Barrigas jornalísticas, Renato, Rogério, Fabrício, Jean...

Com jogo apenas no fim de semana, não há nenhum grande assunto pipocando sobre o Flamengo. As atenções no futebol estão mais voltadas mesmo para Inter, São Paulo, Santos e Vitória. Mas vou aproveitar este post pra tocar rapidamente em vários assuntos.

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Surgiu hoje a bizarra notícia de que a Caixa Econômica Federal teria "perdido" a famigerada Taça das Bolinhas, e que haveria inclusive a desconfiança de que ela teria sido derretida. Isso foi publicado por um dos mais conceituados colunistas do mais importante jornal do Rio de Janeiro - e ele simplesmente não tinha conferido a informação esdrúxula - como assim? Um banco "não sabe onde está" algo que foi colocado em um cofre seu?!? - com a Caixa, que já divulgou uma foto de hoje do troféu para mostrar que não tem nada disso.

É pra vocês verem que não é só jornalista esportivo que dá barrigadas das mais feias por aí. E fica a dúvida: quem diabos passou esta informação ao jornalista? Pra quê?


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No mínimo esquisito que a apresentação de Renato, que estava "contratado" há tanto tempo, tenha sido adiada em cima da hora por conta de uma dívida de anos atrás. Ninguém tinha se dado conta desta dívida até agora? Por que este assunto só surgiu tão em cima da hora? E se por acaso o acordo entre as partes para o pagamento não tivesse sido tão fácil assim?

Menos mal que as coisas se acertaram rapidamente. Mas será que um dia este tipo de coisa vai parar de acontecer no Flamengo?


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Zico saiu em defesa de Rogério Lourenço no caso da saída de Fabrício. Diz ele que a transferência não pode ser colocada na conta do atual treinador, pois está acontecendo devido a negociações ainda da diretoria passada. Como se sabe, o Flamengo já não tem nenhum percentual do jogador; foi tudo negociado para pagamentos de dívidas anteriores.

Não entendi bem o caso da discussão entre Rogério e Fabrício no jogo contra o Inter. O técnico teria dado um fora no zagueiro simplesmente porque ele foi falar algo ao treinador na beira do campo, e manteve que realmente não tinha gostado nada da atitude do jogador - que, pra mim, em princípio não tem nada demais. Rogério também tem dado patadas em entrevistas coletivas ultimamente por qualquer motivo, mostrando que tem se estressado bastante com o trabalho ultimamente.

Mas não discordo muito dele no aproveitamento de Fabrício não. Ele teve muitas oportunidades - só este ano, jogou 11 partidas completas, inclusive 3 pela Libertadores -, e nunca me convenceu. O vi sempre intranquilo, distribuindo chutões pra frente em qualquer situação e com problemas de posicionamento. Em minha opinião, o pior momento da defesa rubro-negra este ano foi justamente o período em que andou ganhando a vaga de Angelim.

Tenho a impressão de que a moral que ele tem com boa parte da torcida é por ouvir falar que foi bem no Paraná Clube, quando andou emprestado por lá para jogar a Série B. Mas no Flamengo (e no Hoffenheim, que o devolveu, sem mostrar interesse em sua contratação), nunca me convenceu.


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Aproveito o assunto Fabrício para falar de Jean, que deve ser titular novamente contra o Corinthians. Contra o Vasco sua atuação foi mais tranquila e ele não voltou a ser driblado com facilidade em jogadas pela lateral, como aconteceu mais de uma vez no Beira-Rio. Mas vale chamar a atenção para um tipo de falha que se repetiu em seus dois jogos. Vejam os vídeos abaixo:





Há ângulos em que se observa bem: nos dois lances de Táison, Jean está à sua frente - mas fecha mal o seu ângulo para o chute, não avança para reduzir seu espaço, permite a preparação do adversário com tranquilidade e ainda vira de costas para a bola no momento da conclusão. Resultado: um gol e uma bola na trave. Infelizmente não encontrei o vídeo, mas o mesmo tipo de lance se repetiu contra o Vasco, desta vez com Éder Luís concluindo com perigo.

Rogério, que foi bom zagueiro, poderia mostrar estes vídeos pro cara.


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Mais cedo, Rogério afirmou em entrevista que estava desistindo de vez de usar o esquema de três zagueiros no Flamengo. E que, para subsitituir Correa, pensava em recuar Willians para volante e dar chance a um outro jogador mais ofensivo, como Michael ou Camacho, no meio-campo. Achei animador.

Veio o treino e ele decidiu, em vez disso, insistir na ressurreição do fraquíssimo Fernando. No meio do treino, mexeu - mas pra usar os três zagueiros de que teria desistido.

O cara gosta mesmo de falar uma coisa e fazer outra. Impressionante.

9 comentários:

Raphael Perret disse...

"O cara gosta mesmo de falar uma coisa e fazer outra, impressionante."

Ele deve pensar: "Caraca, enganei todo mundo, sou genial".

Paulo Sales disse...

A verdade é que Rogério está perdido. Não sabe o que fazer, que jogadores usar. Sua permanência já me parece uma teimosia sem sentido. Nada a justifica. Um técnico mais experiente já teria organizado o meio-campo aproveitando melhor o potencial dos jogadores. Rogério não é nem conservador nem inventivo, apenas medíocre.

Anderson Mendes disse...

Eu tô adorando ver a imprensa se ferrar com a velocidade que a internet impõe a eles.

Não verificam informação e nem a fonte, fica disputando quem dá o furo primeiro (sem trocadilho rsrsrsrs).

Ficam estendendo uma notícia velha durante meses pra não dar bobeira pra concorrência, etc.

É uma barrigada atrás da outra.

Daqui a pouco, o SeaWorld vai querer abrir um parque aqui, de tanta barrigada que a baleias da imprensa estão dando.

André Monnerat disse...

Anderson, a sua observação sobre o problema dos jornalistas com a velocidade da internet é boa.

Mas o curioso é que, neste caso específico, a nota saiu mesmo na versão impressa da coluna do Ancelmo Góis...

André Amaral disse...

Eu não entendo, o cara fala pela manhã que não curte três zagueiros, recuaria Willians para primeiro volante e daria chance para Camacho e Michel, e no treino não faz nada disso.

Maluco, só pode.

E muito estranha essa notícia do Ancelmo, que é um cara de credibilidade, mas ta parecendo que foi usado como laranja da notícia..rsss, sabe-se lá pra que, vamos ver..

Gustavo disse...

É impressionante como o Rogério consegue sempre escolher a pior opção! Fernando é o fim da picada! É lento, marca mal e não acerta passe de meio metro...
Quanto ao Fabrício, permita-me discordar. Em terra de Jean, Wellinton e David, o cara é o mais promissor. É nítida a diferença técnica! Nessas horas, vale até aquela máxima: se fosse ruim, o Felipão não queria! Ele provavelmente estaria sendo emprestado para um time da série B carioca... E o seu substituto? Nada menos que Thiago Salles! Lembra dele?
Veja bem, não acho os nossos zagueiros ruins, só acho que o Fabrício é o único a ter condições de realmente se tornar um grande zagueiro.

mborges disse...

Sinceramente, o Fabrício me parece ter um bom futuro como zagueiro. Acho que, mais uma vez, nós veremos um jogador formado na Gávea despontar depois de o Fla praticamente ter se livrado dele... Uma pena!

Quanto à Taça, muito estranha essa ressureição do assunto... Agora a Caixa diz que o troféu é dela e só entrega diretamente pro clube a que tiver direito (óbvio que a CEF quer publicidade em uma eventual cerimônia de entrega). E falou que após 1992 quis entregar pro Fla e a CBF não deixou! O fato é que após o grande Júnior levantá-la em 92, ela foi tirada de circulação.

M1ster disse...

Tb discordo sobre o Fabricio.
Perto dos outros que estão lá, o acho menos pior. E pô! O cara é novo! Lógico que tem que ganhar experiencia pra poder render mais. E nele eu vejo futuro. Num Wellington, David (que estão movendo mundos pra contratar) não tenho a menor confiança.

Flávio disse...

Essa insegurança do Rogério é típica de treinador de futebol. Há sempre uma dúvida na cabeça desses caras. E não é porque o sujeito ainda é um estagiário, pois o Celso Roth é assim até hoje.
Mas um crédito o Rogério tem: a defesa melhorou muito em relação àquela que levou uma centena de gols no fraquíssimo campeonato carioca.
Para engrenar falta o poder de decisão do time. Que ano passado passou muito pelos pés do Pet.