O jogo de hoje à noite pela Libertadores pode ter sua influência no resultado final do Brasileiro. O Inter já tem seu objetivo final na temporada: o título mundial. Mas se sair campeão da Libertadores, já terá sua vaga garantida na competição sul-americana no ano que vem e poderá passar a ver o Brasileiro como algo ainda mais secundário. Pros outros que sonham com o título nacional este ano, seria uma boa.
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Libertadores 2010 - Quartas-de-final - Jogo de volta - Universidad de Chile 1 x 2 Flamengo
Não deu. Todo mundo sabia que era muito difícil, mas a sensação que ficou ao final da partida é que o Flamengo poderia ter chegado lá. Mas o fato é que o Universidad, "inferior tecnicamente", não deu um mole sequer em nenhum momento dos dois jogos. E, por isso, se classificou.
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As lições úteis dos três Flamengo x Universidad deste ano
Será a quarta vez que o Flamengo enfrentará o Universidad de Chile neste ano. A pergunta é: será que o Flamengo aprendeu as lições dos últimos confrontos? O que estas três partidas podem ensinar de útil para a decisão de hoje à noite?
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O quanto pode pesar uma provocação?
Acabado o grande jogo de ontem entre Santos e Grêmio, todas as entrevistas dos "meninos da Vila" iam pelo mesmo caminho: haviam dado uma "reposta" a todas as "bobagens que foram ditas". E eu pensando: será possível que alguém do Grêmio havia menosprezado o Santos em alguma entrevista?
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Pode não ser o melhor. Mas o Flamengo de amanhã já está definido
Não há mistério na escalação do Flamengo para o jogo de amanhã. Rogério irá mesmo repetir a escalação que usou contra o Vitória. E estava na cara que faria isso, por mais que muitos torcedores - como eu - acreditassem que não é a melhor opção.
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Isso aqui ôô, é um pouquinho de Flamengo, iá iá*
* Texto da coluna semanal no FlamengoNet
Vejam vocês a sequência de acontecimentos.
- O ônibus da delegação do Flamengo sai atrasado da concentração e chega em cima da hora ao Maracanã para o jogo mais importante do ano até agora. O time acaba não tendo o tempo necessário para fazer o aquecimento apropriado para a partida.
Vejam vocês a sequência de acontecimentos.
- O ônibus da delegação do Flamengo sai atrasado da concentração e chega em cima da hora ao Maracanã para o jogo mais importante do ano até agora. O time acaba não tendo o tempo necessário para fazer o aquecimento apropriado para a partida.
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Bruno. Até quando?
Bruno está se lixando para a torcida.
Infelizmente, eu não posso me lixar para o Bruno, já que ele é o goleiro do meu time. E capitão, ainda por cima.
A pergunta é: até quando?
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Libertadores 2010 - Quartas-de-final - Jogo de ida - Flamengo 2 x 3 Universidad de Chile
Esqueçam tudo o que escrevi em meu infeliz texto anterior sobre o que se poderia esperar do Flamengo de hoje - não foi nada daquilo. Em vez do tal esquema de três zagueiros à Joel Santana que eu inocentemente esperava, Rogério tirou da cartola um 4-4-2 em que o volante Rômulo foi pra zaga, o zagueiro Angelim foi pra lateral e o lateral Juan foi flutuar pelo meio-campo.
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O que esperar do Flamengo de hoje
Para o Flamengo conseguir funcionar em um esquema semelhante ao do ano passado, é fundamental a presença de Petkovic em campo. Ou que se encontre um substituto que exerça bem a mesma função - algo que foi tentado sem sucesso com Vinícius Pacheco e Michael. Ramon e Camacho, que parecem ter mais características para isso foram pouco ou nada aproveitados este ano, e ficamos sem saber se o time poderia render bem com um deles jogando como armador.
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E no Flamengo, qual o efeito da convocação de Dunga?
Não vou nem me alongar sobre a ausência de Adriano da Copa do Mundo. O cara fez muita força pra isso, e mereceu. Se tivesse segurado um pouquinho só sua onda, teria sido convocado mesmo com este seu futebol atual, bem abaixo do que se espera dele.
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De novo, Universidad do Chile*
* Texto da coluna semanal no FlamengoNet
E o Flamengo terá de novo pela frente, nas quartas-de-final da Libertadores, a Universidad do Chile. O que, pra mim, parece ótimo negócio.
Não por ser um adversário fácil - não é. O Universidad faz boa campanha tanto na Libertadores quanto no campeonato chileno, tem sua torcida empolgada e pode muito bem complicar o confronto. O Flamengo tem mais jogadores de peso que o time chileno, isto é claro; mas, tanto pela campanha dos chilenos quanto pelo que o próprio Flamengo tem jogado este ano, não dá pra apostar em nenhuma facilidade nestes jogos.
Assisti ao jogo de ontem contra o Alianza de Lima apenas a partir do momento em que La U fez seu gol de empate em 1x1, que lhe garantiria a classificação - e fiquei muito bem impressionado com a postura e consciência do time naquele momento. Mesmo com um placar que lhes era favorável, não recuaram para a defesa, o que permitiria a pressão do adversário; continuaram marcando no campo de ataque e mantiveram a posse de bola quase todo o tempo, impedindo praticamente qualquer ameaça do time peruano. E, ao mesmo tempo em que se mantinham no ataque, gastavam tempo a cada cobrança de lateral, a cada queda no gramado.
No final, o jogo acabou ficando dramático porque, numa dessas coisas do futebol, o Alianza conseguiu fazer 2x1 em um raro ataque, armado pelo gordinho Montaño (como tem tido jogador gordo ultimamente, aliás), que havia entrado logo antes. Faltavam poucos minutos pra terminar e o Universidad foi pra cima no desespero - e acabou conseguindo o 2x2 num chute de fora da área, depois de muita pressão. O bandeirinha não correu pro meio, dando impedimento de um jogador que não participou da jogada, mas o juiz confirmou o gol. A confusão foi generalizada, mas sem muito motivo, pois o gol era mesmo legal.
O Universidad é recheado de jogadores que disputarão a Copa, pelo Chile e pelo Uruguai. Porém, as armas com que o Flamengo mais precisa se preocupar não estão entre estes selecionáveis: são o jovem atacante Puch e o armador argentino Montillo, que se entendem muito bem na frente. E ainda o centroavante grandalhão Olivera, de 1,91m, que tentará aproveitar as costumeiras falhas da defesa rubro-negra no jogo aéreo.
* * * * * * * * * * * * *
Mas se o Universidad é um adversário de respeito, com nível para complicar a vida do Flamengo, por que eu gostei de tê-los novamente pela frente?
Justamente pela repetição do confronto, e não exatamente por "já conhecer o adversário". A questão é que, depois da vitória sobre o Corinthians, há uma tendência natural a se acreditar que o Flamengo é favoritaço num confronto contra chilenos ou peruanos. Se a partida fosse contra o Alianza de Lima, isso seria reforçado e tenho medo que esta sensação contagiasse mesmo os jogadores. Sendo contra o Universidad, que já enfrentou o Flamengo duas vezes sem ser derrotado, o pessoal lá dentro pode encarar a partida um tanto mais alertas.
É bom que todos mantenham o foco e a seriedade. Perder é do jogo; perder por desatenção, autossuficiência ou preocupações com coisas fora de propósito em momento impróprio é que seria dose. Mas, desta vez, não está com cara de que isso vá acontecer.
* * * * * * * * * * * * *
Todas essas considerações sobre os dois times podem ficar em segundo plano no jogo de volta. Há uma questão que não muitos estão levando em consideração por aqui e eu ainda espero ver esclarecida: afinal, caso Adriano e Kléberson sejam convocados para a Copa do Mundo, eles estarão à disposição do Flamengo na segunda partida? E quanto a Maldonado e Fierro?
Isso porque a FIFA definiu como data limite para a liberação dos jogadores convocados pelos clubes o dia 17/5 - antes da data prevista para esta partida. Os chilenos podem levar grande prejuízo, ficando sem 6 jogadores, e estão preocupados com a questão. Mas quase não ouvimos falar disso por aqui quanto ao Flamengo; pode ser que isso já esteja resolvido e eu é que seja o desinformado, mas lá no Sul já há notícias sobre o problema por conta do confronto de Grêmio e Santos pela Copa do Brasil, em que Robinho e o goleiro Vítor podem estar ausentes.
Esta é só mais uma mostra de como o calendário por aqui é incrivelmente problemático e precisa ser revisto (embora a final da Champions League, dia 22, também vá bater com este período pré-Copa - mas parece que para este jogo, a exceção já foi aberta e ninguém vai ficar de fora).
E o Flamengo terá de novo pela frente, nas quartas-de-final da Libertadores, a Universidad do Chile. O que, pra mim, parece ótimo negócio.
Não por ser um adversário fácil - não é. O Universidad faz boa campanha tanto na Libertadores quanto no campeonato chileno, tem sua torcida empolgada e pode muito bem complicar o confronto. O Flamengo tem mais jogadores de peso que o time chileno, isto é claro; mas, tanto pela campanha dos chilenos quanto pelo que o próprio Flamengo tem jogado este ano, não dá pra apostar em nenhuma facilidade nestes jogos.
Assisti ao jogo de ontem contra o Alianza de Lima apenas a partir do momento em que La U fez seu gol de empate em 1x1, que lhe garantiria a classificação - e fiquei muito bem impressionado com a postura e consciência do time naquele momento. Mesmo com um placar que lhes era favorável, não recuaram para a defesa, o que permitiria a pressão do adversário; continuaram marcando no campo de ataque e mantiveram a posse de bola quase todo o tempo, impedindo praticamente qualquer ameaça do time peruano. E, ao mesmo tempo em que se mantinham no ataque, gastavam tempo a cada cobrança de lateral, a cada queda no gramado.
No final, o jogo acabou ficando dramático porque, numa dessas coisas do futebol, o Alianza conseguiu fazer 2x1 em um raro ataque, armado pelo gordinho Montaño (como tem tido jogador gordo ultimamente, aliás), que havia entrado logo antes. Faltavam poucos minutos pra terminar e o Universidad foi pra cima no desespero - e acabou conseguindo o 2x2 num chute de fora da área, depois de muita pressão. O bandeirinha não correu pro meio, dando impedimento de um jogador que não participou da jogada, mas o juiz confirmou o gol. A confusão foi generalizada, mas sem muito motivo, pois o gol era mesmo legal.
O Universidad é recheado de jogadores que disputarão a Copa, pelo Chile e pelo Uruguai. Porém, as armas com que o Flamengo mais precisa se preocupar não estão entre estes selecionáveis: são o jovem atacante Puch e o armador argentino Montillo, que se entendem muito bem na frente. E ainda o centroavante grandalhão Olivera, de 1,91m, que tentará aproveitar as costumeiras falhas da defesa rubro-negra no jogo aéreo.
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Mas se o Universidad é um adversário de respeito, com nível para complicar a vida do Flamengo, por que eu gostei de tê-los novamente pela frente?
Justamente pela repetição do confronto, e não exatamente por "já conhecer o adversário". A questão é que, depois da vitória sobre o Corinthians, há uma tendência natural a se acreditar que o Flamengo é favoritaço num confronto contra chilenos ou peruanos. Se a partida fosse contra o Alianza de Lima, isso seria reforçado e tenho medo que esta sensação contagiasse mesmo os jogadores. Sendo contra o Universidad, que já enfrentou o Flamengo duas vezes sem ser derrotado, o pessoal lá dentro pode encarar a partida um tanto mais alertas.
É bom que todos mantenham o foco e a seriedade. Perder é do jogo; perder por desatenção, autossuficiência ou preocupações com coisas fora de propósito em momento impróprio é que seria dose. Mas, desta vez, não está com cara de que isso vá acontecer.
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Todas essas considerações sobre os dois times podem ficar em segundo plano no jogo de volta. Há uma questão que não muitos estão levando em consideração por aqui e eu ainda espero ver esclarecida: afinal, caso Adriano e Kléberson sejam convocados para a Copa do Mundo, eles estarão à disposição do Flamengo na segunda partida? E quanto a Maldonado e Fierro?
Isso porque a FIFA definiu como data limite para a liberação dos jogadores convocados pelos clubes o dia 17/5 - antes da data prevista para esta partida. Os chilenos podem levar grande prejuízo, ficando sem 6 jogadores, e estão preocupados com a questão. Mas quase não ouvimos falar disso por aqui quanto ao Flamengo; pode ser que isso já esteja resolvido e eu é que seja o desinformado, mas lá no Sul já há notícias sobre o problema por conta do confronto de Grêmio e Santos pela Copa do Brasil, em que Robinho e o goleiro Vítor podem estar ausentes.
Esta é só mais uma mostra de como o calendário por aqui é incrivelmente problemático e precisa ser revisto (embora a final da Champions League, dia 22, também vá bater com este período pré-Copa - mas parece que para este jogo, a exceção já foi aberta e ninguém vai ficar de fora).
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Libertadores 2010 - Oitavas-de-final - Jogo de volta - Corinthians 2 x 1 Flamengo
Não tem o que contestar: somando os dois jogos, o Flamengo foi melhor que o Corinthians e mereceu a classificação, apesar dela só ter vindo graças ao critério do gol fora de casa. O time correu muito, se entregou, marcou e, no ataque, soube ser sempre mais eficiente que o adversário, que decepcionou. com tanto invetimento e tantas contratações, o Corinthians mostrou-se nos dois jogos um time que até sabe trocar passes, mas não criar jogadas.
O que aconteceu com o Flamengo no primeiro tempo foi tão óbvio que eu poderia dar aqui Ctrl+C Ctrl+V de algum texto de antes do jogo. Sem ter nenhum jogador que levasse mais jeito no passe e enfrentando uma marcação do adversário em seu próprio campo, o time não conseguia sair jogando, perdia bolas seguidas ainda na defesa e não conseguia mantê-la no ataque - exatamente como aconteceu com esta mesma formação nos jogos contra Vasco e Universidad Católica, que também haviam adiantado a marcação. E assim como naqueles jogos, o Flamengo viu seu adversário ficar com mais de 60% de posse de bola.
Pra dar certo, o Flamengo teria que torcer para o Corinthians ir mal na frente e ainda passar o jogo inteiro sem uma falha sequer na defesa, como aconteceu no Maracanã. Mas desta vez não foi assim; mesmo controlando a partida, o Corinthians voltou a se mostrar um time de pouca imaginação - mas a zaga rubro-negra vacilou duas vezes em cruzamentos para a área, que era basicamente o que o adversário conseguia fazer, e o time foi pro vestiário com 2x0 contra.
Pois Rogério não precisou nem ser muito ousado pra melhorar as coisas: bastou colocar Kléberson - o tal jogador com características para passar a bola - no lugar do inofensivo Vinícius Pacheco, que não conseguiu puxar nenhum dos contra-ataques que esperavam dele. Mas vamos combinar: com o time marcando atrás como estava e sem ninguém que pudesse passar com mais inteligência, pra jogada acontecer ele teria que atravessar o campo inteiro carregando a bola. Era mesmo improvável.
Pois a singela entrada de Kléberson já fez o time funcionar muito melhor. Continuou marcando mais atrás do que o desejável, mas quando retomava a bola, já sabia melhor o que fazer com ela. O gol surgiu com Love aproveitando uma linda jogada de Kléberson e Juan e dali pra frente o Flamengo esteve mais perto de conseguir o gol do empate do que de sofrer o terceiro. É bom ressaltar ainda que na segunda etapa Adriano também cresceu de produção e, funcionando muitas vezes como um armador, voltou a mostrar que, quando a bola chega a ele, é o mais lúcido do time. Claro que foi um jogo tenso, mas o Flamengo saiu classificado com autoridade.
O que não quer dizer que o time não precise de acertos. Estes dois jogos, além de animarem time e torcida, tiveram também momentos ruins dos quais o técnico deve tirar lições. Valeu a classificação, mas já é hora de olhar pra frente.
5/5/2010 - 21h50 - Corinthians 2 x 1 Flamengo
Pacaembu - São Paulo, SP
Renda/Público: 35.561 pagantes / R$ 2.949.424,00
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: William Casavieja (URU) e Marcelo Costa (URU)
Cartões Amarelos: Juan, David, Willians, Iarley
Gols: David 27'/1ºT (1-0), Ronaldo 39'/1ºT (2-0), Vagner Love 4'/2ºT (2-1)
Corinthians: Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias (Jucilei - 23'/2ºT) e Danilo; Jorge Henrique (Iarley - 21'/2ºT), Dentinho e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.
Flamengo: Bruno, Léo Moura, David, Angelim e Juan; Rômulo, Maldonado, Willians e Vinícius Pacheco (Kleberson - intervalo); Adriano e Vagner Love (Fierro - 31'/2ºT). Técnico: Rogério Lourenço.
O que aconteceu com o Flamengo no primeiro tempo foi tão óbvio que eu poderia dar aqui Ctrl+C Ctrl+V de algum texto de antes do jogo. Sem ter nenhum jogador que levasse mais jeito no passe e enfrentando uma marcação do adversário em seu próprio campo, o time não conseguia sair jogando, perdia bolas seguidas ainda na defesa e não conseguia mantê-la no ataque - exatamente como aconteceu com esta mesma formação nos jogos contra Vasco e Universidad Católica, que também haviam adiantado a marcação. E assim como naqueles jogos, o Flamengo viu seu adversário ficar com mais de 60% de posse de bola.
Pra dar certo, o Flamengo teria que torcer para o Corinthians ir mal na frente e ainda passar o jogo inteiro sem uma falha sequer na defesa, como aconteceu no Maracanã. Mas desta vez não foi assim; mesmo controlando a partida, o Corinthians voltou a se mostrar um time de pouca imaginação - mas a zaga rubro-negra vacilou duas vezes em cruzamentos para a área, que era basicamente o que o adversário conseguia fazer, e o time foi pro vestiário com 2x0 contra.
Pois Rogério não precisou nem ser muito ousado pra melhorar as coisas: bastou colocar Kléberson - o tal jogador com características para passar a bola - no lugar do inofensivo Vinícius Pacheco, que não conseguiu puxar nenhum dos contra-ataques que esperavam dele. Mas vamos combinar: com o time marcando atrás como estava e sem ninguém que pudesse passar com mais inteligência, pra jogada acontecer ele teria que atravessar o campo inteiro carregando a bola. Era mesmo improvável.
Pois a singela entrada de Kléberson já fez o time funcionar muito melhor. Continuou marcando mais atrás do que o desejável, mas quando retomava a bola, já sabia melhor o que fazer com ela. O gol surgiu com Love aproveitando uma linda jogada de Kléberson e Juan e dali pra frente o Flamengo esteve mais perto de conseguir o gol do empate do que de sofrer o terceiro. É bom ressaltar ainda que na segunda etapa Adriano também cresceu de produção e, funcionando muitas vezes como um armador, voltou a mostrar que, quando a bola chega a ele, é o mais lúcido do time. Claro que foi um jogo tenso, mas o Flamengo saiu classificado com autoridade.
O que não quer dizer que o time não precise de acertos. Estes dois jogos, além de animarem time e torcida, tiveram também momentos ruins dos quais o técnico deve tirar lições. Valeu a classificação, mas já é hora de olhar pra frente.
5/5/2010 - 21h50 - Corinthians 2 x 1 Flamengo
Pacaembu - São Paulo, SP
Renda/Público: 35.561 pagantes / R$ 2.949.424,00
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: William Casavieja (URU) e Marcelo Costa (URU)
Cartões Amarelos: Juan, David, Willians, Iarley
Gols: David 27'/1ºT (1-0), Ronaldo 39'/1ºT (2-0), Vagner Love 4'/2ºT (2-1)
Corinthians: Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias (Jucilei - 23'/2ºT) e Danilo; Jorge Henrique (Iarley - 21'/2ºT), Dentinho e Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.
Flamengo: Bruno, Léo Moura, David, Angelim e Juan; Rômulo, Maldonado, Willians e Vinícius Pacheco (Kleberson - intervalo); Adriano e Vagner Love (Fierro - 31'/2ºT). Técnico: Rogério Lourenço.
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Mas e o jogo de hoje à noite?
Pois a esta altura não há mesmo muito o que falar. Agora é esperar pra ver no que vai dar, mesmo.
Pelo lado do Flamengo, se pode-se fazer críticas à escalação e ter receio sobre o esquema escolhido para o jogo, nos quais não deve haver surpresas. Mas dá pra pelo menos se animar com uma coisa: parece que, depois de tanta confusão, os jogadores e a atual comissão técnica decidiram se focar no trabalho duro ao menos por estes dias para conseguir a classificação - algo que já deu resultado até no próprio espírito com que o time entrou em campo no Maracanã. As notícias são de muitos treinos táticos e específicos, vários com portões fechados, acontecendo inclusive em dias em que o normal seria ter só rachão. Tirando o lamentável deslize de Adriano, que já é de praxe, a impressão que dá é que todos estão levando a missão que têm pela frente muito a sério, como deve ser.
Já pelo Corinthians, Mano Menezes ainda promete surpresas. Mas surpreendente mesmo será se ele inventar algo que saia da escalação de quarta-feira ou da entrada de Jorge Henrique no lugar de um dos volantes. Embora ele tenha lá suas opções extras para brincar - como Iarley e Defederico, por exemplo. Mas ele já sabe o que irá fazer; o suspense fica apenas pra consumo externo mesmo.
Todos na contagem regressiva?
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Cai o Velez, segue o Chivas. Nenhum dos dois seria de assustar
Antes de dormir, peguei ainda o segundo tempo de Velez Sarsfield x Chivas Guadalajara. O Velez havia perdido no México por 3x0 e, no primeiro tempo em Buenos Aires, conseguiu fazer apenas um gol.
Depois do intervalo, os argentinos jogaram no ataque o tempo inteiro, mas com pouca criatividade. Até iam conseguindo dar sustos nos mexicanos, mas sempre em chutes de fora da área ou em cruzamentos pelo alto.
No final, em mais um cruzamento na área, saiu o segundo gol do Vélez. E aí, somando os descontos, devem ter sido uns 10 minutos de uma pressão insana, com o Chivas recuando todos os seus jogadores para a própria área e o Velez bombardeando de qualquer lugar do gramado, num ataque-contra-defesa totalmente desesperado em que chegaram ao ponto de cruzar bola na área direto de seu campo de defesa. E o pior é que não deu certo por muito pouco, pois em vários momentos a impressão era que a bola ia acabar parando dentro do gol.
Não vi o jogo de ida. Mas, pelo que deu pra ver, o Chivas não é time pra sonhar com título. E o Vélez, que até tem nome para impor respeito a qualquer brasileiro, também não seria adversário para assustar ninguém.
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Atualizando com o comentário anônimo deixado depois que eu publiquei o texto, dando uma informação que eu não conhecia:
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Atualizando com o comentário anônimo deixado depois que eu publiquei o texto, dando uma informação que eu não conhecia:
Só que o Chivas jogou sem 7 titulares e mais alguns reservas!
Só na seleção mexicana tem 5 jogadores!
O Chivas chegando na semi-final terá a volta dessa turma, já que esses jogos acontecerão depois da Copa!
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Velez Sarsfield
O São Paulo é só mais um a decepcionar
Só depois de terminado o basquete é que fui saber do surpreendente empate do São Paulo com o Universitário de Lima, que ocupa uma posição ruim no Campeonato Peruano.
O São Paulo tem um elenco que, no papel, tem muitas opções - e a única partida que vi do time no ano, contra o mesmo Santo André que fez o Santos passar perrengue na final do Paulista, foi até bastante boa. Um possível meio-campo com Rodrigo Souto, Hernanes, Jorge Wagner e Marlos, servindo um ataque com Dagoberto e Washington, dá num time em tese bastante respeitável.
Só que, até agora, ninguém está convencido com o futebol que o São Paulo apresentou este ano. O que, aliás, serve pra quase todos os times de ponta do Brasil em 2010 - inclusive vários que, como o São Paulo, têm elencos bastante respeitáveis no papel. São bem poucos os que realmente estão conquistando a confiança de seu torcedor por um bom futebol.
A exceção mais festejada, claro, é o Santos.
Mas o que eu boto mais fé é o Cruzeiro. Que, se passar hoje pelo Nacional, segue pra mim como o maior favorito ao título da Libertadores.
A exceção mais festejada, claro, é o Santos.
Mas o que eu boto mais fé é o Cruzeiro. Que, se passar hoje pelo Nacional, segue pra mim como o maior favorito ao título da Libertadores.
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A expectativa para Flamengo x Corinthians - faltam 2 dias
Foi hoje o último treino do Flamengo antes da viagem a São Paulo. Amanhã o time ainda trabalha no CT do Palmeiras, mas Rogério já deve viajar com o time que pretende usar na cabeça. E, pelo que se viu no treino de hoje, não haverá surpresas: Vinícius Pacheco no lugar de Michael, mantendo-se a formação que ele havia escalado no primeiro jogo.
Já dei minha opinião por aqui: pelo que se viu de times escalados de maneira muito parecida por Andrade em jogos anteriores, e pelas próprias características dos jogadores, a tendência é que o Flamengo vá sofrer pressão e passar perrengue. É torcer para a defesa mais uma vez levar a melhor no confronto com o ataque corintiano e para Vinícius Pacheco conseguir encaixar o contra-ataque que o treinador deve estar imaginando. Mas é sofrimento à vista.
Rogério deve saber o que está fazendo. Afinal, pelo que se lê dos treinos, ele fez a equipe ser testada contra marcação pressão em seu campo e já imaginou variações no jeito da equipe se posicionar, de acordo com a escalação que Mano Menezes utilizar. E, vejam vocês, hoje chegou a testar o time com Kléberson e Petkovic no mesmo meio-campo - o que infelizmente não acredito que possa dar em alguma surpresa na escalação inicial, mas já deve ser uma preparação para o caso do time precisar sair em busca de gols.
* * * * * * * * * * * * *
Mano Menezes anda preparando seu time para sufocar o Flamengo em seu campo. Mas surpreendentemente, ao menos para mim, parece que não alterará a escalação de seu time. Ao menos nos treinos da semana passada, ele não fez a modificação que muitos esperam, tirando um dos volantes para colocar Danilo centralizado no meio e Jorge Henrique aberto na ponta esquerda.
Seria uma formação bem semelhante à que dava certo no primeiro semestre de 2009, e que serviria ainda para segurar mais os avanços de Juan e Léo Moura - que agora, com a entrada de Rômulo, tornaram-se de as grandes válvulas de escape do Flamengo. Se Mano realmente não entrar desta forma, é uma modificação óbvia para durante o jogo, caso seu time esteja precisando de gols.
* * * * * * * * * * * * *
Talvez eu tenha sido um tanto mal interpretado no último texto. Quando perguntei se o pacote estava valendo à pena, não falava apenas para este jogo, e sim em uma avaliação do custo-benefício que Adriano vem tendo para o Flamengo. Seu contrato, vocês sabem, está para acabar. E a diretoria - seja lá quem for o responsável - em breve vai ter que pensar no assunto.
Seria algo intempestivo, claro, mas repito que eu não faria nenhuma reclamação se Adriano tivesse sido afastado. Mas o mais sensato parece mesmo que se empurre a situação com a barriga, para não se criar mais nenhuma grande comoção por lá às vésperas da partida decisiva. Afinal, a decisão definitiva sobre o que fazer com Adriano não deve tardar mesmo e, como todos percebem, os atuais reservas imediatos do Imperador não animam muito (embora não seja nenhuma hipótese desesperadora atuar com apenas um centro-avante, mudando a forma do time jogar). Fora que Adriano é Adriano, claro, não dá pra negar sua importância para qualquer time brasileiro.
Mas eu devo dizer: ele impõe respeito, preocupa qualquer adversário, pode definir um jogo a qualquer momento, é diferenciado - mas, hoje, já não consigo ter grandes expectativas antes de qualquer jogo sobre sua atuação. Infelizmente, ele não vem sendo um jogador que desequilibre. É apenas mais uma peça que pode funcionar bem e até decidir a partida - se tudo em volta estiver bem ajustado.
Mas torço muito para que ele queime minha língua.
Já dei minha opinião por aqui: pelo que se viu de times escalados de maneira muito parecida por Andrade em jogos anteriores, e pelas próprias características dos jogadores, a tendência é que o Flamengo vá sofrer pressão e passar perrengue. É torcer para a defesa mais uma vez levar a melhor no confronto com o ataque corintiano e para Vinícius Pacheco conseguir encaixar o contra-ataque que o treinador deve estar imaginando. Mas é sofrimento à vista.
Rogério deve saber o que está fazendo. Afinal, pelo que se lê dos treinos, ele fez a equipe ser testada contra marcação pressão em seu campo e já imaginou variações no jeito da equipe se posicionar, de acordo com a escalação que Mano Menezes utilizar. E, vejam vocês, hoje chegou a testar o time com Kléberson e Petkovic no mesmo meio-campo - o que infelizmente não acredito que possa dar em alguma surpresa na escalação inicial, mas já deve ser uma preparação para o caso do time precisar sair em busca de gols.
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Mano Menezes anda preparando seu time para sufocar o Flamengo em seu campo. Mas surpreendentemente, ao menos para mim, parece que não alterará a escalação de seu time. Ao menos nos treinos da semana passada, ele não fez a modificação que muitos esperam, tirando um dos volantes para colocar Danilo centralizado no meio e Jorge Henrique aberto na ponta esquerda.
Seria uma formação bem semelhante à que dava certo no primeiro semestre de 2009, e que serviria ainda para segurar mais os avanços de Juan e Léo Moura - que agora, com a entrada de Rômulo, tornaram-se de as grandes válvulas de escape do Flamengo. Se Mano realmente não entrar desta forma, é uma modificação óbvia para durante o jogo, caso seu time esteja precisando de gols.
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Talvez eu tenha sido um tanto mal interpretado no último texto. Quando perguntei se o pacote estava valendo à pena, não falava apenas para este jogo, e sim em uma avaliação do custo-benefício que Adriano vem tendo para o Flamengo. Seu contrato, vocês sabem, está para acabar. E a diretoria - seja lá quem for o responsável - em breve vai ter que pensar no assunto.
Seria algo intempestivo, claro, mas repito que eu não faria nenhuma reclamação se Adriano tivesse sido afastado. Mas o mais sensato parece mesmo que se empurre a situação com a barriga, para não se criar mais nenhuma grande comoção por lá às vésperas da partida decisiva. Afinal, a decisão definitiva sobre o que fazer com Adriano não deve tardar mesmo e, como todos percebem, os atuais reservas imediatos do Imperador não animam muito (embora não seja nenhuma hipótese desesperadora atuar com apenas um centro-avante, mudando a forma do time jogar). Fora que Adriano é Adriano, claro, não dá pra negar sua importância para qualquer time brasileiro.
Mas eu devo dizer: ele impõe respeito, preocupa qualquer adversário, pode definir um jogo a qualquer momento, é diferenciado - mas, hoje, já não consigo ter grandes expectativas antes de qualquer jogo sobre sua atuação. Infelizmente, ele não vem sendo um jogador que desequilibre. É apenas mais uma peça que pode funcionar bem e até decidir a partida - se tudo em volta estiver bem ajustado.
Mas torço muito para que ele queime minha língua.
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Libertadores 2010
Faz parte do pacote. Mas o pacote vale a pena?
"Faz parte do pacote". Quantas vezes ainda teremos que ler e ouvir isso?
"Ah, então não sabiam que ia ser assim?"
A minha pergunta é: então todo mundo achava razoável que, a menos de dois meses da Copa e com a convocação ameaçada, numa semana de decisão na Libertadores contra o Corinthians, o cara simplesmente deixasse de ir a treino para ser visto passeando em Ipanema com a namorada ou coisa do gênero?
Isso realmente fazia parte do pacote que imaginavam? Todo mundo achava tranquilo que chegasse a este ponto? Então tá.
Já escrevi isso: o que mais me impressiona nisso tudo não é nem o total desrespeito de Adriano com seus empregadores, e sim perceber que nada consegue motivar o cara a aguentar um mêszinho na linha.
Copa do Mundo, Brasileiro, Libertadores, clássicos, jogos decisivos - nada.
Será que existe tratamento pra isso?
* * * * * * * * * * * * *
E agora, o que fazer?
Dizer que Andrade e Marcos Braz foram demitidos por permitirem que este tipo de coisa acontecesse sem punição é uma meia-verdade. Eles foram demitidos por permitirem que este tipo de coisa acontecesse sem punição e perderem em campo. Se o Flamengo tivesse ganho do Botafogo e feito dois gols de diferença no Caracas, Adriano poderia levar asnos e anões pra dentro do vestiário que o ex-técnico e o ex-dirigente ainda estariam com seus trabalhos na Gávea.
Mas Adriano jogou mal e o time não ganhou. Daí...
Então, agora qualquer atitude é uma aposta. Se afastarem Adriano e o Flamengo ganhar, serão todos gênios e o novo profissionalismo será consagrado como fórmula infalível de sucesso. Se ele não jogar e perder, todos chegarão à conclusão óbvia de que com o Imperador em campo a vitória teria sido inevitável e que quem abriu mão de um jogador como ele numa decisão deste tamanho é um imbecil completo. Da mesma forma, se vencer com ele em campo, todos concluirão que "enquanto ele meter gol, tá ótimo"; se ele jogar e o time cair eliminado, a razão terá sido a bagunça generalizada, que influencia em campo etc. e tal.
Pois é assim que funciona: serão os resultados em campo que determinarão se a decisão que tomarem agora, seja ela qual for, foi correta ou não. A maior prova de que é assim que funciona é o fato do Hexa do ano passado ter feito a situação ser empurrada com a barriga até este ponto crítico.
* * * * * * * * * * * * *
Que fique claro: a esta altura, a responsabilidade de decidir o que fazer é de Patrícia Amorim - dela, somente dela. Não há cabimento em cobrar atitude de mais ninguém: o técnico é um interino que nunca trabalhou com um time profissional, a vice-presidência de futebol está vaga, o departamento está acéfalo. A única autoridade disponível, hoje, é a presidente - que outro dia mesmo disse que queria que os problemas do futebol não chegassem nela, mas criou uma situação de indefinição total no clube em que ocorre justo o contrário. Não há a quem ela possa passar a bola.
Eu sei o quanto seria difícil tomar a atitude de tirar Adriano do jogo numa hora dessas. Mas não dá, ainda mais depois da traumática queda de gabinete do futebol rubro-negro há poucos dias, pra deixar isso passar em branco. Algo tem que acontecer com Adriano.
Não sei dizer exatamente que medida estaria de bom tamanho ou não. Mas vocês nunca leriam por aqui crítica nenhuma se ela simplesmente resolvesse mandá-lo embora.
"Faz parte do pacote", já sei, todo mundo sabe. Mas tudo tem que ter um limite.
Bem, já que no fim o que determina os julgamentos mesmo é o que acontece em campo, vamos lá.
No último jogo, Adriano fez questão de demonstrar que não aceita qualquer crítica ao presentear a torcida com sua cara feia após o gol de pênalti que marcou. Mas a sua atuação em campo não foi exatamente nenhuma grande resposta a ninguém. Quando a bola chega a ele, ainda podemos perceber que é melhor que todo mundo ali - mais lúcido, inclusive. No segundo tempo, quando o time passou a apelar mais para os chutões pelo alto na sua direção, ele até se esforçou mais na briga por cima com os zagueiros e, depois de seu gol, foi visto dando piques pra marcar a saída de bola. Mas, na maior parte do tempo, voltou a jogar paradaço, sem se animar a dar dois passos que fossem para se afastar da marcação e facilitar o passe.
Mas já escrevi aqui que isso não é nenhuma surpresa, pois faz parte do pacote um futebol num nível que seria mais que razoável para outros jogadores, mas é bem abaixo do que todos sabemos que ele pode render. Lembremos agora dos jogos anteriores do Flamengo:
"Ah, então não sabiam que ia ser assim?"
A minha pergunta é: então todo mundo achava razoável que, a menos de dois meses da Copa e com a convocação ameaçada, numa semana de decisão na Libertadores contra o Corinthians, o cara simplesmente deixasse de ir a treino para ser visto passeando em Ipanema com a namorada ou coisa do gênero?
Isso realmente fazia parte do pacote que imaginavam? Todo mundo achava tranquilo que chegasse a este ponto? Então tá.
Já escrevi isso: o que mais me impressiona nisso tudo não é nem o total desrespeito de Adriano com seus empregadores, e sim perceber que nada consegue motivar o cara a aguentar um mêszinho na linha.
Copa do Mundo, Brasileiro, Libertadores, clássicos, jogos decisivos - nada.
Será que existe tratamento pra isso?
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E agora, o que fazer?
Dizer que Andrade e Marcos Braz foram demitidos por permitirem que este tipo de coisa acontecesse sem punição é uma meia-verdade. Eles foram demitidos por permitirem que este tipo de coisa acontecesse sem punição e perderem em campo. Se o Flamengo tivesse ganho do Botafogo e feito dois gols de diferença no Caracas, Adriano poderia levar asnos e anões pra dentro do vestiário que o ex-técnico e o ex-dirigente ainda estariam com seus trabalhos na Gávea.
Mas Adriano jogou mal e o time não ganhou. Daí...
Então, agora qualquer atitude é uma aposta. Se afastarem Adriano e o Flamengo ganhar, serão todos gênios e o novo profissionalismo será consagrado como fórmula infalível de sucesso. Se ele não jogar e perder, todos chegarão à conclusão óbvia de que com o Imperador em campo a vitória teria sido inevitável e que quem abriu mão de um jogador como ele numa decisão deste tamanho é um imbecil completo. Da mesma forma, se vencer com ele em campo, todos concluirão que "enquanto ele meter gol, tá ótimo"; se ele jogar e o time cair eliminado, a razão terá sido a bagunça generalizada, que influencia em campo etc. e tal.
Pois é assim que funciona: serão os resultados em campo que determinarão se a decisão que tomarem agora, seja ela qual for, foi correta ou não. A maior prova de que é assim que funciona é o fato do Hexa do ano passado ter feito a situação ser empurrada com a barriga até este ponto crítico.
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Que fique claro: a esta altura, a responsabilidade de decidir o que fazer é de Patrícia Amorim - dela, somente dela. Não há cabimento em cobrar atitude de mais ninguém: o técnico é um interino que nunca trabalhou com um time profissional, a vice-presidência de futebol está vaga, o departamento está acéfalo. A única autoridade disponível, hoje, é a presidente - que outro dia mesmo disse que queria que os problemas do futebol não chegassem nela, mas criou uma situação de indefinição total no clube em que ocorre justo o contrário. Não há a quem ela possa passar a bola.
Eu sei o quanto seria difícil tomar a atitude de tirar Adriano do jogo numa hora dessas. Mas não dá, ainda mais depois da traumática queda de gabinete do futebol rubro-negro há poucos dias, pra deixar isso passar em branco. Algo tem que acontecer com Adriano.
Não sei dizer exatamente que medida estaria de bom tamanho ou não. Mas vocês nunca leriam por aqui crítica nenhuma se ela simplesmente resolvesse mandá-lo embora.
"Faz parte do pacote", já sei, todo mundo sabe. Mas tudo tem que ter um limite.
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Bem, já que no fim o que determina os julgamentos mesmo é o que acontece em campo, vamos lá.
No último jogo, Adriano fez questão de demonstrar que não aceita qualquer crítica ao presentear a torcida com sua cara feia após o gol de pênalti que marcou. Mas a sua atuação em campo não foi exatamente nenhuma grande resposta a ninguém. Quando a bola chega a ele, ainda podemos perceber que é melhor que todo mundo ali - mais lúcido, inclusive. No segundo tempo, quando o time passou a apelar mais para os chutões pelo alto na sua direção, ele até se esforçou mais na briga por cima com os zagueiros e, depois de seu gol, foi visto dando piques pra marcar a saída de bola. Mas, na maior parte do tempo, voltou a jogar paradaço, sem se animar a dar dois passos que fossem para se afastar da marcação e facilitar o passe.
Mas já escrevi aqui que isso não é nenhuma surpresa, pois faz parte do pacote um futebol num nível que seria mais que razoável para outros jogadores, mas é bem abaixo do que todos sabemos que ele pode render. Lembremos agora dos jogos anteriores do Flamengo:
- Flamengo x Caracas - atuação fraca. Sem gol.
- Flamengo x Botafogo - atuação fraca, pênalti perdido. Sem gol.
- Flamengo x Botafogo - atuação fraca, pênalti perdido. Sem gol.
- Flamengo x Universidad Catolica - não jogou.
- Flamengo x Vasco - não jogou.
- Flamengo x Universidad do Chile - não jogou.
- Flamengo x Vasco - não jogou.
- Flamengo x Universidad do Chile - não jogou.
- Flamengo x Friburguense - não jogou.
- Flamengo x América - Atuação fraca. Fez um gol de pênalti.
- Flamengo x América - Atuação fraca. Fez um gol de pênalti.
- Flamengo x Tigres - Dois gols.
- Flamengo x Botafogo - Dois gols.
- Flamengo x Universidad do Chile - atuação fraca. Sem gol.
- Flamengo x Vasco - Atuação fraca. Fez um gol de pênalti e pediu a Deus para perdoar as pessoas ruins.
- Flamengo x Caracas - Não jogou.
- Flamengo x Resende - Não jogou.
- Flamengo x Madureira - Não jogou.
- Flamengo x Botafogo - Dois gols.
- Flamengo x Universidad do Chile - atuação fraca. Sem gol.
- Flamengo x Vasco - Atuação fraca. Fez um gol de pênalti e pediu a Deus para perdoar as pessoas ruins.
- Flamengo x Caracas - Não jogou.
- Flamengo x Resende - Não jogou.
- Flamengo x Madureira - Não jogou.
- Flamengo x Macaé - Não jogou.
- Flamengo x Universidad Católica - Um gol.
- Flamengo x Botafogo - Atuação fraca, não fez gol.
- Flamengo x Boavista - Não jogou.
- Flamengo x Universidad Católica - Um gol.
- Flamengo x Botafogo - Atuação fraca, não fez gol.
- Flamengo x Boavista - Não jogou.
- Flamengo x Olaria - Fez um gol.
Nos últimos 20 jogos do Flamengo, portanto, Adriano não jogou em 9. Dos outros 11, fez gols em 7, sendo 3 deles de pênalti. Seu último gol sem ser de pênalti foi contra o Tigres, no dia 24 de março.
O pacote está valendo a pena?
Nos últimos 20 jogos do Flamengo, portanto, Adriano não jogou em 9. Dos outros 11, fez gols em 7, sendo 3 deles de pênalti. Seu último gol sem ser de pênalti foi contra o Tigres, no dia 24 de março.
O pacote está valendo a pena?
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Libertadores 2010
O time para o jogo de quarta-feira*
* Texto da coluna da semana para o FlamengoNet
Há motivos para otimismo, mas a vaga do Flamengo na a próxima fase da Libertadores não está garantida. O 1x0 foi bom, mas não o bastante pra deixar ninguém tranquilo. Mas ela pode ganhar peso se Rogério e todo o time entenderem onde está a maior vantagem do placar conseguido no Maracanã.
Não é a vantagem de um gol o grande negócio - e sim o fato de que, se o Flamengo fizer um, o Corinthians terá que fazer três. O que me leva ao seguinte raciocínio: se o Flamengo entrar em campo pensando em fazer seu gol e conseguir, deixará o Corinthians pressionado e a vaga bastante encaminhada; por outro lado, se ficar atrás desde o início pensando apenas em não levar nenhum gol, com um só erro ficará numa situação complicada e poderá aumentar a vantagem que o Corinthians tem de jogar diante de sua torcida - pois deixar o adversário pressionar em campo pode estimular a torcida a pressionar fora dele.
Rogério pode, claro, estar planejando fazer o tal golzinho que deixaria a vaga mais do que encaminhada num contra-ataque. E por isso deve escalar mesmo Vinícius Pacheco - que é mesmo bom pra puxar este tipo de jogada, quando funciona mais como atacante do que como meia - no lugar de Michael e manter mais ou menos a mesma proposta do Maracanã. Que, afinal de contas, produziu um bom resultado.
Mas vamos lembrar dos dois jogos anteriores em que a formação utilizada foi basicamente a mesma da última quarta. Contra Vasco e Universidad Católica - times em tese mais fracos que o Corinthians -, os adversários marcaram no campo do Flamengo e aproveitaram que o time basicamente não tinha jogadores que saibam passar a bola (não falo nem apenas de capacidade técnica, mas de estilo mesmo) para conseguir recuperá-la seguidas vezes ainda no ataque. Tiveram toda a posse de bola e colocaram o então time de Andrade sob pressão quase que o tempo todo. Mesmo o Botafogo, que sempre joga bem mais atrás, enfrentou o Flamengo neste mesmo esquema e chegou a conseguir pressionar. Imaginem agora a situação se repetindo no Pacaembu lotado.
Pois eu acredito que o Corinthians não correrá riscos demais logo de cara, pois não é do feitio de Mano Menezes, mas vai tentar pressionar o Flamengo na saída de bola. Ou Rogério encontra um jeito do time ter uma válvula de escape ou terá que torcer demais para que se repitam a quase perfeita atuação de seus defensores e a total ineficiência do ataque corintiano que vimos no jogo de ida. Me parece risco demais.
Eu preferiria adiantar a marcação e tentar fazer com que o time tenha mais a posse de bola, para esfriar o ritmo e evitar que a torcida corintiana entre no jogo. Mas mesmo que Rogério queira armar o time recuado e imagine um contra-ataque resolvendo a parada, o Flamengo vai precisar de quem saiba passar a bola, para que ela saia da defesa em boas condições para alguém puxar o tal contra-golpe decisivo. Por isso, eu não consideraria uma escalação que dispensasse a presença de Kléberson e Petkovic - ao menos um dos dois.
Pelo visto, não é o que acontecerá. Torçamos para que a semana de trabalho seja boa e que tudo dê certo.
* * * * * * * * * * * *
Agora que comentei um pouco do time titular que Rogério usou no treino de hoje, vou só mencionar o reserva: Marcelo Lomba; Fierro, Wellinton, Rodrigo Alvim e Everton Silva; Toró, Michael, Ramon e Petkovic; Denis Marques e Bruno Mezenga.
Rogério, meu caro: não vejo como um time com esta escalação atuar de maneira minimamente parecida com a do Corinthians que o Flamengo enfrentará na quarta.
* * * * * * * * * * * *
Atualizando, pois só li isso depois: Com volta de Alessandro, Timão treina marcação pressão para a "final".
Está claro que a marcação na saída de bola de que eu falava vai acontecer. E reparem que, ao contrário do que Rogério fez hoje, Mano Menezes anda simulando em seus treinos o adversário que enfrentará.
Atualizando de novo: bem, eu fui apressado em escrever e parece que Rogério, afinal, pode ter pensado em simular o Corinthians e sua marcação pressão no treino de hoje. É pra aprender a não escrever de orelhada, algo que eu costumo tentar não fazer.
E ainda foi bom saber que o time, como não joga domingo, treina normalmente. É um bom passo para a semana de treinos render.
Há motivos para otimismo, mas a vaga do Flamengo na a próxima fase da Libertadores não está garantida. O 1x0 foi bom, mas não o bastante pra deixar ninguém tranquilo. Mas ela pode ganhar peso se Rogério e todo o time entenderem onde está a maior vantagem do placar conseguido no Maracanã.
Não é a vantagem de um gol o grande negócio - e sim o fato de que, se o Flamengo fizer um, o Corinthians terá que fazer três. O que me leva ao seguinte raciocínio: se o Flamengo entrar em campo pensando em fazer seu gol e conseguir, deixará o Corinthians pressionado e a vaga bastante encaminhada; por outro lado, se ficar atrás desde o início pensando apenas em não levar nenhum gol, com um só erro ficará numa situação complicada e poderá aumentar a vantagem que o Corinthians tem de jogar diante de sua torcida - pois deixar o adversário pressionar em campo pode estimular a torcida a pressionar fora dele.
Rogério pode, claro, estar planejando fazer o tal golzinho que deixaria a vaga mais do que encaminhada num contra-ataque. E por isso deve escalar mesmo Vinícius Pacheco - que é mesmo bom pra puxar este tipo de jogada, quando funciona mais como atacante do que como meia - no lugar de Michael e manter mais ou menos a mesma proposta do Maracanã. Que, afinal de contas, produziu um bom resultado.
Mas vamos lembrar dos dois jogos anteriores em que a formação utilizada foi basicamente a mesma da última quarta. Contra Vasco e Universidad Católica - times em tese mais fracos que o Corinthians -, os adversários marcaram no campo do Flamengo e aproveitaram que o time basicamente não tinha jogadores que saibam passar a bola (não falo nem apenas de capacidade técnica, mas de estilo mesmo) para conseguir recuperá-la seguidas vezes ainda no ataque. Tiveram toda a posse de bola e colocaram o então time de Andrade sob pressão quase que o tempo todo. Mesmo o Botafogo, que sempre joga bem mais atrás, enfrentou o Flamengo neste mesmo esquema e chegou a conseguir pressionar. Imaginem agora a situação se repetindo no Pacaembu lotado.
Pois eu acredito que o Corinthians não correrá riscos demais logo de cara, pois não é do feitio de Mano Menezes, mas vai tentar pressionar o Flamengo na saída de bola. Ou Rogério encontra um jeito do time ter uma válvula de escape ou terá que torcer demais para que se repitam a quase perfeita atuação de seus defensores e a total ineficiência do ataque corintiano que vimos no jogo de ida. Me parece risco demais.
Eu preferiria adiantar a marcação e tentar fazer com que o time tenha mais a posse de bola, para esfriar o ritmo e evitar que a torcida corintiana entre no jogo. Mas mesmo que Rogério queira armar o time recuado e imagine um contra-ataque resolvendo a parada, o Flamengo vai precisar de quem saiba passar a bola, para que ela saia da defesa em boas condições para alguém puxar o tal contra-golpe decisivo. Por isso, eu não consideraria uma escalação que dispensasse a presença de Kléberson e Petkovic - ao menos um dos dois.
Pelo visto, não é o que acontecerá. Torçamos para que a semana de trabalho seja boa e que tudo dê certo.
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Agora que comentei um pouco do time titular que Rogério usou no treino de hoje, vou só mencionar o reserva: Marcelo Lomba; Fierro, Wellinton, Rodrigo Alvim e Everton Silva; Toró, Michael, Ramon e Petkovic; Denis Marques e Bruno Mezenga.
Rogério, meu caro: não vejo como um time com esta escalação atuar de maneira minimamente parecida com a do Corinthians que o Flamengo enfrentará na quarta.
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Atualizando, pois só li isso depois: Com volta de Alessandro, Timão treina marcação pressão para a "final".
Está claro que a marcação na saída de bola de que eu falava vai acontecer. E reparem que, ao contrário do que Rogério fez hoje, Mano Menezes anda simulando em seus treinos o adversário que enfrentará.
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Atualizando de novo: bem, eu fui apressado em escrever e parece que Rogério, afinal, pode ter pensado em simular o Corinthians e sua marcação pressão no treino de hoje. É pra aprender a não escrever de orelhada, algo que eu costumo tentar não fazer.
E ainda foi bom saber que o time, como não joga domingo, treina normalmente. É um bom passo para a semana de treinos render.
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Libertadores 2010
Libertadores 2010 - Oitavas-de-final - Jogo de ida - Flamengo 1 x 0 Corinthians
A análise da vitória de 1x0 que o Flamengo conseguiu ontem contra o Corinthians é um tanto contraditória. Pelas circunstâncias do jogo, o resultado foi, ao mesmo tempo, muito bom e não tão bom assim.
Muito bom porque, mesmo com um a menos desde o primeiro tempo, conseguiu sair com a vitória - e sem tomar gol dentro de casa, o que é sempre importante. O time entrou em campo mal escalado, com um meio-campo que teria dificuldades para trocar passes mesmo num campo em perfeitas condições - e, por este ponto de vista, a chuva torrencial que prejudicou o gramado principalmente no primeiro tempo até ajudou o Flamengo, pois prejudicou o jogo de troca de passes a que o Corinthians se propõe e fez todo mundo disputar a bola na base do bico. Teria sido melhor, porém, se alguns rubro-negros tivessem entendido melhor o que o campo pedia e parassem de tentar conduzir tanto a bola no meio das poças.
Além disso, seu único meia mais ofensivo era mais um ala do que um armador, o que fez com que o esquema ficasse totalmente torto pelo lado esquerdo - até Michael, que até o momento já tinha uma atuação sofrível, conseguir arrumar uma expulsão. Com isso, qualquer esperança de que Rogério fosse soltar mais o time em algum momento foi pro espaço. Assim, a vitória, que veio graças a um pênalti que caiu do céu, deve ser muito comemorada.
* * * * * * * * * * * * *
Por outro lado, o resultado não foi tão bom assim simplesmente porque poderia ter sido de mais. Com todas as dificuldades que teve que enfrentar, com todos os volantes que colocou em campo - ainda assim, foi o Flamengo foi o time que teve as melhores chances em todo o jogo. Se tivesse aproveitado mais umazinha que fosse - a cabeçada de Adriano que Júlio César espalmou para o travessão, por exemplo - a situação estaria bem melhor.
O Corinthians veio ao Maracanã com uma proposta inteligente e até bem executada, enquanto eram 11 contra 11 e 0 x 0 no placar: estando satisfeitos com o empate, gastavam tempo tanto com a bola parada - demorando séculos para cobrar cada falta, lateral ou tiro de meta - quanto com ela rolando, procurando mantê-la sob seu domínio o máximo possível e não recuando demais sua marcação. Porém, quando o Flamengo ficou com um a menos, os paulistas passaram a ter a responsabilidade de tomar a iniciativa do jogo para aproveitar a situação - e esta responsabilidade ficou ainda maior a partir do gol de Adriano.
Porém, tudo o que o Corinthians conseguiu foi ter a posse de bola. Chances de gol mesmo, foram pouquíssimas - o Flamengo foi mesmo sempre mais perigoso. Houve um momento no segundo tempo em que o Flamengo recuou demais, de maneira muito arriscada, mas mesmo assim os lances de perigo não surgiam. Claro, o bloqueio rubro-negro, inclusive com Rômulo realmente fazendo o volante-zagueiro dos tempos de Joel, foi forte; mas a verdade é que o Corinthians foi um time estático, de pouca movimentação e imaginação. Até porque, na verdade, o time de Mano Menezes está jogando com os mesmos três volantes que o Flamengo de Rogério, e o cara que poderia fazer o papel de meia de criação joga igualmente aberto pela esquerda.
* * * * * * * * * * * * *
E é claro que outro fator que atrapalhou o Corinthians foi a atuação ao mesmo tempo cômica e constrangedora de Ronaldo.
Pode até ser que ele siga rigorosamente a dieta da linhaça transversa nos próximos dias, treine em quatro períodos diários, entre milagrosamente em forma num prazo recorde e arrebente no Pacaembu. Mas o que escrevo agora não é piada nem exagero: se em vez dele, o Corinthians tivesse eu no comando do seu ataque, no mínimo daria na mesma. E olha que meus companheiros da pelada de terça sabem que estou no momento mais triste de minha carreira futebolística. Mas se eu passasse o jogo inteiro andando em campo, matando de canela e vendo os zagueiros me tomarem a bola como se eu fosse um garoto de 10 anos, teria uma atuação no nível da que Ronaldo teve ontem, especialmente no segundo tempo.
E isso porque andaram dizendo que o Ronaldo treinou forte, perdeu peso etc. e tal. Imagino a pressão que Mano Menezes deve receber da diretoria e dos patrocinadores para mantê-lo em campo - é a única explicação para que sua substituição tenha demorado tanto.
* * * * * * * * * * * * *
29/4/2010 - 21h50 - Flamengo 1 x 0 Corinthians
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 2.240.800,00 / 62.247 pagantes
Árbitro: Carlos Arecio Amarilla (PAR)
Auxiliares: Emigdio Ruiz (PAR) e Nicolás Adolfo Yegros (PAR)
Cartões amarelos: Michael, Fierro (FLA); Roberto Carlos, Moacir (COR)
Cartão vermelho: Michael, 36'/1ºT (FLA)
Gol: Adriano, 21'/2ºT (1-0)
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, David, Angelim e Juan; Rômulo, Maldonado (Toró, 33'/2ºT), Willians (Fierro, 30'/2ºT) e Michael, Vagner Love (Vinícius Pacheco, 36'/2ºT) e Adriano. Técnico: Rogério Lourenço.
Corinthians: Julio Cesar, Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo (Jorge Henrique, 22'/2ºT); Dentinho (Iarley, 22'/2ºT) e Ronaldo (Souza, 38'/2ºT). Técnico: Mano Menezes.
Muito bom porque, mesmo com um a menos desde o primeiro tempo, conseguiu sair com a vitória - e sem tomar gol dentro de casa, o que é sempre importante. O time entrou em campo mal escalado, com um meio-campo que teria dificuldades para trocar passes mesmo num campo em perfeitas condições - e, por este ponto de vista, a chuva torrencial que prejudicou o gramado principalmente no primeiro tempo até ajudou o Flamengo, pois prejudicou o jogo de troca de passes a que o Corinthians se propõe e fez todo mundo disputar a bola na base do bico. Teria sido melhor, porém, se alguns rubro-negros tivessem entendido melhor o que o campo pedia e parassem de tentar conduzir tanto a bola no meio das poças.
Além disso, seu único meia mais ofensivo era mais um ala do que um armador, o que fez com que o esquema ficasse totalmente torto pelo lado esquerdo - até Michael, que até o momento já tinha uma atuação sofrível, conseguir arrumar uma expulsão. Com isso, qualquer esperança de que Rogério fosse soltar mais o time em algum momento foi pro espaço. Assim, a vitória, que veio graças a um pênalti que caiu do céu, deve ser muito comemorada.
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Por outro lado, o resultado não foi tão bom assim simplesmente porque poderia ter sido de mais. Com todas as dificuldades que teve que enfrentar, com todos os volantes que colocou em campo - ainda assim, foi o Flamengo foi o time que teve as melhores chances em todo o jogo. Se tivesse aproveitado mais umazinha que fosse - a cabeçada de Adriano que Júlio César espalmou para o travessão, por exemplo - a situação estaria bem melhor.
O Corinthians veio ao Maracanã com uma proposta inteligente e até bem executada, enquanto eram 11 contra 11 e 0 x 0 no placar: estando satisfeitos com o empate, gastavam tempo tanto com a bola parada - demorando séculos para cobrar cada falta, lateral ou tiro de meta - quanto com ela rolando, procurando mantê-la sob seu domínio o máximo possível e não recuando demais sua marcação. Porém, quando o Flamengo ficou com um a menos, os paulistas passaram a ter a responsabilidade de tomar a iniciativa do jogo para aproveitar a situação - e esta responsabilidade ficou ainda maior a partir do gol de Adriano.
Porém, tudo o que o Corinthians conseguiu foi ter a posse de bola. Chances de gol mesmo, foram pouquíssimas - o Flamengo foi mesmo sempre mais perigoso. Houve um momento no segundo tempo em que o Flamengo recuou demais, de maneira muito arriscada, mas mesmo assim os lances de perigo não surgiam. Claro, o bloqueio rubro-negro, inclusive com Rômulo realmente fazendo o volante-zagueiro dos tempos de Joel, foi forte; mas a verdade é que o Corinthians foi um time estático, de pouca movimentação e imaginação. Até porque, na verdade, o time de Mano Menezes está jogando com os mesmos três volantes que o Flamengo de Rogério, e o cara que poderia fazer o papel de meia de criação joga igualmente aberto pela esquerda.
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E é claro que outro fator que atrapalhou o Corinthians foi a atuação ao mesmo tempo cômica e constrangedora de Ronaldo.
Pode até ser que ele siga rigorosamente a dieta da linhaça transversa nos próximos dias, treine em quatro períodos diários, entre milagrosamente em forma num prazo recorde e arrebente no Pacaembu. Mas o que escrevo agora não é piada nem exagero: se em vez dele, o Corinthians tivesse eu no comando do seu ataque, no mínimo daria na mesma. E olha que meus companheiros da pelada de terça sabem que estou no momento mais triste de minha carreira futebolística. Mas se eu passasse o jogo inteiro andando em campo, matando de canela e vendo os zagueiros me tomarem a bola como se eu fosse um garoto de 10 anos, teria uma atuação no nível da que Ronaldo teve ontem, especialmente no segundo tempo.
E isso porque andaram dizendo que o Ronaldo treinou forte, perdeu peso etc. e tal. Imagino a pressão que Mano Menezes deve receber da diretoria e dos patrocinadores para mantê-lo em campo - é a única explicação para que sua substituição tenha demorado tanto.
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No Flamengo, Juan foi bem na frente - embora ainda erre mais do que o desejável, foi quem mais se apresentou pro jogo e arriscou jogadas - e péssimo atrás, sendo driblado com facilidade em todos os lances. Menos mal que Angelim esteve muito bem, mas foi o ponto fraco da defesa do Flamengo, que no geral ontem esteve bastante bem.
Willians correu muito, deixou Adriano na cara do gol uma vez, mas também se enrolou em várias tentativas de ataque, cansou cedo e poderia ter sido substituído antes. Assim como Vagner Love, que insistiu em fazer o que normalmente tem feito, mesmo no campo encharcado de ontem: tentar driblar todo mundo todas as vezes em que recebe a bola, normalmente sem sucesso nenhum. Eu o teria substituído logo depois da expulsão de Michael.
E vale elogiar a todos pela raça que mostraram, o tempo inteiro - mas, no duro, mesmo contra o Caracas o time já havia corrido bastante. Se mantiverem este espírito no jogo de volta, a classificação fica bem mais próxima.
Willians correu muito, deixou Adriano na cara do gol uma vez, mas também se enrolou em várias tentativas de ataque, cansou cedo e poderia ter sido substituído antes. Assim como Vagner Love, que insistiu em fazer o que normalmente tem feito, mesmo no campo encharcado de ontem: tentar driblar todo mundo todas as vezes em que recebe a bola, normalmente sem sucesso nenhum. Eu o teria substituído logo depois da expulsão de Michael.
E vale elogiar a todos pela raça que mostraram, o tempo inteiro - mas, no duro, mesmo contra o Caracas o time já havia corrido bastante. Se mantiverem este espírito no jogo de volta, a classificação fica bem mais próxima.
29/4/2010 - 21h50 - Flamengo 1 x 0 Corinthians
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 2.240.800,00 / 62.247 pagantes
Árbitro: Carlos Arecio Amarilla (PAR)
Auxiliares: Emigdio Ruiz (PAR) e Nicolás Adolfo Yegros (PAR)
Cartões amarelos: Michael, Fierro (FLA); Roberto Carlos, Moacir (COR)
Cartão vermelho: Michael, 36'/1ºT (FLA)
Gol: Adriano, 21'/2ºT (1-0)
Flamengo: Bruno, Leonardo Moura, David, Angelim e Juan; Rômulo, Maldonado (Toró, 33'/2ºT), Willians (Fierro, 30'/2ºT) e Michael, Vagner Love (Vinícius Pacheco, 36'/2ºT) e Adriano. Técnico: Rogério Lourenço.
Corinthians: Julio Cesar, Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo (Jorge Henrique, 22'/2ºT); Dentinho (Iarley, 22'/2ºT) e Ronaldo (Souza, 38'/2ºT). Técnico: Mano Menezes.
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O Brasil parado
Mais um daqueles dias com forte impacto na produção da economia nacional. Meio Brasil está trabalhando em ritmo prejudicado hoje, graças ao Flamengo x Corinthians de logo mais. No ano passado, a reta final do Hexa já comprometeu gravemente a meta do Ministério da Economia para o crescimento do PIB. Mas é aquilo: espera-se que o consumo de cerveja à noite, estimulando a criação de empregos em bares, restaurantes, supermercados e empresas de bebidas, sirva para amenizar de alguma forma o problema.
Pra desacelerar mais ainda a população, tivemos hoje este Barcelona x Internazionale em pleno horário de expediente. E nunca o brasileiro ligou tanto para futebol europeu quanto agora. Em breve começaremos a ter polêmica quando o Datafolha soltar pesquisas mostrando que as torcidas de Barcelona e Manchester no Brasil já empataram tecnicamente com a do Botafogo. É preocupante.
Não sou entendido no futebol europeu, tampouco pude parar completamente meu trabalho pra poder ficar assistindo ao jogo da tarde. A partida que interessa é mesmo a de hoje à noite. Assim, minha observação é a seguinte: torçamos pro juiz do Maracanã se sair um tantinho melhor que o de Barcelona. É triste tanta expectativa por um jogo e no final ter que aguentar horas de discussão sobre erros de arbitragem.
Pra desacelerar mais ainda a população, tivemos hoje este Barcelona x Internazionale em pleno horário de expediente. E nunca o brasileiro ligou tanto para futebol europeu quanto agora. Em breve começaremos a ter polêmica quando o Datafolha soltar pesquisas mostrando que as torcidas de Barcelona e Manchester no Brasil já empataram tecnicamente com a do Botafogo. É preocupante.
Não sou entendido no futebol europeu, tampouco pude parar completamente meu trabalho pra poder ficar assistindo ao jogo da tarde. A partida que interessa é mesmo a de hoje à noite. Assim, minha observação é a seguinte: torçamos pro juiz do Maracanã se sair um tantinho melhor que o de Barcelona. É triste tanta expectativa por um jogo e no final ter que aguentar horas de discussão sobre erros de arbitragem.
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