Palpites de quem acompanhou à distância Flamengo x Vitória

Fora do Rio de Janeiro, não assisti ao empate de Flamengo e Vitória neste sábado. Mas acabei acompanhando o que ia acontecendo em Volta Redonda, mesmo à distância – com a ajuda de amigos e até do canal de SMS do Flamengo, que começou a funcionar. Vou deixar aqui algumas impressões e vocês, que assistiram à partida, me digam se falo besteira.

Apesar de ainda enviar mensagens com destaques do Esporte Interativo de vez em quando, o canal do Flamengo já começou a entregar conteúdo sobre o clube. Antes do jogo começar, fui avisado por torpedo da escalação escolhida por Silas – que já havia prometido usar em algum momento o esquema com três zagueiros e colocou isso em prática no sábado.

Já escrevi aqui sobre isso: simplesmente não acredito na chance do Flamengo funcionar no 3-5-2 com Petkovic em campo. Como os alas não marcam no meio-campo, na prática o time fica com apenas três jogadores no setor; se um deles for o velho Pet, os outros dois ficarão sobrecarregados na marcação e o resultado, normalmente, será a entrega do domínio da partida ao adversário. Pet ainda fica na obrigação de tentar ajudar mais na ocupação dos espaços, o que o desgasta mais e prejudica sua produção na criação das jogadas – o que é ainda pior quando vemos que, com Toró e Correa completando o meio, ele é o único responsável pela armação. Basta ao adversário anulá-lo e o Flamengo fica sem saída.

Claro: a ideia de usar os três zagueiros é liberar os laterais para a criação. É uma solução que o Flamengo usou em seus momentos de dificuldades já há alguns anos, mas é uma aposta que, hoje em dia não faz mais o menor sentido – especialmente sem Léo Moura. Então o Juan atual e Éverton Silva seriam as grandes apostas do Flamengo pra bola chegar ao ataque? Nada animador.

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No intervalo, novo torpedo do Flamengo avisando que o jogo estava 0x0 e tinha corrido nervoso e sem chances de gol. Vendo os melhores momentos depois, descubro que na verdade Marcelo Lomba teve trabalho para segurar o ataque baiano.

No meio do segundo tempo, meu amigo Gabriel Folha me envia uma mensagem: “Juan capitão”? Após o primeiro gol do Vitória, me liga insatisfeito com o time - e com o treinador, que ao dar a braçadeira de capitão ao lateral esquerdo, teria mostrado não entender nada de Flamengo.

Costumo valorizar menos isso de braçadeira de capitão do que a maioria. Afinal, o único papel prático do capitão de um time de futebol é disputar o cara-ou-coroa; liderança se conquista naturalmente, e não com um pedaço de pano no braço. Mas é fato que Juan vem mal, muito mal, e há muito tempo; no ano passado, a melhor fase do time foi com Éverton improvisado em seu lugar, e ele só deixou de jogar devido a uma contusão. Se eu fosse o treinador, estaria procurando uma solução para o time que não incluísse Juan como titular. É pena que o time não tenha um reserva para a lateral esquerda que tenha realmente animado alguém com suas atuações até hoje; mesmo um Éverton Silva canhoto já seria um avanço. É uma posição em que o elenco está muito carente.

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Embora o canal oficial do Flamengo tenha feito seu trabalho em me avisar dos gols, meu irmão Paulo foi mais ágil. Foi através das mensagens dele que fui sabendo dos gols do Vitória – e das peripécias de Kléberson, fazendo seus gols e acertando uma bola no travessão no final do jogo.

Sei que muita gente não suporta mais Kléberson e percebo o porquê de muita gente se irritar com o cara quando ele parece se esconder do jogo, participando muito menos do que deveria. Mas a verdade é que eu consigo esperar muito mais de criação efetiva dele do que de praticamente todos os outros que têm jogado ultimamente. Contra o Atlético Paranaense, por exemplo, em menos de meia hora em campo ele deu dois gols de presente para seus companheiros, com boas jogadas pela esquerda – mas como ambos perderam as chances e o Flamengo acabou derrotado, passou batido. Ontem não deu pra não reparar em dois gols.

E os dois aconteceram por uma característica que Kléberson mostra em seus melhores momentos: é um cara de quem pode se esperar não só passes, mas também movimentação para receber bolas dos companheiros em condição de concluir. É um jogador que sabe enxergar espaços e ultrapassar a linha da bola para receber. Até por isso, em suas melhores fases, ele é de perder muitos gols, porque não é tão preciso assim nas concluões (ao contrário do que aconteceu no sábado, especialmente no primeiro) e as chances aparecem pra ele bem mais do que pra outros de sua posição. Deem uma checada em vídeos de melhores momentos da época em que ele e Íbson melhor se entenderam e ele voltou a ser convocado para a Seleção, antes de se contundir, e vocês entenderão o que estou falando.

Eu não descartaria o uso de Kléberson como titular mesmo. Nunca como o grande armador do time, substituto de Petkovic – ele realmente não procura o jogo o bastante pra poder jogar assim. Mas tentaria utilizá-lo até mesmo como volante.


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Pouco depois do final da partida, recebo o torpedo do Mengo 3434 com o link para baixar o vídeo e assistir aos gols. Taí um serviço interessante para os realmente viciados em Flamengo, que acredito que poderá vir a ser um bom diferencial em relação aos canais não-oficiais de SMS sobre o clube que já existiam por aí. Mas como este canal oficial ainda está em fase de implantação e ajustes (como esclareceu o Vice-Presidente de Marketing do Clube ao FlamengoNet, embora esquecendo na explicação que foi o próprio site oficial do clube que anunciou o lançamento do serviço), imagino que eles ainda deverão se acertar melhor no encodamento dos arquivos pra coisa fazer sentido. Deem uma olhada em como os gols da partida chegaram ao meu celular (e podem acreditar que não pareceram nada melhores na telinha do meu aparelho):

5 comentários:

Raphael Perret disse...

tiConcordo. Confio muito no Kleberson.

lussiannosousa disse...

Sila escalou um 3-5-2 sem treinar.
Escalou Everton Silva, que nem relacionado era e deixou Galhardo no banco. Colocou um trio pesado no frente: Pet, ValB e Deivid. Se é pra jogar com Pet e Deivid, que bote alguém com gás: DM. Na hora de tirar um zagueiro pra voltar ao 4-4-2 ele tira Angelin e deixa Jean, que sempre dá espaço pra chute dos adversários. O time parecido com o que a grande maioria esperava em campo no começo do jogo, só foi posto em campo aos 30 do segundo tempo, depois da 3° substituição.
Em resumo, ele só fez M. no sábado.

E o que eu temia nem demorou a acontecer. Pet já peitou ele no sábado. Vamos ver a moral dele agora.

André Amaral disse...

Bom saber que os SMS do Fla estão funcionando, vou assinar agora então.

Acho que tem que usar o time do segundo tempo, com Léo Moura voltando para a lateral, uma opção é usar o Diogo, que parece estar com mais ritmo que Deivid, no meio campo e na frente o Deivid e Diego Maurício.

Galhardo tem que ser opção nº 01 na reserva.

Aliás, Diego Maurício no pouco tempo que teve oportunidade marcou um gol, cavou dois penaltis e deu um belo passe para o Kléberson, não pode ser reserva.

André Monnerat disse...

Acho que tanto o Deivid quanto o Diogo podem dar sua ajuda na criação no meio. No meu time titular, jogariam os dois com mais um atacante (que hoje provavelmente seria o Diego Maurício, embora eu ache que o Leandro Amaral possa ocupar a vaga se conseguir entrar em forma).

Mas acho que o Deivid é mais de passe do que o Diogo, que até agora me pareceu mais de carregar a bola.

The Dog disse...

lussiannosousa

Tudo que o Silas fizer vai ser sem treinar. E o Angelin que pediu pra sair no intervalo.