No Chile, todos sabem que o que a Universidad Católica busca é mais do que complicado: vencer os dois últimos jogos e torcer por uma combinação de resultados que lhes permita passar de fase em segundo lugar do grupo, com apenas 9 pontos. A missão parece tão difícil que até mesmo o La Tercera, jornal que patrocina a equipe, não traz chamada para o jogo de hoje nem na home de seu site, nem mesmo na página principal de esportes. Todas as matérias sobre a partida que se encontra na imprensa chilena dão o mesmo tratamento: "última chance", "busca por milagre" e por aí vai.
Mas o time parece estar mesmo se agarrando às últimas esperanças, inclusive com treinos secretos para se preparar para a partida. Em entrevistas, os jogadores mostraram que estavam até prestando atenção no desempenho rubro-negro contra o Vasco - o resultado é citado em várias declarações, com alguns acreditando que a vitória pode dar um ânimo extra ao Flamengo. Na home de seu site, um destaque enorme para o jogo com a frase que define o espírito da equipe: "ganar o ganar". E na enquete que fazem por lá, 81% dos torcedores acreditam no triunfo.
Na partida do fim de semana, a Católica ganhou fora de casa por 4x2 do Nublense, resultado que lhes deu um pouco mais de confiança. No momento, está apenas no quarto lugar no campeonato chileno, a 5 pontos do líder Universidad de Chile. É óbvio que o Flamengo tem mais elenco, mas o adversário de hoje é uma equipe perigosa, como chegou a mostrar no Maracanã, em que o Flamengo teve seus problemas pra sair com a vitória - tá certo que muito por conta da expulsão de Willians logo no início. Estão com apenas três pontos ganhos, mas poderiam estar melhor se não tivessem sofrido nos últimos minutos o gol de empate no clássico local - e, depois daquele perrengue, o Universidad acabou engrenando na Libertadores e garantido sua classificação.
Hoje, além de confiarem no atacante Morales e na dulpa de criação formada por Diaz e Mirosevic, os chilenos contam com o goleiro Paulo Garcés, considerado o melhor do campeonato chileno.
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Não se sabe ao certo o time do Flamengo que entrará em campo hoje. As notícias indicam uma escalação com Fierro e Pacheco nos lugares de Michael e Mezenga, deixando Vagner Love como único atacante à frente - algo um tanto parecido com a formação que começou o jogo contra o Universidad do Chile, no Maracanã, e não funcionou.
Mas o jogo tem características bem diferentes daquele da semana passada, em que o adversário vinha disposto a jogar apenas pelo empate. Andrade pode estar pensando em aproveitar o desepero da Católica, atraí-los para seu campo e aproveitar os contra-ataques para matar a partida - e Pacheco tem seu ponto forte neste tipo de jogada. A opção por Fierro ganha força pelo jogo ser no Chile (e ele foi bem quando entrou contra o Universidad Católica no jogo de ida). Imagino que ele possa jogar aberto pela direita, com Pacheco na esquerda (também aberto, como Andrade sempre pede).
O problema é que sobrarão no meio-campo apenas Maldonado, Toró e Willians, e não dá pra imaginar nada sendo criado a partir daí. Mais: se marcarem tão atrás e errarem tanto na saída de bola quanto aconteceu contra o Vasco, o Flamengo correrá risco sério com a pressão do time da casa. Com esta escalação, não dá pra imaginar o Flamengo trocando muitos passes; devem apelar mesmo sempre para a ligação direta. É bom que o tal contra-ataque encaixe mesmo, ou veremos o time apenas se defendendo.
É claro que pode não ser nada disso. Não seria a primeira vez que Andrade aprontaria uma surpresa de última hora.
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Taça Libertadores da América 2010 - 1a. fase - 1a. rodada - Flamengo 2 x 0 Universidad Católica
Se os chilenos falavam tanto no respeito que tinham por Adriano e Vagner Love, acabaram sendo derrotados graças a alguém que não esperavam: Léo Moura foi o nome do jogo e definiu a vitória do Flamengo. O primeiro passo foi dado, e deve ser bastante valorizado porque aconteceu em circunstâncias complicadas.
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Petkovic entrou no fim e rapidamente criou dois lances de muito perigo, mostrando como pode ser importante se estiver bem. Mas, em seguida, voltou ao comportamento que vem tendo desde as últimas rodadas do Brasileiro de 2009: toda vez que pega na bola, tenta entrar driblando pelo meio ou fazer um lançamento definitivo e milagroso. Quase nunca dá certo. Seria bom se ele entendesse que, de vez em quando, vale a pena fazer o simples.
24/2/2009 - 21h50 - Flamengo 2 x 0 Universidad Católica
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 728.373,00 / 24.301 pagantes
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Auxiliares: Nicolás Yegros (PAR) e Emigdio Ruiz Roa (PAR)
Cartões amarelos: Vagner Love (FLA); Francisco Silva, Ponce, Mena (UCA)
Cartões vermelhos: Willians, 2'/1ºT (FLA); Mirosevic, 40'/1ºT (UCA)
Gols: Leonardo Moura, 10'/1ºT (1-0); Adriano, 13'/2ºT (2-0)
Flamengo: Marcelo Lomba, Leonardo Moura (Everton Silva, 30'/2ºT), Álvaro, Fabrício e Juan; Willians, Toró, Kléberson e Vinícius Pacheco (Fernando, 14'/2ºT); Vagner Love (Petkovic, 40'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.
Universidad Católica: Garces, Fuentes, Henriquez (Mena, 25'/2ºT), Ponce e Valenzuela; Martinez, Francisco Silva, Toloza (Mannara, 22'/2ºT) e Mirosevic; Damian Diaz e Morales (Vrandjcan, 10'/2ºT). Técnico: Marco Antonio Figueroa.
Isso porque Willians conseguiu arrumar uma expulsão tola logo a 2 minutos de jogo. Não vou nem discutir se o árbitro foi ou não rigoroso demais; fato é que ele não tinha nada que entrar com o braço daquela maneira num lance tão bobo, na lateral do campo, com a bola dominada, companheiro livre pra receber, início de partida. É o tipo da atitude que jogador de futebol tem de vez em quando e você não consegue entender.
O Universidad Católica veio mesmo disposto a esperar o Flamengo em seu campo e, mesmo com um a mais, continuou recuado. Só que Léo Moura abriu o placar aos 10 minutos, no primeiro chute a gol do time - e aí eles se viram obrigados a avançar. E veio o perrengue.
Mesmo com um a menos, Andrade não quis recompor o meio com mais um volante e o Flamengo jogava num improvável 4-2-3 - pois Vinícius Pacheco se colocava mesmo como atacante a maior parte do tempo. Na verdade, quando um dos homens de frente voltava pra ajudar a fechar o meio, quase sempre era Vagner Love, que foi visto muitas vezes na defesa, dando chutão pra frente. O resultado é que o Flamengo não tinha ninguém no meio pra manter a posse de bola, tentava o tempo todo ligação direta (algo que seria difícil de dar certo mesmo se Adriano não estivesse tão mal, correndo sempre errado e perdendo todas as bolas que chegavam nele) e entregou todo o controle do jogo aos chilenos.
O Universidad Católica veio mesmo disposto a esperar o Flamengo em seu campo e, mesmo com um a mais, continuou recuado. Só que Léo Moura abriu o placar aos 10 minutos, no primeiro chute a gol do time - e aí eles se viram obrigados a avançar. E veio o perrengue.
Mesmo com um a menos, Andrade não quis recompor o meio com mais um volante e o Flamengo jogava num improvável 4-2-3 - pois Vinícius Pacheco se colocava mesmo como atacante a maior parte do tempo. Na verdade, quando um dos homens de frente voltava pra ajudar a fechar o meio, quase sempre era Vagner Love, que foi visto muitas vezes na defesa, dando chutão pra frente. O resultado é que o Flamengo não tinha ninguém no meio pra manter a posse de bola, tentava o tempo todo ligação direta (algo que seria difícil de dar certo mesmo se Adriano não estivesse tão mal, correndo sempre errado e perdendo todas as bolas que chegavam nele) e entregou todo o controle do jogo aos chilenos.
Aí valeu a boa atuação dos defensores rubro-negros, principalmente pela esquerda, por onde eles mais forçavam o jogo. Lá atrás, Juan não deu mole nenhuma vez, mesmo ficando no mano-a-mano em jogadas seguidas; e Fabrício entrou mesmo muito bem, sempre muito seguro - uma grande atuação. Por isso, a Universidad Católica ficou com a bola o tempo todo, trocou passes, abriu o jogo pelas pontas, mas só concluiu de dentro da área uma vez, numa cabeçada.
E, mais pro fim do primeiro tempo, veio o lance que mudou os rumos da partida. Numa cobrança de falta, a bola explodiu no travessão de Marcelo Lomba - o empate ali complicaria demais o jogo. Mas ele não veio e um lance no rebote deste chute deu na expulsão do meia Mirosevic. Vendo o replay, não parece que tenha havido qualquer intenção de pisar em Toró, mas foi como o árbitro interpretou. E o efeito do cartão vermelho foi imediato: os chilenos sentiram o baque, o Flamengo se tranquilizou e passou a tocar a bola até o intervalo.
Mais confiante, o time voltou do vestiário disposto a se impor e veio atacando. Os lances perigosos iam surgindo, principalmente pela direita, mas dava pra ver os espaços surgindo perigosamente para os contra-ataques adversários. Andrade viu isso e deu muita sorte: com Fernando preparado para entrar no lugar de Vinícius Pacheco (que ontem não foi bem), Léo Moura fez a jogada sensacional que deixou Adriano na cara do goleiro para fazer 2x0. Com a vantagem maior, a situação ficou bem mais tranquila, mesmo com o time diminuindo o ritmo após a substituição. No fim, o placar poderia ter sido até maior, pois as chances apareceram.
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Vagner Love correu muito, se dedicou, e conquistou a torcida pela raça. Mas alguém tem que dizer pra ele parar de tentar jogadas individuais em todos os lances de que participa, seja em que ponto do campo for. Como contra o Botafogo, ele perdeu bolas demais desta maneira e, de novo, não levou sorte na hora de concluir.
Andrade, depois do jogo, disse que ele é tão cobrador oficial quanto Adriano e, por isso, foi normal que bater o pênalti. Pode ser, tomara que seja - que não tenham levado o momento menos a sério do que deviam, como pareceu na hora. Porque o 2x0 não era garantia de nada, não era momento para benevolências e quem deveria bater era mesmo o melhor cobrador.
E, mais pro fim do primeiro tempo, veio o lance que mudou os rumos da partida. Numa cobrança de falta, a bola explodiu no travessão de Marcelo Lomba - o empate ali complicaria demais o jogo. Mas ele não veio e um lance no rebote deste chute deu na expulsão do meia Mirosevic. Vendo o replay, não parece que tenha havido qualquer intenção de pisar em Toró, mas foi como o árbitro interpretou. E o efeito do cartão vermelho foi imediato: os chilenos sentiram o baque, o Flamengo se tranquilizou e passou a tocar a bola até o intervalo.
Mais confiante, o time voltou do vestiário disposto a se impor e veio atacando. Os lances perigosos iam surgindo, principalmente pela direita, mas dava pra ver os espaços surgindo perigosamente para os contra-ataques adversários. Andrade viu isso e deu muita sorte: com Fernando preparado para entrar no lugar de Vinícius Pacheco (que ontem não foi bem), Léo Moura fez a jogada sensacional que deixou Adriano na cara do goleiro para fazer 2x0. Com a vantagem maior, a situação ficou bem mais tranquila, mesmo com o time diminuindo o ritmo após a substituição. No fim, o placar poderia ter sido até maior, pois as chances apareceram.
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Vagner Love correu muito, se dedicou, e conquistou a torcida pela raça. Mas alguém tem que dizer pra ele parar de tentar jogadas individuais em todos os lances de que participa, seja em que ponto do campo for. Como contra o Botafogo, ele perdeu bolas demais desta maneira e, de novo, não levou sorte na hora de concluir.
Andrade, depois do jogo, disse que ele é tão cobrador oficial quanto Adriano e, por isso, foi normal que bater o pênalti. Pode ser, tomara que seja - que não tenham levado o momento menos a sério do que deviam, como pareceu na hora. Porque o 2x0 não era garantia de nada, não era momento para benevolências e quem deveria bater era mesmo o melhor cobrador.
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Petkovic entrou no fim e rapidamente criou dois lances de muito perigo, mostrando como pode ser importante se estiver bem. Mas, em seguida, voltou ao comportamento que vem tendo desde as últimas rodadas do Brasileiro de 2009: toda vez que pega na bola, tenta entrar driblando pelo meio ou fazer um lançamento definitivo e milagroso. Quase nunca dá certo. Seria bom se ele entendesse que, de vez em quando, vale a pena fazer o simples.
24/2/2009 - 21h50 - Flamengo 2 x 0 Universidad Católica
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 728.373,00 / 24.301 pagantes
Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Auxiliares: Nicolás Yegros (PAR) e Emigdio Ruiz Roa (PAR)
Cartões amarelos: Vagner Love (FLA); Francisco Silva, Ponce, Mena (UCA)
Cartões vermelhos: Willians, 2'/1ºT (FLA); Mirosevic, 40'/1ºT (UCA)
Gols: Leonardo Moura, 10'/1ºT (1-0); Adriano, 13'/2ºT (2-0)
Flamengo: Marcelo Lomba, Leonardo Moura (Everton Silva, 30'/2ºT), Álvaro, Fabrício e Juan; Willians, Toró, Kléberson e Vinícius Pacheco (Fernando, 14'/2ºT); Vagner Love (Petkovic, 40'/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.
Universidad Católica: Garces, Fuentes, Henriquez (Mena, 25'/2ºT), Ponce e Valenzuela; Martinez, Francisco Silva, Toloza (Mannara, 22'/2ºT) e Mirosevic; Damian Diaz e Morales (Vrandjcan, 10'/2ºT). Técnico: Marco Antonio Figueroa.
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