A saída de Conca pode ser o princípio do fim da parceria Fluminense-Unimed?

Pela primeira vez, Celso Barros age não para comprar jogador para o Fluminense - e sim para vender e recuperar seu dinheiro. O que isso quer dizer?


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Ontem, Juca Kfouri publicou um post enigmático em seu blog: dizia que uma das maiores estrelas do Brasileiro estava de partida para a China. Embora este jogador não quisesse partir, estava sendo convencido desta necessidade.

Hoje, foi revelada a identidade deste craque: é Conca quem deve se transferir para a China, onde terá a árdua missão de disputar posição com Renato Cajá. Ao que parece, a pressão para a transferência é por parte da Unimed, interessada em recuperar seu investimento no jogador. O plano de saúde tem 40% de seus direitos econômicos.

Sei não. Desde o início do ano que vêm aparecendo notícias sobre a incompatibilidade de Celso Barros com o novo presidente tricolor, Peter Siemsen - apesar de Celso ter apoiado desde o início sua campanha como candidato. Os problemas surgiram na hora de definir quem dirigiria o departamento de futebol, continuaram em torno da permanência ou saída de Muricy, entre outras discussões de menor visibilidade. No meio destas notícias, alguns rumores de que a Unimed estaria se preparando para encerrar sua parceria com o clube.

E esta agora é a primeira vez em que ouço falar de Celso Barros, em vez de abrir o cofre para contratar, pressionar para vender um jogador e recuperar seu investimento. Não é por querer secar os tricolores não, mas pra mim é um indício de que realmente a união Fluminense-Unimed pode estar perto de seu fim. Encerrar este tipo de parceria em torno de jogadores do elenco, especialmente os mais caros, seria uma maneira de limpar caminho para acabar o contrato sem deixar pendências.

Vamos ver o que vai acontecer daqui pra frente com outros jogadores caros que a Unimed colocou nas Laranjeiras - caso de Fred, por exemplo, que hoje está na Seleção (e já se leu por aí boatos de que gente dentro do Fluminense está torcendo para que ele se valorize no grupo de Mano Menezes e surjam propostas do exterior), para entender se o caminho é este mesmo. Mas, se a Unimed realmente sair e o Fluminense tiver que começar a andar com as próprias pernas, o cenário será bastante complicado. Não encontrei o balanço 2010 do clube, mas no de 2009 aparecia uma dívida de curto prazo 2,3 vezes maior do que a receita total do clube em um ano. Não dá pra imaginar, sem a ajuda do patrocinador, como o clube vai conseguir manter o elenco em nível parecido com o dos últimos anos.

Apesar de ter feito alianças com correntes políticas mais antigas, Peter Siemsen se elegeu baseado em um grupo de novos sócios, dispostos a mudar a mentalidade do clube. Seria o "Novo Fluminense". Seu início já tem sido bastante complicado - e pode se tornar ainda mais. Ele tem aí alguns meses pela frente para ter certeza do que vai acontecer e se preparar.

4 comentários:

Tiago Cordeiro disse...

Perder a Unimed hoje seria série B, sem dúvida.

Minha pergunta é: a Unimed para de investir em futebol ou procura outro clube para investir assim?

Eduardo Rodrigues disse...

Quero que o Fluminense se exploda !

Rivais pra mim são Vasco e Botafogo.

Quanto pior estiver o Fluminense, pra mim, é melhor.

Eduardo Rodrigues disse...

A Unimed não precisa do Fluminense.

Toda a classe médica e pacientes reconhecem na Unimed um dos melhores (senão o melhor plano de saúde do Rio), chega de torrar dinheiro em clube de futebol pra atender a satisfação pessoal do Barros.

Tiago Cordeiro disse...

Dá uma olhada na timeline do Caio Barbosa hj.