Brasileiro 2010 - 3a. rodada - Flamengo 3 x 1 Grêmio Prudente

Bem, a gente sabe que o Flamengo deve ser outro a partir de julho. São apenas mais 5 rodadas para este grupo que aí está, e aí o campeonato para. Assim, mais importante do que tudo, neste momento, é somar pontos - e não ganhar do Grêmio Prudente no Maracanã, seja lá com que jogadores, seria imperdoável. Houve susto, mas ganhou. E agora, é isso o que mais importa.


E olha que o time até foi bem no primeiro tempo. Há que se considerar a fragilidade do adversário, mas o Flamengo marcou bem em seu campo de ataque, mal deixou o Prudente passar do meio-campo e criou várias chances de gol - e taí o grande defeito do time nesta etapa: os erros de conclusão. Mas Juan esteve muito bem, tanto na lateral quanto indo pro meio, o que fazia Michael ocupar seu espaço pela ponta, em uma movimentação interessante. E foi por ali onde o time mais atacou e criou oportunidades.

Mas Mezenga esteve mal na finalização, Love perdeu também as chances que teve e parecia que, apesar da superioridade, o time iria para o intervalo com um 0x0 injusto. No finzinho, porém, Camacho sofreu pênalti e Love fez o gol que deveria dar tranquilidade para o time deslanchar no segundo tempo.

Pena que, como de hábito, a defesa rubro-negra vacilou. No início do segundo tempo, David cortou mal uma bola e acabou servindo o atacante Vanderlei, que se aproveitou que Bruno caiu antes de seu chute e só empurrou a bola lentamente pro gol. A partir daí, o Flamengo seguiu pressionando, mas sem a mesma desenvoltura do primeiro tempo. Com Juan já enfrentando uma marcação mais forte e ainda sem jogadas fortes pela direita, o time abusou dos chuveirinho pra área - e, quando isso dava em alguma coisa, erravam nas conclusões. Houve um momento em que o Prudente ainda conseguiu ameaçar em dois lances seguidos, com Bruno fazendo boas defesas. Novamente, parecia que o empate ia durar até o fim.

Mas futebol tem dessas coisas: Pacheco (que entrara no lugar do vaiado Michael e ainda não tinha feito muito de útil) acertou um lançamento que nunca mais fará em sua vida e Juan emendou de primeira, provavelmente tentando cruzar - e fez um golaço. No finzinho, um zagueiro adversário ainda colaborou fazendo um pênalti totalmente idiota no estreante garoto Diego Maurício, que já se saía melhor do que Bruno Mezenga desde que havia entrado em campo. E Love fez 3x1 - placar que, mesmo com o Flamengo tendo caído muito de produção no segundo tempo, representa mais o que foi o jogo.

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A entrada de Camacho foi uma boa surpresa que Rogério tirou da cartola. Dava pra imaginar que o treinador daria chances ao garoto, que ele mesmo andou convocando para a Seleção Brasileira sub-20 em várias oportunidades. Mas, como ele não havia sido aproveitado até agora (que eu lembre, nem mesmo no banco), surpreendeu que tenha acontecido agora.

E ele foi bem especialmente no primeiro tempo, quando se apresentou bem pro jogo, deu bons passes, criou uma bela chance em tabela com Mezenga e ainda sofreu pênalti. Quando foi substituído, já aparecia menos pro jogo (até por já ter sentido entradas duras dos adversários). Mas dá pra dizer que ele aproveitou bem a oportunidade.

É claro que não dá pra achar que ele já é a solução para o time. Mas é um jogador que pode mais aproveitado e trabalhado para se tornar uma realidade mais pra frente. Pode até ser que ele acabe não dando em nada, mas é triste que esta experiência com ele - e Ramon, o outro meia do elenco, além de Petkovic - não tenha sido feita desde o início da temporada, especialmente no Estadual.

3 comentários:

Bosco Ferreira disse...

Parece que o Adriano resolveu antecipar as férias antes da data certa a revelia dos patões.

Mesmo ainda tendo obrigação contratual, mandou as obrigações às favas.

Coisas do CRF que nunca teve uma diretoria séria, e teima em não ser um clube sério, desafiando os interesses da nação.

Também pudera! Se o FLA não é uma nação democrática, 40 milhões são governados por uma oligarquia de pouco mais de cinco famílias.

Patrick disse...

Só acho muito estranho o Rogério ter tido a opção de colocar 3 jogadores na lista da Libertadores e ter escolhido, por exemplo, o Ramon. Aí pro jogo seguinte ele coloca o Camacho e o Ramon e o Rômulo, colocados por ele na lista da Libertadores, não vão nem pro banco. Mas antes tarde do que nunca, acho que dos garotos desta geração o Camacho é quem tem mais potencial pra fazer parte do elenco do Flamengo.

JOVIANO disse...

Patrícia Amorim está querendo fazer no futebol o mesmo tipo de política que ocorre nos parlamentos, isto é, "deixa como está para ver como fica". Sua adm. tem pouca agilidade. Vamos perder meio time ou mais e ela fica falando que "... depende dos jogadores para permanecerem no Fla". O Fla está sem agilidade negocial, está parado. Patrícia está querendo "costurar acordos políticos". Isso leva tempo. Isso é coisa de câmara de vereador, assembléia legislativa, Brasília, etc. No futebol tem que haver agilidade nos negócios. Estou temendo pelo futuro do Fla neste brasileiro. È inconcebível que com o maior patrocínio do futebol brasileiro o Fla continue parado e sem perspectiva de grandes contratações. Será que virá a política do "estamos sem dinheiro"? Será que não há engenharia financeira envolvendo patrocinadores para termos um grande time? Patrícia está muito tímida na administração, eu acho que ela está perdida... ou só quer saber de administrar a natação? Precisa vir a público e dizer claramente o que há de concreto. Quem sai, quem fica e quem chega. Que não venha trazer para os torcedores a notícia de que esse ano o Fla irá utilizar só a "prata da casa" pq pretende construir um grande parque aquático para o Cielo...