Restam seis

E eis que a última chapa a se formar - a de João Henrique Areias - foi também a primeira a sair da disputa pela presidência do Flamengo. No último dia para alteração das chapas, parte de seu grupo decidiu apoiar Plínio Serpa Pinto e Areias não será mais candidato.

Na nota oficial divulgada pelo ex-candidatgo no site do Fla21, ele afirma que não concorda com a opção de seus antigos companheiros de chapa, mostra-se muito contrariado e deixa subentendido que o apoio de última hora se deu em troca de cargos em uma possível futura gestão. José Maria Sobrinho, um dos cabeças do Fla21, afirma que foi um pequeno grupo que trocou de lado, inviabilizando a sequência da candidatura, mas que haverá eleição de uma executiva para manter as atividades do movimento nos próximos anos.

Já Plínio divulga a notícia como se Areias tivesse aberto mão da candidatura, havendo uma fusão das chapas em torno de seu nome - em matéria divulgada pela LancePress, chega a afirmar que Areias trabalharia em sua diretoria. E na lista dos que agora completam a Chapa Rosa, encontramos diversos dos personagens mais famosos que integravam a Fla21 - como Walter de Mattos Jr. (dono do Lance!); Claudio Pracownik (da Agora, empresa que atua no mercado de capitais, que era candidato à presidência do Conselho de Administração); Marco Polo Moreira Leite (que seria vice-presidente geral de Areias e agora concorre ao mesmo cargo na chapa de Plínio); e Humberto Mota, que chegou a ser cogitado como candidato à presidência e concorria a presidente da Assembleia Geral.

Como se vê, as versões são muito conflitantes. É possível que a questão financeira da campanha tenha pesado - há candidatos gastando muito dinheiro, inclusive Plínio, e Areias se movimentava pedindo doações para custear a candidatura. De qualquer forma, é no mínimo curioso ver nomes de uma chapa que pregava a ruptura absoluta com o modelo que reinou no Flamengo nos últimos anos aderir a uma candidatura que vem - como outras - com o discurso do modelo de gestão profissional, mas que é encabeçada pelo ex-vice de futebol de Kléber Leite, que participava como diretor do departamento até pouco tempo atrás, enquanto Kléber ainda estava no grupo. E, junto com eles, parece que vai havendo um grande fluxo de nomes conhecidos para a candidatura de Plínio - é o caso de Ricardo Teixeira e seu filho, além de outros personagens que estavam junto com Delair.

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Outra notícia relacionada à eleição: por algum motivo, candidatos de lados diametralmente opostos - Delair e Pedrinho - vetaram o uso de urna eletrônica na votação. Vai saber por quê.



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Como se vê, tem muita coisa para acontecer ainda até dezembro nesta campanha. Ser presidente do Flamengo é uma roubada, mas o pessoal está quase saindo no tapa para encará-la.

A mim, resta esperar mais um pouco para ver a movimentação de nomes em torno de cada chapa para chegar a uma conclusão do que me pareceria melhor. Tenho minha opinião neste momento, mas um pouco de prudência não custa muito. Surpresas podem acontecer até lá.

2 comentários:

PC disse...

Na minha terra essas "versões conflitantes" tem nome de peixe e começa com T ! ! ! Tá tudo muito óbvio...

Abs,

Dani Souto disse...

E que vença nessas eleiçoes o melhor para o Flamengo, embora eu ache que isso não vai acontecer.