O começo do trabalho de Jorginho

No início de trabalho, muitos testes diferentes e uma escalação para a estreia que deve mudar nos próximos jogos.



Amanhã é a estreia de Jorginho como técnico do Flamengo. Ao longo da semana, vários testes. E ele acabou escolhendo começar com um esquema que não é o 4-2-3-1 que ele mesmo anunciou como seu preferido.

Pela matéria no site oficial do Flamengo, o time jogará num 4-4-2 com o meio-campo em losango, formado por Amaral, Elias, Íbson e Cléber Santana. Carlos Eduardo está fora por doença, mas é provável que, se pudesse jogar, entrasse no lugar de Cléber Santana na função de armador principal do time, mais próximo dos atacantes.

Não gosto da escalação. Acho este esquema do losango complicado de funcionar, precisando de uma coordenação muito bem feita entre os dois meias-volantes para que a zaga não fique desprotegida ou o ataque sem apoio. Os zagueiros atuais já não são os mais seguros do mundo e Léo Moura não pode ficar sem uma boa cobertura para poder atacar. É provável que vejamos Amaral bem sobrecarregado na frente da defesa.

Hoje, eu vejo Elias e Íbson disputando a mesma posição, e daria prioridade para o primeiro. Gostaria de ver Gabriel ter chance de começar jogando. E tentaria muito não escalar nunca Cléber Santana.

De qualquer forma, por esse iniciozinho de trabalho deu pra ver que ele  não chegou no clube já com uma ideia de time na cabeça. Não será surpresa se andar mudando bastante a cada rodada neste começo até encontrar seu caminho.


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Não comentei aqui a demissão de Dorival Júnior.

No início do ano, escrevi que eu trocaria o treinador para iniciar um novo trabalho. Hoje, me parece provável que a diretoria já pensava como eu na época e que a substituição não tenha acontecido por razões financeiras: a multa era alta na época, diminuiu depois, ao mesmo tempo em que o salário aumentou e daria novo salto daqui a pouco. Fazendo as contas, o momento para demitir era agora.

E a verdade, meus amigos, é que o Flamengo vive uma situação dramática de dinheiro. E, ao que parece, pela primeira vez uma diretoria rubro-negra resolveu enfrentar isso pra valer. Assim, as decisões estão sendo todas tomadas com isso em mente. Muitas vezes irão acertar, agindo com responsabilidade. Em outras, estes problemas de curto prazo podem distorcer um pouco a visão em algumas atitudes. É torcer pros erros que vierem sejam poucos e contornáveis.

Para o lugar de Dorival, meu treinador seria Mano Menezes. E acho que, especialmente quando seu elenco tiver que ser mais limitado, ter um bom técnico torna-se mais importante. Assim, eu provavelmente toparia economizar a grana das renovações de um Renato e de um Cléber Santana pra trazer um comandante melhor.

Mas enfim: não faz sentido achar que logo Paulo Pelaipe não teria pensado em Mano. Se não foi ele o escolhido, é porque neste momento não seria possível, por um motivo ou por outro. E veio Jorginho.

Pra mim, é uma incógnita total. O que é alguma vantagem contra escolhas que certamente me desagradariam, como um Celso Roth da vida e mais uma porção de outros por aí. Mas realmente não sei o que esperar. Tenho uma certa impressão dele ser retranqueiro, mas nem sei dizer bem o porquê. A verdade é que o cara treinou apenas América, Goiás, Figueirense e Kashima Antlers. É uma realidade muito diferente da do Flamengo e, independente disso, quem é que realmente acompanhou de perto o trabalho do cara nesses lugares? A fase de sua carreira em que ele ficou mais em evidência foi na Seleção, quando era apenas auxiliar.

Então, é esperar pra ver se a aposta dá certo ou não - sempre levando em consideração que, no duro, o elenco é cheio de buracos e não dá pra fazer milagre.


4 comentários:

costabrito disse...

Acho a escalaçao razoavel,nao podia fazer mudanças muito radicais de cara !Agora o importante e ver a escalaçao do banco e se o Jorginho sabe substituir bem !

Marcos Monnerat disse...

Mandou bem o Vasco que contratou o Autuori, um dos poucos técnicos brasileiros de quem se pode esperar algo que preste...

Unknown disse...

André,
Foi esse programa de sócio torcedor que vazou que o CD aprovou?
Custo a acreditar que um programa pífio como o apresentado, caro e sem contrapartidas interessantes, tenha sido fruto de um trabalho sério de profissionais competentes.
Espero que corrijam a rota que estão traçando para o clube, pois, ao meu ver tá tudo errado.

Paulomarcus Ferreira disse...

Concordo com o comentário do Unknow. Podiam fazer coisas simples do tipo sortear ida aos ninho do urubu acompanhar um treino , jantar com os jogadores na concentração , sorteio de camisas autografadas pelos jogadores, distribuição de brindes ( tipo cards dos jogadores, canecas etc...,desconto nas escolinhas dos clubes, traslado para os jogos , sorteio de idas no camarote do estádio ,enfim coisas simples que em minha opinião tornariam muito mais atrativo o programa.