reconhecer um ou outro na TV e, ao que parece, ficaram em posição privilegiada para assistir ao golaço do Pet. O cara, além de tudo, teve a consideração de fazer aquilo enquanto o Flamengo atacava mais próximo a seus torcedores.

O que vocês leem abaixo é o relato do Marcos sobre a viagem e o clima no estádio. Lá vai:


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Bom, foi mal invadir esse espaço, mas recebi uma "autorização especial" do blogueiro oficial do SobreFlamengo para fazer a cobertura do Flamengo x Atlético-MG no Mineirão.

Compramos nosso pacote pela empresa parceira do programa "Onde estiver estarei". O pacote original que
eles oferecem não parece muito atraente à primeira vista, mas se você tiver uma boa capacidade de negociação consegue algo que valha a pena. Foi o que conseguimos eu, Paulo (meu irmão), Max e Glauco (o responsável por toda a negociação do pacote). Fechamos uma diária de hotel + o ingresso por R$167 cada.

Chegamos em BH no sábado por volta das 20h30. Fomos de carro. Fizemos uma night leve. Barzinho com muita cerveja como o bom carioca gosta e como o bom mineiro é especialista. O importante ali foi pegar todas as informações necessárias com nosso amigo Luiz, cruzeirense de coração e, portanto, parceirão nosso, para chegar no Mineirão e entrar no jogo no grau necessário para garantir o êxito do nosso plantel. A confiança era grande. Não iríamos do Rio para BH de carro, na raça, sem a confiança na vitória e no caminho para a conquista do tão sonhado équiça!

Domingo foi só pegar os ingressos com o responsável da agência, piscininha de leve no hotel para ajudar a curar a ressaca e partir para o Mineirão. A confiança era total no Imperador e no seu mentor, que responde pela alcunha de Pet. Não deu outra. Pet abriu o placar com um gol olímpico espetacular e o Imperador fechou o caixão do Galo. Sensacional!

O gol do Pet foi filmado pelo Glauco e vocês podem ver aqui na câmera exclusiva do SobreFlamengo.


(O vídeo é de Glauco Furtado)

O clima do jogo


Todos os mineiros conhecidos de nós quatro nos orientaram a não ir com camisas do Flamengo, por conta da violência e ignorância da torcida do Atlético - em especial a Galoucura. Chegamos cedo e estacionamos tranquilamente em frente ao portão 2, o dos visitantes. Saímos do carro e fomos dar uma volta, comer um espetinho de frango com bacon numa das inúmeras barraquinhas especializadas no tropeirão, meio que um PF com feijão tropeiro, farofa, torresmo e alguma carne que sai, na média, por sete pila.

Os comentários que peguei de atleticanos que transitavam era de que estavam impressionados com a quantidade de policiais (parece que a carta do Márcio Braga para o Aécio Neves fez algum efeito) e também de que queriam pegar urubus na pancadaria. Inclusive paravam próximos à entrada da nossa torcida para mandar os tradicionais "ei Flamengo! Vai tomar xampu!". Vimos algumas camisas do Vasco por lá também. Acho que isso deve ter colaborado para a nossa vitória...

Dentro do Mineirão foi tudo uma maravilha. Com poucos ingressos sendo vendidos no Rio, as organizadas do Flamengo foram em menor número, o que fez muito bem para a nossa torcida (opinião minha, não necessariamente a mesma opinião do dono do blog, que fique claro). Antes do começo da partida éramos nós quatro e mais alguns que se juntaram a nós quem puxavam as músicas, uma sensação muito legal! Depois chegaram uns tambores e os profissionais assumiram a liderança. Mas a maioria da torcida era composta por flamenguistas mineiros mesmo. Cantamos o tradicional "MENGÔ!", "Vai pra cima deles mengô" e a melhor de todas, "Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe mengo, seremos campeões" (o que chegou a me emocionar!).


O jogo eu não vou comentar


Até porque não dava para ver direito nada do que acontecia na metade de campo mais afastada da gente (ficamos na direção da bandeirinha de escanteio). A visão era muito ruim mesmo. Mas deu pra ver que foi um jogão, que o Tardelli é aquele mesmo que a gente conhece e que não consegue dar prosseguimento a nenhuma jogada (apesar da enorme disposição) e que é ridículo querer comparar ele ao Adriano. Ah! E que o Pet é foda mesmo, o craque do Brasileirão!


Depois do jogo


Tivemos que esperar mais de uma hora para sair do estádio por questões de segurança. Quando chegamos ao nosso carro, percebemos um grupo de torcedores da Galoucura nos esperando, por peceberem que a placa era do Rio de Janeiro. Ao nos aproximarmos, fomos duramente hostilizados com palavras de baixo calão, mesmo sem estarmos com camisas do Flamengo e sem falarmos nada, muito menos zoarmos os caras. Sofremos agressões leves (um chute no Max e um em mim) e entramos no carro para irmos embora. Os jovens meliantes foram embora ao perceberem a presença do policiamento.

É realmente muito triste ser agredido por bandidos sem sermos de qualquer organizada do Flamengo, sem estarmos com camisas do Flamengo - não que isso também pudesse ser motivo! -, sem fazermos nada que pudesse ofender os caras. Pelo menos deixaram o carro inteiro e pudemos seguir em paz para o Rio cheios de esperança, talvez até já cheios de confiança no título do Flamengo.

Agora é torcer para seguirmos vencendo. Pra Recife é difícil porque é longe e, portanto, mais caro. Agora, podem esperar outro relato de mais uma vitória do Mengão depois do Corinthans e Flamengo no Pacaembu!

Abraços,
Marcos Monnerat
(irmão do André, blogueiro de meia tijela e guitarrista do Don Robalo)