Sobre ausência, reforços e retornos forçados

Estou em São Paulo, a trabalho, até amanhã no fim do dia. Como o Sportv transmite pra cá o Fla-Flu, devo conseguir assistir - e até, quem sabe, escrever sobre o jogo. Mas, durante o dia, não estarei muito perto de computador - como não estive por hoje.


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Vejo agora que o Flamengo finalmente anunciou as contratações de Maldonado e Álvaro.

Em primeiro lugar, o comentário default: pra mim, só tem chance de qualquer contratação ser acertada se ela couber no orçamento. Se o Flamengo tiver condições de ter estes reforços e pagar os salários em dia - compromisso que tem que ser sagrado, sempre -, beleza. Caso contrário... E, bem, pelo que se sabe já estão com dificuldades de honrar este compromisso em dia sem os reforços. Resta torcer para que a diretoria saiba o que está fazendo.

Mas, deixando esta bobeira careta de lado...

Maldonado chega pra ser titular, claro, com a expectativa de ser o melhor volante do elenco. Todos têm na memória sua bela passagem pelo Cruzeiro (embora eu tenha a impressão de que mais tarde, no Santos, ele já não teve um rendimento de tanto destaque). No Fenerbahce, pelo pouco que li, andava frequentando o banco, mas sempre jogando com frequência. É um reforço que seria considerado de peso para qualquer time do país e pode melhorar o time, ainda mais neste momento de emergência atual, com a sequência de desfalques - já que dizem que ele pode até entrar em campo neste sábado. Porém, não é exatamente o que o Flamengo mais precisa no momento; a maior necessidade do meio-campo do Flamengo, hoje, é de gente para a criação.

Já Álvaro, 31 anos, 1m83, é um reforço para uma posição em que o elenco está mesmo carente. Porém, não lembro de seu futebol - o cara saiu novo, em 2001, depois de ter sido titular da fracassada seleção olímpica de Luxemburgo em Sidney, fazendo dupla de zaga com Fábio Bilica (Lúcio era reserva). Havia passado por São Paulo, Goiás e Atlético-MG e foi para a Europa jogar no pequeno Las Palmas, da Espanha - onde também atuou por Zaragoza e Levante. Neste seu último time espanhol, envolveu-se numa polêmica com um ex-companheiro que, ao sair da equipe, o acusou de chegar bêbado aos treinos - o que foi negado pelo próprio e pelo treinador, que deu entrevistas dizendo que ele era um destaque do time e exemplo de profissional.

Do Levante, Álvaro veio para o Inter no meio do ano passado, depois do Levante ter sido rebaixado para a série B espanhola. No Brasileiro deste ano, jogou apenas 5 partidas; pelas estatísticas, tem uma média razoável de desarmes (1,8 por partida - Aírton, nosso melhor defensor no quesito, tem média de 2,25), mas é bem faltoso: 3,8 faltas por jogo, a maior média do Inter, seria a maior do Flamengo também. Por conta disso, levou três cartões amarelos nestes 5 jogos. E rescindiu seu contrato com os gaúchos, ficando livre para acertar com qualquer clube sem pagamento de multa. Santos e Goiás também especularam sua contratação, mas o Flamengo acabou mesmo aproveitando a oportunidade.

Vale observar que os contratos dos dois reforços vencem no meio do ano que vem.


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Sem Adriano, parece que Émerson vai mesmo jogar desde o início no Fla-Flu de hoje, mesmo dizendo não estar 100%. Pet também entra de titular.

Só não vale reclamar depois do azar, ok?

Um comentário:

Tiago Cordeiro disse...

Me recuso a comentar a escalação de jogadores no sacrifício. Burrice pura e simples.

Concordo com tudo sobre os reforços. Tomara que com tantos volantes e zagueiros seja possível acertar a criação nem que seja recorrendo aos alas e pontas que o time tem.