Com atraso - é Carnaval! -, as impressões sobre a estreia do Flamengo na Taça Rio
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Última rodada da primeira fase da Taça Rio é decisiva. Pra quem?
Amanhã, Olaria x Madureira. No domingo, outros 7 jogos. E assim chegará ao fim a primeira fase da Taça Rio - e, com ela, a participação da maioria dos clubes no Campeonato Carioca. E embora pro Flamengo a coisa toda tenha jeitão de amistoso já há vários jogos, esta última rodada é bastante decisiva para alguns destes outros times.
Não dá pra dizer que o Fluminense encare o jogo contra o Macaé como decisão. Mesmo que perca, há uma vantagem de saldo grande sobre o Bangu que os deixa razoavelmente tranquilos com sua vaga. O Vasco já tem mais com que se preocupar contra o Duque de Caxias - já que, se empatar e o América vencer, encerra por aí sua campanha no campeonato. Porém, há outras equipes cujos resultados mudarão ainda mais o restante de sua temporada.
É o caso de Olaria e de América e Bangu, os dois que ainda lutam pra serem intrusos nas semifinais. Isso porque aquele que terminar na frente entre estes três estará classificado para a Série D do Brasileirão 2010 - e, assim, garantirá compromisso para o resto do ano, embora para alguns isso nem seja desejável, já que é uma competição potencialmente bastante deficitária.
Mas Alex Escobar, por exemplo, é torcedor do América e aponta a Série D como o verdadeiro caminho para a redenção de seu clube. Trata-se do início do trabalho para, um dia, conseguir chegar à serie B - um torneio que não só garante atividade pro time o ano todo, como ainda dá exposição ao menos na TV a cabo, o que coloca realmente o clube em outro patamar. Não dá pra saber o quanto que isso pode ser o sonho de um Bangu ou de um Olaria, mas o clube dirigido por Romário tem este tipo de aspiração. O Bangu, no momento, está na frente, com 22 pontos, mas pega o Botafogo; o Olaria e o América têm 21 e jogam respectivamente contra Madureira e Volta Redonda, já sem interesse na competição.
Dois clubes do Rio irão jogar a série D: o Madureira, vice-campeão da Copa Rio 2009 (pois é, teve isso - o campeão, Tigres, ganhou vaga na Copa do Brasil, e o Madureira se garantiu na série D), e o melhor colocado entre os que não estiverem já classificados para as divisões superiores do Brasileiro. No caso, além dos grandes, também estão incluídos nisso o Duque de Caxias (série B) e o Macaé, que foi vice na D do ano passado e por isso já está na Série C, lutando para seguir os passos do clube de Eurico Miranda. É pena que tanto Macaé quanto Duque de Caxias não tenham torcida nenhuma - o Duque de Caxias chegou a jogar para CINCO PAGANTES na série B do ano passado, contra a Ponte Preta - e, por isso, não dê pra vislumbrar um futuro interessante para estas equipes.
Não é o caso do América. Por isso, ficarei na torcida para que os diabos garantam sua vaguinha. É um motivo mais nobre para torcer pra eles do que simplesmente secar o Vasco. Ou não?
* * * * * * * * * * * *
A série D começa em julho, com 40 times, divididos de acordo com sua região em 10 grupos de 4. Os melhores se classificam para o mata-mata, que vai até novembro. Participam os quatro rebaixados da série C 2009 (Sampaio Correa, Mixto, Confiança e Marcílio Dias) e mais 16 indicados pelas federações, normalmente através dos estaduais.
A série C, com o Macaé, terá 20 clubes, divididos em 4 grupos de 5. Os dois melhores de cada um se classificam para o mata-mata, em busca do acesso à serie B de 2011.
Há ainda, na última rodada da Taça Rio, a luta contra o rebaixamento. Caem os dois times com a menor soma de pontos nos dois turnos do campeonato. O Tigres, com 9 pontos no total dos dois turnos, precisa vencer o Boavista e torcer por qualquer resultado que não seja um empate entre Americano x Resende, em Campos - confronto direto, para o qual especularam que Rosinha Garotinho, prefeita de Campos, compraria ingressos para distribuir à população ir ao Godofredo Cruz e apoiar o time (o Americano, na verdade, é a segunda torcida da cidade, apenas - mas é um representante local). Se o Americano (11 pontos) vencer em casa, garante sua vaga na elite em 2011; o Resende (12 pontos) salva a pele com vitória ou empate.
Não dá pra dizer que o Fluminense encare o jogo contra o Macaé como decisão. Mesmo que perca, há uma vantagem de saldo grande sobre o Bangu que os deixa razoavelmente tranquilos com sua vaga. O Vasco já tem mais com que se preocupar contra o Duque de Caxias - já que, se empatar e o América vencer, encerra por aí sua campanha no campeonato. Porém, há outras equipes cujos resultados mudarão ainda mais o restante de sua temporada.
É o caso de Olaria e de América e Bangu, os dois que ainda lutam pra serem intrusos nas semifinais. Isso porque aquele que terminar na frente entre estes três estará classificado para a Série D do Brasileirão 2010 - e, assim, garantirá compromisso para o resto do ano, embora para alguns isso nem seja desejável, já que é uma competição potencialmente bastante deficitária.
Mas Alex Escobar, por exemplo, é torcedor do América e aponta a Série D como o verdadeiro caminho para a redenção de seu clube. Trata-se do início do trabalho para, um dia, conseguir chegar à serie B - um torneio que não só garante atividade pro time o ano todo, como ainda dá exposição ao menos na TV a cabo, o que coloca realmente o clube em outro patamar. Não dá pra saber o quanto que isso pode ser o sonho de um Bangu ou de um Olaria, mas o clube dirigido por Romário tem este tipo de aspiração. O Bangu, no momento, está na frente, com 22 pontos, mas pega o Botafogo; o Olaria e o América têm 21 e jogam respectivamente contra Madureira e Volta Redonda, já sem interesse na competição.
Dois clubes do Rio irão jogar a série D: o Madureira, vice-campeão da Copa Rio 2009 (pois é, teve isso - o campeão, Tigres, ganhou vaga na Copa do Brasil, e o Madureira se garantiu na série D), e o melhor colocado entre os que não estiverem já classificados para as divisões superiores do Brasileiro. No caso, além dos grandes, também estão incluídos nisso o Duque de Caxias (série B) e o Macaé, que foi vice na D do ano passado e por isso já está na Série C, lutando para seguir os passos do clube de Eurico Miranda. É pena que tanto Macaé quanto Duque de Caxias não tenham torcida nenhuma - o Duque de Caxias chegou a jogar para CINCO PAGANTES na série B do ano passado, contra a Ponte Preta - e, por isso, não dê pra vislumbrar um futuro interessante para estas equipes.
Não é o caso do América. Por isso, ficarei na torcida para que os diabos garantam sua vaguinha. É um motivo mais nobre para torcer pra eles do que simplesmente secar o Vasco. Ou não?
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A série D começa em julho, com 40 times, divididos de acordo com sua região em 10 grupos de 4. Os melhores se classificam para o mata-mata, que vai até novembro. Participam os quatro rebaixados da série C 2009 (Sampaio Correa, Mixto, Confiança e Marcílio Dias) e mais 16 indicados pelas federações, normalmente através dos estaduais.
A série C, com o Macaé, terá 20 clubes, divididos em 4 grupos de 5. Os dois melhores de cada um se classificam para o mata-mata, em busca do acesso à serie B de 2011.
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Há ainda, na última rodada da Taça Rio, a luta contra o rebaixamento. Caem os dois times com a menor soma de pontos nos dois turnos do campeonato. O Tigres, com 9 pontos no total dos dois turnos, precisa vencer o Boavista e torcer por qualquer resultado que não seja um empate entre Americano x Resende, em Campos - confronto direto, para o qual especularam que Rosinha Garotinho, prefeita de Campos, compraria ingressos para distribuir à população ir ao Godofredo Cruz e apoiar o time (o Americano, na verdade, é a segunda torcida da cidade, apenas - mas é um representante local). Se o Americano (11 pontos) vencer em casa, garante sua vaga na elite em 2011; o Resende (12 pontos) salva a pele com vitória ou empate.
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Estadual 2010 - Taça Guanabara - 6a. rodada - Flamengo 3 x 3 Olaria
E eis que depois da vitória no Fla-Flu, o Flamengo tornou-se o primeiro time grande a tropeçar num pequeno neste Estadual. Era um jogo que valia pouco, claro. Mas, neste momento em que todos os jogos valem pouco na prática, o que a gente procura fazer é sempre projetar o que o time poderá render mais pra frente, quando os resultados passarem a ser realmente mais importantes. E o fato é que foi um dia em que a famosa dupla de ataque "Império do Amor" esteve até bem - e isso não foi suficiente para que a equipe merecesse vencer o Olaria.
Muito se falou na importância do Flamengo ter mantido a base de 2009. Porém, a verdade é que, neste momento, o time está jogando com um meio-campo completamente diferente do que funcionava no ano passado - e isso, é claro, teria que fazer alguma diferença. Reparem: antes, eram Aírton, Maldonado, Willians e Petkovic; agora, são Toró, Fernando, Kléberson e Vinícius Pacheco.
A diferença que faz a falta de um Petkovic em estado de graça como aquele da arrancada do Brasileiro é a mais óbvia. Mas, na verdade, Vinícius Pacheco até que saiu-se bem ontem, no primeiro tempo. Enquanto jogou um tantinho mais centralizado e participando da articulação das jogadas no meio, ele apareceu bastante, foi objetivo e realizou boas jogadas - principalmente com Adriano e Juan (que, aliás, esteve muito bem ontem). Foi quando a defesa do Olaria mais sofreu com os jogadores superiores tecnicamente do Flamengo
(Abro o parêntese para uma observação: fiquei bastante bem impressionado com a forma de Adriano neste jogo, até pelo visual mesmo. O cara está magro e se movimentando bem - tem treinado direitinho ultimamente?).
No segundo tempo, no entanto, Pacheco não manteve o ritmo; como eu já havia visto acontecer contra o Bangu, ele foi ficando cada vez mais fixo na ponta direita e participando menos e menos da partida - o que prejudicou a ligação do meio com o ataque e ajudou a isolar Adriano e Love na frente. Nesta etapa, aliás, ele me lembrou mais os tempos de sua primeira passagem pelo time, na época treinado por Waldemar Lemos, que o escalava sempre no ataque. Como naquela época, Vinícius passou a viver de lances isolados e um ou outro drible em velocidade pela ponta. Nesta etapa, o Flamengo teve mais dificuldades de manter a posse de bola e viu o Olaria dominar boa parte do tempo.
Mas é preciso ainda chamar a atenção para a mudança na dupla de volantes. Aírton e Maldonado não eram daqueles cabeças-de-área de raça espetaculosa, que arrancam aplausos da torcida com piques de 30m atrás de um adversário num contra-ataque, com um pé salvador na pequena área no último momento ou com carrinhos no meio-campo ou junto à lateral. Isso porque o forte dos dois é justamente o posicionamento e eles não precisavam disso; com ambos à frente da zaga, o Flamengo tinha os espaços em seu meio-campo bem preenchidos e Álvaro e Angelim ficavam muito menos expostos.
Só que, agora, o Flamengo não tem nenhum dos dois. Sobre o posicionamento de Toró eu já comento faz tempo: ele tem dificuldades pra se colocar em campo, corre muito atrás do adversário e muitas vezes se transforma mesmo em mais um zagueiro, indo pra linha dos defensores. Fernando, do pouco que vi até agora, está recebendo elogios por conta de seus gols e um ou outro passe, mas também não me parece ter grande senso de colocação lá atrás. E nisso, sempre que vi o Flamengo em campo este ano, está aparecendo um espaço grande à frente dos zagueiros, permitindo que o adversário consiga trabalhar a bola com certa tranquilidade perto demais da área rubro-negra.
Ontem, isso já acontecia no primeiro tempo, mas agravou-se no segundo com a bem-intencionada ação de Andrade ao substituir Fernando por Fierro, tentando tornar o time mais ofensivo. Só que, nisso, Toró ficou sozinho como volante - justo ele. O tal espaço à frente da área aumentou e por ali o Olaria criou diversas jogadas - reparem que tanto o segundo gol quanto os dois pênaltis surgiram de lances tramados a partir dali, com os passadores tendo tranquilidade pra levantar a cabeça e tocar conscientes para os atacantes que se enfiavam. A coisa ficou pior ainda depois que o Olaria fez o 3x2, num pênalti que causou a expulsão de Toró. Depois daquilo, por um bom tempo o Olaria, com um a mais, dominou o jogo mesmo estando à frente do placar e deu a impressão de que poderia fazer mais gols.
Nos últimos 15 ou 20 minutos, no entanto, o time pequeno recuou e o Flamengo avançou todo, num abafa desesperado em que até Angelim e David se tornaram atacantes. O empate acabou vindo neste momento, graças a mais um bom cruzamento de Juan (como acontecera no primeiro gol), completado por Vagner Love. A pressão aumentou depois que o Olaria também teve um jogador expulso, mas o Flamengo não soube realmente organizar-se para criar chances claras de gol. A vitória até poderia ter vindo numa bola jogada na área, mas o empate foi mesmo o resultado mais justo pro que se viu em campo.
Estamos todos no aguardo do que Petkovic poderá fazer durante a temporada, a partir do momento em que entrar em forma (se é que isso realmente irá acontecer). Há ainda a expectativa pelo rendimento dos recém-contratados Michael e Ramon - esperanças, assim como Vinícius Pacheco, para a armação do jogo. Mas eu mesmo fico na expectativa de ver o quanto o time irá crescer, especialmente na defesa, quando Maldonado estiver recuperado.
3/2/2010 - 21h50 - Flamengo 3 x 3 Olaria
Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Renda/público: R$ 120.050,00 / 6.554 pagantes
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massarra dos Santos
Cartões amarelos: Diego, Thiago Eleutério, Willian (OLA); Ronaldo Angelim, David, Toró, Michael (FLA)
Cartões vermelhos: Thiago Eleutério, 38'/2ºT (OLA); Toró, 18'/2ºT (FLA)
Gols: Cacá, 5'/1ºT (0-1); Adriano, 6'/1ºT (1-1); Vagner Love, 11'/2ºT (2-1); Araruama, 14'/2ºT (2-2); Cacá, 18'/2ºT (2-3); Vagner Love, 37'/2ºT (3-3)
Flamengo: Bruno; Léo Moura (Éverton Silva, 29'/2ºT), David, Ronaldo Angelim e Juan (Michael, 38'/2ºT); Toró, Fernando (Fierro, Intervalo), Kleberson e Vinícius Pacheco; Adriano e Vagner Love. Técnico: Andrade
Olaria: Ângelo, Ivan, Thiago Eleutério, Diego e Amarildo; David, Araruama, Romário e Waldir (Willian, 42'/2ºT); Cacá (Rafael Santos, 39'/2ºT) e Aleílson. Técnico: Dé Aranha.
Muito se falou na importância do Flamengo ter mantido a base de 2009. Porém, a verdade é que, neste momento, o time está jogando com um meio-campo completamente diferente do que funcionava no ano passado - e isso, é claro, teria que fazer alguma diferença. Reparem: antes, eram Aírton, Maldonado, Willians e Petkovic; agora, são Toró, Fernando, Kléberson e Vinícius Pacheco.
A diferença que faz a falta de um Petkovic em estado de graça como aquele da arrancada do Brasileiro é a mais óbvia. Mas, na verdade, Vinícius Pacheco até que saiu-se bem ontem, no primeiro tempo. Enquanto jogou um tantinho mais centralizado e participando da articulação das jogadas no meio, ele apareceu bastante, foi objetivo e realizou boas jogadas - principalmente com Adriano e Juan (que, aliás, esteve muito bem ontem). Foi quando a defesa do Olaria mais sofreu com os jogadores superiores tecnicamente do Flamengo
(Abro o parêntese para uma observação: fiquei bastante bem impressionado com a forma de Adriano neste jogo, até pelo visual mesmo. O cara está magro e se movimentando bem - tem treinado direitinho ultimamente?).
No segundo tempo, no entanto, Pacheco não manteve o ritmo; como eu já havia visto acontecer contra o Bangu, ele foi ficando cada vez mais fixo na ponta direita e participando menos e menos da partida - o que prejudicou a ligação do meio com o ataque e ajudou a isolar Adriano e Love na frente. Nesta etapa, aliás, ele me lembrou mais os tempos de sua primeira passagem pelo time, na época treinado por Waldemar Lemos, que o escalava sempre no ataque. Como naquela época, Vinícius passou a viver de lances isolados e um ou outro drible em velocidade pela ponta. Nesta etapa, o Flamengo teve mais dificuldades de manter a posse de bola e viu o Olaria dominar boa parte do tempo.
Mas é preciso ainda chamar a atenção para a mudança na dupla de volantes. Aírton e Maldonado não eram daqueles cabeças-de-área de raça espetaculosa, que arrancam aplausos da torcida com piques de 30m atrás de um adversário num contra-ataque, com um pé salvador na pequena área no último momento ou com carrinhos no meio-campo ou junto à lateral. Isso porque o forte dos dois é justamente o posicionamento e eles não precisavam disso; com ambos à frente da zaga, o Flamengo tinha os espaços em seu meio-campo bem preenchidos e Álvaro e Angelim ficavam muito menos expostos.
Só que, agora, o Flamengo não tem nenhum dos dois. Sobre o posicionamento de Toró eu já comento faz tempo: ele tem dificuldades pra se colocar em campo, corre muito atrás do adversário e muitas vezes se transforma mesmo em mais um zagueiro, indo pra linha dos defensores. Fernando, do pouco que vi até agora, está recebendo elogios por conta de seus gols e um ou outro passe, mas também não me parece ter grande senso de colocação lá atrás. E nisso, sempre que vi o Flamengo em campo este ano, está aparecendo um espaço grande à frente dos zagueiros, permitindo que o adversário consiga trabalhar a bola com certa tranquilidade perto demais da área rubro-negra.
Ontem, isso já acontecia no primeiro tempo, mas agravou-se no segundo com a bem-intencionada ação de Andrade ao substituir Fernando por Fierro, tentando tornar o time mais ofensivo. Só que, nisso, Toró ficou sozinho como volante - justo ele. O tal espaço à frente da área aumentou e por ali o Olaria criou diversas jogadas - reparem que tanto o segundo gol quanto os dois pênaltis surgiram de lances tramados a partir dali, com os passadores tendo tranquilidade pra levantar a cabeça e tocar conscientes para os atacantes que se enfiavam. A coisa ficou pior ainda depois que o Olaria fez o 3x2, num pênalti que causou a expulsão de Toró. Depois daquilo, por um bom tempo o Olaria, com um a mais, dominou o jogo mesmo estando à frente do placar e deu a impressão de que poderia fazer mais gols.
Nos últimos 15 ou 20 minutos, no entanto, o time pequeno recuou e o Flamengo avançou todo, num abafa desesperado em que até Angelim e David se tornaram atacantes. O empate acabou vindo neste momento, graças a mais um bom cruzamento de Juan (como acontecera no primeiro gol), completado por Vagner Love. A pressão aumentou depois que o Olaria também teve um jogador expulso, mas o Flamengo não soube realmente organizar-se para criar chances claras de gol. A vitória até poderia ter vindo numa bola jogada na área, mas o empate foi mesmo o resultado mais justo pro que se viu em campo.
Estamos todos no aguardo do que Petkovic poderá fazer durante a temporada, a partir do momento em que entrar em forma (se é que isso realmente irá acontecer). Há ainda a expectativa pelo rendimento dos recém-contratados Michael e Ramon - esperanças, assim como Vinícius Pacheco, para a armação do jogo. Mas eu mesmo fico na expectativa de ver o quanto o time irá crescer, especialmente na defesa, quando Maldonado estiver recuperado.
3/2/2010 - 21h50 - Flamengo 3 x 3 Olaria
Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Renda/público: R$ 120.050,00 / 6.554 pagantes
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Auxiliares: Wagner de Almeida Santos e Jackson Lourenço Massarra dos Santos
Cartões amarelos: Diego, Thiago Eleutério, Willian (OLA); Ronaldo Angelim, David, Toró, Michael (FLA)
Cartões vermelhos: Thiago Eleutério, 38'/2ºT (OLA); Toró, 18'/2ºT (FLA)
Gols: Cacá, 5'/1ºT (0-1); Adriano, 6'/1ºT (1-1); Vagner Love, 11'/2ºT (2-1); Araruama, 14'/2ºT (2-2); Cacá, 18'/2ºT (2-3); Vagner Love, 37'/2ºT (3-3)
Flamengo: Bruno; Léo Moura (Éverton Silva, 29'/2ºT), David, Ronaldo Angelim e Juan (Michael, 38'/2ºT); Toró, Fernando (Fierro, Intervalo), Kleberson e Vinícius Pacheco; Adriano e Vagner Love. Técnico: Andrade
Olaria: Ângelo, Ivan, Thiago Eleutério, Diego e Amarildo; David, Araruama, Romário e Waldir (Willian, 42'/2ºT); Cacá (Rafael Santos, 39'/2ºT) e Aleílson. Técnico: Dé Aranha.
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