No fim de semana, conversando com um amigo meu tricolor, disse o que achava que aconteceria no Maracanã ontem: "vocês vão ganhar de 2 ou 3, a torcida vai aplaudir a raça etc. e tal, e no fim ninguém vai ficar muito chateado". Não deu outra - mas, durante o jogo, até pareceu que podia ser diferente. E na verdade, desde aquele inacreditável jogo com o Cruzeiro no Mineirão, este Fluminense tem mostrado que, com ele, tudo pode acontecer.
As circunstâncias começaram ajudando. Um gol de início, graças a uma bola desviada num chute de longe; uma expulsão de um equatoriano, merecida, mas graças a uma falta besta no meio-campo. No finzinho do primeiro tempo, o segundo gol - em uma jogada em que a movimentação de Fred pelo meio, nas costas da zaga, já havia sido ensaiada antes, num lance em que o bandeira deu impedimento inexistente. E assim o Fluminense, que resolveu ficar em campo no intervalo pra capitalizar o bonito apoio da torcida, já tinha meio caminho andado.
Cuca havia escalado o time com três atacantes, para partir pro abafa - e o fato de ficar com um jogador a mais ianda no início da partida havia ajudado no plano. Mas a atuação do tal terceiro homem de frente, Adeílson, não ajudava; jogava pelo lado mais frágil da LDU, participava bastante, mas errava tudo. O time melhorou quando o treinador inverteu seu lado com Alan - mas, sei lá porque, a modificação não foi mantida pro segundo tempo.
O jogo se resumia a um ataque-contra-defesa, mas que ficava cada vez mais tenso. Conca acertou um belo chute e o goleiro pegou de maneira milagrosa, num lance daqueles de deixar desesperado qualquer um que esteja no estádio - mas, no escanteio, saiu o terceiro gol. E aí a inacreditável virada ficou parecendo que seria apenas questão de tempo. Já imaginava o deja vu dos torcedores do Fluminense com mais uma prorrogação no Maracanã contra a LDU, naquelas condições.
É pena que Fred, talvez inspirado pelo tempo que passou na França, tenha resolvido - guardadas as devidas proporções - Zidanar. Do nada, num lance bobo na lateral em que nem participava direito, perdeu a cabeça de maneira inacreditável, partiu pra cima do juiz ameaçando até uma cabeçada para reclamar de uma marcação desimportante e forçou sua expulsão. E, nessa, acabou com o jogo. Até a torcida tricolor ficou tão perdida quanto seu time, pedindo a entrada de Kieza - que nem estava no banco. O juiz poderia ter dado mais tempo de acréscimo, mas do jeito que o jogo estava, não tem a menor pinta de que isso pudesse fazer diferença.
* * * * * * * * * * * * * *
O título não veio, mas foi bonito o último encontro deste time do Fluminense com sua torcida no Maracanã. O apoio dos tricolores, a partir daquela inacreditável recepção no aeroporto após a goleada em Quito, continuando com o corredor de recepção do ônibus da delegação do lado de fora do Maracanã e terminando nas arquibancadas do estádio, foi mesmo comovente. Se tudo der certo para o Fluminense no domingo, este jogo de ontem será lembrado pra frente como mais um episódio de uma bonita história de recuperação de um time e sua comunhão com a torcida.
Mas o pior é que não é difícil que, depois de tudo, o final de temporada tricolor seja realmente trágico. Uma derrota para o Coritiba no domingo, no Couto Pereira, não é nada difícil de acontecer - na verdade, acho até que é o resultado mais provável. E também não será nenhuma surpresa se o Botafogo conseguir vencer o Palmeiras no Engenhão. Esta decisão da última e indesejável vaga na série B 2010 acontece em uma condição difícil de se ver, em que três times dependem apenas de si, mas um deles terá necessariamente que se dar mal. Será triste se danar de ser o Fluminense.
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O debate da tarde, os programas pra noite
Não vou nem perder muito tempo falando do debate transmitido hoje pelo Lance. Afinal, dos quatro convidados, dois - Delair e Patrícia Amorim - faltaram. Delair alegou ter uma reunião de trabalho em Brasília; Patrícia disse que só iria se todos tivessem sido convidados. O moderador defendeu a postura do jornal, que só convidou os quatro primeiros colocados nas pesquisas já divulgadas pela relevância e para garantir uma dinâmica melhor para o programa.
O curioso é que, no meio do debate, o assunto "pesquisas" surgiu - e tanto Clóvis Sahione quanto Plínio Serpa Pinto, os dois presentes, questionaram a validade delas e disseram não confiar nada em seus resultados. Pois é.
Enfim: dá pra ter um bom resumo do que se falou nos quatro blocos do programa, e um pouco de minhas impressões, vendo o que escrevi no Twitter do SobreFlamengo com a tag #DebateFlamengo. Podem ainda ir ao site do Lance e procurar pelos vídeos dos quatro blocos do programa para assistir. Mas lhes adianto que os dois se juntaram para bater pesado em Patrícia e Delair e, nos intervalos, levantaram bolas um para o outro. Não muito diferente do debate anterior, na Rádio Bandeirantes, embora alguns rostos tenham mudado.
* * * * * * * * * * * * * *
O debate de hoje à noite pode ser um pouquinho mais interessante. Afinal, um dos alvos esteve presente na gravação: Delair Dumbrosck. Lembrando: vai ao ar na Rede Vida, canal 26 da Net, a partir das 22h.
Como já apontei antes, o programa vai concorrer com o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, entre Fluminense e LDU. Uma partida que vem sendo tratada como oportunidade dos tricolores "darem o troco" nos equatorianos, algo que a torcida do Fluminense estaria esperando ansiosa - uma besteira sem tamanho.
É óbvio que vencer agora a final da Sul-Americana não vai compensar a perda da Libertadores do ano passado - e, se o Fluminense ganhar, não vai ter torcedor nenhum da LDU no trabalho no dia seguinte de quem tirar sarro. Por outro lado, se perderem pro mesmo adversário de novo, vão ficar com a triste sina de fregueses da LDU, uma gozação que vão ter que aturar de qualquer rubro-negro, botafoguense ou vascaíno. Ou seja: o Fluminense teve muito pouco a ganhar com essa coincidência de adversário que surgiu agora e todo tricolor que eu conheço preferia que o jogo de hoje fosse contra outro time qualquer.
A única vantagem é um possível simbolismo em caso de título e fuga do rebaixamento - seria algo como o "fechamento de um ciclo", vá lá. E pode mesmo acontecer; a essa altura, ao menos escapar da série B me parece mesmo o mais provável. Quanto à Sul-Americana, vai saber? Óbvio que não conheço nada do time da LDU pra poder arriscar algum palpite.
Mas dá pra imaginar que, pelo menos hoje, a vantagem física dos equatorianos será gigantesca. Enquanto o Fluminense enfrenta decisões seguidas, duas vezes por semana, com os mesmos jogadores há mais de um mês, a LDU poupou titulares no fim de semana e tem a altitude a seu favor. Se o time de Cuca conseguir ao menos manter a invencibilidade, já será o bastante pra continuar com a moral lá em cima.
O curioso é que, no meio do debate, o assunto "pesquisas" surgiu - e tanto Clóvis Sahione quanto Plínio Serpa Pinto, os dois presentes, questionaram a validade delas e disseram não confiar nada em seus resultados. Pois é.
Enfim: dá pra ter um bom resumo do que se falou nos quatro blocos do programa, e um pouco de minhas impressões, vendo o que escrevi no Twitter do SobreFlamengo com a tag #DebateFlamengo. Podem ainda ir ao site do Lance e procurar pelos vídeos dos quatro blocos do programa para assistir. Mas lhes adianto que os dois se juntaram para bater pesado em Patrícia e Delair e, nos intervalos, levantaram bolas um para o outro. Não muito diferente do debate anterior, na Rádio Bandeirantes, embora alguns rostos tenham mudado.
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O debate de hoje à noite pode ser um pouquinho mais interessante. Afinal, um dos alvos esteve presente na gravação: Delair Dumbrosck. Lembrando: vai ao ar na Rede Vida, canal 26 da Net, a partir das 22h.
Como já apontei antes, o programa vai concorrer com o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, entre Fluminense e LDU. Uma partida que vem sendo tratada como oportunidade dos tricolores "darem o troco" nos equatorianos, algo que a torcida do Fluminense estaria esperando ansiosa - uma besteira sem tamanho.
É óbvio que vencer agora a final da Sul-Americana não vai compensar a perda da Libertadores do ano passado - e, se o Fluminense ganhar, não vai ter torcedor nenhum da LDU no trabalho no dia seguinte de quem tirar sarro. Por outro lado, se perderem pro mesmo adversário de novo, vão ficar com a triste sina de fregueses da LDU, uma gozação que vão ter que aturar de qualquer rubro-negro, botafoguense ou vascaíno. Ou seja: o Fluminense teve muito pouco a ganhar com essa coincidência de adversário que surgiu agora e todo tricolor que eu conheço preferia que o jogo de hoje fosse contra outro time qualquer.
A única vantagem é um possível simbolismo em caso de título e fuga do rebaixamento - seria algo como o "fechamento de um ciclo", vá lá. E pode mesmo acontecer; a essa altura, ao menos escapar da série B me parece mesmo o mais provável. Quanto à Sul-Americana, vai saber? Óbvio que não conheço nada do time da LDU pra poder arriscar algum palpite.
Mas dá pra imaginar que, pelo menos hoje, a vantagem física dos equatorianos será gigantesca. Enquanto o Fluminense enfrenta decisões seguidas, duas vezes por semana, com os mesmos jogadores há mais de um mês, a LDU poupou titulares no fim de semana e tem a altitude a seu favor. Se o time de Cuca conseguir ao menos manter a invencibilidade, já será o bastante pra continuar com a moral lá em cima.
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O tipo de mole que não podem dar
Ainda retomando meus trabalhos aqui no Rio e colocando as coisas em dia, recebi um e-mail do pessoal do BlaBlaGol, alertando para uma descoberta que fez o Serginho Valente, um de seus blogueiros não havia a menor necessidade do Flamengo ter jogado contra o Fluminense, na quarta, com seu banco de reservas desfalcado.
A explicação para o espaço vago entre os suplentes rubro-negros era simples: na Sul-Americana, só 25 jogadores são inscritos e, com a quantidade grande de contusões, não havia sobrado gente o bastante para completar o banco.
Considerando que, naquele prazo, já se sabia que pelo menos Toró e Juan estariam de fora dos confrontos contra o Fluminense, não havia motivo para que eles continuassem entre os inscritos para esta primeira fase. A diretoria poderia ter colocado outros jogadores na lista e retornado com eles para a fase seguinte, caso o Flamengo se classificasse e o departamento médico os liberasse. Rafael Galhardo, por exemplo, poderia ser um dos escolhidos - e possivelmente teria entrado até como titular na quarta.
A explicação para o espaço vago entre os suplentes rubro-negros era simples: na Sul-Americana, só 25 jogadores são inscritos e, com a quantidade grande de contusões, não havia sobrado gente o bastante para completar o banco.
Só que o regulamento prevê que, a cada fase, os clubes poderão alterar até 3 jogadores inscritos - desde que a comunicação seja feita até 48 horas antes da primeira partida de cada fase.
Considerando que, naquele prazo, já se sabia que pelo menos Toró e Juan estariam de fora dos confrontos contra o Fluminense, não havia motivo para que eles continuassem entre os inscritos para esta primeira fase. A diretoria poderia ter colocado outros jogadores na lista e retornado com eles para a fase seguinte, caso o Flamengo se classificasse e o departamento médico os liberasse. Rafael Galhardo, por exemplo, poderia ser um dos escolhidos - e possivelmente teria entrado até como titular na quarta.
Não dá pra dizer que isso teria uma influência determinante para que o resultado dos jogos fosse diferente e o Flamengo passasse de fase. Mas é mais uma mostra de como o pessoal lá na Gávea às vezes parece não estar mesmo prestando atenção no que está fazendo.
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Copa Sul-Americana 2009 - 1a. fase - Jogo de volta - Flamengo 1 x 1 Fluminense
Andrade começou o jogo surpreendendo, ao menos a mim, na formação tática do time. Colocou Lennon para fazer marcação individual em cima de Conca, o único armador do Fluminense; e, para não deixar a entrada da área desprotegida, usou Aírton como volante, saindo do esquema de três zagueiros. Desta forma, o Flamengo tinha dois volantes, Willians um tanto mais adiantado - onde não funciona muito bem - e Petkovic completando um quarteto no meio-campo. Assim, conseguiu congestionar o meio e manter o adversário quase sempre longe de sua área.
Para isso funcionar, Fierro jogou mesmo como um lateral, e não como um ala - e, novamente, saiu-se bem na marcação, embora tenha sido discretíssimo (até por orientação de Andrade, captada à beira do campo) no apoio. Haveria um caminho óbvio para o Fluminense atacar: as costas de Éverton, pelo outro lado do campo. Mas Renato não enxergou isso e o tricolor mal avançou por ali durante todo o jogo.
E foi justamente em combinações de ataque por aquele lado, com Éverton, Pet e Dênis Marques, que o Flamengo começou ameaçando o Fluminense. Numa dessas jogadas, Diguinho fez, dentro da área, uma falta com o braço em cima de Petkovic igualzinha a outras duas ou três que cometeu ao longo do primeiro tempo, em outras partes do campo. Mas só as longe do gol foram marcadas, sem grande surpresa de ninguém.
Esses bons avanços do Flamengo por ali duraram, na verdade, os 15 minutos iniciais, talvez. Depois disso, o jogo ficou de intermediária a intermediária, com muitos erros de passe de lado a lado, o Flamengo pouca coisa melhor. Porém, no último lance do primeiro tempo, David saiu mal na marcação em cima de Kieza, foi batido e Ronaldo Angelim, atabalhoado na cobertura (provavelmente seu único erro no jogo), fez o pênalti que deixou o Fluminense em vantagem, talvez em sua primeira jogada de perigo desde o apito inicial.
Precisando virar o jogo, o Flamengo voltou do intervalo conseguindo manter mais a bola no seu ataque, mas sem finalizar. O gol de empate, num raro chute de fora da área em que Dênis Marques deu sorte pelo desvio em um adversário, coincidiu mais ou menos com o momento em que Petkovic, previsivelmente, morria de vez. Após este gol, quando apenas mais um resolveria a parada, o time já não conseguia mais pressionar o Fluminense. Andrade lançou Camacho, mas o garoto não conseguiu organizar o time. Daí para o fim, o Flamengo se lançou para o ataque de qualquer jeito, o que resultou em alguns lances de perigo - mas sem nunca concluir em gol - e muitos contra-ataques do Fluminense, que causaram duas expulsões. E assim, por força do regulamento, o Flamengo acabou mesmo, após dois empates em campo neutro, ficando sem a sua "salvação da temporada".
* * * * * * * * * * * * * *
Éverton, além de não conseguir marcar como lateral, precisa treinar muito, mas muito cruzamento se quiser jogar na posição, ou mesmo de ala - é bom lembrar que ele tem atuado este tempo todo improvisado, longe de sua função original. Na base da correria, disposição e até alguma habilidade, ele consegue chegar com frequência do lado da área adversária. Mas isso não adianta nada se, na hora H, ele erra sempre na hora do passe que vai definir a jogada.
* * * * * * * * * * * * * *
Alguém aí se surpreendeu ao ver Émerson saindo, sentindo novamente sua contusão, ainda no primeiro tempo? Como falei: não vale agora reclamar de azar.
Valeu a pena?
27/8/2009 - 21h50 - Flamengo 1 x 1 Fluminense
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 133.228,00/10.539 pagantes
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Assistentes: Lorenzo Acuña (CHI) e Cristian Julio (CHI)
Cartões amarelos: Willians, Aírton e David (FLA); João Paulo e Luiz Alberto (FLU)
Cartões vermelhos: David, 37'/2ºT (FLA); Fierro, 46'/2ºT (FLA)
Gols: Roni, 47'/1ºT (0-1) , Dênis Marques, 15'/2ºT (1-1)
Flamengo: Bruno, David, Aírton e Ronaldo Angelim; Fierro, Willians, Lenon, Pekovic (Camacho, 28'/2ºT) e Everton; Emerson (Zé Roberto, 25'/1ºT) e Denis Marques - Técnico: Andrade.
Fluminense: Rafael, Ruy, Cássio, Luiz Alberto e João Paulo; Fabinho, Diogo, Diguinho (Marquinho, 34'/2ºT) e Conca (Maicon, 40'/2ºT); Roni e Kieza - Técnico: Renato Gaúcho.
Para isso funcionar, Fierro jogou mesmo como um lateral, e não como um ala - e, novamente, saiu-se bem na marcação, embora tenha sido discretíssimo (até por orientação de Andrade, captada à beira do campo) no apoio. Haveria um caminho óbvio para o Fluminense atacar: as costas de Éverton, pelo outro lado do campo. Mas Renato não enxergou isso e o tricolor mal avançou por ali durante todo o jogo.
E foi justamente em combinações de ataque por aquele lado, com Éverton, Pet e Dênis Marques, que o Flamengo começou ameaçando o Fluminense. Numa dessas jogadas, Diguinho fez, dentro da área, uma falta com o braço em cima de Petkovic igualzinha a outras duas ou três que cometeu ao longo do primeiro tempo, em outras partes do campo. Mas só as longe do gol foram marcadas, sem grande surpresa de ninguém.
Esses bons avanços do Flamengo por ali duraram, na verdade, os 15 minutos iniciais, talvez. Depois disso, o jogo ficou de intermediária a intermediária, com muitos erros de passe de lado a lado, o Flamengo pouca coisa melhor. Porém, no último lance do primeiro tempo, David saiu mal na marcação em cima de Kieza, foi batido e Ronaldo Angelim, atabalhoado na cobertura (provavelmente seu único erro no jogo), fez o pênalti que deixou o Fluminense em vantagem, talvez em sua primeira jogada de perigo desde o apito inicial.
Precisando virar o jogo, o Flamengo voltou do intervalo conseguindo manter mais a bola no seu ataque, mas sem finalizar. O gol de empate, num raro chute de fora da área em que Dênis Marques deu sorte pelo desvio em um adversário, coincidiu mais ou menos com o momento em que Petkovic, previsivelmente, morria de vez. Após este gol, quando apenas mais um resolveria a parada, o time já não conseguia mais pressionar o Fluminense. Andrade lançou Camacho, mas o garoto não conseguiu organizar o time. Daí para o fim, o Flamengo se lançou para o ataque de qualquer jeito, o que resultou em alguns lances de perigo - mas sem nunca concluir em gol - e muitos contra-ataques do Fluminense, que causaram duas expulsões. E assim, por força do regulamento, o Flamengo acabou mesmo, após dois empates em campo neutro, ficando sem a sua "salvação da temporada".
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Éverton, além de não conseguir marcar como lateral, precisa treinar muito, mas muito cruzamento se quiser jogar na posição, ou mesmo de ala - é bom lembrar que ele tem atuado este tempo todo improvisado, longe de sua função original. Na base da correria, disposição e até alguma habilidade, ele consegue chegar com frequência do lado da área adversária. Mas isso não adianta nada se, na hora H, ele erra sempre na hora do passe que vai definir a jogada.
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Alguém aí se surpreendeu ao ver Émerson saindo, sentindo novamente sua contusão, ainda no primeiro tempo? Como falei: não vale agora reclamar de azar.
Valeu a pena?
27/8/2009 - 21h50 - Flamengo 1 x 1 Fluminense
Maracanã - Rio de Janeiro, RJ
Renda/público: R$ 133.228,00/10.539 pagantes
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Assistentes: Lorenzo Acuña (CHI) e Cristian Julio (CHI)
Cartões amarelos: Willians, Aírton e David (FLA); João Paulo e Luiz Alberto (FLU)
Cartões vermelhos: David, 37'/2ºT (FLA); Fierro, 46'/2ºT (FLA)
Gols: Roni, 47'/1ºT (0-1) , Dênis Marques, 15'/2ºT (1-1)
Flamengo: Bruno, David, Aírton e Ronaldo Angelim; Fierro, Willians, Lenon, Pekovic (Camacho, 28'/2ºT) e Everton; Emerson (Zé Roberto, 25'/1ºT) e Denis Marques - Técnico: Andrade.
Fluminense: Rafael, Ruy, Cássio, Luiz Alberto e João Paulo; Fabinho, Diogo, Diguinho (Marquinho, 34'/2ºT) e Conca (Maicon, 40'/2ºT); Roni e Kieza - Técnico: Renato Gaúcho.
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Sul-Americana 2009
Sobre ausência, reforços e retornos forçados
Estou em São Paulo, a trabalho, até amanhã no fim do dia. Como o Sportv transmite pra cá o Fla-Flu, devo conseguir assistir - e até, quem sabe, escrever sobre o jogo. Mas, durante o dia, não estarei muito perto de computador - como não estive por hoje.
* * * * * * * * * * * *
Vejo agora que o Flamengo finalmente anunciou as contratações de Maldonado e Álvaro.
Em primeiro lugar, o comentário default: pra mim, só tem chance de qualquer contratação ser acertada se ela couber no orçamento. Se o Flamengo tiver condições de ter estes reforços e pagar os salários em dia - compromisso que tem que ser sagrado, sempre -, beleza. Caso contrário... E, bem, pelo que se sabe já estão com dificuldades de honrar este compromisso em dia sem os reforços. Resta torcer para que a diretoria saiba o que está fazendo.
Mas, deixando esta bobeira careta de lado...
Maldonado chega pra ser titular, claro, com a expectativa de ser o melhor volante do elenco. Todos têm na memória sua bela passagem pelo Cruzeiro (embora eu tenha a impressão de que mais tarde, no Santos, ele já não teve um rendimento de tanto destaque). No Fenerbahce, pelo pouco que li, andava frequentando o banco, mas sempre jogando com frequência. É um reforço que seria considerado de peso para qualquer time do país e pode melhorar o time, ainda mais neste momento de emergência atual, com a sequência de desfalques - já que dizem que ele pode até entrar em campo neste sábado. Porém, não é exatamente o que o Flamengo mais precisa no momento; a maior necessidade do meio-campo do Flamengo, hoje, é de gente para a criação.
Já Álvaro, 31 anos, 1m83, é um reforço para uma posição em que o elenco está mesmo carente. Porém, não lembro de seu futebol - o cara saiu novo, em 2001, depois de ter sido titular da fracassada seleção olímpica de Luxemburgo em Sidney, fazendo dupla de zaga com Fábio Bilica (Lúcio era reserva). Havia passado por São Paulo, Goiás e Atlético-MG e foi para a Europa jogar no pequeno Las Palmas, da Espanha - onde também atuou por Zaragoza e Levante. Neste seu último time espanhol, envolveu-se numa polêmica com um ex-companheiro que, ao sair da equipe, o acusou de chegar bêbado aos treinos - o que foi negado pelo próprio e pelo treinador, que deu entrevistas dizendo que ele era um destaque do time e exemplo de profissional.
Do Levante, Álvaro veio para o Inter no meio do ano passado, depois do Levante ter sido rebaixado para a série B espanhola. No Brasileiro deste ano, jogou apenas 5 partidas; pelas estatísticas, tem uma média razoável de desarmes (1,8 por partida - Aírton, nosso melhor defensor no quesito, tem média de 2,25), mas é bem faltoso: 3,8 faltas por jogo, a maior média do Inter, seria a maior do Flamengo também. Por conta disso, levou três cartões amarelos nestes 5 jogos. E rescindiu seu contrato com os gaúchos, ficando livre para acertar com qualquer clube sem pagamento de multa. Santos e Goiás também especularam sua contratação, mas o Flamengo acabou mesmo aproveitando a oportunidade.
Vale observar que os contratos dos dois reforços vencem no meio do ano que vem.
* * * * * * * * * * * * * * *
Sem Adriano, parece que Émerson vai mesmo jogar desde o início no Fla-Flu de hoje, mesmo dizendo não estar 100%. Pet também entra de titular.
Só não vale reclamar depois do azar, ok?
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Vejo agora que o Flamengo finalmente anunciou as contratações de Maldonado e Álvaro.
Em primeiro lugar, o comentário default: pra mim, só tem chance de qualquer contratação ser acertada se ela couber no orçamento. Se o Flamengo tiver condições de ter estes reforços e pagar os salários em dia - compromisso que tem que ser sagrado, sempre -, beleza. Caso contrário... E, bem, pelo que se sabe já estão com dificuldades de honrar este compromisso em dia sem os reforços. Resta torcer para que a diretoria saiba o que está fazendo.
Mas, deixando esta bobeira careta de lado...
Maldonado chega pra ser titular, claro, com a expectativa de ser o melhor volante do elenco. Todos têm na memória sua bela passagem pelo Cruzeiro (embora eu tenha a impressão de que mais tarde, no Santos, ele já não teve um rendimento de tanto destaque). No Fenerbahce, pelo pouco que li, andava frequentando o banco, mas sempre jogando com frequência. É um reforço que seria considerado de peso para qualquer time do país e pode melhorar o time, ainda mais neste momento de emergência atual, com a sequência de desfalques - já que dizem que ele pode até entrar em campo neste sábado. Porém, não é exatamente o que o Flamengo mais precisa no momento; a maior necessidade do meio-campo do Flamengo, hoje, é de gente para a criação.
Já Álvaro, 31 anos, 1m83, é um reforço para uma posição em que o elenco está mesmo carente. Porém, não lembro de seu futebol - o cara saiu novo, em 2001, depois de ter sido titular da fracassada seleção olímpica de Luxemburgo em Sidney, fazendo dupla de zaga com Fábio Bilica (Lúcio era reserva). Havia passado por São Paulo, Goiás e Atlético-MG e foi para a Europa jogar no pequeno Las Palmas, da Espanha - onde também atuou por Zaragoza e Levante. Neste seu último time espanhol, envolveu-se numa polêmica com um ex-companheiro que, ao sair da equipe, o acusou de chegar bêbado aos treinos - o que foi negado pelo próprio e pelo treinador, que deu entrevistas dizendo que ele era um destaque do time e exemplo de profissional.
Do Levante, Álvaro veio para o Inter no meio do ano passado, depois do Levante ter sido rebaixado para a série B espanhola. No Brasileiro deste ano, jogou apenas 5 partidas; pelas estatísticas, tem uma média razoável de desarmes (1,8 por partida - Aírton, nosso melhor defensor no quesito, tem média de 2,25), mas é bem faltoso: 3,8 faltas por jogo, a maior média do Inter, seria a maior do Flamengo também. Por conta disso, levou três cartões amarelos nestes 5 jogos. E rescindiu seu contrato com os gaúchos, ficando livre para acertar com qualquer clube sem pagamento de multa. Santos e Goiás também especularam sua contratação, mas o Flamengo acabou mesmo aproveitando a oportunidade.
Vale observar que os contratos dos dois reforços vencem no meio do ano que vem.
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Sem Adriano, parece que Émerson vai mesmo jogar desde o início no Fla-Flu de hoje, mesmo dizendo não estar 100%. Pet também entra de titular.
Só não vale reclamar depois do azar, ok?
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Transferências
Quem entra em campo no Fla-Flu de amanhã? - Parte 2
Escrevi sobre as especulações em cima da escalação do Flamengo de amanhã um pouco mais cedo. Se tivesse esperado um pouco, teria mais duas questões a entrar no texto.
A primeira: na verdade, Rafael Galhardo não pode jogar, por não estar inscrito na Sul-Americana. Como Léo Moura só deve mesmo ter condições pra sábado, a vida de Andrade está um tanto complicada. A solução mais óbvia é usar Fierro como ala direito, posição em que já jogou no Chile.
E a outra: Adriano, vejam vocês, que eu disse que "vendia saúde", está fora. Teria sentido uma fisgada no fim do treino - para o qual chegou 40 minutos atrasado.
Devo dizer que me impressiona o estágio atual da forma física de Adriano, tanto tempo depois de sua volta ao futebol, sem contusões no meio do caminho. Ele diz que está próximo do ideal, mas realmente não acho que quem o vê em campo concorde. O cara é melhor que os outros tecnicamente, está claro, e até em termos de inteligência em campo se diferencia. Mas ainda está muito mais lento do que o seu normal, e até agora nada da bomba de esquerda dar as caras.
A primeira: na verdade, Rafael Galhardo não pode jogar, por não estar inscrito na Sul-Americana. Como Léo Moura só deve mesmo ter condições pra sábado, a vida de Andrade está um tanto complicada. A solução mais óbvia é usar Fierro como ala direito, posição em que já jogou no Chile.
E a outra: Adriano, vejam vocês, que eu disse que "vendia saúde", está fora. Teria sentido uma fisgada no fim do treino - para o qual chegou 40 minutos atrasado.
Devo dizer que me impressiona o estágio atual da forma física de Adriano, tanto tempo depois de sua volta ao futebol, sem contusões no meio do caminho. Ele diz que está próximo do ideal, mas realmente não acho que quem o vê em campo concorde. O cara é melhor que os outros tecnicamente, está claro, e até em termos de inteligência em campo se diferencia. Mas ainda está muito mais lento do que o seu normal, e até agora nada da bomba de esquerda dar as caras.
E quantas vezes vocês já não leram esta notícia: "Adriano chegou à Gávea e, após uma conversa com o treinador, foi liberado do treino". Ou: "Adriano apareceu de chinelos no gramado e não participou do treino com bola." Às vezes fico até em dúvida se estou lendo mesmo algo do dia ou se cliquei em um arquivo de notícias antigas por engano.
Teria isso algo a ver com a forma do Imperador? Ou com essa contusão muscular de hoje? Isso, claro, colocando fé que Adriano queria muito mesmo estar em campo amanhã e que esta contusão possa até, quem sabe, prejudicar sua presença na Seleção. Pode ser, né? Ou não?
Teria isso algo a ver com a forma do Imperador? Ou com essa contusão muscular de hoje? Isso, claro, colocando fé que Adriano queria muito mesmo estar em campo amanhã e que esta contusão possa até, quem sabe, prejudicar sua presença na Seleção. Pode ser, né? Ou não?
De novo: ele é importante em campo, como não - não vou discutir. E, como lembram muito, o artilheiro do time, inclusive.
Mas, pra colocar as coisas em perspectiva, quero lembrar que Obina fez, até agora, apenas um gol a menos que Adriano no campeonato.
Mas, pra colocar as coisas em perspectiva, quero lembrar que Obina fez, até agora, apenas um gol a menos que Adriano no campeonato.
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Quem entra em campo no Fla-Flu de amanhã?
A cada partida do Flamengo, as notícias sobre dúvidas na escalação têm sido sempre em cima dos novos desfalques a cada rodada. Desta vez, para a partida de amanhã contra o Fluminense, a história é diferente: podem ser cinco jogadores voltando de uma só vez - Petkovic, Émerson, David, Aírton e Fabrício. Quem Andrade vai colocar em campo?
Andrade, quando assumiu o cargo de treinador, devia saber que tinha em suas mãos a famosa faca-de-dois-legumes: ao mesmo tempo que contava com uma simpatia inicial de muitos pelo seu passado de ídolo em campo, também tinha contra si a desconfiança de outros tantos pela inexperiência para o cargo. Assim como surfou no lado bom depois das duas primeiras vitórias, agora o treinador está com vergonha de sair de casa por conta do lado ruim - parece que o Flamengo só perde há meses, quando na verdade o jogo contra o Grêmio, em que o primeiro tempo foi tão bom (e as substituições durante o jogo tão ruins...) tem apenas uma semana. No jogo anterior àquele, foram mais de 50 mil pessoas no Maracanã assistindo a vitória (na conta do chá...) sobre o Corinthians. Acontece.
Andrade, quando assumiu o cargo de treinador, devia saber que tinha em suas mãos a famosa faca-de-dois-legumes: ao mesmo tempo que contava com uma simpatia inicial de muitos pelo seu passado de ídolo em campo, também tinha contra si a desconfiança de outros tantos pela inexperiência para o cargo. Assim como surfou no lado bom depois das duas primeiras vitórias, agora o treinador está com vergonha de sair de casa por conta do lado ruim - parece que o Flamengo só perde há meses, quando na verdade o jogo contra o Grêmio, em que o primeiro tempo foi tão bom (e as substituições durante o jogo tão ruins...) tem apenas uma semana. No jogo anterior àquele, foram mais de 50 mil pessoas no Maracanã assistindo a vitória (na conta do chá...) sobre o Corinthians. Acontece.
Só que, nessa, já andaram falando que o seu emprego está a perigo. E, agora, deve estar batendo a dúvida: deve ele colocar todo mundo em campo pra vencer o Fluminense e arriscar menos uma demissão por conta de uma possível eliminação? Ou é melhor poupar uma galera e garantir um time um pouquinho mais completo pros próximos jogos no Brasileiro, onde mais uma derrota seria nada menos que a quarta seguida?
E o que é o risco maior: colocar reservas em campo e perder, ou colocar titulares em campo - e perder? Pode acontecer. Clássico é clássico, e vice-versa.
E o que é o risco maior: colocar reservas em campo e perder, ou colocar titulares em campo - e perder? Pode acontecer. Clássico é clássico, e vice-versa.
Pra completar: Renato Gaúcho, ao que parece, vai colocar o Fluminense titular em campo. Também, na semana passada ele poupou todo mundo e, no fim de semana, perdeu feio do Coritiba em casa. A coisa por lá está feia.
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No post sobre o último jogo, falei sobre uma possível reavaliação física do grupo, pra evitar que essa incrível série de lesões musculares continue. Diria que algo assim seria determinante pra eu resolver o que faria no lugar de Andrade. Sei que, a essa altura, não dá pra esperar que ele simplesmente faça o que eu pregava e deixe esse negócio de Sul-Americana pra lá.
Mas Emerson, por exemplo, diz que não está 100%, mas que está disposto a "ir pro sacrifício". Seria uma burrice sem tamanho, ainda mais considerando que Adriano está fora dos próximos jogos pelo Brasileiro.
Petkovic, já um senhor, não aguentou dois jogos seguidos, domingo e quarta, sentiu o músculo e ficou três jogos seguidos de fora. Seria inteligente lançá-lo de cara como titular amanhã, sabendo que tem jogo novamente domingo?
No post sobre o último jogo, falei sobre uma possível reavaliação física do grupo, pra evitar que essa incrível série de lesões musculares continue. Diria que algo assim seria determinante pra eu resolver o que faria no lugar de Andrade. Sei que, a essa altura, não dá pra esperar que ele simplesmente faça o que eu pregava e deixe esse negócio de Sul-Americana pra lá.
Mas Emerson, por exemplo, diz que não está 100%, mas que está disposto a "ir pro sacrifício". Seria uma burrice sem tamanho, ainda mais considerando que Adriano está fora dos próximos jogos pelo Brasileiro.
Petkovic, já um senhor, não aguentou dois jogos seguidos, domingo e quarta, sentiu o músculo e ficou três jogos seguidos de fora. Seria inteligente lançá-lo de cara como titular amanhã, sabendo que tem jogo novamente domingo?
O que eu faria: dos titulares, teriam vaga garantida Adriano e Willians, que vendem saúde e estão fora da próxima partida. De resto, só teria chance de jogar de início quem estivesse realmente 100%. Alguns poderiam ficar no banco, como opção para o segundo tempo, caso seja necessário. E seria bom chamar quem pudesse examinar o elenco pra fazer todos os testes possíveis pra ver quem também está a ponto de ter alguma lesão. Perder mais alguém de bobeira por agora seria dose.
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Copa Sul-Americana 2009 - 1a. fase - Jogo de ida - Fluminense 0 x 0 Flamengo
Se o time do Flamengo já estava remendado - sem Léo Moura, Angelim, Juan, Kléberson, Toró, Fierro e Adriano -, o Fluminense, que está na luta contra o rebaixamento no Brasileiro, era simplesmente o time reserva. Por isso, era de se esperar que o Flamengo conseguisse ao menos uma vitória ontem. Não conseguiu, o que deve ter deixado os poucos rubro-negros que se aventuraram a ir ao Maracanã ontem com uma tremenda sensação de tempo perdido.
No primeiro tempo, depois de um início em que os reservas do Fluminense até conseguiam manter a posse de bola no campo de ataque, como o Corinthians no domingo, o Flamengo começou a encontrar espaços e criar chances - foram 5 ou 6 oportunidades claras só nesta primeira etapa, com duas bolas na trave. Emerson jogava de cabeça baixa, como de costume, mas também como de costume criava chances com sua movimentação, dedicação e vontade de criar; Pet errava alguns passes bobos na hora de puxar contra-ataques, mas era o melhor no meio e também participou de lances de perigo; e Dênis Marques conseguia entrar mais no jogo do que fez em sua estreia, contra o Goiás - deu uma cabeçada na trave, em jogada que ele mesmo começou, e ainda um chute perigoso de fora da área. Com a defesa do Flamengo segura - David entrou bem mesmo nesse time, dando maior tranquilidade a seus companheiros, ao menos contra os dois adversários fraquinhos que pegou pela frente -, o Fluminense não conseguiu ameaçar em nenhum momento.Mas o gol não saiu. Estivesse Adriano em campo, apesar das tantas oportunidades que perdeu no jogo passado, a chance de que tivesse saído seria maior. E se a prioridade é a Sul-Americana, como Andrade deu a entender nas entrevistas após o jogo dizendo que pode poupar jogadores no Brasileiro, fica difícil explicar por que o Imperador não jogou ontem.
E no segundo tempo, o ritmo do Flamengo caiu. Talvez pela diminuição natural de rendimento de Petkovic, pelas óbvias limitações físicas, e de Dênis Marques, ainda sem ritmo de jogo. O fato é que o Flamengo, nesta etapa, só teve duas chances de marcar, graças a dois chutes de fora da área do Pet (um deles muito bonito, pegando de primeira e com efeito uma bola que vinha no ar). E o Fluminense, especialmente depois da entrada de Maicon, conseguiu até ameaçar de vez em quando. O jogo ficou muito mais chato.
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Fábio Santos estreou no Fluminense ontem, com sua tatuagem Vida Loka - segundo ele, mal interpretada. Bateu, deu cotovelada, discutiu, parecia fazer de tudo pra ser expulso e o juiz aliviou o lado dele. Pelas carências do time de Renato, ele deveria ser titular. Mas é bom que se acalme pra conseguir ficar em campo, ou os tricolores vão continuar aguentando Wellinton Monteiro e outros do gênero por ali.
Fábio Santos estreou no Fluminense ontem, com sua tatuagem Vida Loka - segundo ele, mal interpretada. Bateu, deu cotovelada, discutiu, parecia fazer de tudo pra ser expulso e o juiz aliviou o lado dele. Pelas carências do time de Renato, ele deveria ser titular. Mas é bom que se acalme pra conseguir ficar em campo, ou os tricolores vão continuar aguentando Wellinton Monteiro e outros do gênero por ali.
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É provável que Lennon volte a ser titular contra o Grêmio, na próxima partida. Ontem, dizer que ele foi discreto é até bondade. O garoto se plantou na frente dos zagueiros e de lá não saiu. Não teve muito trabalho com os adversários, que não ameaçavam mesmo, e se não errou , também não arriscou nada. Faz parte.
Quem não esteve bem foi Éverton. Apresentou-se e buscou sempre a linha de fundo como sempre, mas perdeu muitas bolas e errou todos os cruzamentos que tentou. Do outro lado, o xará Silva fez seu básico: correu muito, fez faltas desnecessárias quando teve que marcar como sempre faz, conseguiu ganhar algumas jogadas individuais pela direita na base da disposição e fez ao menos um cruzamento muito bom, na cabeça de Dênis Marques. É o que dá pra esperar do cara, e não é menos do que Léo Moura andou fazendo na maior parte do ano.
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As tais declarações de Andrade, dizendo que se for poupar alguém será no Brasileiro, dão um recado claro: ele não acredita em título no Brasileiro. Aliás, como eu também não, faz tempo. E também não deve achar que um ou outro pontinho vá fazer diferença numa possível luta por Libertadores - é este o objetivo que os rubro-negros mais otimistas devem ter.
O treinador já está pensando em "salvar o ano" desde já. E em, quem sabe, ter um título que ficaria bonito em seu currículo de iniciante - aliás, assim como no do pessoal da diretoria que acabou de assumir. É meio chato de aceitar, mas é esse o lado deles.
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Pra que serve a Seleção Brasileira?
Eu pretendia ignorar totalmente esse jogo do Brasil de hoje, na réplica das Laranjeiras que construíram em algum lugar da ex-União Soviética.
Infelizmente, ele vai deixar marcas. Segundo o twitter do PVC, Kléberson vai ser operado e deve ficar nada menos que DEZ SEMANAS inativo, por conta da luxação no ombro que sofreu ao cair de mal jeito, ainda no primeiro tempo. Ou seja: só volta lá pra outubro.
Infelizmente, ele vai deixar marcas. Segundo o twitter do PVC, Kléberson vai ser operado e deve ficar nada menos que DEZ SEMANAS inativo, por conta da luxação no ombro que sofreu ao cair de mal jeito, ainda no primeiro tempo. Ou seja: só volta lá pra outubro.
Genial.
Bem, ao menos os muitos que torciam para vê-lo no banco vão ter a chance de descobrir como o time se sai sem ele. Não era muito o meu caso.
Bem, ao menos os muitos que torciam para vê-lo no banco vão ter a chance de descobrir como o time se sai sem ele. Não era muito o meu caso.
Nas próximas rodadas, o Flamengo já sabe que vai ficar sem poder usar no seu meio-campo:
- Toró, que fraturou o pé e só deve voltar no início de setembro;
- Toró, que fraturou o pé e só deve voltar no início de setembro;
- Erick Flores e Camacho, convocados para amistosos da seleção sub-20. Se apresentam segunda que vem e o último compromisso é dia 26 de agosto.
- Fierro, convocado para a seleção chilena, que também tem amistoso hoje. Mas esse deve ter condições de jogo para domingo, contra o Grêmio. E acredito que, com tantos desfalques, tenha boa chance de jogar. Se nada acontecer com ele nesse joguinho do Chile, claro.
Estarão fora da próxima partida Léo Moura e Juan, machucados. E Bruno Paulo, envolvido na confusão de sua renovação de contrato - caso em que a diretoria está agindo bem em afastá-lo dos profissionais até resolver sua situação.
Fica a pergunta: vale mesmo arriscar mais algum desfalque hoje à noite?
Fica a pergunta: vale mesmo arriscar mais algum desfalque hoje à noite?
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Pra que serve a Copa Sul-Americana?
Todo fim de Brasileiro, alguns jornalistas tentam empolgar alguém com a disputa pelas vagas na Copa Sul-Americana. Um ou outro treinador ou jogador ainda dá uma festejada no final por ter conseguido chegar lá. Esperamos alguns meses e aí começa esta encheção de saco - e percebe-se que, pra maioria, a tal vaga conquistada no ano anterior se torna, na verdade, um estorvo. Renato Gaúcho, técnico do Fluminense que o Flamengo enfrenta hoje em sua estreia no torneio, saiu-se com essa, ao anunciar que irá a campo hoje com o time inteiro de reservas: "infelizmente o Fluminense conseguiu a vaga neste torneio e a gente tem que disputar".
Porém, como o Flamengo não tem certeza absoluta de que estará disputando algo sério no Brasileiro até o fim do ano, vai ficar nesse chove-não-molha: não entra com tudo, mas também não se desliga da Sul-Americana. Afinal, vai que no final da temporada ela não se transforma na chance de "salvar" o ano com um títulozinho me-engana-que-eu-gosto? Já o Fluminense, que já sabe que tem uma missão séria no Brasileiro, virou as costas mesmo, sem pestanejar. No que está mais do que certo.
Mas, no duro, o título não vale nada. É disputado, em sua maioria, por equipes secundárias em seus países já secundários - como Liverpool do Peru, Zamora do Equador, Deportivo Anzoátegui da Venezuela. É vitaminada, vá lá, pelo campeão brasileiro e alguns grandes da Argentina. Mas de que adianta, se o São Paulo, por exemplo, inscreveu ano passado apenas o time de juniores? Ou se o Boca Juniors foi eliminado pelo Inter jogando com boa parte de seus reservas, pois os titulares tinham algo melhor pra fazer?
"Ah, mas ela dá dinheiro!"
Pois é: infelizmente, o Flamengo também "conseguiu" vaga neste torneio.
Andrade, porém, não vai mandar o time inteiro de reservas, como Renato fez e como eu faria. Uma escolha no mínimo estranha é a de entrar com Petkovic, ainda mais de início. Com todas as dúvidas que cercam o físico do gringo, e com ele mesmo tendo afirmado no Redação Sportv que não acredita que vá aguentar um ritmo de jogos quarta-domingo-quarta-domingo, o Flamengo vai desperdiçar a chance de dar um descanso pro cara.
Porém, como o Flamengo não tem certeza absoluta de que estará disputando algo sério no Brasileiro até o fim do ano, vai ficar nesse chove-não-molha: não entra com tudo, mas também não se desliga da Sul-Americana. Afinal, vai que no final da temporada ela não se transforma na chance de "salvar" o ano com um títulozinho me-engana-que-eu-gosto? Já o Fluminense, que já sabe que tem uma missão séria no Brasileiro, virou as costas mesmo, sem pestanejar. No que está mais do que certo.
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Pois é: se não deu pra perceber ainda, eu não ligo a mínima pra este campeonato. Trata-se de um torneio sem significado, que nem decide quem é o melhor do continente - função da Libertadores -, nem classifica para nenhuma outra competição de importância.
Mais pro fim do ano, pode acontecer de algum grande brasileiro que esteja já fora da disputa do campeonato realmente importante resolver fingir que a Sul-Americana tem alguma importância. Foi o caso do Inter no ano passado, que salvou um ano decepcionante com a jogadinha de marketing em que se autoproclamaram "campeões de tudo". O que até lhes deu bons frutos, já que serviu pra dar um impulso na campanha que buscava chegar a 100 mil sócios no ano do centenário.
Mais pro fim do ano, pode acontecer de algum grande brasileiro que esteja já fora da disputa do campeonato realmente importante resolver fingir que a Sul-Americana tem alguma importância. Foi o caso do Inter no ano passado, que salvou um ano decepcionante com a jogadinha de marketing em que se autoproclamaram "campeões de tudo". O que até lhes deu bons frutos, já que serviu pra dar um impulso na campanha que buscava chegar a 100 mil sócios no ano do centenário.
Mas, no duro, o título não vale nada. É disputado, em sua maioria, por equipes secundárias em seus países já secundários - como Liverpool do Peru, Zamora do Equador, Deportivo Anzoátegui da Venezuela. É vitaminada, vá lá, pelo campeão brasileiro e alguns grandes da Argentina. Mas de que adianta, se o São Paulo, por exemplo, inscreveu ano passado apenas o time de juniores? Ou se o Boca Juniors foi eliminado pelo Inter jogando com boa parte de seus reservas, pois os titulares tinham algo melhor pra fazer?
"Ah, mas ela dá dinheiro!"
Bem, mais ou menos.
O valor total ganho pelo campeão da Sul-Americana ano passado foi de US$1,1 milhão, a título de direitos de TV, pagos pela TyC. Não é nenhuma grande fortuna, e só quem chega nisso aí é o campeão - que depois ainda vai faturar uma graninha com cotas da Recopa e da Copa Surunga do ano seguinte, o que torna a coisa um pouquinho mais interessante financeiramente (embora crie mais compromissos inconvenientes com competições desimportantes no calendário). Já o vice ficou com apenas US$880 mil. Pra quem parou pelas semi-finais, não chega a US$600 mil. Estamos falando das cotas pra quem vai longe na competição - são valores que não mudam a vida de clube nenhum, não são garantidos pra quem entrar de cabeça na empreitada e são conquistados com jogos sacrificantes e viagens longas em meio a um campeonato muito mais importante.
Aliás, podemos descontar aí dos ganhos com um possível título da Sul-Americana o preju que certamente dará o Fla-Flu besta de hoje.
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No fim, a Sul-Americana serve ainda pra tirar os times brasileiros que estão na Libertadores da Copa do Brasil, por ocupar este espaço no calendário. Todo mundo concorda que o ideal era que ela e a Libertadores fossem disputadas simultaneamente, nas mesmas datas, por times diferentes. Mas não acontece porque a TV argentina faz questão de ter Boca e River disputando competições internacionais nos meios de semana ao longo do ano inteiro.
Outra sugestão óbvia para valorizar a Sul-Americana é a de dar ao seu campeão uma vaga na Libertadores do ano seguinte. Sabe-se lá por que não fazem isso.
Outra sugestão óbvia para valorizar a Sul-Americana é a de dar ao seu campeão uma vaga na Libertadores do ano seguinte. Sabe-se lá por que não fazem isso.
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