É fato: Patrícia Amorim fez a sede da Gávea evoluir. Mas dá pra pensar em fazer diferente.
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O Flamengo é obrigado a ter um campo de futebol na Gávea. Pra quê?
Recebi hoje um spam do deputado federal Otávio Leite, que tenta sua reeleição. Não sei onde ele conseguiu meu e-mail, mas enviou uma mensagem endereçada “à Nação Rubro-Negra”, se colocando como “representante do Flamengo no Congresso Nacional”. E listou três de suas iniciativas que, segundo ele, foram benéficas para o clube.
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Um dia na Gávea
Aproveitei ontem o dia de sol no Rio e minha carteirinha de sócio pra ir à Gávea, e ver como andam as melhorias na sede anunciadas por Patrícia Amorim. A maior curiosidade era mesmo em relação ao parque aquático, do qual muito se falou estes dias graças à contratação de César Cielo - e que ganhou novos vestiários. Realmente eram mais do que necessários, pois do jeito que estava era absolutamente inviável utilizá-los.
Bem, o que as piscinas do Flamengo ganharam não são exatamente vestiários, e sim banheiros utilizáveis. Limpinhos e novos, claro; uma enorme evolução para o sócio. Mas o espaço é pequeno. No masculino, até há dois chuveiros, mas não há um banco, não há ganchos para pendurar as roupas, não há armários, enfim. Se eu decidisse, por exemplo, fazer natação por lá de manhã, tomar banho no clube e ir direto pro trabalho, não seria confortável. Pelo que minha esposa falou, para as mulheres - que necessitam um tantinho mais do que os homens nessa área -, a situação não é melhor.
Enfim: pra passar um sábado de sol na piscina com a família, foi um belo ganho de "qualidade de vida", o tipo da coisa que não era tão complicada e tinha mesmo que ser feita. Soma-se às grades pintadinhas de vermelho e preto, à nova escada de alumínio no lugar da antiga e precária de madeira, às cadeiras e guarda-sóis novinhos, com o escudo do Flamengo e a marca da Olympikus. Mas pra quem for lá fazer exercício (e, afinal, a ideia é receber por lá atletas de ponta...), ainda há muito o que fazer, e eles sabem disso. Um vestiário de verdade precisa ser construído - quem sabe embaixo das antigas arquibancadas, que estão em estado ainda deplorável.
As melhorias no clube são visíveis. Há muros que foram pintados, buracos que foram fechados. Já no fim da gestão de Delair, duas das quatro quadras poliesportivas que estavam há anos em escombros foram recuperadas. Há evolução, mas ainda há muito o que fazer - os bares todos de lá, por exemplo, até hoje não aceitam cartão de débito, apenas dinheiro vivo. Até nessa questão simples da higiene dos banheiros; se os da piscina estão novos, os da área do restaurante, próximo ao campo de treino, estão lamentáveis, necessitando de cuidados muito básicos - como repor papel higiêncio e colocar suporte para os rolos, passar um rodo no chão, colocar trancas nas portas das cabines (que estão quebradas e pixadas) e por aí vai.
* * * * * * * * * * * * *
Aproveitei ainda pra matar a curiosidade das crianças e levá-los para assistir ao tradicional rachão do time, no campo da Gávea. Uma pelada animada, usando metade do gramado, com 15 em cada time, daquelas que não dá nem pra ver quem é bom e quem é ruim. E tava todo mundo participando - Bruno (que joga na linha e fez gol), Pet, Léo Moura, Love, todos os mais conhecidos. Até Adriano estava lá, com sua indefectível chuteira roxa; ficou paradão na banheira o tempo todo e logo colocou a mão no quadril, sentiu alguma coisa e abandonou o treino. Mas beleza, deu pra mostrá-lo pros garotos e me lembrar do tanto que eu fui lá quando criança e fiquei assistindo ao time treinar - fora os jogos contra os Olarias e Américas de Três Rios da vida, que muitas vezes eu vi de cima de uma árvore ao lado do gramado.
Bem, o que as piscinas do Flamengo ganharam não são exatamente vestiários, e sim banheiros utilizáveis. Limpinhos e novos, claro; uma enorme evolução para o sócio. Mas o espaço é pequeno. No masculino, até há dois chuveiros, mas não há um banco, não há ganchos para pendurar as roupas, não há armários, enfim. Se eu decidisse, por exemplo, fazer natação por lá de manhã, tomar banho no clube e ir direto pro trabalho, não seria confortável. Pelo que minha esposa falou, para as mulheres - que necessitam um tantinho mais do que os homens nessa área -, a situação não é melhor.
Enfim: pra passar um sábado de sol na piscina com a família, foi um belo ganho de "qualidade de vida", o tipo da coisa que não era tão complicada e tinha mesmo que ser feita. Soma-se às grades pintadinhas de vermelho e preto, à nova escada de alumínio no lugar da antiga e precária de madeira, às cadeiras e guarda-sóis novinhos, com o escudo do Flamengo e a marca da Olympikus. Mas pra quem for lá fazer exercício (e, afinal, a ideia é receber por lá atletas de ponta...), ainda há muito o que fazer, e eles sabem disso. Um vestiário de verdade precisa ser construído - quem sabe embaixo das antigas arquibancadas, que estão em estado ainda deplorável.
As melhorias no clube são visíveis. Há muros que foram pintados, buracos que foram fechados. Já no fim da gestão de Delair, duas das quatro quadras poliesportivas que estavam há anos em escombros foram recuperadas. Há evolução, mas ainda há muito o que fazer - os bares todos de lá, por exemplo, até hoje não aceitam cartão de débito, apenas dinheiro vivo. Até nessa questão simples da higiene dos banheiros; se os da piscina estão novos, os da área do restaurante, próximo ao campo de treino, estão lamentáveis, necessitando de cuidados muito básicos - como repor papel higiêncio e colocar suporte para os rolos, passar um rodo no chão, colocar trancas nas portas das cabines (que estão quebradas e pixadas) e por aí vai.
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Aproveitei ainda pra matar a curiosidade das crianças e levá-los para assistir ao tradicional rachão do time, no campo da Gávea. Uma pelada animada, usando metade do gramado, com 15 em cada time, daquelas que não dá nem pra ver quem é bom e quem é ruim. E tava todo mundo participando - Bruno (que joga na linha e fez gol), Pet, Léo Moura, Love, todos os mais conhecidos. Até Adriano estava lá, com sua indefectível chuteira roxa; ficou paradão na banheira o tempo todo e logo colocou a mão no quadril, sentiu alguma coisa e abandonou o treino. Mas beleza, deu pra mostrá-lo pros garotos e me lembrar do tanto que eu fui lá quando criança e fiquei assistindo ao time treinar - fora os jogos contra os Olarias e Américas de Três Rios da vida, que muitas vezes eu vi de cima de uma árvore ao lado do gramado.
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A nova megaloja rubro-negra
Entre diversas coisas boas que andaram acontecendo com o Flamengo este ano - torçamos para que ainda venha mais por aí -, eu faria um destaque especial extra-campo: o início das parcerias com a Olympikus e com a Ale. Independente da entrada direta de grana nos cofres - que é sempre muito bem-vinda -, ambas marcaram uma grande mudança na maneira do clube se relacionar com seus patrocinadores.
Nos tempos de Nike e Petrobras, a preocupação das empresas se limitava a pagar e, em troca, ter suas marcas estampadas nos uniformes rubro-negros. Com as novas parceiras, a coisa mudou muito: tratam-se de empresas empenhadas em ativar seus contratos, estreitar o relacionamento com o marketing do clube e investir em ações as mais diversas. Já tivemos blitz em postos de gasolina, totó virtual na Internet, distribuição de bate-bates infláveis no Maracanã, transmissão de lançamento de uniformes online, foto mega-zoom da torcida, camisa gigante pendurada ao ar livre, mega-mosaico em parceria com as torcidas organizadas - enfim, a lista não acaba. São ações que trazem a marca do clube para o dia-a-dia do torcedor, geram mídia espontânea, valorizam a imagem do clube, aumentam a auto-estima do rubro-negro e, podem crer, o estimulam a consumir Flamengo - além de puxar pra cima o próprio departamento de marketing do clube, que se vê instigado a funcionar em outro nível, com uma atividade muito diferente da que existia antes. E a inauguração da megaloja FlaConcept na Gávea, que aconteceu ontem e para a qual tive a sorte de ser convidado, é um grande marco disso aí.
* * * * * * * * * * * * * *
Antes da loja ser aberta e apresentada à cabeçada que enchia o saguão de entrada da sede social do Flamengo, o evento começou com uma apresentação de um coral formado por sócias do clube e discursos curtos de Delair Dumbrosck, Márcio Braga e Túlio Formicola Filho, da Vulcabrás. Já dava pra ver que a entrada da sede havia ganho um belo upgrade, inclusive com a exposição por ali de algumas das principais taças conquistadas pelo clube - como as dos títulos brasileiros, a da Libertadores e a do Mundial. Márcio Braga ressaltava que aquele será o local do aguardado museu do Flamengo, a ser inaugurado em 15 de novembro do ano que vem (o que pode variar com a fase da Lua, claro) - e por lá já pode ser vista a imagem de como será a futura fachada. A essa altura, a galera já aproveitava os salgadinhos, cerveja, refrigerante e caipirinhas. Boca-livre sempre pega benzão, né não?
Finalmente a loja - anunciada como a terceira maior de um clube no mundo, a maior da América do Sul, com 1.300 metros quadrados - foi aberta à visitação e, claro, consumo de todos. Os promotores e promotoras, bem treinados e vestidos, ajudavam e estimulavam as compras - e logo começou a aparecer um monte de gente já vestindo os modelos da linha casual da Olympikus que estavam à venda por lá. Já deve ter dado para o Flamengo e sua fornecedora fazerem uma graninha.

A loja é mesmo bem grande, espaçosa e com uma privilegiada vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas; a decoração foi bem feita, com monitores exibindo imagens do Maracanã, painéis da torcida rubro-negra e diversos troféus ganhos pelo Flamengo ao longo de sua história, no futebol e outras modalidades. No videozinho safado abaixo, feito pelo meu irmão Marcos Monnerat, você pode ver o clima da parada - como o evento foi concorrido, alguns dos produtos à venda, como é o espaço da loja e como a comida e bebida estavam rolando (com alguns blogueiros cara-de-pau aproveitando mesmo, vejam vocês).
Infelizmente, não pude ficar por lá por tanto tempo assim, por outros compromissos. E, nessa, só fui descobrir hoje de uma porção de gente que estava lá, entre conhecidos e figuras rubro-negras - havia visto Adílio e Andrade, mas só no dia seguinte soube que Bruno, Léo Moura e outros mais, do elenco atual e times antigos, andaram pela loja.
* * * * * * * * * * * * * *
O grande foco da loja são mesmo as roupas da grife Flamengo lançadas pela Olympikus - não só uniformes, mas camisetas, camisas pólo, modelos femininos, bonés, cachecóis, chinelos e por aí vai. Há, claro, uma variedade de outros produtos - caneca, caneta, chaveiro, abridor de garrafa, bonequinho, relógio de parede. Mas há determinados produtos que ficaram de fora; não vi por lá qualquer livro, por exemplo, ou mesmo o recém-lançado DVD do penta-tri. Embora haja mais do que isso, a cara é mesmo de uma loja Olympikus dedicada ao Flamengo. A linha de camisetas da Braziline, por exemplo, não tem lugar.
E a Olympikus andou mandando muito bem no design da linha. Tem muita coisa que dá vontade de comprar - pra mim, pelo menos, algumas das pólos realmente chamaram a atenção. E a variedade de peças é algo realmente sem precedentes para o Flamengo. Tem roupa pra homens, mulheres e todo tipo de ocasião.
Um porém: não é coisa pra todos os bolsos não. A loja, claro, é num ponto valorizado, um dos metros quadrados mais caros do país, onde mora gente de dinheiro. Mas você não encontra por lá uma camiseta nem de 60 reais - a faixa é de 90, 100 pra cima; as pólos saem por 130, 140; um boné sai por 50. As bolsas da foto à esquerda, que tem jeitão de serem usadas pra levar coisas pra praia ou pra piscina, custavam - posso estar enganado, mas a faixa era essa - 80 reais. Se eu quisesse comprar um presentinho de amigo oculto da empresa por lá, por exemplo, teria alguma dificuldade.
Mas enfim: pra quem estiver disposto a gastar, há bastante opção pra escolher. Acabei não perguntando é o preço destes ítens aí de baixo.
Nos tempos de Nike e Petrobras, a preocupação das empresas se limitava a pagar e, em troca, ter suas marcas estampadas nos uniformes rubro-negros. Com as novas parceiras, a coisa mudou muito: tratam-se de empresas empenhadas em ativar seus contratos, estreitar o relacionamento com o marketing do clube e investir em ações as mais diversas. Já tivemos blitz em postos de gasolina, totó virtual na Internet, distribuição de bate-bates infláveis no Maracanã, transmissão de lançamento de uniformes online, foto mega-zoom da torcida, camisa gigante pendurada ao ar livre, mega-mosaico em parceria com as torcidas organizadas - enfim, a lista não acaba. São ações que trazem a marca do clube para o dia-a-dia do torcedor, geram mídia espontânea, valorizam a imagem do clube, aumentam a auto-estima do rubro-negro e, podem crer, o estimulam a consumir Flamengo - além de puxar pra cima o próprio departamento de marketing do clube, que se vê instigado a funcionar em outro nível, com uma atividade muito diferente da que existia antes. E a inauguração da megaloja FlaConcept na Gávea, que aconteceu ontem e para a qual tive a sorte de ser convidado, é um grande marco disso aí.
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Antes da loja ser aberta e apresentada à cabeçada que enchia o saguão de entrada da sede social do Flamengo, o evento começou com uma apresentação de um coral formado por sócias do clube e discursos curtos de Delair Dumbrosck, Márcio Braga e Túlio Formicola Filho, da Vulcabrás. Já dava pra ver que a entrada da sede havia ganho um belo upgrade, inclusive com a exposição por ali de algumas das principais taças conquistadas pelo clube - como as dos títulos brasileiros, a da Libertadores e a do Mundial. Márcio Braga ressaltava que aquele será o local do aguardado museu do Flamengo, a ser inaugurado em 15 de novembro do ano que vem (o que pode variar com a fase da Lua, claro) - e por lá já pode ser vista a imagem de como será a futura fachada. A essa altura, a galera já aproveitava os salgadinhos, cerveja, refrigerante e caipirinhas. Boca-livre sempre pega benzão, né não?
Finalmente a loja - anunciada como a terceira maior de um clube no mundo, a maior da América do Sul, com 1.300 metros quadrados - foi aberta à visitação e, claro, consumo de todos. Os promotores e promotoras, bem treinados e vestidos, ajudavam e estimulavam as compras - e logo começou a aparecer um monte de gente já vestindo os modelos da linha casual da Olympikus que estavam à venda por lá. Já deve ter dado para o Flamengo e sua fornecedora fazerem uma graninha.

A loja é mesmo bem grande, espaçosa e com uma privilegiada vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas; a decoração foi bem feita, com monitores exibindo imagens do Maracanã, painéis da torcida rubro-negra e diversos troféus ganhos pelo Flamengo ao longo de sua história, no futebol e outras modalidades. No videozinho safado abaixo, feito pelo meu irmão Marcos Monnerat, você pode ver o clima da parada - como o evento foi concorrido, alguns dos produtos à venda, como é o espaço da loja e como a comida e bebida estavam rolando (com alguns blogueiros cara-de-pau aproveitando mesmo, vejam vocês).
Infelizmente, não pude ficar por lá por tanto tempo assim, por outros compromissos. E, nessa, só fui descobrir hoje de uma porção de gente que estava lá, entre conhecidos e figuras rubro-negras - havia visto Adílio e Andrade, mas só no dia seguinte soube que Bruno, Léo Moura e outros mais, do elenco atual e times antigos, andaram pela loja.
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O grande foco da loja são mesmo as roupas da grife Flamengo lançadas pela Olympikus - não só uniformes, mas camisetas, camisas pólo, modelos femininos, bonés, cachecóis, chinelos e por aí vai. Há, claro, uma variedade de outros produtos - caneca, caneta, chaveiro, abridor de garrafa, bonequinho, relógio de parede. Mas há determinados produtos que ficaram de fora; não vi por lá qualquer livro, por exemplo, ou mesmo o recém-lançado DVD do penta-tri. Embora haja mais do que isso, a cara é mesmo de uma loja Olympikus dedicada ao Flamengo. A linha de camisetas da Braziline, por exemplo, não tem lugar.
E a Olympikus andou mandando muito bem no design da linha. Tem muita coisa que dá vontade de comprar - pra mim, pelo menos, algumas das pólos realmente chamaram a atenção. E a variedade de peças é algo realmente sem precedentes para o Flamengo. Tem roupa pra homens, mulheres e todo tipo de ocasião.
Um porém: não é coisa pra todos os bolsos não. A loja, claro, é num ponto valorizado, um dos metros quadrados mais caros do país, onde mora gente de dinheiro. Mas você não encontra por lá uma camiseta nem de 60 reais - a faixa é de 90, 100 pra cima; as pólos saem por 130, 140; um boné sai por 50. As bolsas da foto à esquerda, que tem jeitão de serem usadas pra levar coisas pra praia ou pra piscina, custavam - posso estar enganado, mas a faixa era essa - 80 reais. Se eu quisesse comprar um presentinho de amigo oculto da empresa por lá, por exemplo, teria alguma dificuldade.
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Cenas de campanha na Gávea
A última vez em que estive na Gávea, ainda antes da confirmação das chapas inscritas para as eleições de dezembro, as atividades de campanha dos candidatos eram bem discretas. Pois bem: estive por lá ontem, para aproveitar o feriado de sol com as crianças, e a situação já era bem diferente.
Não vi nada de Areias, Sahione, Lysias ou Pedro Ferrer. Mas logo na porta da sede social, de uma mulher uniformizada, recebi um jornalzinho com as ideias de Plínio Serpa Pinto. Lá dentro, me passaram um folheto com visual e impressão bem caprichados de Patrícia Amorim. Pude ver várias pessoas com as camisas dos dois candidatos circulando por diversos espaços da sede, além de carros estacionados com adesivos dos dois candidatos.
Mas nada comparável à movimentação pela candidatura de Delair Dumbrosck. Ainda do lado de fora, em um sinal de trânsito perto da Gávea, já havia uma faixa estendida com o slogan "O trabalho já começou", acompanhada por dois funcionários uniformizados da campanha que disputavam espaço com outra faixa, de um candidato às eleições da OAB. Na porta, ao lado da correligionária de Plínio, outra de Delair também me entregou panfletos com uma carta do candidato, falando de suas realizações enquanto ocupou a presidência.
Por conta do Dia das Crianças, o clube estava enfeitado de balões vermelhos e pretos e o parquinho, onde havia uma recreação contratada pelo clube para animar o dia, estava muito mais cheio que o normal (na verdade, nos dias em que estive lá antes, sempre esteve quase completamente vazio; ontem, eram dezenas de crianças). Se falei que era fácil ver gente com as camisas de Patrícia e Plínio, as vermelhas de Delair pareciam quase um uniforme - e talvez fossem até maioria entre a garotada os que usavam camisas feitas especialmente para eles, com as figuras de Uruba e Urubinha ao lado do nome do candidato. O próprio Delair andou circulando próximo às piscinas, conversando com alguns sócios.
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Pra vocês verem como está aceso o clima de campanha por lá, uma pequena história.
Fui ao departamento médico do clube com a família fazer o exame médico para poder frequentar a piscina. Enquanto aguardava nossa vez de sermos atendidos pela médica, apareceu por lá uma senhora que queria fazer um pequeno curativo. Bastante falante, ela contou que havia feito um pequeno machucado batendo com a mão na raia da piscina, enquanto nadava lá. Preferia fazer o curativo logo porque na casa do namorado não teria como - "homem nunca tem dessas coisas em casa."
Pois até isso poderia se transformar num fato político na Gávea. Segundo ela, quando saía da piscina e comentava o que havia acontecido com alguém, logo apareceram correligionários de um dos candidatos de oposição, querendo fotografar a mão machucada e usar a cena na campanha contra Delair.
* * * * * * * * * * * * *
A movimentação online dos candidatos também anda crescendo muito nos últimos dias. É bom ver duas apresentações mais detalhadas de dois dos candidatos: as de Plínio Serpa Pinto e João Henrique Areias. Mais pra frente eu devo falar um pouco sobre elas.
Não vi nada de Areias, Sahione, Lysias ou Pedro Ferrer. Mas logo na porta da sede social, de uma mulher uniformizada, recebi um jornalzinho com as ideias de Plínio Serpa Pinto. Lá dentro, me passaram um folheto com visual e impressão bem caprichados de Patrícia Amorim. Pude ver várias pessoas com as camisas dos dois candidatos circulando por diversos espaços da sede, além de carros estacionados com adesivos dos dois candidatos.
Mas nada comparável à movimentação pela candidatura de Delair Dumbrosck. Ainda do lado de fora, em um sinal de trânsito perto da Gávea, já havia uma faixa estendida com o slogan "O trabalho já começou", acompanhada por dois funcionários uniformizados da campanha que disputavam espaço com outra faixa, de um candidato às eleições da OAB. Na porta, ao lado da correligionária de Plínio, outra de Delair também me entregou panfletos com uma carta do candidato, falando de suas realizações enquanto ocupou a presidência.
Por conta do Dia das Crianças, o clube estava enfeitado de balões vermelhos e pretos e o parquinho, onde havia uma recreação contratada pelo clube para animar o dia, estava muito mais cheio que o normal (na verdade, nos dias em que estive lá antes, sempre esteve quase completamente vazio; ontem, eram dezenas de crianças). Se falei que era fácil ver gente com as camisas de Patrícia e Plínio, as vermelhas de Delair pareciam quase um uniforme - e talvez fossem até maioria entre a garotada os que usavam camisas feitas especialmente para eles, com as figuras de Uruba e Urubinha ao lado do nome do candidato. O próprio Delair andou circulando próximo às piscinas, conversando com alguns sócios.
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Pra vocês verem como está aceso o clima de campanha por lá, uma pequena história.
Fui ao departamento médico do clube com a família fazer o exame médico para poder frequentar a piscina. Enquanto aguardava nossa vez de sermos atendidos pela médica, apareceu por lá uma senhora que queria fazer um pequeno curativo. Bastante falante, ela contou que havia feito um pequeno machucado batendo com a mão na raia da piscina, enquanto nadava lá. Preferia fazer o curativo logo porque na casa do namorado não teria como - "homem nunca tem dessas coisas em casa."
Pois até isso poderia se transformar num fato político na Gávea. Segundo ela, quando saía da piscina e comentava o que havia acontecido com alguém, logo apareceram correligionários de um dos candidatos de oposição, querendo fotografar a mão machucada e usar a cena na campanha contra Delair.
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A movimentação online dos candidatos também anda crescendo muito nos últimos dias. É bom ver duas apresentações mais detalhadas de dois dos candidatos: as de Plínio Serpa Pinto e João Henrique Areias. Mais pra frente eu devo falar um pouco sobre elas.
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Eleições 2009,
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As eleições e o estádio do Flamengo

Com essa notícia de que o Flamengo negocia para jogar no Engenhão a partir do ano que vem, a discussão sobre o estádio próprio volta à tona - "se tivéssemos nossa casa, isso não aconteceria". A diretoria, como se sabe, tem o projeto de revitalização da Gávea, que emperrou graças à associação de moradores do Leblon e a vereadora Andréa Gouveia. O Arthur, do Urublog, acabou de re-publicar um texto dele sobre o assunto.
É bom lembrar disso em ano de eleição. Aqueles que gostariam de ver o estádio da Gávea saindo do papel devem pensar nisso na hora de dar seu voto para vereador. Mesmo que não votem nela, se escolherem outro candidato de seu partido, o PSDB, podem estar ajudando a moça a ganhar um novo mandato.
De qualquer forma, se o plano de revitalização da Gávea, ou mesmo qualquer outro de construção de um estádio próprio do clube, é levado a sério pela diretoria, a hora de se mexer é agora. Que se chame pra conversar os principais candidatos a prefeito - podem até fazer aquela palhaçadinha de posar pra foto dando camisa do Flamengo, se quiserem. O importante é discutir, agora, seus planos em relação ao Flamengo. O que acham do projeto da Gávea? O que poderiam fazer para ajudar o Flamengo com ele? E, se não gostam, que opções ofereceriam ao clube? É bom ter em vista que é interessante pra todo candidato a prefeito em ano de eleição aparecer como simpático a causas flamengas. A hora de conseguir que assumam compromissos públicos é agora.
Independente disso, está na cara que o vencedor nesta eleição não vai ser o candidato de César Maia. Assim, toda a simpatia que ele demonstrava com o projeto vai se tornar inútil em pouco tempo. É bom saber desde já o panorama que se desenha, pra saber como agir nos próximos anos.
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