O balanço financeiro do Flamengo em 2008 - Parte 6 (final)

E o novo patrocínio?

Muito se falou que o Flamengo andou próximo de fechar com a Cosan, que estamparia a marca da Esso na camisa; e que a negociação teria a ver com um acordo sobre uma pendência jurídica entre o clube e a empresa, por conta da utilização de um terreno do Flamengo para um posto de gasolina, desativado já há algum tempo.

Pois esta dívida está no balanço: são R$11.148.269. E, segundo o documento, o Flamengo já venceu a disputa na Justiça, que está" em fase de cumprimento de sentença (execução)". Mas avisa que o clube “provisionou 50% do valor da sentença por conta de possível acordo entre as partes”.

Taí a dica do que pode mesmo ter sido conversado.

5 comentários:

Daniel disse...

André, ainda nõ olhei o balanço de 2008, só terei tempo pra isso no próximo fim de semana, mas gosto muito de ver um blog do Flamengo preocupado com o acompanhamento financeiro do clube.
É muito complicado como torcedor querer que o Flamengo não faça contrtações de jogadores capases de conquistar títulos, e principalmente títulos de relevância, como o Barileiro e a libertadores, além de pelo menos a CB ou a Sul Americana, quando as estamos disputando. Mesmo assim entendo e apoio todo o seu esforço em procurar analisar a noss situação atual e propor mudanças simples que possam funcionar. Só gostaria que nossa diretoria se preocupasse em ser mais transparente, fazendo uma presentação verdadeira dos números, complementando informações como a verba da Flatv, trçando planos para aumentar o superavit do futebol de modo a sairmos desse círculo vicioso. final não somos um banco pra ter que dar lucro todo o tempo, temos sim que ganhar títulos de relevância. Mas também não podemos ficar cometendo erros sucessívos que só nos levarão a no futuro continuarmos com a situação de dever milhões de reiais a jogadores que muitas vezes nada fizeram pelo Flamengo.
No tocante a pequenas mudanças que poderiam judar, sou partidário da solução definitiva, que nada mais é do que o Programa de Sócio torcedor do Flamengo. Ele tem que ser iniciado, seja com descontos nos ingressos, seja com quites de brinde, seja com acesso gratuito à FLatv. Tem que começar, é imperioso, com direito, ou não, à voto. Só a nação Rubro-Negra pode mudar a situação vexatória em que se encontra o Flamengo hoje em termos financeiros. A nação é o maior ativo que existe no mundo. Somos todos aficcionados, só nós podemos fazer o Flamengo uma potência inigualável no mundo. Com 250 mil sócios pgando míseros R$ 30,00 por exemplo, teríamos uma arrecadação mensal capaz de pagar a nossa folha com folgas.
Dito isso a segunda mudança que tem que surgir no Flamengo é a decisão de ter seu próprio estádio. Temos que ter nosso próprio estádio. Seja aonde for, tenha o tamanho que tiver, mas têm que ser de peimeiro mundo, com lojas, espaços para eventos, museu do time. Acredito que com boa vontade e muita estratégia, poderiamos capitalizar o momento do Adriano, Chamar uma construtora de porte, vender o idéia da Arena "Empresa que construir" e trocar isso pelo prédio do morro da viúva com dívida e tudo. Afinal a copa de 2014 vêm aí, e com certeza nem todos os jogos serão no mrcanã, lém disso poderiamos usar nossa arena como centro de treinamento de alguma Seleção e faturar bastante. Esse prédio já não é mais um Patrimônio pro Flamengo, e sim um peso. Com essas duas pequenas ações poderíamos iniciar um ciclo virtuoso imbatível.
SRN.

André Costa disse...

Você só não comentou sobre a questão de impostos. No Rio, os impostos sugam o dinheiro. No Rio é necessario levar 70 mil pagantes nos estadios para receber a mesma receita em São Paulo, o qual, só tem 38 mil pagantes.
O governo do Rio não ajuda.
O Rica Perrone fala dessas desigualdades orçamentárias relacionadas com jogos (do qual se atrai torcedores).

André Amaral disse...

Eu juro que não entendo o que dá na cabeça da diretoria do Flamengo em querer ser patrocinado por uma empresa que está sendo acionada na justiça pelo próprio Flamengo.

Ainda bem que essa negociaçao furou.

O Flamengo perto de receber a grana do processo judicial e vai querer fazer acordo..¬¬

André Monnerat disse...

André Costa, não é bem assim. O aluguel do Maracanã é mais barato que o do Pacaembu, onde o Corinthians mandou seu jogo.

Há alguns descontos a mais no Rio do que em São Paulo. O da Federação é maior, tem coisa de escoteiros também - mas não é exatamente impostos o problema não.

Mas a maior diferença de arrecadação do Rio pra SP veio principalmente do preço do ingresso. Como em SP a lotação é menor, eles aumentaram e muito os preços. A diferença do ingresso médio daqui pra lá é gigantesca.

O blog do Marcelo Damato, do Lance, fez uma análise boa da composição das rendas e dos descontos nas finais, no Rio e em SP: http://blogs.lancenet.com.br/alemdojogo/2009/05/05/quanto-vale-uma-final/

Mas, fora isso, o pior mesmo pro Flamengo é que tem uma parte enorme de suas rendas de jogo penhoradas pra pagar dívidas com Ingresso Fácil, Petkovic, acordo trabalhista com o TRT e outras ações cíveis.

Bosco Ferreira disse...

A poucos dias atrás ví o João Havelange, ex presidente da CBF e da FIFA na televisão, dizia ele que só retornando para o poder dos clubes os direitos federativos dos jogadores, hoje na mão de empresas e empresários que passam longe do futebol e dos clubes, haverá salvação para o futebol brasileiro. Considerando que o Sr. Havelange entende de futebol, e que no congresso tem muitos dirigentes e ex dirigentes de clubes eleitos pelos seus clubes (torcedores), e muitos parlamentares que torcem por um clube de futebol, como entender que eles nada façam pelos clubes?