Estadual 2009 - Taça Guanabara - 6a. rodada - Flamengo 2 x 2 Boavista

Cuca decidiu poupar muita gente e, coincidência ou não, o Flamengo perdeu os míticos 100% de aproveitamento. Talvez a ausência de um ou outro até tenha colaborado para que o tropeço acontecesse, mas o fato é que, mesmo com todo mundo em campo, isso já poderia ter acontecido antes. A escalação do time misto talvez acabe servindo de álibi - "empatamos, mas só porque não estávamos completos", e assim ainda vai ter gente continuando a fingir que o desempenho do time vinha sendo satisfatório.

Assim como na última partida, o jogo começou dando a impressão de que seria tranquilo, com um 1x0 relativamente cedo. Mas a verdade é que o time, embora tivesse o famoso "domínio territorial" e errasse poucos passes, criava pouco. No duro, quem for ver só os melhores momentos vai chegar à conclusão de que o Boavista  teve no mínimo tantas chances de gol quanto o Flamengo. E o empate acabou saindo, no finzinho.

E a virada, logo no início do segundo tempo. O Boavista até começou a ensaiar um domínio do jogo, quando o Flamengo achou o gol de empate numa bola parada. A partir daí, o Boavista se encolheu de vez e o Flamengo foi pra cima com tudo, pressionando até o fim do jogo - até Fábio Luciano virou atacante e só Toró ficou mesmo fixo lá atrás. O time até teve oportunidades para desempatar, mas insistiu demais em cruzamentos da intermediária e, aberto do jeito que estava, era só questão do Boavista acertar dois ou três passes num contra-ataque pra ganhar o jogo. Como não acertou, ficou por isso mesmo.


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No duro, o resultado do jogo pouco importava. Aliás, nem mesmo a atuação coletiva do time, todo mexido, fazia muita diferença. O interessante era mesmo ver o desempenho individual de quem ganhava chance de mostrar serviço.

E Éverton Silva, tirando por esta estréia, parece ter sido um achado. O lateral mostrou velocidade, disposição, objetividade e bons cruzamentos. Foi uma atuação bastante animadora.

Douglas era totalmente desconhecido pra mim - e meio que continuou sendo. Jogou só o primeiro tempo (não sei se sentiu alguma contusão, mas Cuca resolveu tirá-lo no intervalo para a volta de Aírton) e não apareceu muito, nem bem, nem mal. Não deu pra tirar opinião nenhuma.

Kléberson foi bem discreto no primeiro tempo, dando apenas um bom passe para Josiel. No segundo, apareceu bem mais e foi razoavelmente bem, mas sem grande brilho. O gol de Fábio Luciano acabou saindo de um de seus muitos cruzamentos em bolas paradas.

Li até que Jônatas seria o "comandante do time" hoje  - mas pouco apareceu. Pra querer reivindicar uma vaga como titular, teria que ter feito bem mais. Saiu no intervalo, quando Cuca decidiu tentar Éverton no meio-campo, como armador - outro que não deu certo e acabou saindo mais tarde, pra entrada de Paulo Sérgio (e este até que foi bem).

Josiel fez seu gol, aproveitando bem um presente da zaga do Boavista. Antes disso, deu um chute com perigo, num bom passe de Kléberson. Fora isso, ficou perdido no meio dos zagueiros, desaparecido a maior parte do tempo e, quando conseguia participar de alguma jogada, errou praticamente tudo o que tentou. Mas, como centroavante vive de gol, fica a estatística dos dois gols marcados no campeonato, o que pode servir de argumento pra ele ter mais chances em algum momento. 

E Toró é Toró. Nada de diferente do que todo mundo conhece - muita correria, boa parte dela desordenada, alguns carrinhos salvadores, algumas faltas desnecessárias. Um carregador de piano.

5 comentários:

Marcos Monnerat disse...

E o melhor goleiro do Brasil cometeu sua primeira falha do ano no primeiro gol do Boavista e poderia ter tomado um glu-glu daqueles na lambança que armou com o Toró num outro lance.

Sei que ele salva o Fla em muitos jogos e que até no ataque tem sido importante com gols de falta. Mas sinceramente, se ele for mesmo o melhor do Brasil é sinal de que precisamos melhorar muito nessa posição...

André Monnerat disse...

Eu também acho que é forçado dizer que o Bruno é o melhor goleiro do Brasil - mas não acho que ele falhou no gol não. A bola desviou no Toró no meio do caminho, pegou ele no contrapé.

Max disse...

a) o Bruno ainda teve muito reflexo de conseguir espalmar a bola no 1o. gol. Como André disse, houve desvio.

b) Toró não foi Toró. Foi horrível, muito pior do que ele normalmente é. Errou quase tudo que tentou, quase fez gol contra, era pra ter sido expulso...Nota zero.

c) A substitução do Cuca no intervalo foi a coisa mais estúpida que já vi. Tirar Jônatas pra colocar Egídio é IMPERDOÁVEL

d) Zé Roberto é horrível. Malditos reforços do Cuca (relembrando a primeira passagem dele na Gávea). A bola leva 5 min pra sair do pé dele, mesmo que seja pra dar um passe pro lado.

Tiago Cordeiro disse...

Marcos, acho mesmo que a falha foi do Toró. O Bruno saiu vendido no lance, talvez pudesse ter saído melhor, mas o Toró se jogando e pedindo a falta foi inexplicável.

Folha disse...

Bruno não me engana, é, no máximo, um goleiro mediano. Com diz o Toureiro, nas bolas difíceis é que o goleiro diferenciado aparece, e nessas, nunca vejo ele fazer uma graça, pelo contrário.

Ele se considera muito melhor goleiro do que realmente é.

Já tinha dito antes, aproveito o que Max disse, é realmente inaceitável considerarem Zé Roberto reforço. Fraco, limitadíssimo.