Mudanças dentro e fora de campo no futebol do Flamengo

Léo Moura escalado como armador e alterações na diretoria são as notícias do momento.


Matheus deu azar. Teve sua chance como titular, não foi mal, mas sentiu uma contusão muscular e está fora do próximo jogo, contra o Grêmio, este domingo. E Dorival Júnior resolveu usar a criatividade: para ocupar a vaga de armador do time, no coletivo de hoje deslocou Léo Moura para o meio-campo.

O tempo passou para Léo Moura, que não vem tendo grandes atuações na lateral. Mas ele não é meio-campo e não acho que a invenção a esta altura do campeonato, sem tempo para treinar e se adaptar à novidade, seja uma boa ideia. Não está acostumado a se colocar por ali, a participar da saída de bola pelo meio, a virar o jogo de um lado pro outro. E é muito mais de correr com a bola do que de trocar passes. Sua escalação por ali não deve ajudar muito o time a manter a posse de bola. E sou até capaz de prever problemas com bolas perigosas perdidas pelo meio, onde ele não está acostumado a recebê-la de costas para a marcação.

* * * * * * * * * *

O meio-campo ficou formado, então, por Muralha, Cáceres, Íbson e Léo Moura. Pela escolha de jogadores, dá pra imaginar que ele usará dois volantes mais fixos, com Íbson e Léo Moura mais à frente. Defensivamente, ao menos, o time ganharia. Já escrevi aqui que, em minha opinião, a fraca zaga rubro-negra está precisando desta proteção a mais.

* * * * * * * * * *

Não é só dentro de campo que podem haver mudanças no futebol do Flamengo. Ainda não foi anunciada oficialmente, mas todo mundo já sabe da demissão de Paulo César Coutinho, Vice-Presidente de Futebol. Zinho deu declarações dizendo que sente a saída do amigo e que colocou seu cargo à disposição.

Isso não quer dizer que Zinho também esteja saída. Ele apenas deixou Patrícia Amorim à vontade, caso queira mexer mais no departamento. Mas não acho que acontecerá.

Marcos Braz é, como Patrícia Amorim, candidato a vereador e conta com votos de torcedores do Flamengo para se eleger. Além disso, aparece como possível concorrente à presidência do clube; pagou para ter acesso à lista atualizada de eleitores, movimento normal para quem vai inscrever chapa, e especulou-se que sairia com o ex-judoca Frederico Flexa como vice. Patrícia, ao mesmo tempo, ainda não anunciou se concorrerá ou não em dezembro à reeleição e, caso decida ficar mesmo de fora da corrida, tem dificuldades para escolher dentro de seu grupo um nome forte para apoiar.

Esta possível movimentação na chefia do Departamento de Futebol me parece ter mais a ver com tudo isso e outros possíveis lances político-eleitorais do que com a vontade de mexer realmente no funcionamento das coisas.

E, embora isso ainda não tenha sido confirmado, não boto muita fé que Marcos Braz entre nessa.

Atualizando: logo depois do post publicado, saiu a confirmação de que ele não topou mesmo. O motivo: "a contrapartida não será possível". É...

Nenhum comentário: