A expectativa para Flamengo x Corinthians - faltam 2 dias

Foi hoje o último treino do Flamengo antes da viagem a São Paulo. Amanhã o time ainda trabalha no CT do Palmeiras, mas Rogério já deve viajar com o time que pretende usar na cabeça. E, pelo que se viu no treino de hoje, não haverá surpresas: Vinícius Pacheco no lugar de Michael, mantendo-se a formação que ele havia escalado no primeiro jogo.

Já dei minha opinião por aqui: pelo que se viu de times escalados de maneira muito parecida por Andrade em jogos anteriores, e pelas próprias características dos jogadores, a tendência é que o Flamengo vá sofrer pressão e passar perrengue. É torcer para a defesa mais uma vez levar a melhor no confronto com o ataque corintiano e para Vinícius Pacheco conseguir encaixar o contra-ataque que o treinador deve estar imaginando. Mas é sofrimento à vista.

Rogério deve saber o que está fazendo. Afinal, pelo que se lê dos treinos, ele fez a equipe ser testada contra marcação pressão em seu campo e já imaginou variações no jeito da equipe se posicionar, de acordo com a escalação que Mano Menezes utilizar. E, vejam vocês, hoje chegou a testar o time com Kléberson e Petkovic no mesmo meio-campo - o que infelizmente não acredito que possa dar em alguma surpresa na escalação inicial, mas já deve ser uma preparação para o caso do time precisar sair em busca de gols.


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Mano Menezes anda preparando seu time para sufocar o Flamengo em seu campo. Mas surpreendentemente, ao menos para mim, parece que não alterará a escalação de seu time. Ao menos nos treinos da semana passada, ele não fez a modificação que muitos esperam, tirando um dos volantes para colocar Danilo centralizado no meio e Jorge Henrique aberto na ponta esquerda.

Seria uma formação bem semelhante à que dava certo no primeiro semestre de 2009, e que serviria ainda para segurar mais os avanços de Juan e Léo Moura - que agora, com a entrada de Rômulo, tornaram-se de as grandes válvulas de escape do Flamengo. Se Mano realmente não entrar desta forma, é uma modificação óbvia para durante o jogo, caso seu time esteja precisando de gols.


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Talvez eu tenha sido um tanto mal interpretado no último texto. Quando perguntei se o pacote estava valendo à pena, não falava apenas para este jogo, e sim em uma avaliação do custo-benefício que Adriano vem tendo para o Flamengo. Seu contrato, vocês sabem, está para acabar. E a diretoria - seja lá quem for o responsável - em breve vai ter que pensar no assunto.

Seria algo intempestivo, claro, mas repito que eu não faria nenhuma reclamação se Adriano tivesse sido afastado. Mas o mais sensato parece mesmo que se empurre a situação com a barriga, para não se criar mais nenhuma grande comoção por lá às vésperas da partida decisiva. Afinal, a decisão definitiva sobre o que fazer com Adriano não deve tardar mesmo e, como todos percebem, os atuais reservas imediatos do Imperador não animam muito (embora não seja nenhuma hipótese desesperadora atuar com apenas um centro-avante, mudando a forma do time jogar). Fora que Adriano é Adriano, claro, não dá pra negar sua importância para qualquer time brasileiro.

Mas eu devo dizer: ele impõe respeito, preocupa qualquer adversário, pode definir um jogo a qualquer momento, é diferenciado - mas, hoje, já não consigo ter grandes expectativas antes de qualquer jogo sobre sua atuação. Infelizmente, ele não vem sendo um jogador que desequilibre. É apenas mais uma peça que pode funcionar bem e até decidir a partida - se tudo em volta estiver bem ajustado.

Mas torço muito para que ele queime minha língua.

10 comentários:

Marcelo Mattos disse...

Seja com Pacheco ou com Pet, a gente vai levar pressão. O lance é conter a pressão inicial do Corinthians, tocando a bola, valorizando e saindo na boa.

Rogério deve começar com o Pacheco ali pela esquerda, que deve ficar acompanhando o Alessandro.

Talvez o ideal para quarta-feira fosse ter Pacheco E Petkovic. Ganharíamos toque de bola e teríamos alguém com velocidade para jogar com o Adriano.

Só que nem Andrade e nem Rogério (até agora) deram sinal de que poderiam fazer isso (ou seja, sacar o Love). Se o Rogério fizer isso durante o jogo vai ser uma boa surpresa.

Não acho que o Love esteja com essa bola toda não. Artilheiro do ano, e tal, mas 80% dos gols contra as babas do estadual.

Como saiu no Globo Esporte, a estratégia vai ser se segurar lá atrás e confiar nos dois atacantes. Vamos torcer.

André Monnerat disse...

Marcelo, taí: sei que sou "voto vencido", mas concordo sobre o Love.

André Monnerat disse...

Mas o que eu acho é que, com este time, não vai ter essa de tocar e valorizar a bola. Basicamente não há nenhum jogador nesta escalação que tenha característica pra isso. Todos são de pegar a bola e sair correndo apressados com ela.

Marcelo Mattos disse...

E sobre "sair correndo com a bola" um dos mais irritantes é o Love.

O cara é esforçado, corre, volta pra marcar etc e tal (foi fundamental nos jogos em que ficamos com 1 a menos), mas dificilmente algo produtivo sai dos pés dele.

Que ele e o Adriano estejam inspirados na quarta.

Folha disse...

Qualquer que seja a escalação, o drama é achar natural montar um time de futebol pensando em não jogar.

Exemplo bom ninguem tem culhão de seguir, nem quem foi o responsável por ele, vide Dorival nas duas finais.

Quase entregou o titulo que teria ganho sorrindo se colocasse o time pra jogar como sempre.

Pastor JEFF disse...

André,
O Pacheco por ser velocista precisa de espaço para ser eficaz (afinal velocidade é função do espaço). Assim, teríamos que dar campo ao Corinthians, que é tudo o que não podemos fazer. Para mim, é jogo para o PET, que pode prender a bola no ataque, além da conhecida eficácia em bolas paradas. Tomara que eu esteja errado, pois parece que o VP será mesmo o escolhido.
Por outro lado, o Corinthians para marcar forte, no campo do Flamengo precisa ter Ronaldo bem fisicamente, senão alguém nosso ficará livre para ligar contra-ataques, que com adversário adiantado podem ser mortais. Pode ser que o Rogério queira que o Pacheco execute esta função. Pode dar certo, mas é arriscado. Prefiro adiantar a marcação e tentar fazer gols.

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Pedro disse...

O time do Flamengo é mais forte, e tem jogadores aptos, sim, a tocar a bola e manter sua posse.
Quando atacamos, vamos com Léo Moura, Williams, Pacheco, Juan, Love e Adriano.
É um sexteto bem melhor do que o dos caras (Roberto Carlos, Elias, Danilo, Dentinho, Gornaldo, Alessandro/Moacir).
Agora é segurar a pressão dos primeiros 15 minutos; se aguentarmos, ganhamos o jogo.
Vai ser perrengue, com qualquer time que entremos; mas somos melhores.
Rumo ao bi!

Patrick disse...

Andre, gosto muito da sua opiniao, agora querer colocar num jogo como esse de correria, Kleberson e Pet juntos e brincadeira!!!!
Nem pensar nessa hipotese!!!

André Monnerat disse...

Olha, Patrick, não sei os dois juntos. Mas um dos dois, com certeza que escalaria neste jogo. Acho que time tem que justamente ser capaz de conseguir esfriar a correria do jogo, que não interessa ao Flamengo.

E eu já vi o Kléberson jogar como volante, marcando mesmo, e se sair muito bem. Aliás, foi o caso da estreia na Libertadores, contra a Católica, quando o Willians foi expulso com um minuto de jogo e ele segurou a onda muito bem num perrengue sério que o Flamengo passou.

=Beto= disse...

Acho que a escalação ta boa sim! A entrada do Romulo e a saída do Alvaro melhoram em muito a defesa.

Pet só entra no segundo tempo, ja que não aguentaria o ritmo do primeiro e depois tende a diminuir.

Quanto ao Love, acho injustiça tira-lo, se for pra tirar um atacante prefiro que tire o Adriano, esse sim nem gol nos timecos ele tava fazendo (vide botafogo rsrs).